Descobrindo o Amor – Capítulo 7: As Vésperas do Casamento.

Capítulo 7: As Vésperas do Casamento.

Após a conversa com Pedro, Erick volta ao trabalho, foi um dia bom para a loja, eles venderam bastante e o dia foi bem produtivo. Erick fecha a loja no fim do dia e segue para casa, precisava urgente de um banho, jantar e enfim descansar, mas a preocupação com Afonso o atormentava, o que ele poderia fazer para ajudar o irmão? Bem ele teria que pensar muito.
Em seu apartamento Aline, Raul e Natalia fazem uma festa do pijama, com muitos doces da confeitaria, pipoca e bolo, a e é claro que não poderia faltar o brigadeiro de panela da Natalia. Natalia fazia um excelente brigadeiro de panela, mas não foi sempre assim, teve uma vez que Natalia fez um brigadeiro tão duro que entortou uma colher, e não foi só isso Aline naquela época usava aparelho e o brigadeiro grudou todo, foi uma experiência terrível, mas que ficou guardada para sempre na memória da jovem.
Aline estava estranha naquela noite, não era como de costume, a festa do pijama estava com um ar de preocupação e Natalia percebeu:
— O que há Aline? Está preocupada. — Disse Natalia.
— Estou, o Erick, ele… ele está com um problema e eu não tenho como ajudar. — Respondeu Aline.
— O Erick? Hum, achei que ele fosse um brutamontes? — Disse Natalia com um tom debochado.
— E ele é, só que agora a coisa é séria, é um problema com o irmão dele, uma dívida milionária. — Revelou Aline.
— Bom Aline, se você se preocupa com a família dele é porque gosta dele! — Declarou Natalia.
— E eu não julgo, um homão daqueles, até eu me apaixonaria! Ei Aline, depois que se divorciarem, dá ele para mim? — Diz Raul fazendo os três rirem.
— Raul é sério, mas pode ficar à vontade, nunca que eu ficaria casada com aquele grosseirão, Deus me livre. — Disse Aline.
— Mas quem, me dera! — Completou Raul e os três voltam a rir.
— Bom vamos continuar, eu preciso que vocês me ajudem com os preparativos do casamento. — Disse Aline.
Três dias se passam e finalmente chegamos às vésperas do casamento, Aline estava ansiosa mas tudo estava nos conformes, Erick (advogado) e Taisa já haviam organizado toda a papelada e Raul e Natalia haviam organizado toda a festa, nesses três dias muitas coisas aconteceram, Aline e Erick avisaram a família que receberam a notícia do casamento com estranheza pois nunca souberam nada de um relacionamento de ambos, mas enfim, tempos modernos, já que estava tudo pronto quem perderia uma boa festa.
Na Loja de suplementos Erick está aflito, ele não tira Afonso da cabeça, não tinha notícias desde o dia da ameaça, Erick estava muito preocupado, fora toda a pressão do casamento Erick ainda tinha que lidar com o irmão e isso estava o corroendo por dentro.
No banheiro da loja Andressa retoca a maquiagem, naquele dia resolveu aparecer bem vestida e maquiada, passou a noite pensando em um jeito de impedir o casamento de Erick e Aline, e àquela hora da manhã sabia exatamente o que faria.
Na cozinha da fábrica Aline termina o bolo de casamento, Aline também não conseguia tirar Erick e Afonso da cabeça, mas aquilo a deixava desconfortável, ela pensava muito no que Natalia disse, será que ela estava apaixonada pelo brutamontes? Perdida em seus pensamentos teve uma ideia, mandou chamar Erick (advogado) e Taisa às pressas.
— Façam isso, decidi agora! — Disse Aline.
— Mas Aline, tem certeza? — Disse Erick.
— Tenho, vão antes que me arrependa. — Respondeu Aline.
Aline tira o avental, solta os cabelos e vai em direção a loja de suplementos. Da loja Andressa vê Aline e corre por seu plano em pratica. Erick contava o estoque de Whey Protein quando é surpreendido por Andressa que dá um beijo em Erick, mas não qualquer beijo, um daqueles de novela cheio de paixão, Erick não teve tempo nem de esboçar reação.
Aline entra na loja e flagra os dois, o sangue dela começa a ferver e Aline se transforma em uma fera, a confusão estava formada.
— ERICK!! O QUE SIGNIFICA ISSO!! — Gritou Aline.
— Calma Aline, eu posso explicar! Quer dizer, Andressa? O que foi isso? — Disse Erick assustado e confuso.
— Um beijo! — Respondeu Andressa.
— A é mesmo, achei que você estivesse comendo os lábios dele! — Disse Aline em fúria.
— Olha aqui querida… — Dizia Andressa até ser interrompida por um vidro de creatina que vinha em sua direção.
— VACA, EU TE MATO!! — Gritava Aline enquanto arremessava tudo o que via pela frente.
Erick tenta amenizar a briga, porém é atingido por diversos produtos, ele vai se aproximando aos poucos até que consegue se aproximar, Erick pega Aline no ombro e leva a noiva para o escritório.
Andressa se dá por campeã.
— Agora eu quero ver se eles se casam!
No escritório Erick tenta acalmar Aline:
— Aline, para, eu não sei porque a Andressa fez aquilo, mas ela deve ter sim um bom motivo.
— A ela tem sim, ela quer você seu asno! — Disse Aline.
— Asno? Pois é melhor ser um asno, do que uma fera descontrolada! — Revidou Erick.
— O que? Você tem coragem de me chamar de fera, brutamontes? — Respondeu Aline.
— Mas pelo amor de Deus Aline, porque estamos discutindo, o que você faz aqui? Não deveria estar se preparando para o casamento? — Questionou Erick esgotado da discussão.
— Eu nem sei mais se vai ter casamento depois disso tudo! — Declarou Aline.
— Pois bem, então me deixe em paz, pode ir! — Respondeu Erick visivelmente pressionado de tantos problemas.
Aline então repensa o que disse:
— Erick, me desculpa, eu não sei o que aconteceu, você deve estar desesperado com tudo que vem acontecendo o casamento, o Afonso.
— Aliais é por isso que estou aqui! — Completou Aline.
Erick cai aos prantos, ele não suporta mais tantos problemas e aquilo já era demais para ele, Erick tinha vontade de desaparecer. A cena comoveu Aline, ela jamais imaginou que um homem daquele tamanho, cheio de músculos e sempre sorridente pudesse chorar.
— Erick não chore, eu encontrei uma solução! — Revelou Aline.
— Oque? — Perguntou Erick em meio a lagrimas e soluços.
— Vamos pagar a dívida de Afonso! — Declarou Aline.
Erick olha para Aline e parece que ela havia tirado um peso de suas costas, Erick não pensou duas vezes, ele envolve Aline em seus braços e a beija como se não houvesse diferenças entre eles, como se eles fossem apaixonados a mais de uma vida, um beijo de tirar o folego de qualquer um, um beijo apaixonado, um beijo de amor!

Descobrindo o Amor – Capítulo 6: Irmãos de Vida.

Capítulo 6: Irmãos de Vida.

— Precisa da minha ajuda? — Perguntou Aline.
— É preciso, será que eu posso entrar? — Questionou Erick.
— Claro, entra. — Disse Aline dando passagem para que Erick entra-se.
Erick entra e se depara com duas pessoas na sala.
— Ah, esses são Raul e Natalia, meus dois melhores amigos, foi deles que eu falei para você aquele dia na loja, serão nossas testemunhas. — Disse Aline apresentando os amigos.
— Uau Aline, você não havia me dito que casaria com um gato desses, onde você conheceu esse pedaço de mau caminho? — Perguntou Raul deixando Erick envergonhado.
— É… então… obrigada, eu acho… — Respondeu Erick encabulado.
— Raul! — Repreendeu Natalia.
— O que é? Só estou dizendo a verdade, mas vem cá, você tem irmãos? Gêmeo de preferência. — Continuou Raul com suas cantadas.
— Bem, eu… — Iria completando Erick se não fosse salvo por Aline.
— Ah meu Deus, pare com essas perguntas Raul, Erick está aqui porque precisa da minha ajuda, que tal se vocês forem para o banho enquanto nós conversamos? — Disse Aline dispensando os amigos.
— Eu acho uma excelente ideia, venha Raul, vamos para o banho! Foi um prazer Erick. — Responde Natalia puxando Raul em direção aos quartos.
Raul revira os olhos mas acompanha Natalia.
— Bem, agora que estamos a sós sente-se e me conte tudo. — Disse Aline.
Contar tudo, mas por onde começar, a tanto o que dizer, mas Erick tinha vergonha de contar, imagine o que Aline pensaria, mas também não havia outra opção e Erick deveria contar toda a verdade para Aline, era o melhor a se fazer. Erick conta toda a história para Aline, tudo sobre Afonso, a promessa que fez a mãe, o vício do irmão e é claro a dívida de Afonso. Aline é claro ficou surpresa com tudo que Erick acabará de contar.
— Mas Erick, isso é horrível! — Disse Aline chocada.
— Eu sei, e por isso vim te pedir ajuda, eu não sei o que fazer Aline, você consegue me ajudar, talvez se você me emprestar o dinheiro… eu juro que te pago centavo por centavo. — Disse Erick.
— Bom, é claro, vamos nos casar, temos um acordo, eu posso abater o valor do acordo, deixe-me ver qual o valor da dívida. — Disse Aline.
Erick entrega o relatório com os valores das dívidas de Afonso com o cassino clandestino. Ao olhar o relatório Aline fica de queixo caído, a dívida era enorme e nem mesmo ela poderia pagar, era
muito dinheiro e o valor daria um desfalque terrível na fábrica e em suas confeitarias.
— Erick! Me desculpe, eu não imaginava que o valor fosse tão alto, não tenho toda essa quantia disponível, é muito dinheiro. — Disse Aline.
— Eu sinto muito. — Completo Aline visivelmente triste por não poder ajuda-lo.
— Tudo bem, eu vou pensar em alguma coisa, obrigada mesmo assim pela atenção. — Disse Erick triste.
— Eu vou indo agora, tenho que voltar para loja, preciso trabalhar. — Completou Erick levantando do sofá.
— Se eu tiver alguma ideia eu te aviso Erick, se cuida. — Disse Aline acompanhando Erick até a porta.
— Tudo bem obrigada. — Despediu-se Erick.
Na loja de suplementos Andressa termina de atender um cliente quando vê Erick chagar:
— Erick, está tudo bem? Saiu às pressas hoje cedo, aconteceu alguma coisa? — Questionou Andressa.
— Não, está tudo bem, bora trabalhar, precisamos faturar! — Respondeu Erick tentando disfarçar a tristeza.
De longe Pedro observa tudo com atenção, ele conhece Erick muito bem, sabe a fisionomia e trejeitos de Erick em cada sentimento, quando está triste, o que era raro, quando está feliz, quando está nervoso, enfim conhece Erick como se fossem da mesma família.
— Mas o que será que aconteceu? — Perguntou Andressa a Pedro.
— Não sei, mas foi algo sério, Erick está triste e isso não é normal, poucas coisas deixam ele triste. — Respondeu Pedro fazendo uma análise da situação.
Pedro sobe até o escritório de Erick e o encontra pensativo. O que poderia ter deixado Erick daquele jeito, porque tanta tristeza e preocupação, Erick era um cara tão feliz e de repente aparece assim.
— Erick? Podemos conversar? — Perguntou Pedro.
— Pedro, claro, precisa de alguma coisa, algum problema na loja? — Disse Erick.
— Não, está tudo bem na loja, acho que o problema é com você, não é? — Questionou Pedro.
— Comigo? Por que? — Perguntou Erick.
— Sim, você saiu, demorou horas para voltar e quando volta está assim, triste e preocupado, quer conversar? — Disse Pedro.
Erick percebe que Pedro está preocupado com ele e resolve contar tudo o que Afonso havia aprontado. Pedro ficou chocado com o que Erick contou, nunca imaginou que Afonso seria capaz de perder tanto dinheiro com jogos e apostas e no fim de tudo ainda largou a responsabilidade nas costas de Erick. Pedro consola Erick e garante que ajudará o amigo com o que for possível para conseguir o dinheiro, Pedro era um ser humano sensacional, bondoso, trabalhador, gentil e educado, era totalmente o oposto de Afonso.
— Queria que você fosse meu irmão! — Declarou Erick ao amigo.
— Eu também, mas nós somos Erick, para ser irmão, não precisa ser de sangue, basta a gente se amar o bastante, e Erick eu te amo, amo como se fosse meu irmão. — Respondeu Pedro.
— Você tem razão, irmão de vida muitas vezes é melhor que irmão de sangue, e eu estou tendo essa prova hoje. — Disse Erick.
— Mas isso tudo depende muito da criação Erick, Afonso sofreu muito com a morte da mãe de vocês, ainda tem o abandono do pai, ele tem traumas e talvez o jogo, as apostas, talvez tudo isso faça ele se sentir melhor. — Disse Pedro.
— Isso não é motivo, você perdeu seus pais quando era bebe, e é uma excelente pessoa Pedro. — Afirmou Erick.
— É, eu fui criado pela minha avó, e ela me criou muito bem, cheio de amor e carinho, ela sempre esteve comigo.
Pedro de fato sempre foi criado com muito amor, a avó era enfermeira e sempre batalhou muito para que o neto tivesse tudo do bom e do melhor, assim ele não sentiria tanta falta dos pais, os pais de Pedro que sofreram um acidente quando ele ainda era bebê, uma trágica e triste história. Mas por que essa diferença, Afonso cresceu cheio de traumas e é angustiado até hoje, Pedro também teve seus traumas, mas cresceu honesto e trabalhador, é estranho como a vida nos apresenta formas distintas de lidar com a tristeza e solidão, e saber que a escolha de enfrentar a escuridão está em nossas mãos nos faz pensar se estamos ou não preparados para isso.
Pedro estava preparado pois nunca deixou a solidão tomar conta do seu coração, Afonso infelizmente iria precisar mais do que nunca da ajuda do irmão, Erick percebeu que era hora de uma nova chance ser dada a Afonso, e dessa vez ele iria ajudá-lo a se curar de vez dessa solidão, afinal esse é o papel do irmão, esse é o papel da família, e Erick é a única família que Afonso tem.
— Sabe Pedro, você tem razão, Afonso nunca foi amado o suficiente, quando nossa mãe morreu eu tive que trabalhar não podia deixa-lo passar fome, ele era uma criança e não teve a atenção merecida, esses traumas todos só me fazem sentir mais culpado. — Disse Erick.
— Não Erick, você não tinha escolha, você não fez por mau, mas ainda dá tempo, não fique assim e vamos trabalhar, vamos pagar essa dívida e depois, depois você traz Afonso aqui para loja, vocês precisam de uma conversa definitiva e se ele estiver disposto, vamos ajuda-lo! — Disse Pedro otimista com a conversa.
— É Pedro, mas pagar a dívida não vai ser fácil… — Dizia Erick até ser interrompido por Pedro.
— Não, não vai, mas nós vamos, apenas fique calmo e seja otimista as coisas ruins que acontecem na vida só antecedem as coisas boas que ainda vão acontecer! — Declarou Pedro levantando para deixar a sala.
— Você tem razão, obrigado por essa conversa Pedro, você com certeza é meu irmão de vida, eu te amo cara! — Disse Erick dando um abraço em Pedro.

Lendas do Folclore Brasileiro: Capelobo

Fonte: Wikipédia

É um monstro com corpo de homem, focinho de anta ou de tamanduá e pés de girafa, que perambula durante as noites, em busca de algum alimento, lá pelas bandas do rio Xingu. Adora comer as cabeças de cães e gatos recém-nascidos, também adora beber o sangue de gente e de outros animais rasgando-lhes a carótida. Só pode ser morto com um tiro na região do umbigo. É uma espécie de lobisomem indígena

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A Grande Família

Autor: Fábio Anhaia.

Em uma tarde de domingo, ele está sentado debaixo de uma árvore. Ele adora esse lugar, pois ali ele tem a melhor visão de toda aquela grande confusão.

Aquela é uma reunião especial, a família toda participa e esse momento é impagável. No fundo do jardim está a tia dele, uma mulher bonita e estilosa, sempre preocupada com o cabelo, maquiagem e afins, com o celular na mão ela posta alguma coisa, ou talvez esteja conferindo o batom.

Do outro lado está o tio mais novo, cantando e dançando, sempre com uma lata de cerveja na mão. É o mais divertido dos tios com toda a certeza. A frente dele encontra-se a prima rica, metida e entojada, toda família tem esse personagem, mas no fundo é uma boa pessoa.

Um pouco mais a direita, o casal de tios conservadores, aquela tradicional família brasileira, ele os observa e percebe o quão cômico e antiquados são. Mais a esquerda o primo gay e a prima militante, se a sua família não tem, então me desculpe informar, mas não é família.

Mais a Frente os avós conversam e contam aos netos o início de tudo, histórias encantadoras sobre como se conheceram e as batalhas enfrentadas juntos. Ele percebe alguma estória sobre uma fuga dos dois quando eram jovens, ele sorri de lado.

Aquela mistura de gente, aquele misto de opiniões, aquele amontoado de pensamentos, em meio aquelas flores sobre o gramado verde o impressionam. “Como podem se amar? Com tantas divergências, mas com tanto afeto, que coisa curiosa!” Pensava ele.

Frente a toda aquela linda cena no pôr de sol do jardim florido da casa dos avós, ele observa todo orgulhoso por saber que faz parte dessa grande confusão, ele faz parte dessa Grande Família.

Descobrindo o Amor – Capítulo 5: A Divida de Afonso.

Capítulo 5: A Divida de Afonso.

— Finalmente vocês estão aqui, não sabem o quanto senti saudades meus amigos! — Disse Aline abraçando Natalia e Raul.
— E como não poderíamos vir, você convocou uma reunião de emergência, embarcamos no primeiro voo. — Respondeu Raul.
— E porque a demora para desembarcar? Já estava ficando aflita com tanta demora! — Questionou Aline.
— Ah, imagine que Raul estava flertando com o piloto do avião, eu tentei o apressar, mas sabe como é. — Disse Natalia fazendo com que os três gargalhassem.
— Ah, por favor gente, a vida só se vive uma vez! — Declarou Raul.
— Bom, vamos ao meu apartamento, temos muito o que conversar, tenho uma novidade para vocês. — Disse Aline.
Enquanto isso na loja de suplementos, Erick recebe uma ligação de Afonso:
— Erick, eu… bem… eu preciso de ajuda, será que você pode vir até mim? — Questionou Afonso aflito.
— Ajuda? Afonso, o que aconteceu? Onde você está? — Perguntou Erick.
— Vou te passar o endereço por mensagem, mas por favor não demora! — Disse Afonso desligando o telefone em seguida.
Erick recebe uma mensagem de Afonso com o endereço, Pedro observa tudo com estranheza e questiona:
— Aconteceu alguma coisa?
Erick apreensivo com o que o irmão poderia ter se metido olha para Pedro e responde:
— Não sei, mas isso não está me cheirando bem.
Erick sai da loja e entra em seu carro, ele estava aflito e angustiado, no que será que Afonso meteu-se dessa vez, ele era problemático e Erick sempre sentia-se apreensivo de que algo ruim pudesse acontecer, ele não poderia permitir, afinal ele prometeu a mãe que cuidaria do irmão. Erick parte para o endereço enviado por Afonso, pensamentos vem e vão em sua cabeça e sempre levam ele a mesma resposta, Afonso só pode ter apostado novamente, mas por que? Afonso precisava de tratamento, ele era viciado e isso já estava esgotando Erick, perdido em seus pensamentos ele retorna a realidade quando chega ao endereço indicado por Afonso, ele desce do carro e é surpreendido por diversos capangas armados que o cercam:
— Eu sou Erick, o meu irmão Afonso me chamou! — Disse Erick.
Os Capangas riem e levam Erick até o dono do cassino clandestino:
— Ora, ora, você deve ser o irmão!? — Perguntou o dono do cassino.
— Onde está o meu irmão? — Questionou Erick.
— Aquele merda? Vou leva-lo até ele, me acompanhe. — Disse o dono do cassino levando Erick até Afonso.
Chegando a sala onde Afonso está Erick é surpreendido ao ver o irmão sentado em uma cadeira com dois grandalhões apontando uma arma para sua cabeça:
— Afonso!? O que está acontecendo aqui? — Questionou Erick.
Afonso tenta responder, mas é interrompido pelo dono do cassino clandestino:
— Seu irmãozinho tem uma dívida comigo, ele disse que você pagaria.
Erick completamente chocado com a cena que estava presenciando não encontra palavras para responder.
— Bom, se você não vai pagar, só tem uma forma de cobrar! — Disse o mafioso fazendo um sinal para os capangas que engatilham as armas.
Afonso fica desesperado e clama pela ajuda de Erick, ele sempre meteu-se em enrascadas, mas nunca havia sido pego, ele sempre dava um jeitinho de fugir e solicitar a ajuda do irmão, será que dessa vez Erick o abandonaria? A loja de suplementos não ia bem, a crise atingiu a muitos setores da economia, mas Erick prometeu a mãe, e em meio a todo aquele desespero Erick finalmente consegue falar.
— EU PAGO! EU PAGO A DÍVIDA! Mas por favor libertem ele pelo amor de Deus! — Disse Erick.
— Sendo assim, aqui está o valor! — Respondeu o mafioso entregando um relatório de dívidas a Erick.
Quando Erick olha o relatório, tem um novo susto, a dívida de Afonso era gigantesca, o valor superava a marca de um milhão de reais, Erick então olha para Afonso e esboça uma reação já conhecida do rapaz, ele estava visivelmente desapontado, Afonso não tinha
conserto e isso deixava Erick sem chão, sem esperanças e com o coração aos pedaços.
Os capangas soltam Afonso e o deixam ir embora com Erick, mas antes que eles pudessem sair o dono do cassino dá um último aviso a Erick:
— Você tem três dias para pagar a dívida de seu irmão, se em três dias eu não receber é melhor já ir encomendando o caixão.
Erick olha para Afonso desolado, aquela tinha sido a gota d’agua, Afonso jamais havia desapontado o irmão tão profundamente, Erick segue em direção ao carro e Afonso o acompanha, no carro Erick não diz uma palavra e Afonso não consegue encontrar uma forma de começar a se explicar. Afonso sabia que havia cometido um erro terrível e se envergonhava com isso, mas ao mesmo tempo ele era aproveitador e sempre foi, sabia que o irmão faria qualquer coisa por ele, e sempre o perdoava no fim.
— Erick, eu… — Começou Afonso até ser interrompido por Erick.
— Não diga nada, apenas me escute. — Falou Erick.
— Eu não tenho esse dinheiro, e não sei como você vai pagar essa dívida, eu consegui te livrar hoje, mas não sei o que você vai fazer daqui para frente, não me procure mais Afonso, eu não tenho como ajuda-lo, eu cansei de livrar sua cara e isso não cabe mais a mim, eu fiz tudo o que era possível, agora é hora de você andar com as suas próprias pernas. — Completou Erick.
— Mas Erick? Eles vão me matar!! O que eu vou fazer? — Questionou Afonso apavorado com o que o irmão acabará de falar.
— Eu não sei Afonso, eu já fiz tudo o que podia por você. — Respondeu Erick.
— E a promessa que você fez a nossa mãe? — Perguntou Afonso tentando mexer no psicológico do irmão.
— Não envolva nossa mãe, eu não tenho como te ajudar mais, eu estou no limite Afonso, minhas lojas não faturam esse valor, eu não tenho de onde tirar esse dinheiro. — Disse Erick estacionando o carro.
— Eu sinto muito! — Completou Erick.
Afonso então olha para o irmão com raiva nos olhos e desembarca do carro, como Erick poderia fazer isso com ele, não importa o que ele fez, era seu irmão e Erick tinha o dever de o ajudar, Erick tinha o dever de pagar a dívida, ele prometeu a mãe, bom pelo menos era o que Afonso pensava.
No caminho para a loja Erick pensa em tudo que disse para o irmão, ele sabia que não podia descumprir a promessa que fez a sua mãe, mas era justo ter de cuidar de Afonso como se ele fosse uma criança? Será que toda essa responsabilidade cabia a ele? Era o que Erick pensava, mas e agora? Onde arrumar o dinheiro? O casamento com Aline era só na semana que vem e mesmo assim o dinheiro do acordo não seria pago em três dias, isso leva tempo, os investidores ainda nem haviam chegado, Erick precisava de um plano.
No apartamento, Aline, Raul e Natalia conversam sobre a novidade do casamento, Raul e Natalia ficam chocados com toda a história que a amiga havia contado, casar por um investimento parecia loucura, mas ao mesmo tempo um excelente negócio e é claro que eles toparam ajudar, afinal com esse trio é um por todos e todos por um.
No meio da conversa os três ouvem a campainha, Aline vai até a porta e uma visita a surpreende.
— Erick? O que faz aqui? — Questionou Aline.
— Preciso da sua ajuda, é urgente! — Respondeu Erick.

Descobrindo o Amor – Capítulo 4 : O Trio.

Capítulo 4: O Trio.

No dia seguinte Aline acorda e vai direto ao aeroporto ela estava ansiosa pois seus dois melhores amigos estavam para chegar, Natalia e Raul as duas melhores pessoas que Aline já havia conhecido. Natalia era uma moça extremamente sensível, doce e dedicada, sempre pronta a auxiliar a todos, mas não mexa com os seus sejam eles amigos ou familiares pois ai, aaaah meus amigos Natalia se transforma numa leoa. Raul é um jovem espevitado, cheio de energia e alegria, sabe aquela pessoa que topa tudo? Pois bem esse é Raul.
Aline pede para que o motorista do Uber tenha pressa afinal como poderia deixar seus dois melhores amigos esperando, seria um desrespeito fazer isso com eles:
— Ande logo por favor, o avião já deve estar pousando. — Disse Aline aflita.
— Fique Calma, já estamos chegando. — Respondeu o motorista.
Ficar calma, como Aline poderia ficar calma, afinal ela ainda tinha outro abacaxi para descascar, o que ela diria a Natalia e Raul, “Convoquei essa reunião de emergência pois vou me casar às pressas
e preciso que testemunhem um relacionamento falso!” Ela não poderia, mas também não poderia mentir a eles, são como seus irmãos, Aline jamais mentiria a eles, estava decidido, Aline despejaria toda a verdade aos dois.
No aeroporto Aline aguarda no portão de desembarque, ansiosa ela lembra de momentos importantes que viveu ao lado dos dois, são tantas histórias, Aline teve uma adolescência conturbada, era um desastre em relacionamentos e Natalia sempre esteve a seu lado dando conselhos e apoio, o que é irônico afinal Natalia também não tinha experiência alguma no assunto.
Pessoas vem, pessoas vão e nada de Natalia e Raul desembarcarem, Aline já estava aflita, será que havia acontecido alguma coisa? Raul era especialista em meter-se em confusão, namorador como só ele, vivia se metendo em enrascadas, Aline e Natalia o ajudaram diversas vezes. Certa vez Raul havia saído com um homem casado, foi um barraco que só, o marido do dito cujo apareceu no hotel e desceu do salto, foi uma confusão, Aline conseguiu livrar a pele do amigo, largou a culpa no safado do casado e meteu o pé dali com Raul.
Apesar de todo o fogo, Raul era uma pessoa extraordinária, sempre pronto a ajudar, ele nunca abandonou Aline e Natalia, apoiou elas em todos os seus sonhos e objetivos, inclusive quando Aline resolveu tentar a sorte no Rio de Janeiro. Em retribuição a todo o apoio Aline investe na carreira de Raul, ele sonha em fazer sucesso com a música e, diga-se de passagem, ele é sensacional, compõem letras incríveis e já gravou alguns clipes que estouraram na internet, Aline
tem fé que um dia Raul será reconhecido como merece e que seu trabalho vai chegar a nível internacional.
Mas onde estavam Natalia e Raul, eles já deveriam ter desembarcado, Aline caminha de um lado para o outro impaciente com a demora dos dois, será que eles não embarcaram em Porto Alegre? Não seria possível, é uma reunião de emergência e eles sempre respondem ao chamado, mas quando Aline menos espera lá estavam eles, Natalia e Raul, suas testemunhas chegaram, o trio estava formado.

Meus próximos lançamentos

Por: Fábio Anhaia

A literatura faz parte da minha vida a muito tempo, e no ano passado dei início ao sonho de me tornar escritor. Tudo começou com o lançamento de Descobrindo o Amor, meu carro chefe é uma comedia romântica com muita confusão e amor. Após, mais especificamente em novembro, foi lançada a continuação, intitulado de O Preço de um Segredo, o livro nos apresenta uma parte sombria da estória, com uma trama recheada de assassinatos e segredos.

Depois de um tempo sem postar nada aqui no site retornamos com uma agenda cheia de novidades, além das sagas de textos que montei para vocês, ainda teremos lançamentos de livros novos, acompanhe abaixo quais são meus próximos lançamentos.

1 – Agora Sim… Felizes para Sempre (último livro da trilogia Descobrindo o Amor).

A conclusão das histórias de Aline, Erick e Pedro. Depois de assassinar todas aquelas pessoas, Felipe percebe que seus segredos estão prestes a ser revelados. Descubra como termina essa trilogia regrada de amor, assassinatos e confusão.

2 – Porto Santo.

Um pequeno vilarejo localizado no litoral do Ceará guarda segredos que se misturam a histórias peculiares. Uma jovem médica muda-se para a vila com a missão de assumir o posto do antigo doutor, porém Manoela percebe aos poucos que Porto Santo pode ser muito mais do que ela imaginava. Uma velha beata que mantém sua filha presa, duas vizinhas fofoqueiras, um menino órfão curioso e uma família nada tradicional, são algumas das situações que Manoela terá que enfrentar.

3 – Segunda Chance.

Quatro amigos têm suas vidas transformadas depois de conseguirem uma grande quantia em dinheiro. Após o assassinato de Natanael, Maicon, Julio, Pedro e Laura se mudam para o exterior e levam uma vida recheada de luxo, mas os fantasmas do passado não os abandonam e vinte anos depois o destino vem buscar sua parte.

4 – As Crônicas de um Autor de Primeira Viagem.

Em As Crônicas de um Autor de Primeira Viagem, você pode ler um compilado de crônicas escritas por Fábio Anhaia. Com textos que falam de empatia, força, admiração e principalmente amor, esse compilado irá despertar as mais variadas sensações.

Descobrindo o Amor – Capítulo 3: As Testemunhas

Capítulo 3: As Testemunhas.

Erick volta para a loja de suplementos, enquanto isso Aline chama Taisa e Erick (advogado) para contar a novidade, ela finalmente iria casar, “ mas casar com aquele brutamontes cheio de músculos ”, pensou Aline, bem foi o melhor que ela arrumou, e enfim o negócio estava fechado, agora eles precisam organizar o casamento.
Erick (advogado) e Taisa comemoram a notícia:
— Precisamos comemorar está tudo dando certo! Agora é só preparar a cerimônia no civil, assinar a papelada e fechar o negócio! — Disse Aline.
— É isso! Conseguimos! — Respondeu Taisa.
— Bom, vou fazer umas ligações e tratar tudo com o cartório, precisamos nos apressar, semana que vem os investidores estarão aqui. Aline, você já conversou com o Erick sobre as testemunhas? —Questionou Erick (advogado).
— Testemunhas?! — Perguntou Aline.
— Sim, as testemunhas? Você não acha que os investidores vão acreditar no seu casamento que aconteceu uma semana antes da assinatura do contrato sem testemunhas né? — Disse Taisa.
— Vocês não me disseram nada sobre testemunhas, vocês serão as testemunhas! — Respondeu Aline.
— Aline, nós não podemos ser as testemunhas pelo mesmo motivo que eu não posso casar com você, não convence, entende? — Falou Erick (advogado).
— Mas gente? Quem vão ser as testemunhas? — Respondeu Aline.
Os três se olham, Aline então deixa a sala e vai em direção a cozinha da fábrica, ela entra pega um avental e coloca alguns ingredientes na mesa, eu ainda não falei sobre isso, mas Aline pensa muito melhor quando está confeitando, batendo bolo, fazendo doces, decorando… tudo isso faz com que ela absorva melhor as ideias. Dito e feito, Aline põe a massa no forno avisa o chefe confeiteiro para terminar e corre em direção a loja de suplementos.
Na loja de suplementos, Erick grava alguns vídeos para as redes da loja, isso ajuda e muito a alavancar as vendas, Erick é um cara carismático e conquistou grande parte dos seus clientes através das redes sociais. Erick leva um susto quando ouve uma pequena discussão na recepção da loja.
— Não tente me impedir! Quem você pensa que é garota! Da licença vai, saia da minha frente! — Ordenou Aline.
— Você não vai passar aqui não meu bem! Você já encheu o saco do Erick hoje cedo, agora voltou para que? — Disse Andressa barrando a entrada de Aline.
Erick desce as escadas e questiona:
— Ei…Ei…Eii, o que tá rolando aqui?
— Pois a intrometida dessa funcionária quer barrar a minha entrada! —Respondeu Aline.
— Mas é claro Aline, tá achando que isso aqui é o que? A casa da mãe Joana? — Perguntou Erick.
Andressa olha parra Aline com olhar de superioridade, Aline revida com um olhar de fúria, um olhar tão furioso que se ela lançasse laser provavelmente Andressa estaria em cinzas.
— Pois bem, eu pensei que como sua noiva eu tivesse pelo menos o direito de entrar no seu escritório sem aviso prévio meu amor. — Disse Aline envolvendo seus braços no pescoço de Erick.
Erick olha para Aline com espanto, mas ao mesmo tempo ele gosta da “brincadeira” e revida.
— Bom, então eu espero que eu tenha esse mesmo direito em suas confeitarias e é claro, na fábrica. — Respondeu Erick.
Andressa observa toda a cena com muito espanto:
— Noivos?! Como assim vocês são noivos? Quando isso aconteceu? Erick?! — Perguntou Andressa.
— Sim, noivos queridinha, e agora você já sabe que eu posso passar sem pedir a sua permissão. — Respondeu Aline, agora ela com um olhar de superioridade.
— É sim estamos noivos Andressa, agora eu posso saber o que a minha noiva está fazendo aqui no meu local de trabalho? Por um acaso sentiu saudades de mim? — Questionou Erick com tom de deboche.
— Amor, vamos guardar as intimidades para mais tarde, podemos passar para o seu escritório? — Respondeu Aline puxando Erick em direção ao escritório.
No escritório de Erick, Aline e ele conversam sobre as testemunhas, sim as testemunhas, quem poderiam ser as testemunhas desse negócio, e mais, a jovem teria de desembolsar mais dinheiro para fechar esse contrato? Bem isso poderia acontecer, mas Aline é esperta e daria um jeito nisso sem precisar gastar mais. A moça teve uma ideia mais cedo preparando o bolo que já estava saindo do forno lá na fábrica, uma receita nova, era isso que Aline havia preparado na cozinha da fábrica, um bolo tão gostoso quanto todos os outros que ela já havia criado. Voltando ao escritório de Erick, Aline revela seu plano:
— Mas eles são confiáveis? — Questionou Erick.
— O que? Raul e Natália são as pessoas mais confiáveis que eu conheço são meus melhores amigos desde a infância, mas apenas eles não bastam, preciso que você arrume duas testemunhas da sua parte. —Declarou Aline.
— Bem…. Eu posso dar um jeito, tem a Andressa… — Mas antes que Erick pudesse terminar a frase ele já era interrompido por Aline.
— Aquela cobra? Nunca, jamais deixaria isso acontecer! — Disse Aline revirando os olhos.
— Ok, eu tenho duas pessoas que eu confio tanto quanto você confia nesses dois aí. — Declarou Erick.
— Deixa comigo, pode ficar tranquila. — Continuou.
Aline olha para Erick com desconfiança, mas aceita a escolha dele, se ela podia escolher suas testemunhas de confiança porque Erick não poderia escolher as dele. Aline então se despede:
— Tudo bem! Eu preciso ir, deixei uma massa no formo e preciso voltar para terminar. — Disse Aline.
— Ok, mas antes…. Não rola um beijinho no pai? — Perguntou Erick indo em direção a Aline.
— O que? Que isso garoto, pirou é, tá pensando o que? — Disse Aline tentando fugir de Erick.
— Hahahaha, só queria ver sua reação. — Respondeu Erick rindo.
— Mas eu não gostei dessa brincadeira não, olha bem, eu beijar um brutamontes como você! — Declarou Aline.
— Iiiiihhh alá, tá se achando a última bolachinha do pacote né? Sua fera! — Respondeu Erick.
— FERA é a sua mãe! — Respondeu Aline furiosa deixando a loja de Erick e seguindo em direção a fábrica de Bolos.
Erick observa Aline ir embora e pensa consigo mesmo, “ onde já se viu eu casado com essa fera ”, bem ele precisava do dinheiro e não podia perder tudo o que tinha conquistado. Mas e as testemunhas de Erick, Aline já tinha declarado que convocaria seus dois melhores amigos, amigos esses de infância. Raul era um amigo de Aline lá do Rio Grande Sul, assim como Natália, Aline confiaria a sua vida aos dois, mas e Erick a quem ele poderia confiar essa responsabilidade tão grande, bem a resposta era simples. Pedro e Afonso! Sim! Pedro começou na loja de suplementos com Erick, nos primeiros meses ele se quer recebeu salário de verdade, recebeu uns trocados que Erick lhe deu, Pedro era uma pessoa a quem Erick podia confiar. Afonso? A resposta também é simples, Afonso era seu irmão e fora isso não há explicações, afinal quem não confiaria em seu irmão.
— Preciso falar com eles ainda hoje. — Pensou Erick.
Pedro então é chamado a sala de Erick que explica tudo, Pedro fica chocado com a proposta que o amigo recebeu de Aline, bem era uma proposta irrecusável e a situação da loja não era das melhores, Pedro apoia Erick e é claro aceita ajudar o amigo.
— Eu prometo para você que eu vou te dar uma parte do dinheiro, não se preocupa. — Disse Erick.
— O que? Erick, eu não quero dinheiro nenhum, você sempre me ajudou e apoiou, eu e minha avó, o salário de enfermeira dela já não era mais suficiente, você me tirou da rua e eu te considero um irmão, cara não tem dinheiro no mundo que pague a sua amizade, eu vou te ajudar e vai ser de coração! — Respondeu Pedro.
Erick se emociona e abraça o amigo, o relacionamento deles era realmente muito forte, os dois sempre apoiaram um ao outro e cuidaram, como se fossem realmente irmãos, as vezes Erick achava que era mais irmão de Pedro que de Afonso, seu irmão de sangue.
No final do dia Erick parte para casa, em casa ele faz uma ligação a seu irmão Afonso, ele demora a atender. Afonso atende sem muita vontade pois não gosta de falar com Erick já que sabe que o irmão irá lhe dar algum sermão como de praxe, é sempre assim, cada vez que Erick liga é um sermão diferente e Afonso já não tem paciência para isso.
— Erick? O que há, algum problema? — Questionou Afonso.
— Não, na verdade eu queria saber como você está? — Respondeu Erick.
— Estou bem, você realmente quer conversar agora, estou ocupado… — Tentou desconversar Afonso.
— Bom, vamos direto ao ponto, preciso de sua ajuda Afonso. — Disse Erick.
— Ajuda? — Questionou Afonso.
Ajuda, que tipo de ajuda Afonso poderia dar a Erick, afinal o irmão sempre foi tão independente, uma figura exemplar a se seguir, carismático, esforçado e batalhador, Erick nunca precisou de ajuda para nada, ele sim precisava, Afonso era o irmão que sempre metia-se em problemas, era o irmão que sempre precisava de uma “mãozinha”, mas a curiosidade era grande, o que ele Afonso um mero mortal poderia fazer pelo grandioso e bem-sucedido irmão Erick. A resposta veio:
— Eu preciso que você seja minha testemunha de casamento! — Declarou Erick.
— Testemunha de casamento? — Questionou Afonso surpreso, ele se quer sabia que o irmão estava noivo, quem dirá que já iria se casar.
— A quanto tempo não nos falamos? Você não havia me contado que estava noivo? Que história é essa Erick? — Continuou Afonso.
— Tudo aconteceu muito rápido Afonso, há um tempo que estamos juntos, só queria que você participasse desse momento, você aceita? — Respondeu Erick sem entregar muitos detalhes.
Afonso estranhou, mas como não tinha uma relação tão fraternal com o irmão simplesmente aceitou.
— Tudo bem, tá, eu aceito, só me avisa o dia e hora, eu vou estar lá. — Disse Afonso.
— Ótimo, obrigada Afonso, e se cuida, não se meta em confusão, eu te amo! — Respondeu Erick, feliz e aliviado.
— Tá, relaxa, eu vou ficar bem. — Respondeu Afonso desligando o telefone.
Erick pensa na conversa que teve com o irmão, ele não revelou os detalhes, não revelou por que teve um pressentimento, algo dizia a ele que não deveria contar sobre o dinheiro, o contrato e nada, Erick confiava nesses pressentimentos, sempre que eles o alertavam algo de ruim estava para acontecer, com o tempo Erick começou a ouvi-los e desde aí a ascensão nos negócios surgiu, mas Erick ficou tenso, por que isso agora, nessa conversa, justo com a pessoa a quem Erick sabia que podia confiar. Ele pensou e repensou e não conseguiu uma resposta, mas no fim dormiu de consciência tranquila afinal ele conseguiu o que queria, Erick e Aline finalmente tinham suas Testemunhas.

A Última Existência: TEXTO I

Autor: Desconhecido (Texto encontrado na internet)

Estava sentada olhando para o horizonte em meio a todo o caos que tomara conta do mundo. Em todo lugar, presumia, pessoas buscavam abrigo inutilmente para o que estava por vir. Podia praticamente ver toda a correria e desespero de famílias unidas buscando lugar em alguma nave rumo à Marte ou a alguma lua de Júpiter ou Saturno. Podia imaginar os solitários conectados que buscavam informações que lhe acalmassem e que mesmo sabendo do inevitável, recusavam-se a sair de suas poltronas e consoles. Sentiu pena em imaginar o que fariam quando a energia acabasse.
Outros se lançavam às ruas e pavimentos para exercer uma liberdade irrestrita abandonando o último laço de qualquer coesão social que ainda restava naquelas mentes. Voltaram eles todos ao tempo das cavernas, apesar de toda a tecnologia desenvolvida por tantos milênios pela humanidade, onde o ser humano possuía total liberdade e nenhuma segurança. A situação atual fez a balança da liberdade e segurança, que sempre insistia em pender de um lado para outro, girasse freneticamente. Famílias buscando toda segurança que não podiam ter e andarilhos avulsos que corriam para desfrutar de uma liberdade que não poderia exercer.
Ela também estava solitária. Sentada em posição de flor-de-lótus, sobre uma colina próxima do centro urbano encarava o astro-rei em seus suspiros finais. O sol pulsava já fazia algumas semanas enviando ondas de calor que já haviam destruído algumas cidades inteiras em questão de segundos. Os cientistas não podiam prever nem direção, nem momento, sequer a intensidade da próxima rajada de calor. As informações eram desencontradas, o que deixava os conectados em polvorosa, mas havia o consenso em relação a gravidade da situação.
O sol, o astro-rei, o objeto mais importante para a manutenção de toda a vida e existência na Terra e nas colônias dentro do sistema solar estava entrando em colapso. Aquele evento que nunca preocupava a humanidade até então estava eminentemente perto. O momento em que o sol explodiria e passaria de uma estrela do tipo anã amarela para se tornar uma gigante vermelha. As gigantes vermelhas eram bem mais frias que as amarelas, porém não morreremos de frio, mas com o calor, pois o diâmetro de nossa estrela ocupará toda a órbita dos planetas rochosos.
Aqueles que correm para fugirem em busca de abrigo em alguma lua orbitante de Júpiter ou Saturno, querem acreditar que estarão seguros nessas colônias, se agarram com todas as forças nesta mínima possibilidade. Contudo sabem que essas colônias serão devastadas pela radiação que emanará desta explosão. Seus habitantes sabem perfeitamente o que lhes aguarda.
Ela escolheu um final diferente para sua existência. Preferiu colocar um par de óculos de lentes douradas especiais e preferiu encarar de frente a estrela prestes a entrar em colapso. Trata-se de um evento histórico importante, pensou ironicamente e continuou, seria interessante observar atentamente para relatar tudo. Em seguida ficou amarga, em pensar que não existiríamos mais. Ficou aliviada por nunca ter sido mãe e remexeu várias decisões de sua vida, mas afastou esses pensamentos afirmando a si mesma que são inúteis numa hora dessas. Questionou-se, o que seria útil numa hora dessas?
Pensar no passado era o que restava para que não poderia mais pensar no futuro. Sendo uma historiadora, que muito dedicou de sua vida a isso, não faltaria material mental para refletir, alegrou-se brevemente, mas a história serve para refletir sobre o que faremos no futuro e…. Seu raciocínio foi interrompido por um
estrondo e uma luz que durou pouco mais que segundos. Se não fossem os óculos estaria cega. Uma região habitada a quase perder de vista ardia em chamas e radiação. O calor aumentara e podia observar o sol pulsar para os lados como se empurrando alguém que estivesse ao seu lado lhe incomodando.
O grande momento estava perto, pensou, ao contrário do que havia visto em filmes de “fim do mundo”, não havia lugar para niilismo sóbrio nem para ela que estava apenas contemplando o sol pela última vez em toda a história da humanidade. Não havia escatologia que nos preparasse para o que se iniciara, nem haveria um crepúsculo para a coruja de minerva e ela se sentia impotente pela última vez.
Pôde ver o astro rei aumentar de tamanho rapidamente e sentir as suas lentes derreterem em seu rosto antes de ficar completamente cega. O calor tomou conta de seu corpo, mas em seguida não sentiu mais nada. Estranhamente sentiu-se como no fundo do oceano quando mergulhara em sua juventude, mas sem o aperto da roupa de mergulho. Buscou olhar para os lados e raciocinar, mas não conseguiu e então a última existência chegava ao fim.

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Descobrindo o Amor – Capítulo 2: O Sócio.

Capítulo 2: O Sócio.

Depois de um dia exaustivo de trabalho, Erick retorna para o seu apartamento, no caminho ele tem diversas lembranças, algumas boas e outras ruins de tudo que aconteceu em sua vida, toda a luta para chegar aonde ele está hoje. Erick passou por poucas e boas antes de se tornar proprietário da sua rede de Suplementos a Fit for Fit, ele trabalhou em diversas profissões durante sua vida para ajudar a sua mãe que sofria com um câncer de mama, infelizmente ela não viveu o bastante para acompanhar a ascensão do filho, mas tinha certeza que ele conseguiria e Erick conseguiu, conseguiu por ela.
Em casa Erick toma um banho, prepara o jantar e senta na sacada de seu apartamento para beber uma taça de vinho, vinhos eram uma paixão de Erick e ele adorava experimentar diversos sabores, mas para um apaixonado por vinhos Erick ainda precisava conhecer uma vinícola, mas isso ainda não havia acontecido e ele percebeu somente agora sentado em sua sacada.
— Essa com certeza é uma coisa que eu ainda não fiz e tenho que fazer! — Pensou Erick enquanto saboreava sua taça de vinho.
De repente Erick pegou-se rindo, mas rindo de que? A sim ele tinha motivos para rir, seria trágico se não fosse cômico, Erick ria de toda a cena envolvendo ele e Aline mais cedo na rua.
— Aquela maluca… — Pensou Erick bebendo o último gole do vinho antes de ir se deitar.
Em seu apartamento Aline saia do banho pronta para se deitar, quando também se pegou rindo de toda situação vivida com Erick.
— Meu Deus! O que foi que eu fiz, sabe penso que eu sou um pouco doida mesmo, mas também, aquele brutamontes, ele me irrita até com seu respirar, mas que eu me vinguei dele hoje a eu me vinguei… o único problema foi meu prejuízo mesmo, mas valeu a pena! — Pensou Aline indo se deitar.
No dia seguinte Aline acorda com uma mensagem de Taisa em seu celular:
“ Os investidores entraram em contato, eles vêm ao Brasil na segunda que vem, isso significa que você precisa estar casada até essa data Aline! ”
— Meu Deus, e agora? — Apavorou-se Aline.
Na fábrica Taisa e Erick (advogado) já estão esperando Aline para resolver o assunto de seu estado civil:
— Graças a Deus você chegou. — Falou Taisa, preocupada com a situação.
— Você já pensou no que vamos fazer? — Disse Erick (advogado).
— Sim, já está tudo decidido! — Declarou Aline.
Erick (advogado) e Taisa se olham, visivelmente confusos com o que Aline disse.
— Bem e como vai ser então? — Disse Taisa.
— Pois bem, Erick, aceita se casar comigo? — Disse Aline se ajoelhado aos pés do advogado.
— O que? — Respondeu Erick (advogado) chocado com a proposta.
— Ué, eu preciso estar casada, não é? Por que não poderia ser com você? — Respondeu Aline.
— Por que não! Aline, os investidores me conhecem, eles já sabem o meu estado civil, o que eles pensariam se me vissem casado com você, eles desconfiariam na hora. Me desculpe, não podemos nos casar. — Concluiu Erick (advogado), deixando Aline visivelmente constrangida e preocupada.
— Então eu não tenho nenhuma ideia melhor, eu não conheço mais ninguém, você era a única pessoa que eu poderia confiar para me ajudar, agora… — Falava Aline até ser interrompida pelas gargalhadas vindas da loja de suplementos.
Taisa então olha para Aline, que descarta a ideia da amiga na hora:
— Não, não mesmo, jamais, tire essa ideia de girico da sua cabeça, não vai rolar! — Disse Aline.
— Pensa bem Aline, você conhece ele, nós conhecemos, ele é uma boa pessoa e pode nos ajudar. — Disse Taisa batendo no braço de Erick (advogado) para que a auxiliasse a convencer Aline.
— É a Taisa tem razão, eu o conheço e sei da sua história, ele é confiável Aline. — Completou Erick.
Erick (advogado) era vizinho do Erick (dono da loja), engraçado isso né? Eles tinham o mesmo nome e moravam na mesma rua, imagina quantas vezes eles não foram confundidos, você mesmo já deve ter confundido ao dois em alguma parte da história, mas o fato é que eles eram amigos e Erick (advogado) conhecia toda a história do Erick (dono da Fit for Fit) e tinha a certeza do caráter e coração dele.
— Ele é uma boa escolha, você só precisa fazer uma proposta a ele! — Disse Erick (advogado) a Aline.
— Vocês têm certeza? Tem certeza do que estão me pedindo? —Perguntou Aline.
— Alguma vez já te colocamos em uma furada Aline? — Questionou Taisa.
— Nunca! — Respondeu Aline.
— É nossa melhor opção agora. — Disse Erick (advogado).
— Bom e qual a proposta que eu faço a ele? — Questionou Aline.
— Ofereça a ele uma “sociedade” no negócio, ofereça cinco milhões a ele, você vai receber cinquenta milhões então eu acho que esse valor é mais que suficiente. — Respondeu Taisa.
— Olha eu aqui, tendo que oferecer dinheiro para um cara casar comigo, que fase em? — Disse Aline.
— Pois bem, eu vou falar com aquele grosseirão. — Disse Aline.
Aline vai até a loja de Erick que revira os olhos quando a vê chegar:
— Ah não, não são nem dez horas ainda e você já está aqui, o que foi que eu fiz agora? — Perguntou Erick indo em direção a Aline.
— Há há há, não fez nada ainda, eu só queria te pedir desculpas por ontem e queria te fazer uma pergunta, mas tem que ser a sós. — Disse Aline.
— Olha só, você sabe se desculpar!? Interessante, uma pergunta a sós? Eu sei que vou me arrepender, mas… vamos subir para o meu escritório! — Respondeu Erick curioso com a pergunta que Aline queria lhe fazer.
Os funcionários de Erick ficaram todos de ouvidos em pé, o que será que a fera queria com o patrão, eles nunca se acertaram, por que agora vão conversar? Todas essas perguntas corroíam eles por dentro, incluindo Andressa, ela era vendedora da loja de Erick a menos de dois anos, era completamente apaixonada por ele e dava diversas investidas no patrão, mas Erick tem um coração muito puro e nunca viu segundas intenções nas investidas de Andressa, afinal ele a via como uma “irmãzinha” e nada mais.
Andressa corre falar com Pedro:
— O que será que a fera quer com o Erick? Ela nunca suportou ele? Por que essa maluca veio aqui? — Questionou Andressa.
— Não sei, mas de uma coisa eu sei, não vai dar boa coisa, nunca da boa coisa com esses dois juntos. — Respondeu Pedro.
No escritório de Erick, ele e Aline conversam:
— Então! Que bons ventos te trazem até aqui? — Questionou Erick.
— Erick, eu… eu preciso da sua ajuda! — Respondeu Aline receosa de perguntar.
— Ajuda? Que tipo de ajuda? — Questionou Erick.
— Bem, eu estou fechando um negócio, e queria te propor uma “sociedade”, bem é quase isso… Erick, esse meu negócio é um contrato milionário só que meus investidores exigem que eu esteja casada, só assim eles vão fechar o negócio, então eu estou aqui para te perguntar… se.… você… bem, eu queria saber se… Erick, você aceita se casar comigo, apenas para fechar o negócio e depois a gente se divorcia, você aceita ser meu marido por um tempo? — Perguntou Aline.
Erick então cai na gargalhada:
— Hahahahahah, casar com você? Hahahaha, meu Deus por que você acha que eu aceitaria? — Disse Erick em meio às gargalhadas.
Aline então começa a ficar irritada:
— E eu posso saber por que você não aceitaria? Sou tão ruim assim? — Perguntou Aline.
— Bem, você é bonita eu não posso negar, mas não, não daríamos certo Aline. — Respondeu Erick.
— E quem disse que temos que dar certo? É tudo de mentira seu asno, é só para fechar o negócio não vamos nos casar e viver juntos para o resto da vida. — Disse Aline.
— E por que eu casaria com alguém que me chama de asno, brutamontes e outras coisas em? — Questionou Erick.
— Por que eu vou te pagar! — Respondeu Aline.
— E você acha que eu me venderia é? — Disse Erick.
— Por cinco milhões de reais! Você aceita? — Respondeu Aline.
Erick então fica chocado com o valor oferecido, ele sabia que era muito dinheiro e recentemente a loja não vinha vendendo como
antes, cinco milhões, quando Erick imaginaria faturar todo esse valor? Era uma proposta tentadora.
— Aceita Erick? — Questionou Aline.
Erick pensa, cinco milhões de reais, será que vale a pena meter-se nessa confusão? Erick era um romântico e sonhava em casar, mas casar por amor e não por dinheiro, será que realmente era a coisa certa a fazer? Casar por dinheiro? Mas veja bem, não era qualquer dinheiro eram cinco milhões de reais.
— Não! — Respondeu Erick, uma resposta rápida e firme, Erick estava certo de sua resposta e não hesitaria.
— Não? — Questionou Aline visivelmente chocada com a resposta.
— Mas Erick, você não quer um tempo para pensar… — Perguntou Aline até ser interrompida por Erick.
— Não, essa é minha resposta, por favor vai embora eu preciso trabalhar. — Respondeu Erick abrindo a porta para que Aline partisse.
Aline então sai da loja de Erick frustrada com a resposta.
— E agora? O que eu faço! — Disse Aline indo em direção a fábrica.
Na loja de Erick, todos ficam curiosos em saber o que Aline fazia ali, Erick então sai do escritório e é atacado por Andressa com a mão cheia de notas e boletos:
— Erick, esses avisos de cobrança acabaram de ser entregues pelo correio, toma. — Disse Andressa entregando a papelada a Erick.
— A claro, elas sempre vem, as cobranças… — Respondeu Erick.
Erick retorna ao escritório e começa a pensar no que fazer para pagar tantas contas, o faturamento das lojas eram bons e ele conseguia se manter, porém ele havia emprestado recentemente um
grande valor em dinheiro ao seu irmão Afonso. Afonso era um pilantra viciado em jogos, ele perdeu dinheiro emprestado por um agiota na jogatina e teve de recorrer a Erick que não pensou duas vezes, afinal ele prometera a mãe que cuidaria do irmão.
Mas o dinheiro emprestado ao irmão começou a fazer falta e Erick está se vendo louco para manter as lojas, funcionários e até sua própria casa. A proposta de Aline cairia muito bem agora, mas por que Erick recusou, afinal era simples ele só precisaria ficar casado por alguns dias e ganharia uma bolada para isso, bem Erick era uma pessoa de caráter, ele sempre foi o orgulho da mãe que no fim da sua vida fez um último pedido:
— Filho, eu sei que logo partirei, você sempre foi um filho exemplar, me ajudou tanto durante a vida, então agora no fim dela eu só tenho três coisas para te pedir, a primeira é que você siga em frente firme e forte, continue sendo esse homem honesto e bondoso, justo e determinado, continue assim meu filho que você vai longe. O segundo pedido é que você tome conta de Afonso, seu irmão é complicado, mas é seu irmão, por favor nunca esqueça disso. E a terceira coisa é que você continue sempre acreditando no amor pois o amor vem antes de qualquer coisa meu filho, só o amor cura, só o amor salva, só o amor vale a pena, o dinheiro, ah o dinheiro é só ilusão meu filho ele vem e vai, já o amor quando ele vem ele fica! O amor Erick é o verdadeiro tesouro.
Então ali estava o motivo, Erick prometeu a mãe em seu leito de morte que colocaria o amor a frente do dinheiro, mas Erick está endividado, sem dinheiro ele não pode cumprir as outras promessas
que fez a mãe, o que fazer? Se não pagar as contas ele pode perder tudo o que conquistou, tudo o que batalhou, estaria tudo perdido. Erick pensa e repensa e toma uma decisão. Erick vai até a fábrica.
Na fábrica Doce Mel Aline, Taisa e Erick (advogado) pensam em uma solução para fechar o contrato quando são interrompidos pelo telefone:
— Dona Aline, o senhor Erick da loja de suplementos está aqui e deseja falar com a senhora. — Disse a secretaria em uma ligação.
— O Erick? Aqui? Deixe-o entrar! — Respondeu Aline.
— Ele está aqui! Será que mudou de ideia? — Questionou Taisa.
— Não sei, mas seja o que for, Aline, você precisa trata-lo bem, pelo amor de Deus ele é nossa única chance. — Disse Erick (advogado).
Erick então entra na sala de Aline, enquanto Taisa e Erick (advogado) deixam a sala.
— Erick, você por aqui, que surpresa! — Disse Aline.
— Eu vou ser direto com você, eu aceito a sua proposta de “sociedade”, preciso do dinheiro então vamos logo com isso, eu caso com você! — Disse Erick
— Pois bem, então eu vou chamar meus advogados e amanhã mesmo assinamos o nosso contrato! E de quebra organizamos tudo para esse fatídico evento. — Respondeu Aline.
— Sócios? — Perguntou Aline estendendo a mão a Erick.
— Sócios! — Respondeu Erick apertando a mão de Aline.

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