A Última Existência: TEXTO I

Autor: Desconhecido (Texto encontrado na internet)

Estava sentada olhando para o horizonte em meio a todo o caos que tomara conta do mundo. Em todo lugar, presumia, pessoas buscavam abrigo inutilmente para o que estava por vir. Podia praticamente ver toda a correria e desespero de famílias unidas buscando lugar em alguma nave rumo à Marte ou a alguma lua de Júpiter ou Saturno. Podia imaginar os solitários conectados que buscavam informações que lhe acalmassem e que mesmo sabendo do inevitável, recusavam-se a sair de suas poltronas e consoles. Sentiu pena em imaginar o que fariam quando a energia acabasse.
Outros se lançavam às ruas e pavimentos para exercer uma liberdade irrestrita abandonando o último laço de qualquer coesão social que ainda restava naquelas mentes. Voltaram eles todos ao tempo das cavernas, apesar de toda a tecnologia desenvolvida por tantos milênios pela humanidade, onde o ser humano possuía total liberdade e nenhuma segurança. A situação atual fez a balança da liberdade e segurança, que sempre insistia em pender de um lado para outro, girasse freneticamente. Famílias buscando toda segurança que não podiam ter e andarilhos avulsos que corriam para desfrutar de uma liberdade que não poderia exercer.
Ela também estava solitária. Sentada em posição de flor-de-lótus, sobre uma colina próxima do centro urbano encarava o astro-rei em seus suspiros finais. O sol pulsava já fazia algumas semanas enviando ondas de calor que já haviam destruído algumas cidades inteiras em questão de segundos. Os cientistas não podiam prever nem direção, nem momento, sequer a intensidade da próxima rajada de calor. As informações eram desencontradas, o que deixava os conectados em polvorosa, mas havia o consenso em relação a gravidade da situação.
O sol, o astro-rei, o objeto mais importante para a manutenção de toda a vida e existência na Terra e nas colônias dentro do sistema solar estava entrando em colapso. Aquele evento que nunca preocupava a humanidade até então estava eminentemente perto. O momento em que o sol explodiria e passaria de uma estrela do tipo anã amarela para se tornar uma gigante vermelha. As gigantes vermelhas eram bem mais frias que as amarelas, porém não morreremos de frio, mas com o calor, pois o diâmetro de nossa estrela ocupará toda a órbita dos planetas rochosos.
Aqueles que correm para fugirem em busca de abrigo em alguma lua orbitante de Júpiter ou Saturno, querem acreditar que estarão seguros nessas colônias, se agarram com todas as forças nesta mínima possibilidade. Contudo sabem que essas colônias serão devastadas pela radiação que emanará desta explosão. Seus habitantes sabem perfeitamente o que lhes aguarda.
Ela escolheu um final diferente para sua existência. Preferiu colocar um par de óculos de lentes douradas especiais e preferiu encarar de frente a estrela prestes a entrar em colapso. Trata-se de um evento histórico importante, pensou ironicamente e continuou, seria interessante observar atentamente para relatar tudo. Em seguida ficou amarga, em pensar que não existiríamos mais. Ficou aliviada por nunca ter sido mãe e remexeu várias decisões de sua vida, mas afastou esses pensamentos afirmando a si mesma que são inúteis numa hora dessas. Questionou-se, o que seria útil numa hora dessas?
Pensar no passado era o que restava para que não poderia mais pensar no futuro. Sendo uma historiadora, que muito dedicou de sua vida a isso, não faltaria material mental para refletir, alegrou-se brevemente, mas a história serve para refletir sobre o que faremos no futuro e…. Seu raciocínio foi interrompido por um
estrondo e uma luz que durou pouco mais que segundos. Se não fossem os óculos estaria cega. Uma região habitada a quase perder de vista ardia em chamas e radiação. O calor aumentara e podia observar o sol pulsar para os lados como se empurrando alguém que estivesse ao seu lado lhe incomodando.
O grande momento estava perto, pensou, ao contrário do que havia visto em filmes de “fim do mundo”, não havia lugar para niilismo sóbrio nem para ela que estava apenas contemplando o sol pela última vez em toda a história da humanidade. Não havia escatologia que nos preparasse para o que se iniciara, nem haveria um crepúsculo para a coruja de minerva e ela se sentia impotente pela última vez.
Pôde ver o astro rei aumentar de tamanho rapidamente e sentir as suas lentes derreterem em seu rosto antes de ficar completamente cega. O calor tomou conta de seu corpo, mas em seguida não sentiu mais nada. Estranhamente sentiu-se como no fundo do oceano quando mergulhara em sua juventude, mas sem o aperto da roupa de mergulho. Buscou olhar para os lados e raciocinar, mas não conseguiu e então a última existência chegava ao fim.

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Viajantes do Tempo: Rua Bold, Inglaterra

Fonte: https://uareva.com/2013/05/viajantes-do-tempo-historias-reais.html

Viagem no tempo é um assunto que sempre intrigou muita gente, desde a pura curiosidade até mesmo a questões cientificas. Você já imaginou uma rua toda onde as pessoas alegam que viajaram de volta aos anos 50 e 60, pois é exatamente o caso que vamos te apresentar no nosso primeiro capítulo:

Viajantes do Tempo: Rua Bold, Inglaterra

Hoje em dia quando pensamos em viagem no tempo, a primeira coisa que nos vem à cabeça é uma máquina, um automóvel ou algo do tipo. Mas a rua Bold, em Liverpool, ganhou notoriedade quando diversas pessoas alegaram que foram subitamente transportadas de volta para os anos 50 e 60. De acordo com a notícia, começou com um homem que alegou que estava caminhando pela rua Bold e foi parar nos anos 50. Quando retornou para seu próprio tempo, ele acertou com precisão o nome de diversas fachadas de lojas que existiam na época e lugares em que ele alega que foi parar.

A história é claro deu o que falar e diversas outras pessoas começaram a dar seus testemunhos sobre suas próprias viagens no tempo. A rua Bold fica localizada em Liverpool e abaixo você pode observar uma imagem do Google Maps. A rua é bem movimentada o que nos deixa ainda mais intrigados sobre essas possíveis Viagens no Tempo.

E ai, você acredita que pode haver viajantes do tempo por ai? então fique ligado que logo logo sai o segundo capítulo da nossa saga.

Top 06 melhores filmes do universo de Invocação do Mal

Por: Fábio Anhaia

O universo de Invocação do Mal chegou para mudar a história dos filmes de terror/horror nos cinemas, a anos sem conseguir apresentar grandes sucessos do gênero ao público a Warner apostou suas fichas nessa saga e acertou em cheio. Pensando nisso hoje vamos montar um top seis dos melhores filmes desse universo que conquistou uma legião de fãs pelo mundo.

06 – A Freira

Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre assombrado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento em um campo de batalha.

05 – A Maldição da Chorona

Em Los Angeles, na década de 1970, uma assistente social cria seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva. Ela começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural chamada de Chorona. A lenda conta que, em vida, Chorona afogou seus filhos após um ataque de ciúmes e depois se jogou no rio, se debulhando em lágrimas. Agora ela chora eternamente, indo atrás e capturando outras crianças para substituir seus filhos.

04 – Anabelle

John Form acha que encontrou o presente ideal para sua esposa grávida, uma boneca vintage. No entanto, a alegria do casal não dura muito. Uma noite terrível, membros de uma seita satânica invadem a casa do casal em um ataque violento. Ao tentarem invocar um demônio, eles mancham a boneca de sangue, tornando-a receptora de uma entidade do mal.

03 – Anabelle 2: A Criação do Mal

Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amendrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.

02 – Invocação do Mal

Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren trabalham para ajudar a família aterrorizada por uma entidade demoníaca em sua fazenda.

01 – Invocação do Mal 2

Os famosos demonologistas Lorraine e Ed Warren viajam até o norte de Londres. Lá, eles ajudam uma mãe solteira que cria quatro filhos sozinha em uma casa atormentada por espíritos malignos.

E ai? Qual desses é o seu preferido? Pega a pipoca e corre para a sala assistir esses sucessos, aproveite o Halloween!

Lendas do Folclore Brasileiro: Corpo-Seco

Corpo-Seco - Lenda do Corpo-Seco Folclore Brasileiro - Escola Educação
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Fonte: Wikipédia e Mundo Educação

Um homem muito cruel que surrava a própria mãe, ao morrer foi rejeitado por Deus e o Diabo. Não foi enterrado, porque a própria terra enojada, vomitou seu corpo, assim perambula por aí com o corpo todo podre, ainda cheio de ódio no coração, fazendo mal a todos os que cruzam o seu caminho. Há relatos desta lenda nos estados de São Paulo, Paraná, Amazonas, Minas Gerais e na região Centro-Oeste.

Tradicionalmente o corpo-seco é um ser amaldiçoado, uma espécie de morto-vivo. Ocupa a forma de um cadáver que foi expelido pela terra, que se recusou a devorar o seu corpo. Segundo a lenda, isso aconteceu porque esse ser foi uma pessoa terrível em vida, tendo um rol enorme de maldades cometidas. As maldades do defunto eram tão grandes que tanto Deus como o diabo não aceitaram sua alma.

Assim, corpo-seco foi condenado a vagar pela Terra, pois o céu e o inferno o recusaram. A aparência desse ser é aterrorizadora, e conta-se que ele possui um corpo ressecado que se resume a ossos e couro. Sua aparência é complementada com suas grandes unhas e cabelos, que não param de crescer jamais.

Os graves pecados cometidos por corpo-seco variam de região para região. Em determinada região do país, fala-se que ele foi uma pessoa que torturou e matou a própria mãe; em outros locais, fala-se que era um homem que cometia todo o tipo de maldade contra todos que o cercavam; há também aqueles que falam que o corpo-seco foi alguém que fez uma promessa a Deus e não a cumpriu, sendo punido dessa forma.

Conhecendo o Autor: Stephen King

Os 10 melhores livros de Stephen King segundo seus fãs - Blog da TAG
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Fonte: Wikipédia

Stephen Edwin King é um escritor norte-americano de terror, ficção sobrenatural, suspense, ficção científica e fantasia. Os seus livros já venderam mais de 400 milhões de cópias, com publicações em mais de 40 países, é o 9º autor mais traduzido no mundo. Muitas de suas obras foram adaptadas em filmes, minisséries, séries de televisão e quadrinhos. King já publicou 60 romances, incluindo 7 sob o pseudônimo de Richard Bachman, 12 coletâneas de contos e 6 livros de não ficção. Ele já escreveu cerca de 200 contos, a maioria dos quais foram publicados em coleções de livros.

De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine, onde ele escrevia uma coluna intitulada “King’s Garbage Truck” para o jornal estudantil, o Maine Campus. Ele conheceu Tabitha Spruce lá e se casaram em 1971. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como “The Mangler” e o romance “Roadwork” (como Richard Bachman). King ensinou na Academia Hampden em Hampden, Maine. Ele e sua família moravam em um trailer, e ele escreveu histórias curtas, a maioria para revistas masculinas. Como é relatado na introdução de Carrie, se um de seus filhos ficasse resfriado, Tabitha brincava, “Rápido, Steve, pense em um monstro.”

Stephen logo começou a escrever romances. Uma de suas primeiras idéias era uma moça jovem com poderes psíquicos, mas ele descartou a idéia. Sua esposa resgatou os esboços do lixo e o encorajou a voltar a escrever sobre isso. Após terminar o romance, ele o intitulou “Carrie” e mandou para a Doubleday. Ele recebeu US$ 2500 adiantados (não muito para um romance, mesmo naquela época), mas os direitos autorais fizeram com que ele recebesse US$ 200000 posteriormente.

King admitiu que nessa época ele desenvolveu uma grave dependência com álcool e que foi alcoólatra por mais de uma década. Ele também constatou que baseou o personagem Jack Torrance, do livro O Iluminado, nele mesmo. Sua família e amigos intervieram, jogando fora, na sua frente, todos os seus vícios. Stephen King cortou o álcool e qualquer tipo de droga por volta de 1980 e se mantem sóbrio desde então.

Em 1999, Stephen King sofreu um acidente gravíssimo. Foi atropelado durante uma de suas caminhadas nos arredores de sua casa de veraneio, no Estado do Maine, por um motorista distraído. Sofreu traumatismo craniano, fraturas múltiplas na perna direita e perfurações em um dos pulmões. Foi submetido a três cirurgias.

Dentre suas obras mais famosas estão: It a Coisa, Carrie, a estranha, O Cemitério, O Iluminado e muitas outras.

Descobrindo o Amor – Vai ter continuação?

Por: Fábio Anhaia

Descobrindo o Amor é minha primeira publicação oficial, inicialmente havia sido pensado em concluir a história de forma única, porém ao perceber que o livro seria muito extenso, o que torna muitas vezes a leitura cansativa, acabei optando por dividi-lo em partes.

Sendo assim, Descobrindo o Amor será uma trilogia e, portanto, mais dois livros ainda serão lançados para ai sim encerrarmos a história de Erick e Aline.

Os próximos lançamentos ainda não têm data de publicação, mas não se preocupe, pois, o processo de edição de O Preço de um Segredo (o segundo livro da trilogia) já está no fim e em breve anunciaremos aqui pelo site a data de lançamento.

Dividido em três partes prepare-se para surpreender-se com os rumos que a história vai seguir.

E se você ainda não adquiriu o seu, entre em contato comigo pelo telefone (54) 99681-4016 (WhatsApp) ou pelas redes sociais (Facebook e Instagram) que ainda tenho unidades disponíveis, e se preferir ainda pode comprar seu exemplar através do site do Clube de Autores no link abaixo.

https://clubedeautores.com.br/livro/descobrindo-o-amor-4

Vem comigo descobrir o quão incrível e poderoso o amor pode ser!

Conhecendo o Autor: John Green

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Fonte: Wikipédia

John Michael Green é um vlogger, empresário, produtor e autor norte-americano de livros para jovens. Ele escreveu vários livros premiados como, Quem é você, Alaska?, Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas, que foram sucesso de público e crítica, sendo que estes dois últimos foram transformados em filmes, que foram muito bem na bilheteria. Em 2014, Green foi listado na revista Time como uma das “100 Pessoas mais Influentes do Mundo”.

O primeiro livro de Green, Quem é você, Alaska?, foi lançado em 2005 , pela Dutton Children’s Books, um romance adolescente inspirado em coisas que ele viveu na escola Indian Springs. O livro recebeu o prêmio Michael L. Printz da American Library Association. Seu segundo trabalho, O Teorema Katherine, foi lançado no ano seguinte. Assim como seu predecessor, foi muito bem recebido pela crítica.

Em 2008, junto com os autores Maureen Johnson e Lauren Myracle, Green ajudou a escrever Deixe a Neve Cair, que contém três histórias interconectadas, incluindo “A Cheertastic Christmas Miracle”, escrita por Green.

Ainda em 2008, seu terceiro trabalho, Cidades de Papel, estreou na quinta posição na lista de best sellers do The New York Times, sendo que este livro foi, em 2015, adaptado para filme. Em 2009, Cidades de Papel foi premiado com o Edgar Award de “Melhor Livro para Jovens Adultos” e o Corine Literature Prize de 2010.

Green junto com seu amigo David Levithan, colaboraram para o livro Will e Will, Um nome, Um Destino, publicado pela Dutton em 2010, que tem uma temática LGBT.

Seu sexto livro, A Culpa é das Estrelas, foi lançado em janeiro de 2012. Ele recebeu, para fazer este livro, grande ajuda de sua editora Julie Strauss-Gabel. Green afirmou que várias partes de The Sequel (um livro que ele tinha começado a trabalhar e depois abandonou) acabaram em A Culpa é das Estrelas. Green assinou cerca de 150 000 cópias da primeira tiragem. O livro ficou no topo da lista dos mais vendidos do The New York Times por duas semanas entre janeiro e fevereiro de 2012. A Culpa é das Estrelas também foi adaptado para um filme, de mesmo título, lançado nos Estados Unidos em 6 de junho de 2014 e foi um sucesso de bilheteria.

Em outubro de 2017, John lançou seu sétimo livro, Tartarugas Até lá Embaixo, que foi mais um sucesso de crítica e público.

A Profecia: Capítulo 8

Autor: Fábio Anhaia

Na floresta Iboni acorda e percebe a presença de Ynibi, ainda meio tonto sem entender o que está acontecendo Iboni percebe que Ynibi o cobre, já que ele está nu, Ynibi questiona:

– Iboni, o que aconteceu?

– Estou bem, preciso ir. – Disse Iboni levantando-se.

– Ir para onde? Preciso te levar a aldeia, todos estão preocupados Iboni, estamos te procurando a dias! – Respondeu Ynibi.

– Ynibi, não posso voltar a aldeia, você não entende, é complicado, o que vocês precisam saber é que vou deter a Rainha Negra, volte a aldeia e conte a todos, eles não precisam se preocupar. – Declarou Iboni.

– Mas Iboni, como vai detê-la sozinho? Não consigo entender? – Questionou Ynibi.

– Não se preocupe, tenho uma carta embaixo da manga, vai ficar tudo bem, e quando voltar vou reivindicar sua mão, vamos nos casar e ser felizes juntos! – Afirmou Iboni.

Iboni e Ynibi – Google Imagens

Ynibi fica assustada com a declaração de Iboni, porém não pode discordar da afirmação do jovem, afinal ela aceitou a condição de seu pai, se casará com o guerreiro mais corajoso da tribo, porém seu coração está triste pois sabe que o único que é capaz de amar de verdade é Panimbi. Após a conversa Iboni entra mata adentro e some aos poucos, Ynibi retorna a aldeia e quando chega em sua tenda é questionada por Panimbi:

– Ynibi!? Onde estava?

Ynibi responde:

– Panimbi!? Estava na mata, precisei respirar, não conseguia dormir, estou preocupada com Iboni.

– Iboni está bem! Logo ele aparece, fique tranquila. – Respondeu Panimbi a convidando para voltarem a dormir.

Panimbi e Ynibi – Google Imagens

Na manhã seguinte no castelo da Rainha Negra, o General Kurtz reúne sua tropa para ir a um treinamento de batalha.

– Reúna todos os homens, vamos ao campo de treinamento, precisamos nos preparar caso aquela besta ataque novamente. – Disse o General.

O General está seguindo para o portão e encontra o Corvo Azul no caminho:

– Bom dia Tamaki! É assim que te chamam, não é? – Disse o General.

– Bom dia General! Exatamente! – Respondeu o Corvo Azul!

– Aconteceu alguma coisa? Percebi que reuniu os soldados. – Questionou o Corvo Azul.

– Não, estamos indo ao campo de treinamento, precisamos estar preparados caso aquele monstro apareça. – Respondeu o General.

– Agora se você me der licença, preciso ir! – Declarou o General saindo pelo portão.

General Kurtz – Google Imagens

Tamaki observou o General sair com seus homens, ele olha para o General como se visse através dele, o General percebeu e sentiu-se desconfortável, Tamaki então ri e entra no castelo.

– General? – Disse um soldado.

– Sim. – Respondeu o General.

– Podemos ir? – Questionou o soldado.

– Vamos! – Declarou o General cavalgando em direção a mata.

Chagando ao campo o General organiza seus homens e começa um treinamento, o general apresenta aos soldados diversos modelos de armas que eles nunca haviam visto, o General os auxilia e ensina a cada homem como usar as armas, um soldado então questiona:

– Essas armas, serão capazes de derrotar aquele monstro?

– Essas armas são capazes de matar qualquer coisa! – Declarou o General.

Iboni – Google Imagens

Na mata Iboni caminha até chegar a um riacho, ele senta-se e começa a beber um pouco de água, de repente ele ouve alguns sussurros vindo de longe, Iboni segue o barulho e chega ao campo de treinamento do General:

– Mas o que é isso? – Questiona Iboni a ele mesmo escondido atrás de uma árvore.

Após uma análise do que via, Iboni chega a conclusão:

 – É um campo de treinamento! Eles pretendem atacar a aldeia! – Concluiu Iboni.

Iboni volta a mata e em frente a cachoeira, deixa o manto de Ynibi ao qual estava enrolado cair, fecha os olhos e começa a se concentrar, Iboni está prestes a se transformar na besta novamente, porém é interrompido por uma voz:

– Índio! Não se mova, o que está havendo aqui? – Era a voz do General Kurtz apontando uma espada em direção a Iboni.

Iboni vira-se e encara o General, o General olha para Iboni e sente algo estranho, uma sensação que nunca havia sentido antes, normalmente naquela situação o General já havia arrancado a cabeça do índio a muito tempo, porém quando olhou para Iboni, algo o fez pensar e ele não sabe o que é.

– Quem é você? E o que faz aqui! – Questionou o General.

– Eu sou Iboni! Estou perdido! – Respondeu Iboni.

– Perdido? – Perguntou o General.

– Sim! – Declarou Iboni.

– Onde estão suas roupas? – Perguntou o General.

– Eu fui atacado por homens da aldeia, fiquei apenas com esse manto. – Respondeu Iboni.

– E por que eles te atacaram e só levaram suas roupas? A ordem dada pela rainha é para que todos que encontrarem um de vocês entreguem imediatamente aos soldados! – Declarou o General.

– Eu não sei, simplesmente levaram tudo e me deixaram vivo. – Respondeu Iboni.

– Mas e você? Não vai me matar? – Questionou Iboni.

O General olhou para Iboni, seu coração entrou em agonia, ele nunca sentiu nada daquele tipo antes, não entende o que está se passando, então o General responde:

– Parece que é seu dia de sorte, encontrou duas pessoas do reino e saiu vivo. – Declarou o General deixando Iboni para trás.

Iboni respira aliviado junta o manto de Ynibi e entra em uma caverna que descobriu atrás da cachoeira, sentado e olhando para fora Iboni pensa:

– Por que ele não me matou?

Iboni dá um sorriso e diz:

– Preciso de roupas!

De volta ao castelo o General chega do campo de treinamento e vai direto aos seus aposentos, no seu quarto dentro de uma banheira de água quente o General começa a questionar a si mesmo:

– O que aconteceu? Como eu não o matei?

É tudo muito estranho para o General, afinal ele é o braço direito da Rainha, tudo o que ela manda, ele executa sem nem pensar, mas com aquele índio é diferente, o General simplesmente sente que não pode matá-lo.

– Preciso ver o Corvo Azul! – Declarou o General saindo da banheira.

O Corvo Azul está em seu quarto aguardando o jantar ser servido, quando ouve batidas em sua porta, ele abre e para sua surpresa o General Kurtz está do outro lado:

– General? Aconteceu algo? – Questionou o Corvo Azul.

– Sim, quero que desfaça! Aliás eu ordeno que desfaça! – Disse o General entrando no quarto.

– Desfazer o que? Não sei do que está falando General! – Disse o Corvo Azul.

– Você sabe muito bem do que eu estou falando, hoje pela tarde quando eu estava saindo para o campo de treinamento, você lançou algum tipo de feitiço em mim, não sei o que era, mas desfaça agora! – Disse o General de forma alterada.

O Corvo Azul ri e responde ao General:

– Eu não lancei nenhum feitiço em você, por qual motivo eu faria isso?

– Você é um índio, assim como todos os outros, você me enfeitiçou por vingança! – Afirmou o General.

O Corvo Azul volta a rir e responde:

– General Kurtz, eu não amaldiçoei ninguém, não é assim que trabalho, estou aqui para ajudar os índios sim, mas não seria capaz de amaldiçoar você, se fosse para ser assim, eu já teria feito quando cheguei, não acha?

O General pensa sobre o que o Corvo Azul diz e se arrepende da acusação.

– Mas por que você acha que eu te enfeiticei? – Questiona o Corvo Azul.

– Tamaki, aconteceu uma coisa essa tarde, encontrei um índio na mata, não consegui matá-lo, eu não sei o que me deu, eu olhei para ele e simplesmente não consegui, era como se algo me impedisse! – Revela o General.

O Corvo Azul pega na mão do General e diz:

– Às vezes o grande espírito nos impede de fazer coisas que vamos nos arrepender depois!

O General sem entender questiona:

– Arrepender? Por que me arrependeria? Matei milhares de índios a minha vida toda, por que me arrependeria da morte um agora?

– Não devemos questionar o que o grande espírito faz, só devemos aceitar! Nunca esqueça disso General. – Declarou o Corvo Azul.

– E vai ser assim agora? Não matarei nenhum índio nunca mais? – Questionou o General.

– Isso não sou eu quem vai responder. – Respondeu o Corvo Azul indo em direção ao General.

– Ele é quem tem a resposta! – Declarou o Corvo Azul com a mão sobre o coração do General.

Antes que o General pudesse questionar, um dos empregados da Rainha chama-os para o jantar.

– O jantar está servido senhores.

– Estamos descendo. – Respondeu o Corvo Azul.

– Não adianta me questionar mais General, já disse, não tenho a resposta. – Respondeu o Corvo Azul deixando o quarto.

Após o jantar todos vão para seus quartos e adormecem, o General passou a noite toda pensando no que havia acontecido, na manhã seguinte tomou uma decisão:

– Eu vou atrás dele! – Declarou o General.

O General monta sobre seu cavalo e cavalga em direção a mata, chegando à cachoeira ele começa a procurar pelo índio.

– Perdeu alguma coisa General? – Questionou o índio sentado no alto de uma árvore.

O General vira-se assustado e responde:

– Olá, eu não vi que você estava aqui.

– Não respondeu a minha pergunta General. Por que voltou? – Perguntou o índio.

– Eu passei a noite sem dormir pensando no que aconteceu, porque eu não consegui te matar, então eu conversei com um amigo que também é índio… –Explicava o General até ser interrompido.

– Amigo? Índio? Como você tem um amigo índio? – Questionou o índio.

–…É uma longa história, o nome dele é Tamaki, chamam ele de Corvo Azul, como eu dizia ele me disse que o grande espírito as vezes nos impede de fazer algo que vamos nos arrepender, então eu preciso saber, por que eu não consegui te matar ontem? – Concluiu o General.

O índio olha para o General confuso e responde:

– É uma ótima pergunta! Só que eu também não sei a resposta General, eu poderia ter te matado naquele momento, mas também não consegui, talvez seja uma maldição, não podemos matar um ao outro nunca! – Disse o índio com um tom de voz sério, e terminou a frase com um tom de deboche.

O General olha para o índio e revida:

– Não seria possível. Nunca fui amaldiçoado e disso tenho certeza.

Os dois riem e o General cumprimenta:

– Sou o General Kurtz.

O índio responde:

– Sou Iboni.

– Então Iboni, por que esta nú? – Questionou o General rindo no final.

– Já te respondi essa pergunta ontem. – Respondeu Iboni.

– Bom, eu trouxe algumas roupas e comida, você mora aqui? – Questionou o General.

General Kurtz – Google Imagens

Iboni hesitou em responder, mas pensou consigo mesmo que se o General fosse matá-lo ou entregá-lo a Rainha, já teria o feito.

– Não tenho um lar, estou dormindo atrás daquela cachoeira. – Respondeu Iboni.

– Bom, não é um bom lugar para se dormir, mas é melhor que nada. – Disse o General entregando as roupas e a comida a Iboni.

Iboni pega as roupas e veste ali mesmo, após isso Iboni convida o General a entrar em sua caverna, na caverna os dois conversam, Iboni contou ao General que estava perdido após sofrer um assalto de pessoas do reino, Iboni não contou ao General sobre a aldeia e nem sobre seu plano de matar Elisabeth, ele pensou que poderia engana-lo e assim chegar a Rainha mais fácil, só que assim como o General, Iboni sente algo estranho em relação a eles, era como se eles já se conhecessem a muito tempo.

– Eu lamento o assalto, eu sou General da Rainha, não tenho muita coisa a contar, eu vivo para proteger a coroa. – Disse o General.

Após a conversa eles percebem que se passou muito tempo e o General resolve partir, na despedida o General olha para e Iboni e diz:

– Eu não sei por que isso aconteceu comigo, mas eu gostei de te conhecer Iboni, espero que possamos ser amigos, de verdade.

Iboni – Google Imagens

Iboni, sentindo-se culpado de mentir ao General responde:

– Eu também espero General, de coração.

– Até mais Iboni, eu volto para te trazer mais comida! – Disse o General.

– Obrigado Kurtz, e até mais. – Despediu-se Iboni.

Continua…

Lendas do Folclore Brasileiro: O Curupira

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Fonte: Wikipédia

Também conhecido como Caipora, Caiçara, Caapora, Anhanga ou Pai-do-mato, todos esses nomes identificam uma entidade da mitologia tupi-guarani, um protetor das matas e dos animais silvestres.

Representado por um anão de cabelos vermelhos e compridos, e com os pés virados para trás, que fazem se perder aqueles que o perseguem pelos rastros. Monta num porco do mato e castiga todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Os índios, para agradá-lo, deixavam oferendas nas clareiras, como penas, esteiras e cobertores. Também se dizia que uma pessoa deveria levar um rolo de fumo se fosse entrar na mata, para lhe oferecer caso o encontrasse. Sua presença é relatada desde os primeiros tempos da colonização.

Conforme a região ele pode ser uma mulher ou uma criança de uma perna só que anda pulando, ou um homem gigante montado num porco do mato, tendo como acompanhante o cachorro Papa-mel.

A Profecia: Capítulo 7

Autor: Fábio Anhaia

Aldeia Iroquois – Google Imagens

Em uma manhã de verão Kinobi anda de um lado para o outro em frente a sua tenda, o nervosismo dele era visível, não suportava mais a ansiedade de aguardar a chegada do pequeno Tamaki. Dentro da tenda Ybambi dava toda a sua força e dedicação para a chegada do pequeno.

– Nasceu! E é um menino! – Avisou a parteira da tribo.

Kinobi entra na tenda e pega o pequeno Tamaki pela primeira vez em seus braços, cheio de emoção ele beija o rosto de Ybambi e a agradece:

– Obrigado! Obrigado pelo melhor presente da vida, eu te amo infinitamente!

Ybambi ainda fraca do parto, olha para o amado e retribui o carinho com um beijo. A noite chega e Kinobi resolve fazer uma celebração para comemorar a chegada de Tamaki, porém nem tudo aconteceu como o previsto, após a Grande Tragédia os Anos de Escuridão chegaram!

Alguns anos depois Kinobi se casou novamente com Vanity porém um segredo lhe foi revelado pela amada:

– Kinobi, preciso te contar uma coisa!

– Claro, pode me contar o que quiser, somos casados agora. – Respondeu Kinobi.

– Me desculpe, mas não posso ter filhos, eu sou infértil! – Revelou Vanity com tristeza no olhar.

Kinobi não conseguiu disfarçar a surpresa, mas não julgou e nem se magoou com Vanity.

– Está tudo bem, eu amo você assim mesmo, vamos passar por isso juntos, não sei se quero outro filho, não sei se conseguiria. – Disse Kinobi.

Kinobi ainda não esqueceu os acontecimentos provocados pela Rainha Negra e por isso tem receio em ter outro filho. Vanity por outro lado sempre teve uma enorme vontade de ser mãe.

Kinobi e Vanity – Google Imagens

Em uma tarde de inverno, os dois entram na mata para buscar lenha, logo após pegarem dois jarros de água do rio, enquanto Kinobi corta um enorme tronco, Vanity vai juntando pequenos galhos que encontra, de repente algo chama a atenção de Vanity, um barulho de passos e sussurros.

Vanity caminha um pouco e percebe uma mulher em meio a neve com um embrulho nos braços, dentro do embrulho ela carrega um bebê, a mulher larga a criança sobre uma pedra gelada e tira toda a roupa dela, o bebê começa a chorar, nessa hora Kinobi ouve o choro e vai de encontro a Vanity.

Kinobi aproxima-se da amada e presencia a cena, desesperada Vanity olha para Kinobi:

– Ela vai sacrificá-la, precisamos impedir!

Kinobi puxa Vanity pelos braços e começa a caminhar para longe:

– Não podemos fazer nada, não é nossa criança!

Vanity solta-se de Kinobi e começa a chorar:

– É um bebê, ele é indefeso e não tem se quer poder de escolha, precisamos ajudar Kinobi, e se fosse Tamaki, você o deixaria para morrer?

Kinobi olha para Vanity e olha em direção ao local de onde vem o choro da criança:

– Vanity… não podemos… eu não posso…

Vanity pega na mão de Kinobi e diz:

– Quando nos casamos você disse que faríamos isso juntos, essa é nossa chance, precisamos impedir essa mulher.

Kinobi olha para Vanity e a coragem surge em seu olhar:

– Você tem razão! Vamos salvar essa criança!

Os dois voltam ao local e surpreendem a mulher que estava prestes a apunhalar o coração do bebê.

– Pare! – Gritou Kinobi.

A mulher surpresa olha para os dois e pergunta:

– Quem são vocês? O que estão fazendo aqui!

Vanity responde:

– Você não pode matá-la!

A mulher olha para Vanity e revida:

– Ohh! Você é infértil! E agora quer roupar o meu bebê…

Kinobi olha para a mulher e diz:

– Como você sabe?

A mulher então responde:

– Eu sou uma feiticeira! Eu sei de tudo, ou quase tudo! Essa menina não substituirá Tamaki!

Kinobi responde:

– Você não sabe de nada feiticeira, nunca mais repita o nome de Tamaki!

Kinobi parte para cima da feiticeira e enquanto isso Vanity aproveita o momento para pegar a criança, e corre mata adentro. Kinobi e a feiticeira entram em uma batalha, a feiticeira profere algumas palavras e ataca Kinobi com um tipo de raio, Kinobi ergue seu machado e reza para o grande espírito, quando o raio chega próximo de atingir Kinobi o machado forma um tipo de escudo.

– Impossível! – Disse a feiticeira.

– Nada é impossível quando se tem fé! – Respondeu Kinobi.

Kinobi parte para cima da feiticeira novamente, enquando ela disparava feitiços contra ele, Kinobi se defendia com seu machado, Kinobi começa a girar o machado em suas mãos e um tipo de luz começa a crescer e crescer fazendo com que a feiticeira não pudesse enxergar, Kinobi dispara aquela luz em direção a feiticeira que assustada some.

Kinobi vai em direção a aldeia e encontra Vanity no caminho, Vanity o abraça com a criança no colo:

– É uma menina, uma linda menininha!

Kinobi olha para Vanity com amor em seus olhos e diz:

– É a nossa menininha!

                8 anos depois…

Vanity e Ynibi – Google Imagens

É uma tarde de primavera e Vanity e Ynibi estão no riacho, Ynibi esta com oito anos e como qualquer criança nessa idade adora explorar e questionar, ela passava o dia todo questionando a mãe sobre tudo, Vanity as vezes cansa de suas perguntas, mas nunca deixa de respondê-las, Vanity é grata ao grande espirito por ter salvo Ynibi, ela a ama como se fosse sua filha de sangue.

– O que está fazendo Ynibi? – Perguntou Vanity ao perceber que a filha havia parado de tagarelar.

Sem uma resposta Vanity se preocupa e se aproxima da menina.

– Ynibi? Como você… como é possível? – Disse Vanity.

Ao se aproximar Vanity percebeu que todos os peixes do rio estavam parados a beira do riacho como se estivessem observando Ynibi.

– Ynibi, o que é isso? – Perguntou Vanity.

– Eu não sei mamãe, eu os chamo e eles vem até mim. – Respondeu Ynibi.

– Não é só com os peixes, eu falo com todos os animais. – Revelou Ynibi.

– Vem é melhor a gente ir meu amor. Disse Vanity puxando a menina para perto.

           

Vanity e Ynibi – Google Imagens

Chegando a aldeia Vanity conta tudo para Kinobi que fica surpreso ao descobrir do dom da filha, Kinobi resolve ver com seus próprios olhos, ele chama Ynibi e a convida para um passeio na floresta.

Kinobi e Ynibi – Google Imagens

Na floresta Kinobi pede para que Ynibi mostre a ele como ela pode falar com os animais:

– Ynibi, sua mãe me disse que viu você conversar com peixes hoje, e disse que você revelou a ela que não é só com peixes? Pode mostrar ao papai? – Disse Kinobi.

– Claro papai, o senhor só não pode se assustar, ele é meu amigo ta bom? – Disse Ynibi.

Kinobi fica confuso, mas concorda com a menina. Ynibi fecha os olhos e se concentra, de repente Kinobi começa a sentir uma vibração estranha no chão e essa vibração foi aumentando até que surge do meio da mata um urso, Kinobi cai para trás assustado e abraça Ynibi para protege-la, Ynibi olha para o pai e diz:

– Calma papai ele é meu amigo, não vai te fazer mal algum. – Afirma Ynibi se aproximando do urso.

Kinobi olha para Ynibi e com ternura a abraça:

– Ynibi, você não deve mostrar isso a ninguém, nunca meu amor, está ouvindo o papai, apenas eu e a mamãe vamos ficar sabendo disso, seus poderes são extraordinários, porém algumas pessoas de mentes pequenas não irão aceitar, isso pode causar medo nelas, me prometa que nunca contara a ninguém!

– Tudo bem papai, eu prometo! – Respondeu Ynibi.

Ynibi – Google Imagens

Alguns anos se passaram e Ynibi cresceu se tornando uma bela mulher, ela nunca havia entendido de fato porque não podia mostrar seus poderes, ela havia prometido a mãe que nunca mais usaria eles, mas ela sempre dava um jeitinho de fugir para mata e os usava, com o tempo ela descobriu que podia fazer bem mais do que apenas conversar com os animais, seus poderes eram muito maiores.

Ynibi – Google Imagens

A mãe de Ynibi morreu quando ela tinha 15 anos, Ynibi sentiu muito a sua falta, porém sabia que devia ser forte por ela e por Kinobi, mais alguns anos se passaram e Ynibi finalmente chegou a idade de encontrar um marido, todos na aldeia queriam ser o felizardo, porém Ynibi não gostava de ninguém, mas seu pai havia feito uma proposta aos guerreiros da tribo, aquele que provasse ser o mais forte entre eles ficaria com a mão de Ynibi, a partir daí todos eles começaram a competir.

Há um guerreiro que é completamente apaixonado pela menina, seu nome é Iboni, ele cresceu com a menina na aldeia e eles têm uma amizade, porém para Iboni o sentimento é maior que amizade, mas Ynibi não sente o mesmo. Certa vez Ynibi estava na beira de um riacho quando ouviu um barulho no mato, escondeu-se rapidamente pensando que podia ser um soldado da rainha. Para surpresa de Ynibi não eram os soldados da rainha, mas sim um indígena, um guerreiro perdido da tribo dos Iroquois, e assim Ynibi conheceu Panimbi aquele que será o amor da sua vida.

Continua…

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