A Profecia: Capítulo 2

Autor: Fábio Anhaia

Durante os anos de escuridão muita coisa mudou, Kinobi casou-se novamente e teve uma filha de beleza extraordinária chamada Ynibi. Kinobi e sua esposa viveram muito tempo juntos, ele a amava, porém não mais que sua falecida mulher Ybambi, ele jamais a esqueceu assim como seu filho Tamaki, também nunca esqueceu o juramento que fez.

     Kinobi e Vanity (segunda esposa) – Google Imagens

Kinobi envelheceu, sua filha cresceu e se tornou uma bela mulher e todos na aldeia queriam casar-se com Ynibi. Porém o chefe decretou que para ter a mão de sua filha, o guerreiro deveria mostrar coragem e se tornar o melhor da tribo.

Ynibi acredita no amor e não gosta de nenhum dos guerreiros da tribo, mas mesmo assim aceitou a condição de seu pai e se casará com o vencedor da disputa.

Certa vez Ynibi estava na beira de um riacho quando ouviu um barulho no mato, escondeu-se rapidamente pensando que poderia ser um soldado da rainha. Para surpresa de Ynibi não eram os soldados da rainha, mas sim um indígena, um guerreiro perdido da tribo dos Iroquois, após as batalhas de anos de escuridão muitos indígenas se separaram o que fez que muitos se perdessem.

     Ynibi – Google Imagens

Paninbi é um jovem guerreiro corajoso, Ynibi se apaixonou à primeira vista e foi ao encontro do rapaz.

 – Quem é você? De onde vem? E o que quer aqui? – Disse Ynibi.

 – Eu sou Paninbi, sou da tribo dos Iroquois, meus pais e eu nos perdemos da grande tribo a muito tempo, desde então estou em busca dela. – Respondeu Paninbi.

Paninbi se encantou com a beleza de Ynibi, e não foi difícil de se apaixonar por ela.

– Vou leva-lo a meu pai, tenho certeza que será bem recebido, meu pai lamenta os anos de escuridão a tempos, estamos tentando nos reconstruir longe da rainha negra. – Disse Ynibi.

Paninbi – Google Imagens

Os Iroquois nomearam a rainha Elisabeth de rainha negra por conta de a mesma usar um vestido preto desde a noite do primeiro ataque, nunca se soube o motivo, mas ela sempre vestiu preto desde aquele trágico dia.

Ynibi levou Paninbi até seu pai que fez diversos questionamentos ao jovem.

– Como você e sua família se separaram da tribo? – Disse Kinobi.

– Foi a muito tempo, estávamos dormindo e ouve um ataque, os soldados mataram dezenas de nós, minha mãe e meu pai me pegaram pelo braço e então nós corremos, corremos até não ouvir mais os gritos de desespero de nossos irmãos, o chefe de nossa tribo era City, ele também foi assassinado naquela noite. – Revelou Paninbi.

– City? City era meu guerreiro, filho de Taki, irmão de Ybambi! – Disse Kinobi.

– E onde você viveu esse tempo todo? Onde estão seus pais? Como nos encontrou? – Disse Knobi.

– Meus pais e eu fomos acolhidos por uma pessoa do reino da rainha negra! –Disse Paninbi deixando todos chocados.

– Do reino da rainha? Mas como seria possível, todos têm a ordem de entregar os indígenas a rainha! – Disse Ynibi.

– Eram boas pessoas, nos acolheram durante anos, vivemos escondidos, meus pais estavam desesperados não queriam mais fugir. – Respondeu Paninbi.

– A alguns dias os guardas bateram na porta fizeram uma revista na casa toda, meus pais foram pegos, eu escapei, fui atrás deles no castelo, consegui entrar, passei por um jardim, havia uma tumba de ouro, não sei o que havia lá, só sei que não encontrei meus pais, os guardas me viram, então eu fugi, entrei na mata e caminhei durante dias tentando encontrar vocês, e agora estou aqui. – Disse Paninbi.

– Sei que o senhor busca vingança da rainha negra, estou aqui porque também busco! – Disse Paninbi.

– Entrou no castelo dela? Como passou pelos guardas? – Disse Kinobi.

– Existe uma passagem, tenho um amigo, ele me ajudou, tem sangue indígena, mas a mãe é branca, sempre nos ajudou levando alimentos, ele pode nos ajudar! – Disse Kinobi.

– Se tem sangue indígena é nosso amigo, reúnam as tropas, chamem os guerreiros, vou selecionar alguns, vamos começar um plano de vingança contra a rainha negra! – Decretou Kinobi.

Kinobi selecionou alguns guerreiros espiões e começou uma reunião.

– Esse é Paninbi, é guerreiro de uma de nossas tribos que era comandada por City, infelizmente foram atacados pela rainha negra, Paninbi conseguiu escapar e veio nos ajudar a deter a rainha, veio nos ajudar a se vingar! – Disse Kinobi.

Paninbi explicou tudo, contou tudo o que sabia inclusive sobre a tal tumba de ouro no jardim, Kinobi resolveu investigar qual o motivo de existir uma tumba de ouro no jardim da rainha, o chefe enviou alguns guerreiros.

Os guerreiros partiram na noite seguinte, na manhã após partirem retornaram, todos estavam chocados com o que descobriram, Paninbi não sabia como explicar.

Na noite anterior…

No castelo a rainha Elisabeth fazia seus afazeres reais quando foi avisada de que indígenas foram vistos no jardim, ela correu imediatamente a tumba de ouro, mandou abrir as portas da tumba e lá estava ainda, um caixão de ouro.

– Abram, abram agora! –Disse a rainha.

Os guardas abrem o caixão, e lá estava, dentro do caixão havia o corpo de um bebê enrolado em ervas medicinais que impediam a sua decomposição. Assim que conferiu a rainha ordenou que o caixão fosse fechado, e fortaleceu a segurança da tumba, ordenou que os guardas revistassem o castelo e descobrissem por onde os índios entraram.

        Elisabeth – Rainha Negra – Google Imagens

Na aldeia Paninbi começou a contar a Kinobi tudo o que havia descoberto.

– Entramos na tumba, dentro dela havia um caixão com uma placa, meu amigo que nos ajudou leu para nós, a placa dizia que havia ali o preço a pagar pelo sofrimento da rainha, enquanto ela não a encontrasse, aquele corpo nunca seria de Kinobi e a criança jamais teria seu descanso eterno. –Revelou Paninbi.

Kinobi – Google Imagens

Kinobi ordenou que todos saíssem de sua tenda, Ynibi queria ficar, porém ele ordenou que a retirassem de lá. Kinobi ficou na tenda durante três dias fazendo orações indígenas. No terceiro dia Kinobi parou de repente. Ynibi vai ao encontro do pai.

– Papai, o que está acontecendo? – Disse Ynibi.

– Ele chegou! – Respondeu Kinobi.

– Ele quem papai? – Questionou Ynibi.

–A ajuda! O Corvo Azul. – Disse Kinobi.

Continua…

Publicado por fabioanhaia

Autor de Primeira Viagem

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