Desculpa!

Autor: Fábio Anhaia.

Desculpa tomar teu tempo

Desculpa te fazer chorar

Desculpa te fazer sentir culpa

Por um amor que jamais existirá.

Desculpa te fazer se humilhar

Por alguém que não te merece

Desculpa te fazer se importar

Por alguém que não faz questão.

Desculpa te impedir de viver

Desculpa te forçar a acreditar

Em algo que já se foi, ou que talvez nunca existiu.

Desculpa te alertar só agora

Desculpa te fazer acordar

Mas saiba que ainda há tempo

Pois aqui estou, diante de mim mesmo, me pedindo desculpas.

Matéria Especial: Sereias

Fonte: Wikipédia

Sereia ou sirena é uma figura da mitologia, presente em lendas que serviram para personificar aspectos do mar ou os perigos que ele representa. Quase todos os povos que dependiam do mar para se alimentar ou sobreviver, tinham alguma representação feminina que enfeitiça os homens até se afogarem. O mito das criaturas híbridas, representadas na mitologia grega, como um ser que continha o corpo de um pássaro e a delicadeza de uma mulher. Ao longo do tempo, transfiguram-se na Idade Média em mulheres metade peixe. É provável que o mito tenha tido origem em relatos da existência de animais com características próximas daqueles que, mais tarde, foram classificados como sirénios.

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A mitologia grega foi a quem mais colaborou com o imaginário ocidental. Em 1 100 a.C., eles criaram não só as sereias como as sirenas: mulheres-pássaros que causavam naufrágios ao distrair marinheiros com a voz. Diferentemente das mulheres-peixe, nunca se apaixonavam por humanos. Eram filhas do deus-rio Aqueloo, criadas para serem amigas de Perséfone, filha de Zeus e Deméter.

Filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisseia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.

Na Grécia Antiga, porém, os seres que atacaram Odisseu eram, na verdade, retratados como sendo sereias, mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver numa ilha isolada. Se assemelham às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única.

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No Folclore Brasileiro também aparecem registros desse ser mitológico, Iara ou Mãe-d’água, segundo o folclore brasileiro, é uma linda sereia que vive no rio Amazonas. No litoral do Rio Grande do Sul, mais precisamente nas praias de Torres, existe a lenda que uma sereia protege um esconderijo repleto de diamantes e pedras preciosas.

Esta sereia, conforme a lenda, aparece na entrada de uma gruta, sempre na meia-noite de toda sexta-feira de lua cheia. Se alguém tiver a sorte de ver a sereia e presenteá-la com um pente, sem nada perguntar, descobrirá onde está enterrado o tesouro.

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O Preço de um Segredo: Capítulos Finais ( Capítulo 12 — O Cativeiro e Capítulo 13 – Uma Última Esperança. )

Capítulo 12 — O Cativeiro

— Não vai se explicar? — Questionou a moça.

— Não sei do que você está falando. — Respondeu Felipe.

— Não sabe? — Questionou Vitória.

— Eu vou te dizer três nomes Felipe. — Iniciou Vitória.

— Jade, Ângela e Nicolau! — Completou a moça.

— Como você? Onde você arrumou tudo isso? — Perguntou Felipe.

— Não importa, mas saiba que se tentar qualquer coisa contra mim isso tudo vai cair nas mãos da polícia! — Declarou a moça.

— Do que você está falando? Vitória sou seu irmão! — Disse o rapaz.

— E é por isso que estou te perguntando o motivo de todos esses assassinatos Felipe! O que você fez? — Questionou a jovem em meio a lagrimas.

— Eles me ameaçaram Vitória, todos eles me ameaçaram, não podia deixar! — Disse Felipe começando a chorar.

— Ameaçaram com o que Felipe? — Insistiu a irmã.

— Vitória não sou seu irmão, eu fui trocado na maternidade. — Revelou o rapaz.

— O que? De onde você tirou isso? — Perguntou Vitória.

Felipe então conta toda a história a irmã que fica em choque com o revelado, Vitória não pode acreditar no que estava ouvindo, sua mãe nunca faria o que Jade afirmou, mas e se fosse verdade? Talvez fosse por isso que Felipe sempre foi tão diferente.

— Felipe? Eu… eu nem sei o que pensar, minha cabeça está girando. — Disse Vitória em choque.

— Não pense nada, anda venha comigo, você precisa se deitar. — Disse Felipe ajudando a irmã a ir para o quarto.

No quarto Felipe ajuda Vitória a se deitar, ele tira seus sapatos e a põem sobre a cama.

— Felipe, mesmo tudo isso sendo verdade, você sabe que não deveria ter cometido aqueles crimes. — Disse Vitória.

— Não pense nisso agora, mais tarde conversamos. — Disse Felipe beijando a testa da irmã.

Ao sair do quarto Felipe pega a chave e tranca a porta por fora, ele desce até a sala e chama Vanusa a empregada.

— Vitória não sai daquele quarto a menos que eu libere está me ouvindo? — Declarou Felipe.

— Mas senhor Felipe… — Dizia Vanusa.

— Nada de mais nem menos, se Vitória sair de lá, considere-se morta Vanusa! — Ameaçou Felipe.

Mais tarde naquela noite Vitória desperta do sono e resolve comer alguma coisa, ao chegar na porta percebe que a mesma está trancada.

— Mas o que está acontecendo! — Pensou Vitória.

A jovem começa a bater na porta e chama por alguém, mas ninguém responde de volta, Vitória então resolve bater mais forte e de nada adianta, a moça então procura seu celular e percebe que ele já não está mais ali. Da sala Felipe ouve o desespero de Vitória enquanto bebe um copo de Whisky.

— Senhor Felipe? — Disse Vanusa.

Felipe pede para que a empregada chame o segurança, ele dá as ordens ao segurança e exige que ele impeça Vitória se ela tentar sair do quarto. Vanusa prepara o jantar e leva em uma bandeja até Vitória.

— Vanusa! — Disse Vitória.

— O que está acontecendo? — Completou a jovem.

— Perceu? O que faz no meu quarto? Por que estou trancada? — Questiona Vitória.

— Seu irmão, ele nos disse que é para seu bem dona Vitória, não posso fazer nada… — Respondeu Vanusa.

— Felipe está maluco! — Disse Vitória indo em direção a porta.

Perceu a impede e Vitória fica incrédula.

— Perceu? Saia da minha frente! — Ordena a jovem.

— Não posso! São ordens do seu Felipe. — Declarou o segurança.

Perceu e Vanusa saem do quarto e voltam a trancar a jovem, Vitória está em cativeiro na sua própria casa e o pior de tudo mantida pelo seu próprio irmão. Felipe perdeu o juízo de vez, isso era o que Vitória concluiu.

No dia seguinte Pedro descobre através de Erick que os dois podem ser irmãos, eles sempre foram muito unidos e Erick já sentia algo relacionado a Pedro a anos, mas por um acaso do destino, através dos problemas que estavam relacionados a Afonso no hospital e toda a função de doação de sangue, Erick chegou a conclusão de que isso seria possível, já que estava comprovado que seria impossível Afonso e ele serem irmãos. Os dois então fazem um exame de DNA, porém no dia de abrir esse exame em uma conversa regrada de emoção eles optam por esquecer, pois eles já se sentem irmãos e isso é o que importa.

Pedro obviamente levou a possibilidade a Elisa que contou a ele a sua história, bom pelo menos é o que Pedro acredita.

— Pedro meu amor, você foi deixado na porta da minha casa, nunca soube quem poderia ser seus pais, eu procurei, juro para você que procurei, mas nunca encontrei. Eu menti para você porque achava que assim você sofreria menos. — Revelou Elisa.

Pedro abraça e perdoa sua avó, afinal ela não fez nenhum mal a ele, pelo contrário, ela cuidou dele. Logo após Pedro vai para seu quarto e começa a pensar na história que sua avó lhe contou, era tudo muito vago, o rapaz toma uma decisão.

— Eu vou descobrir quem são meus pais! — Declarou Pedro.

Na casa de Felipe ele sobe para uma conversa com a irmã.

— Felipe, o que você pensa que está fazendo? Você perdeu o juízo? — Disse a jovem.

— Não, pelo contrário, Vitória não matei todas aquelas pessoas para deixar você me entregar para polícia. — Disse Felipe.

— Você não pode me manter trancada aqui! — Revidou Vitória.

— Você tem toda razão! Perceu! — Ordenou Felipe.

O segurança pega Vitoria e põem uma substância em sua boca, a moça desmaia e Perceu junto a Felipe levam-na para o porão da casa deles. Felipe havia transformado o porão em uma “ segunda casa ”, havia de tudo, uma cozinha, um banheiro, um quarto, livros e até uma televisão, a diferença é que as paredes tinham sido revestidas com um sistema anti som, Felipe manteria Vitória presa lá embaixo e não queria que ninguém soubesse.

Ao despertar do desmaio Vitoria fica confusa, ela não consegue identificar onde está, a jovem caminha pela casa e não observa nada familiar, quando se dá conta do que aconteceu percebe que agora definitivamente está presa em um cativeiro.

Capítulo 13 – Uma Última Esperança.

Vanusa é chamada por Felipe, ele informa a ela do cativeiro da irmã e dá seu último aviso a empregada.

— Você vai alimentá-la, vai lavar as roupas dela e levar tudo o que ela te pedir, mas nunca diga a ela onde ela está! Se ela descobrir que está presa no porão, eu acabo com você e toda a sua família, estamos entendidos? — Ameaçou Felipe.

— Sim senhor! — Respondeu Vanusa.

Vanusa desce até o porão e encontra Vitória.

— Vanusa, graças a Deus, o que está acontecendo, onde eu estou? — Questionou Vitória.

— Me desculpe dona Vitória, mas estou aqui apenas para lhe trazer a comida. Seu irmão deixou bem claro que não posso lhe ajudar ou ele me mata. — Respondeu a empregada.

— Vanusa, você não pode me deixar aqui… — Disse Vitória com lagrimas nos olhos.

— Eu sinto muito dona Vitória. — Lamentou a empregada.

            Alguns meses depois…

Meses depois Vitória continua presa e Vanusa a visita todo dia, no começo foi difícil, mas depois Vitória foi aceitando seu destino. A noite ela chora pensando na possibilidade de morrer ali sozinha, mas durante o dia Vanusa a faz companhia.

— Preciso ir, seu irmão vai chegar e ainda não preparei o jantar. — Disse Vanusa.

— Tudo bem! Boa volta! — Respondeu Vitória.

Assim que Vanusa sai do quarto Vitória percebe o que a empregada deixou escapar, “ seu irmão vai chegar ”, ela só pode estar presa em casa.

— Estou no porão! — Disse Vitória.

No dia seguinte Pedro acorda, toma café e vai para loja de suplementos, no meio da manhã ele avisa Erick que precisa sair. Pedro decidiu a alguns meses que descobrirá a verdade sobre sua história, o primeiro lugar obviamente a procurar é no hospital. Pedro separou a lista de diversos hospitais do Rio de Janeiro, hoje ele iniciará uma maratona em busca da sua origem.

Na casa de Felipe, Vanusa limpa o escritório do patrão e ao mexer em uma gaveta encontra uma pasta, a pasta lhe chama a atenção pois está com o nome de Vitória. Vanusa guarda a pasta na gaveta novamente e desce levar o almoço da menina.

No cativeiro Vanusa pergunta a Vitória porque Felipe a trancou, a menina conta toda a história a empregada. Vanusa ouve tudo com atenção.

— Mas tem mais uma parte que Felipe não sabe Vanusa, descobri que posso ter um irmão, sim eu posso ter um irmão Vanusa. — Disse Vitória.

— Como assim dona Vitória? — Questionou a empregada.

— Meu pai sempre teve muitas amantes, e no meio das minhas investigações encontrei com uma delas, uma mulher que afirmou para mim que meu pai teve um caso com uma tal de Lilian e que essa mulher ficou grávida e desapareceu. — Revelou Vitória.

Vanusa fica chocada com a história, porém não se aprofundou no assunto. No fim do dia ela vai para sua casa, a empregada vive em um bairro de classe média, a vizinhança é muito boa, sem violência e pouca criminalidade, a única vez que Vanusa lembra da presença da polícia no bairro, foi quando seu vizinho Nicolau foi assassinado.

— Boa noite dona Eliza! Como a senhora está? — Perguntou Vanusa.

— Bem! E você? — Questionou Eliza.

— Bem também, e o Pedro, faz tampo que não o vejo. — Disse Vanusa.

— Ele trabalha muito, mas logo está chegando! — Respondeu Eliza.

— Olha ele ai! — Disse Eliza abraçando o neto que acabava de chegar.

— Boa noite Vanusa! — Cumprimentou Pedro.

— Boa noite Pedro, estávamos falando de você agora! — Disse a empregada.

— Espero que seja coisa boa! — Respondeu Pedro.

— E tem alguma coisa ruim para falar de você! Você é a melhor coisa que me aconteceu! — Elogiou a avó.

— Então deixa eu entrar, preciso de um banho! — Disse Pedro dando um beijo na avó e despedindo-se de Vanusa.

Sim, Vanusa é vizinha de Eliza e Pedro, é como se o destino estivesse conspirando para que essa história se resolva. Pedro está em busca de seus pais e a sua origem. Eliza sabe de toda a verdade sobre Lilian e Álvaro. Vanusa sabe de boa parte da história que descobriu através de Vitória que está sendo mantida em cativeiro pelo próprio irmão por saber de tudo, com uma boa roda de conversa entre eles em um fim de tarde de verão nós chegaríamos ao fim desse enredo, porque uma última esperança acaba de surgir.

Lendas Urbanas: A Bruxa de Ferro

Fonte: fantasia.fandom.com

No final da década de 50, em uma pequena cidade havia um pequeno hospital que cuidava de crianças que tinham problemas nos ossos e com essas crianças trabalhava uma enfermeira que era muito estranha.

Um dia essa mesma enfermeira se apegou muito a uma das crianças que já não estava tão bem, ela estava ligada a alguns aparelhos e usava alguns aparelhos que sustentavam o peso de suas pernas e braços.

Um dia a enfermeira não aguentando mais ver o estado em que a criança se encontrava decidiu que colocaria um fim em sua vida, assim matou a criança desligando os aparelhos e logo em seguida como forma de manter a criança sempre por perto colocou os extensores que a criança usava em seus braços e pernas em seu próprio corpo, não aguentando a crueldade que havia cometido se suicidou se jogando dentro do poço que havia nos fundos do hospital.

Algum tempo depois o pequeno hospital foi encerrado e em seu lugar foi construído um orfanato, desde sua inauguração já havia relatos de estranhos acontecimentos, como sussurros e o barulho do que parecia ferro se arrastando pelo chão, mas nenhum adulto deu importância, imaginavam que eram apenas barulhos por causa da ala antiga do hospital encerrado.

Depois de algum tempo resolveram fechar o orfanato, restando apenas umas poucas crianças para serem transferidas, foi nesse momento que coisas bizarras começaram a acontecer, toda noite crianças ouviam barulhos metálicos e viam o vulto de uma mulher horrível caminhar pelo corredor da ala em que estavam.

Um dia uma das crianças quebrou a perna e essa dava gritos terríveis dizendo que a bruxa de ferro que tinha feito aquilo, mas os adultos não acreditaram imaginando que a criança havia caído da escada, deram o caso por encerrado e não falaram mais no assunto.

Uma noite uma das meninas entrou gritando no quarto acordando todas as crianças que saíram correndo pelos corredores do orfanato, algumas ficaram frente a frente com uma mulher horrível, toda deformada e com ferragens pelo corpo, ela aponta seu dedo imundo para as crianças dizendo que sugaria suas almas e depois as mataria, as crianças saíram gritando pelo corredor, até que encontraram com o zelador que não acreditava na criatura horrível que estava vendo.

Todos enfim conseguiram sair de dentro do orfanato, mas se deram conta de que faltava uma criança, mas ninguém tinha coragem de entrar novamente para saber o que tinha acontecido.

Passaram a noite fora do prédio e na manhã seguinte foram procurar a garotinha que havia sumido e para desespero de todos ela foi encontrada morta e com todo seu corpo retorcido, mas ainda agarrada ao seu ursinho.

Diz a lenda que desse dia em diante o fantasma dessa bruxa segue assombrando os orfanatos e quebrando os ossos das crianças para tentar colocar as ferragens em seus corpos.

O Preço de um Segredo: Capítulo 11 – A Descoberta.

Capítulo 11 – A Descoberta.

Alguns dias depois.

Em Paris, Vitória está prestes a concluir seu curso de direito, a irmã de Felipe se prepara para seu retorno ao Brasil em breve.

— Só de pensar que em três dias a gente se forma, dá um frio na barriga! — Disse Amanda, colega de Vitória.

— É, não vejo a hora de voltar para casa, morro de saudades do Felipe. — Disse Vitória.

— Como será que ele está? — Questionou Amanda.

— Não sei, Felipe nunca soube lidar com o luto, mas espero que ele esteja bem! — Concluiu Vitória.

No Brasil Felipe está em um Shopping da cidade tomando café em uma confeitaria chamada Doce Mel quando percebe uma moça chorando em um banco, ele presta a atenção no uniforme da moça e percebe que ela trabalha na loja de suplementos de Erick, a mesma que Pedro gerencia.

Felipe se perde em seus pensamentos e o ódio por tudo que Pedro fez a ele desperta novamente, além de tudo ainda tem Erick, ele não demitiu Pedro quando Felipe solicitou, tudo isso só fez com que o ódio dele reacendesse mais forte. Felipe tem um plano.

— Boa tarde! — Cumprimentou Felipe.

— Ah… Oi! — Respondeu Andressa limpando os olhos.

— Por que uma moça tão bonita como você está chorando no meio do Shopping? — Questionou o Rapaz.

— E quem é você? — Revidou Andressa estranhando.

— Sou Felipe, mas você ainda não me respondeu porque está chorando. — Insistiu Felipe.

Andressa conta a ele tudo o que ela passou, a jovem é apaixonada por Erick e não suporta a ideia dele se casar com Aline. Felipe oferece a jovem uma parceria.

— Tenho uma proposta para te fazer! — Disse Felipe.

— Eu tenho minhas diferenças com o Erick também, estive pensando e tenho um plano para nós dois nos vingarmos dele, você aceita? — Perguntou Felipe.

Andressa estranha a proposta, que diferenças Felipe poderia ter com Erick? O fato é que o principal alvo de Felipe é Pedro e não Erick, mas se precisar passar por cima de Erick para chegar a ele, Felipe fará.

Andressa aceita a proposta de parceria com Felipe, o rapaz pede para que a jovem volte para a loja e aguarde contato de um motoqueiro que Felipe enviará.

Nos dias seguintes muitas coisas acontecem, Felipe enviou o motoqueiro conforme tinha avisado a Andressa, e iniciou um plano contra Erick. Dentro desse plano Andressa aplicou um golpe em Erick e Aline, ela assumiu as confeitarias da moça e as lojas do rapaz, assim como as casas e carros, tudo o que fosse proveniente dos lucros das empresas.

Em meio a tudo isso Felipe recebeu sua irmã de volta em casa, Vitória desconfiou dos comportamentos do irmão e ficou chocada ao descobrir que ele estava sendo investigado pelas mortes que aconteceram, em meio a todas essas desconfianças a jovem decide investigar por conta própria e ela já sabia por onde começar.

Vitória passa dias investigando as mortes e colhendo provas, ela consegue as imagens das câmeras de segurança tanto do prédio comercial onde fica o escritório de Felipe, como do condomínio onde Jade vivia, a jovem está disposta a descobrir toda a verdade.

Enquanto Vitória investiga, a vida de Pedro está de ponta cabeça, desde que Andressa assumiu as lojas de Erick ele não têm um dia de paz, além de tudo ele ainda sente-se culpado por conta de um acidente que envolveu Afonso, irmão de Erick, o rapaz estava trabalhando no delivery da loja de suplementos e acabou se acidentando, ele perdeu muito sangue e precisou de doação. Mas Pedro fez sua parte e foi até o hospital doar, pena que eles não tinham o mesmo tipo sanguíneo, já que o de Pedro era AB.

— Bom dia Pedrinho! — Disse Andressa.

— Bom dia Andressa. — Responde Pedro sério.

— O que foi? Está emburrado porquê? — Questionou a jovem.

— Você ainda pergunta? Andressa você deu um golpe no Erick, é um absurdo o que você está fazendo! E porquê? Não há motivos, você não era assim, te conheço a anos, parece que nunca conheci, não é? — Desabafou Pedro.

— Não devo satisfações a você, e é melhor você falar direito comigo a partir de agora, porque eu sou a patroa! Então se não quer perder seu emprego, entre na linha! — Revidou Andressa.

Mais tarde naquele dia, Pedro e Natalia, uma jovem gaúcha amiga de Aline se encontram.

— É isso Natalia, pelo visto nunca conheci Andressa direito, ela era uma boa pessoa sabe, sempre foi como uma irmãzinha da rapaziada lá da loja, mas agora, não sei… ela deu esse golpe no Erick e na Aline e já não a reconheço mais.

— Você acredita que ela possa mudar de ideia e devolver tudo para eles um dia? — Questionou Natália.

— Não sei, mas espero que sim. — Respondeu Pedro.

— Essa menina deve ter problemas com toda a certeza, talvez ela só precise de alguém que a ajude, que estenda a mão a ela. — Declarou Natália.

— Mas no momento estou “P da vida” com ela, não quero vê-la nem pintada de ouro! — Concluiu a jovem.

As investigações de Vitória estão a todo o vapor e agora havia chegado a hora dela assistir as imagens das câmeras de segurança.

— Meu Deus! É o carro do Felipe! — Assustou-se Vitória ao ver o carro do irmão nas imagens do condomínio de Jade.

Após assistir os vídeos da garagem do prédio comercial Vitória também constata que o carro que atropela Ângela é de Felipe.

— O que foi que você fez Felipe! — Pensou Vitória em choque.

Vitória segue o dia investigando e vai até a casa da testemunha do assassinato de Nicolau, ela apresenta uma foto do irmão a ele e o rapaz confirma ser a pessoa que ele viu naquela manhã, Vitória insiste com uma foto do carro novo de Felipe e o rapaz confirma agora com mais certeza.

Está tudo resolvido, Felipe é o assassino daquelas pessoas, mas o que resta saber é o que havia motivado o irmão de Vitória a cometer todos esses crimes.

Mais alguns dias se passam e Erick e Aline abrem um processo contra Andressa, o julgamento é marcado e Pedro vai testemunhar a favor do amigo. Tudo ocorre bem e Erick e Aline recuperam tudo que haviam perdido. O motoqueiro misterioso que começou a prestar serviços para Felipe corre dar a notícia a ele.

— Droga! Essa Andressa é muito burra mesmo, não consegue dar um golpe direito! — Esbraveja Felipe.

— E ainda foi presa seu Felipe. — Revelou o motoqueiro.

— Espere uns dias e vá até a cadeia e leve um recado a ela, diga para ela fazer o possível para conseguir se reaproximar deles. — Disse Felipe ao motoqueiro.

— No começo era só para se vingar do Pedro mesmo, mas agora Erick você se tornou uma pedra no meu sapato! — Declarou Felipe.

No fim do dia Felipe volta para casa e encontra Vitória com os documentos sobre a mesa de centro da sala.

— Que bagunça é essa Vitória? — Questionou o rapaz.

— É a sua bagunça Felipe. São os assassinatos que você cometeu! — Revelou Vitória.

O Preço de um Segredo: Capítulo 10 – As Investigações.

Capítulo 10 – As Investigações.

Elisa liga para Pedro e dá a notícia da morte de Nicolau, o menino corre para casa, os dois não conseguem entender quem seria capaz de fazer uma coisa daquelas, Nicolau era uma pessoa tão boa. A polícia chega e faz a perícia.

Na delegacia os investigadores se juntam em uma sala, mais uma morte misteriosa, as provas foram postas sobre a mesa e uma discussão se inicia.

— Alguém tem um palpite? — Questionou um dos investigadores.

— As mortes aconteceram de formas diferentes, mas meus instintos dizem que foi o mesmo assassino. — Respondeu Paula, uma investigadora.

— Nós não podemos depender só do seu instinto investigadora, precisamos de provas! — Revidou Julio, outro investigador.

— Bem, o atropelamento no prédio comercial, as imagens das câmeras de segurança foram divulgadas, não aparece a pessoa pois os vidros do carro eram escuros, mas temos a placa. — Disse Paula.

— Já enviei para o estagiário consultar o proprietário. — Concluiu a investigadora.

— Quanto ao primeiro assassinato da senhora na escadaria? — Questionou Ruy o chefe de investigação.

— O laudo do IML diz que ela levou uma pancada na cabeça e foi algo de vidro. — Revelou Paula.

— Não tem nenhuma testemunha? — Questionou Ruy.

— Não, mas tem imagens da câmera de segurança, o resultado está nesse envelope. — Declara Julio.

Ruy abre o envelope e encontra várias fotos do carro ao qual Jade chegou no dia de seu assassinato, o carro é o mesmo modelo e têm a mesma placa do carro que atropelou Ângela um dia depois.

— E quanto ao homem morto com um tiro? — Questionou Ruy.

— Um vizinho estava saindo para o trabalho naquela manhã e disse que Nicolau estava entrando em casa com um rapaz, porém o carro descrito não é o mesmo modelo dos outros dois assassinatos. — Revela Paula.

— Parece que seus instintos estavam certos investigadora Paula! Tirando o último assassinato, os outros dois, o assassino só pode ser o mesmo! — Declarou Ruy.

Mais tarde naquele dia Pedro e Elisa conversam sobre Nicolau, o rapaz quer entender quem pode ter feito aquilo com o ex-motorista, para evitar que Pedro descubra a verdade sobre seu passado Elisa resolve contar a história de Nicolau a Pedro, bem, pelo menos parte da história.

— Pedro, tio Nicolau não era como você pensava, quer dizer, pelo menos não a vida toda. Nicolau tinha um passado muito sombrio, ele trabalhou de motorista para o senhor Álvaro, o pai de Felipe, e além de motorista ele fazia alguns “ trabalhos sujos ” por fora, seu tio matou muita gente a mando do patrão. Acredito que alguém descobriu e se vingou… — Revelou Elisa.

— Meu Deus Vó, por que a senhora nunca me contou isso? Ele era um assassino de aluguel? — Questionou Pedro.

— Era, mas no passado, depois de um tempo ele parou, você gostava tanto dele, não tive coragem. — Declarou Elisa.

— Coitado, mas quando se leva esse tipo de vida, não importa quando, mas a conta vem! — Concluiu Pedro.

De volta a delegacia, a testemunha do assassinato de Nicolau termina o depoimento, imediatamente eles entregam aos investigadores que já tem uma suspeita.

— A testemunha descreveu o suspeito como um homem moreno, magro e bem-vestido, após pressão dos policiais ele revelou que a pessoa que esteve com Nicolau essa manhã com toda a certeza era o Senhor Felipe Montecruz! O dono da rede de supermercados Vitá! — Declarou Julio.

— Vamos pegá-lo agora! — Disse Ruy.

— Ele precisa prestar depoimento! — Completou Ruy.

A polícia vai até o escritório de Felipe e o encontram trabalhando, eles o informam que ele terá de prestar depoimento, Felipe se nega a ir a delegacia.

— Isso é um absurdo, eu nem sei quem é esse Nicolau! — Defendeu-se Felipe.

— Ah o senhor não sabe, não sabe que ele foi motorista de seu pai também? — Questionou Julio.

— Isso faz tanto tempo! Só vou prestar depoimento, após a presença de meus advogados! — Declarou Felipe.

Os investigadores deixam o escritório e Felipe se compromete a ir até a delegacia mais tarde. O rapaz liga para seus advogados que vão imediatamente a seu encontro.

— Mas eles têm motivo para te acusar? — Questiona André, um dos advogados de Felipe.

— Tem! Olha André, Tiago, sou bilionário e vocês sabem bem disso, vou abrir o jogo com vocês. Eu cometi todos esses crimes! — Assumiu Felipe.

— Mas não vou ser preso! Vou pagar quanto vocês quiserem para me livrar dessa, é só dizer o valor! — Disse Felipe.

Os advogados se olham e respondem simultaneamente.

— Vamos dar um jeito nisso!

Mais tarde os advogados se reúnem com Felipe novamente e explicam tudo o que ele precisa fazer na delegacia, os advogados aconselharam o cliente a mentir que ele não têm nenhuma ligação com os assassinatos, aconselharam ele a ir para casa e pagar um “ extra ” a seus funcionários para que os mesmos comprovassem que ele esteve em casa em determinados horários. Foi o que Felipe fez, ele prestou depoimento e negou sua participação nos crimes, mais tarde ele foi até sua casa e pagou seus funcionários para que afirmassem que ele esteve em casa na hora dos assassinatos.

— Ele está mentindo, eu vejo nos olhos dele! — Declarou Paula.

— Vamos ter que colher os depoimentos dos funcionários dele, se eles afirmarem que ele esteve em casa, infelizmente as suspeitas saem de cima dele! — Disse Julio.

— Sinceramente acredito que ele seja culpado, mas também é tudo muito vago, qual o motivo que ele, um homem poderoso teria para matar essas pessoas, três pessoas que não tem nenhuma ligação, nada! — Concluiu Ruy.

— Precisamos investigar mais! — Concluiu Paula.

Lendas do Folclore Brasileiro: Pai do Mato

Fonte: dentrodahistoria.com.br

Muito conhecida no estado de Goiás, na região centro-oeste do país, a lenda do Pai do Mato conta a história de um ser folclórico que protege os animais.

O Pai do Mato é meio homem e meio bicho, pois possui cabelos longos, unhas grandes, dentes afiados e patas de bode. Mesmo com a aparência diferente, o Pai do Mato é conhecido como um ser que cuida dos animais e ataca somente as pessoas que querem fazer mal aos bichos que vivem na floresta.

Todas as noites ele sai pelas matas montado em seu porco-do-mato para conferir se todos os animais estão em segurança.

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O Preço de um Segredo: Capítulo 9 – Não Recuse.

Capítulo 9 – Não Recuse.

Na loja de suplementos após mais uma pequena confusão acontecer envolvendo Erick, Aline e Andressa, o dono da loja desce do escritório dando uma notícia a Pedro, os problemas de Erick pareciam estar se resolvendo e ele conseguiria livrar a pele do irmão mais uma vez.

No fim do dia Pedro vai para casa, ao chegar ele tem uma surpresa, Tio Nicolau apareceu depois de meses sumido, desde criança Nicolau sempre esteve próximo de Pedro e por esse motivo o menino acabou criando uma relação muito boa com ele.

Pedro e Elisa preparam o jantar e os três conversam horas, é uma noite encantadora, boa comida, boas risadas e muito amor entre os três.

— Bem, preciso dormir, amanhã tenho que ir cedo para loja. — Disse Pedro.

— Boa noite, Vó! Boa noite, Tio! — Disse Pedro indo para o quarto.

Assim que Pedro vai para o quarto Nicolau abre o jogo com Elisa.

— Ele me ligou, o menino Felipe, queria me pedir aquele tipo de serviço. — Revelou Nicolau.

— O mesmo tipo que você fazia ao pai dele? — Questionou Elisa.

— Sim, aquele mesmo, estou preocupado, e se ele tentar algo contra Pedro? — Disse Nicolau.

— Ele não tentaria, é tudo muito estranho! — Analisou Elisa.

— O que nós faremos? — Perguntou Nicolau.

— Não sei ainda, mas vamos ficar de olho! — Decretou Elisa.

No dia seguinte o noticiário amanhece com mais uma morte misteriosa, uma mulher atropelada no estacionamento de um prédio comercial. Pedro e Elisa ficam chocados com a notícia.

— Essa Rio de Janeiro está cada vez mais violenta! — Declarou Elisa.

— Nem me diga vó, fico impressionado com a maldade do ser humano. — Concordou Pedro.

— Será que tem ligação com o assassinato da Jade? — Perguntou Pedro.

— Não sei, elas eram vizinhas… pode ser que sim. — Respondeu Elisa.

Pedro vai para loja de suplementos e Felipe vai ao escritório, na garagem ele desembarca de seu carro e encontra seu vice-presidente da rede de supermercados.

— Carro novo Felipe? — Perguntou o homem.

— É, sou o dono de tudo isso, acho que mereço trocar de carro não é mesmo? — Revidou Felipe.

Na loja de suplementos Erick apresenta o irmão Afonso como novo funcionário da loja. Afonso tinha um ano de diferença de Pedro, os dois nunca foram melhores amigos, mas naquele dia o irmão de Erick abraçou Pedro com força e pediu perdão por todo o mau que pudesse ter causado a ele.

Após um dia agitado de ensinamentos e muito delivery, Pedro retorna para casa. No escritório de Felipe não foi diferente, muito trabalho e correria, quando o dia chegou ao fim Felipe decidiu que faria uma visita a um velho conhecido.

Felipe sai do escritório e vai direto para a casa de Nicolau, o ex-motorista havia se mudado naquela manhã e os vizinhos passaram o endereço ao rapaz. Felipe vai até o endereço e ao chegar lá percebe Pedro entrando na casa ao lado.

— Interessante! — Declarou Felipe.

Pedro e Elisa preparam um jantar de boas-vindas a Nicolau, mais uma noite cheia de risadas e amor chega ao fim. No dia seguinte Pedro vai para o trabalho e Felipe volta ao endereço de Nicolau, ao chegar no local Felipe bate na porta.

— Bom dia Nicolau! — Cumprimentou Felipe.

— Felipe? — Respondeu Nicolau surpreso com a visita.

— Será que posso falar com você? — Questionou o rapaz.

— Claro, entre por favor! — Respondeu o ex-motorista.

Ao entrar na casa Nicolau e Felipe tem uma conversa reveladora. O ex-motorista conta toda a verdade a ele, em partes Felipe já sabia o que Jade havia lhe contado, mas a parte de Pedro ser o verdadeiro filho de Álvaro foi novidade.

— Então Pedro é o herdeiro legitimo do Álvaro? — Questionou Felipe com lagrimas nos olhos.

— Sim! Sinto muito, não sabia que você não era… — Disse Nicolau assustado com a outra parte da história de Felipe.

— Nicolau, mais alguém sabe dessa história? — Perguntou Felipe.

— Não! — Respondeu Nicolau.

— Você sabe que sempre gostei muito de você não sabe? — Questionou Felipe.

— Eu também, você sempre foi um menino levado, mas para mim sempre foi gentil Felipe. — Respondeu Nicolau.

— É sempre fui bom para você, e é por isso que você deveria ter sido bom para mim Nicolau! — Disse Felipe.

— Você precisa entender uma coisa, quando eu solicitar um serviço, não recuse, tio Nicolau! — Declarou Felipe puxando uma arma da cintura.

O pior aconteceu, Elisa acorda na casa ao lado com um barulho de tiro, assustada ela pega seu celular e liga para Nicolau que não atende, nesse meio tempo Felipe já estava longe. A ex enfermeira veste-se e corre para a casa do amigo e ao chegar lá se depara com o corpo de Nicolau baleado.

O Preço de um Segredo: Capítulo 8 – A Ameaça.

Capítulo 8 – A Ameaça.

Ainda naquela tarde a polícia é chamada no condomínio de Jade, o corpo da senhora foi encontrado já sem vida por um vizinho na escadaria de incêndio. A polícia faz as investigações e a perícia, por uma fresta da porta Ângela, uma mulher de meia idade observa tudo.

Na loja de suplementos o dia está a todo vapor, Pedro separa remessas e mais remessas para envio no delivery, a loja nunca esteve em tão bom momento.

— Saindo mais uma remessa de Whey com o melhor delivery do Rio de Janeiro! — Disse Pedro entregando mais uma sacola para o motoboy.

— Caraca quanta entrega hoje irmão! — Disse Erick.

— A gente está voando meu irmão! — Respondeu Pedro.

No dia seguinte Felipe acorda com a notícia da morte de Jade em todos os noticiários. Do outro lado da cidade Pedro e Elisa assistem a mesma reportagem e ficam em choque.

— Meu Deus Pedro, ela esteve aqui ontem! Que coisa horrível! — Declarou Elisa.

— É, será que ela se matou? — Questionou Pedro.

— Eu não sei, ela estava estranha, falou alguma coisa sobre segredo e que tinha que deixar o coração leve. — Respondeu Elisa.

Os dois ficam pensativos enquanto assistem a reportagem. Após o café Pedro segue para a loja de suplementos, na loja Erick chega para o trabalho, mas Pedro percebe que o amigo não está muito bem.

— Mas o que será que aconteceu? — Perguntou Andressa a Pedro.

— Não sei, mas foi algo sério, Erick está triste e isso não é normal, poucas coisas o deixam triste. — Respondeu Pedro fazendo uma análise da situação.

Pedro sobe até o escritório de Erick e os dois tem uma conversa reveladora, Erick estava com uns problemas que envolviam o irmão. Afonso irmão de Erick não era uma pessoa muito fácil de lidar, era envolvido com jogos e sempre contraia dívidas que por fim eram pagas por Erick, mas dessa vez o problema era bem mais grave.

Após a conversa Pedro retorna a suas atividades na loja, hoje será um grande dia, o rapaz grava vídeos para as redes sociais, isso ajuda muito a alavancar as vendas, atende os clientes que vão até a loja e ainda cuida do administrativo, Pedro é fenomenal no que faz.

No escritório de Felipe, a secretária o avisa que tem mais uma visita a sua espera, uma moça chamada Ângela.

— Mas o que isso? Virou centro espírita isso aqui, todo mundo resolveu me visitar? — Disse Felipe a secretária.

— Não atenderei ninguém! E saia daqui! — Completou o rapaz.

Ângela não insiste e vai embora, a manhã termina e Felipe sai para almoçar, no restaurante uma moça se aproxima de sua mesa.

— Boa tarde senhor Felipe! — Disse a mulher.

— Boa tarde! — Respondeu Felipe.

— Estive mais cedo em seu escritório, mas o senhor não pode me atender, posso me sentar? O assunto é de seu interesse! — Revelou a mulher.

Felipe observa a mulher e permite que ela se sente com ele, o rapaz sabia que provavelmente era alguma bobagem, mas ficou curioso.

— Anda, diga o que quer! — Disse Felipe.

— Eu quero dinheiro! Muito dinheiro! E o senhor vai me dar! — Afirmou a mulher.

— O que? Você está maluca? — Perguntou Felipe.

— Não, não estou maluca. Senhor Felipe eu vi o que o senhor fez, e se você não comprar o meu silêncio vou na polícia agora mesmo! — Ameaçou Ângela.

— Eu não sei do que você está falando! — Revidou Felipe.

— A o senhor sabe, afinal não é todo dia que uma vizinha minha é arremessada do terceiro andar, eu estava subindo as escadas quando vi o senhor atirá-la de lá! — Revelou Ângela.

— Você não tem provas! — Disse Felipe.

— Tenho, eu gravei o senhor saindo da casa dela! — Respondeu Ângela.

Felipe analisa a situação, aquela chantagem arruinaria seus planos futuros, ele não poderia ser preso, o rapaz então toma uma decisão.

— Ótimo, e quanto você quer para esquecer tudo isso? — Perguntou Felipe.

— Cinco milhões de reais! — Respondeu Ângela.

— Você está maluca? Isso é muito dinheiro! — Recusou Felipe.

— É isso ou nada! — Declarou a mulher.

— Tudo bem, olha…. Tudo bem, passe amanhã em meu escritório e leve uma mala, vou te entregar esse dinheiro todo. — Concordou Felipe.

Na loja de suplementos Pedro encerra mais um dia de trabalho, ele fecha o caixa e organiza tudo para o dia seguinte.

— Fim de dia “Pedrão!” — Disse Erick.

— É, mais um fim de um grande dia Erick. — Respondeu Pedro.

— E como anda a loja? Tenho andado meio distante essa semana… — Questiona Erick.

— É, percebi, mas não se preocupe, dou conta de tudo, quer conversar agora? — Pergunta Pedro.

— Não, vou para casa, amanhã conversamos mais! — Responde Erick despedindo-se de Pedro.

Em casa, Felipe começa a pensar em uma forma de se livrar das ameaças de Ângela, o valor que ela pediu é muito alto e ele jamais entregará essa quantia.

Na manhã seguinte Felipe vai cedo para o escritório, depois de passar a noite toda pensando, ele finalmente bolou um plano. Assim que chegou ligou para Nicolau, o ex-motorista de seu pai, o motorista hoje com cinquenta e cinco anos recusa o serviço.

— Não faço mais esse tipo de serviço senhor Felipe. — Recusou Nicolau.

— E nem por uma quantia extremamente alta? Anda vamos Nicolau, você é um ex-motorista aposentado, deve estar precisando de dinheiro. — Insistiu o rapaz.

— Me desculpe, mas recuso o serviço! — Declarou Nicolau desligando o celular.

Felipe entra em fúria com a resposta do ex-motorista.

— Isso não vai ficar assim! — Declarou o rapaz.

Felipe vai até a garagem, ele precisa ir para casa pois não consegue se concentrar no escritório, as ameaças de Ângela percorrem sua mente e o atormentam, ao entrar no carro ele percebe que Ângela acaba de chegar com a mala, a mulher desembarca do carro e vai em direção ao elevador, Felipe não pensa duas vezes, ele liga o carro e acelera o máximo possível, o rapaz atropela Ângela e foge para casa. Ângela não resiste ao impacto e morre no local.

Ao chegar em casa Felipe exige que seu segurança consuma com o carro, o segurança leva o veículo para uma estrada do interior e o incendeia. Em casa Felipe pensa no que fez e os motivos que o levaram ao crime, o rapaz encontra um culpado.

— Nicolau! Se você tivesse aceitado o serviço não precisaria ter sujado minhas mãos… você é o culpado! — Declarou Felipe.

A Encruzilhada

Autor: Fábio Anhaia.

Existe um momento em nossas vidas que estamos em uma encruzilhada e é chegado a hora de decidir, seja qual for o assunto todas as pessoas chegam a esse momento. Até aqui carregamos as nossas incertezas, nossos medos, nossos dramas, desejos, amores e assuntos mal resolvidos. Essa hora um sentimento enorme invade nosso peito e a vontade de chorar é imensa, a de sorrir é maior ainda, a sensação de liberdade se mescla com o medo da rejeição, a tristeza se une a felicidade e o medo de decepcionar quem amamos abraçasse a coragem de ser quem somos e realizarmos o que queremos.

As pessoas que já passaram por isso tomaram seus caminhos e hoje, ou estão vivendo seus sonhos em sua mais perfeita harmonia ou estão decepcionadas por escolherem o caminho errado. Infelizmente essa escolha deve ser tomada por você unicamente e ninguém mais, não há colo para correr, não há abraço para amenizar, todo esse peso que se encontra em suas costas é seu.

Então se você está lendo esse texto e sente que chegou a esse momento saiba que não é o primeiro e nem será o último, todos vamos passar por isso e todos decidiremos que caminho seguir, se é certo ou errado, não cabe a ninguém julgar, mas saiba que essa chance de escolha é única e ela pode não voltar.

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