O Preço de um Segredo: Capítulos Finais ( Capítulo 12 — O Cativeiro e Capítulo 13 – Uma Última Esperança. )

Capítulo 12 — O Cativeiro

— Não vai se explicar? — Questionou a moça.

— Não sei do que você está falando. — Respondeu Felipe.

— Não sabe? — Questionou Vitória.

— Eu vou te dizer três nomes Felipe. — Iniciou Vitória.

— Jade, Ângela e Nicolau! — Completou a moça.

— Como você? Onde você arrumou tudo isso? — Perguntou Felipe.

— Não importa, mas saiba que se tentar qualquer coisa contra mim isso tudo vai cair nas mãos da polícia! — Declarou a moça.

— Do que você está falando? Vitória sou seu irmão! — Disse o rapaz.

— E é por isso que estou te perguntando o motivo de todos esses assassinatos Felipe! O que você fez? — Questionou a jovem em meio a lagrimas.

— Eles me ameaçaram Vitória, todos eles me ameaçaram, não podia deixar! — Disse Felipe começando a chorar.

— Ameaçaram com o que Felipe? — Insistiu a irmã.

— Vitória não sou seu irmão, eu fui trocado na maternidade. — Revelou o rapaz.

— O que? De onde você tirou isso? — Perguntou Vitória.

Felipe então conta toda a história a irmã que fica em choque com o revelado, Vitória não pode acreditar no que estava ouvindo, sua mãe nunca faria o que Jade afirmou, mas e se fosse verdade? Talvez fosse por isso que Felipe sempre foi tão diferente.

— Felipe? Eu… eu nem sei o que pensar, minha cabeça está girando. — Disse Vitória em choque.

— Não pense nada, anda venha comigo, você precisa se deitar. — Disse Felipe ajudando a irmã a ir para o quarto.

No quarto Felipe ajuda Vitória a se deitar, ele tira seus sapatos e a põem sobre a cama.

— Felipe, mesmo tudo isso sendo verdade, você sabe que não deveria ter cometido aqueles crimes. — Disse Vitória.

— Não pense nisso agora, mais tarde conversamos. — Disse Felipe beijando a testa da irmã.

Ao sair do quarto Felipe pega a chave e tranca a porta por fora, ele desce até a sala e chama Vanusa a empregada.

— Vitória não sai daquele quarto a menos que eu libere está me ouvindo? — Declarou Felipe.

— Mas senhor Felipe… — Dizia Vanusa.

— Nada de mais nem menos, se Vitória sair de lá, considere-se morta Vanusa! — Ameaçou Felipe.

Mais tarde naquela noite Vitória desperta do sono e resolve comer alguma coisa, ao chegar na porta percebe que a mesma está trancada.

— Mas o que está acontecendo! — Pensou Vitória.

A jovem começa a bater na porta e chama por alguém, mas ninguém responde de volta, Vitória então resolve bater mais forte e de nada adianta, a moça então procura seu celular e percebe que ele já não está mais ali. Da sala Felipe ouve o desespero de Vitória enquanto bebe um copo de Whisky.

— Senhor Felipe? — Disse Vanusa.

Felipe pede para que a empregada chame o segurança, ele dá as ordens ao segurança e exige que ele impeça Vitória se ela tentar sair do quarto. Vanusa prepara o jantar e leva em uma bandeja até Vitória.

— Vanusa! — Disse Vitória.

— O que está acontecendo? — Completou a jovem.

— Perceu? O que faz no meu quarto? Por que estou trancada? — Questiona Vitória.

— Seu irmão, ele nos disse que é para seu bem dona Vitória, não posso fazer nada… — Respondeu Vanusa.

— Felipe está maluco! — Disse Vitória indo em direção a porta.

Perceu a impede e Vitória fica incrédula.

— Perceu? Saia da minha frente! — Ordena a jovem.

— Não posso! São ordens do seu Felipe. — Declarou o segurança.

Perceu e Vanusa saem do quarto e voltam a trancar a jovem, Vitória está em cativeiro na sua própria casa e o pior de tudo mantida pelo seu próprio irmão. Felipe perdeu o juízo de vez, isso era o que Vitória concluiu.

No dia seguinte Pedro descobre através de Erick que os dois podem ser irmãos, eles sempre foram muito unidos e Erick já sentia algo relacionado a Pedro a anos, mas por um acaso do destino, através dos problemas que estavam relacionados a Afonso no hospital e toda a função de doação de sangue, Erick chegou a conclusão de que isso seria possível, já que estava comprovado que seria impossível Afonso e ele serem irmãos. Os dois então fazem um exame de DNA, porém no dia de abrir esse exame em uma conversa regrada de emoção eles optam por esquecer, pois eles já se sentem irmãos e isso é o que importa.

Pedro obviamente levou a possibilidade a Elisa que contou a ele a sua história, bom pelo menos é o que Pedro acredita.

— Pedro meu amor, você foi deixado na porta da minha casa, nunca soube quem poderia ser seus pais, eu procurei, juro para você que procurei, mas nunca encontrei. Eu menti para você porque achava que assim você sofreria menos. — Revelou Elisa.

Pedro abraça e perdoa sua avó, afinal ela não fez nenhum mal a ele, pelo contrário, ela cuidou dele. Logo após Pedro vai para seu quarto e começa a pensar na história que sua avó lhe contou, era tudo muito vago, o rapaz toma uma decisão.

— Eu vou descobrir quem são meus pais! — Declarou Pedro.

Na casa de Felipe ele sobe para uma conversa com a irmã.

— Felipe, o que você pensa que está fazendo? Você perdeu o juízo? — Disse a jovem.

— Não, pelo contrário, Vitória não matei todas aquelas pessoas para deixar você me entregar para polícia. — Disse Felipe.

— Você não pode me manter trancada aqui! — Revidou Vitória.

— Você tem toda razão! Perceu! — Ordenou Felipe.

O segurança pega Vitoria e põem uma substância em sua boca, a moça desmaia e Perceu junto a Felipe levam-na para o porão da casa deles. Felipe havia transformado o porão em uma “ segunda casa ”, havia de tudo, uma cozinha, um banheiro, um quarto, livros e até uma televisão, a diferença é que as paredes tinham sido revestidas com um sistema anti som, Felipe manteria Vitória presa lá embaixo e não queria que ninguém soubesse.

Ao despertar do desmaio Vitoria fica confusa, ela não consegue identificar onde está, a jovem caminha pela casa e não observa nada familiar, quando se dá conta do que aconteceu percebe que agora definitivamente está presa em um cativeiro.

Capítulo 13 – Uma Última Esperança.

Vanusa é chamada por Felipe, ele informa a ela do cativeiro da irmã e dá seu último aviso a empregada.

— Você vai alimentá-la, vai lavar as roupas dela e levar tudo o que ela te pedir, mas nunca diga a ela onde ela está! Se ela descobrir que está presa no porão, eu acabo com você e toda a sua família, estamos entendidos? — Ameaçou Felipe.

— Sim senhor! — Respondeu Vanusa.

Vanusa desce até o porão e encontra Vitória.

— Vanusa, graças a Deus, o que está acontecendo, onde eu estou? — Questionou Vitória.

— Me desculpe dona Vitória, mas estou aqui apenas para lhe trazer a comida. Seu irmão deixou bem claro que não posso lhe ajudar ou ele me mata. — Respondeu a empregada.

— Vanusa, você não pode me deixar aqui… — Disse Vitória com lagrimas nos olhos.

— Eu sinto muito dona Vitória. — Lamentou a empregada.

            Alguns meses depois…

Meses depois Vitória continua presa e Vanusa a visita todo dia, no começo foi difícil, mas depois Vitória foi aceitando seu destino. A noite ela chora pensando na possibilidade de morrer ali sozinha, mas durante o dia Vanusa a faz companhia.

— Preciso ir, seu irmão vai chegar e ainda não preparei o jantar. — Disse Vanusa.

— Tudo bem! Boa volta! — Respondeu Vitória.

Assim que Vanusa sai do quarto Vitória percebe o que a empregada deixou escapar, “ seu irmão vai chegar ”, ela só pode estar presa em casa.

— Estou no porão! — Disse Vitória.

No dia seguinte Pedro acorda, toma café e vai para loja de suplementos, no meio da manhã ele avisa Erick que precisa sair. Pedro decidiu a alguns meses que descobrirá a verdade sobre sua história, o primeiro lugar obviamente a procurar é no hospital. Pedro separou a lista de diversos hospitais do Rio de Janeiro, hoje ele iniciará uma maratona em busca da sua origem.

Na casa de Felipe, Vanusa limpa o escritório do patrão e ao mexer em uma gaveta encontra uma pasta, a pasta lhe chama a atenção pois está com o nome de Vitória. Vanusa guarda a pasta na gaveta novamente e desce levar o almoço da menina.

No cativeiro Vanusa pergunta a Vitória porque Felipe a trancou, a menina conta toda a história a empregada. Vanusa ouve tudo com atenção.

— Mas tem mais uma parte que Felipe não sabe Vanusa, descobri que posso ter um irmão, sim eu posso ter um irmão Vanusa. — Disse Vitória.

— Como assim dona Vitória? — Questionou a empregada.

— Meu pai sempre teve muitas amantes, e no meio das minhas investigações encontrei com uma delas, uma mulher que afirmou para mim que meu pai teve um caso com uma tal de Lilian e que essa mulher ficou grávida e desapareceu. — Revelou Vitória.

Vanusa fica chocada com a história, porém não se aprofundou no assunto. No fim do dia ela vai para sua casa, a empregada vive em um bairro de classe média, a vizinhança é muito boa, sem violência e pouca criminalidade, a única vez que Vanusa lembra da presença da polícia no bairro, foi quando seu vizinho Nicolau foi assassinado.

— Boa noite dona Eliza! Como a senhora está? — Perguntou Vanusa.

— Bem! E você? — Questionou Eliza.

— Bem também, e o Pedro, faz tampo que não o vejo. — Disse Vanusa.

— Ele trabalha muito, mas logo está chegando! — Respondeu Eliza.

— Olha ele ai! — Disse Eliza abraçando o neto que acabava de chegar.

— Boa noite Vanusa! — Cumprimentou Pedro.

— Boa noite Pedro, estávamos falando de você agora! — Disse a empregada.

— Espero que seja coisa boa! — Respondeu Pedro.

— E tem alguma coisa ruim para falar de você! Você é a melhor coisa que me aconteceu! — Elogiou a avó.

— Então deixa eu entrar, preciso de um banho! — Disse Pedro dando um beijo na avó e despedindo-se de Vanusa.

Sim, Vanusa é vizinha de Eliza e Pedro, é como se o destino estivesse conspirando para que essa história se resolva. Pedro está em busca de seus pais e a sua origem. Eliza sabe de toda a verdade sobre Lilian e Álvaro. Vanusa sabe de boa parte da história que descobriu através de Vitória que está sendo mantida em cativeiro pelo próprio irmão por saber de tudo, com uma boa roda de conversa entre eles em um fim de tarde de verão nós chegaríamos ao fim desse enredo, porque uma última esperança acaba de surgir.

O Preço de um Segredo: Capítulo 11 – A Descoberta.

Capítulo 11 – A Descoberta.

Alguns dias depois.

Em Paris, Vitória está prestes a concluir seu curso de direito, a irmã de Felipe se prepara para seu retorno ao Brasil em breve.

— Só de pensar que em três dias a gente se forma, dá um frio na barriga! — Disse Amanda, colega de Vitória.

— É, não vejo a hora de voltar para casa, morro de saudades do Felipe. — Disse Vitória.

— Como será que ele está? — Questionou Amanda.

— Não sei, Felipe nunca soube lidar com o luto, mas espero que ele esteja bem! — Concluiu Vitória.

No Brasil Felipe está em um Shopping da cidade tomando café em uma confeitaria chamada Doce Mel quando percebe uma moça chorando em um banco, ele presta a atenção no uniforme da moça e percebe que ela trabalha na loja de suplementos de Erick, a mesma que Pedro gerencia.

Felipe se perde em seus pensamentos e o ódio por tudo que Pedro fez a ele desperta novamente, além de tudo ainda tem Erick, ele não demitiu Pedro quando Felipe solicitou, tudo isso só fez com que o ódio dele reacendesse mais forte. Felipe tem um plano.

— Boa tarde! — Cumprimentou Felipe.

— Ah… Oi! — Respondeu Andressa limpando os olhos.

— Por que uma moça tão bonita como você está chorando no meio do Shopping? — Questionou o Rapaz.

— E quem é você? — Revidou Andressa estranhando.

— Sou Felipe, mas você ainda não me respondeu porque está chorando. — Insistiu Felipe.

Andressa conta a ele tudo o que ela passou, a jovem é apaixonada por Erick e não suporta a ideia dele se casar com Aline. Felipe oferece a jovem uma parceria.

— Tenho uma proposta para te fazer! — Disse Felipe.

— Eu tenho minhas diferenças com o Erick também, estive pensando e tenho um plano para nós dois nos vingarmos dele, você aceita? — Perguntou Felipe.

Andressa estranha a proposta, que diferenças Felipe poderia ter com Erick? O fato é que o principal alvo de Felipe é Pedro e não Erick, mas se precisar passar por cima de Erick para chegar a ele, Felipe fará.

Andressa aceita a proposta de parceria com Felipe, o rapaz pede para que a jovem volte para a loja e aguarde contato de um motoqueiro que Felipe enviará.

Nos dias seguintes muitas coisas acontecem, Felipe enviou o motoqueiro conforme tinha avisado a Andressa, e iniciou um plano contra Erick. Dentro desse plano Andressa aplicou um golpe em Erick e Aline, ela assumiu as confeitarias da moça e as lojas do rapaz, assim como as casas e carros, tudo o que fosse proveniente dos lucros das empresas.

Em meio a tudo isso Felipe recebeu sua irmã de volta em casa, Vitória desconfiou dos comportamentos do irmão e ficou chocada ao descobrir que ele estava sendo investigado pelas mortes que aconteceram, em meio a todas essas desconfianças a jovem decide investigar por conta própria e ela já sabia por onde começar.

Vitória passa dias investigando as mortes e colhendo provas, ela consegue as imagens das câmeras de segurança tanto do prédio comercial onde fica o escritório de Felipe, como do condomínio onde Jade vivia, a jovem está disposta a descobrir toda a verdade.

Enquanto Vitória investiga, a vida de Pedro está de ponta cabeça, desde que Andressa assumiu as lojas de Erick ele não têm um dia de paz, além de tudo ele ainda sente-se culpado por conta de um acidente que envolveu Afonso, irmão de Erick, o rapaz estava trabalhando no delivery da loja de suplementos e acabou se acidentando, ele perdeu muito sangue e precisou de doação. Mas Pedro fez sua parte e foi até o hospital doar, pena que eles não tinham o mesmo tipo sanguíneo, já que o de Pedro era AB.

— Bom dia Pedrinho! — Disse Andressa.

— Bom dia Andressa. — Responde Pedro sério.

— O que foi? Está emburrado porquê? — Questionou a jovem.

— Você ainda pergunta? Andressa você deu um golpe no Erick, é um absurdo o que você está fazendo! E porquê? Não há motivos, você não era assim, te conheço a anos, parece que nunca conheci, não é? — Desabafou Pedro.

— Não devo satisfações a você, e é melhor você falar direito comigo a partir de agora, porque eu sou a patroa! Então se não quer perder seu emprego, entre na linha! — Revidou Andressa.

Mais tarde naquele dia, Pedro e Natalia, uma jovem gaúcha amiga de Aline se encontram.

— É isso Natalia, pelo visto nunca conheci Andressa direito, ela era uma boa pessoa sabe, sempre foi como uma irmãzinha da rapaziada lá da loja, mas agora, não sei… ela deu esse golpe no Erick e na Aline e já não a reconheço mais.

— Você acredita que ela possa mudar de ideia e devolver tudo para eles um dia? — Questionou Natália.

— Não sei, mas espero que sim. — Respondeu Pedro.

— Essa menina deve ter problemas com toda a certeza, talvez ela só precise de alguém que a ajude, que estenda a mão a ela. — Declarou Natália.

— Mas no momento estou “P da vida” com ela, não quero vê-la nem pintada de ouro! — Concluiu a jovem.

As investigações de Vitória estão a todo o vapor e agora havia chegado a hora dela assistir as imagens das câmeras de segurança.

— Meu Deus! É o carro do Felipe! — Assustou-se Vitória ao ver o carro do irmão nas imagens do condomínio de Jade.

Após assistir os vídeos da garagem do prédio comercial Vitória também constata que o carro que atropela Ângela é de Felipe.

— O que foi que você fez Felipe! — Pensou Vitória em choque.

Vitória segue o dia investigando e vai até a casa da testemunha do assassinato de Nicolau, ela apresenta uma foto do irmão a ele e o rapaz confirma ser a pessoa que ele viu naquela manhã, Vitória insiste com uma foto do carro novo de Felipe e o rapaz confirma agora com mais certeza.

Está tudo resolvido, Felipe é o assassino daquelas pessoas, mas o que resta saber é o que havia motivado o irmão de Vitória a cometer todos esses crimes.

Mais alguns dias se passam e Erick e Aline abrem um processo contra Andressa, o julgamento é marcado e Pedro vai testemunhar a favor do amigo. Tudo ocorre bem e Erick e Aline recuperam tudo que haviam perdido. O motoqueiro misterioso que começou a prestar serviços para Felipe corre dar a notícia a ele.

— Droga! Essa Andressa é muito burra mesmo, não consegue dar um golpe direito! — Esbraveja Felipe.

— E ainda foi presa seu Felipe. — Revelou o motoqueiro.

— Espere uns dias e vá até a cadeia e leve um recado a ela, diga para ela fazer o possível para conseguir se reaproximar deles. — Disse Felipe ao motoqueiro.

— No começo era só para se vingar do Pedro mesmo, mas agora Erick você se tornou uma pedra no meu sapato! — Declarou Felipe.

No fim do dia Felipe volta para casa e encontra Vitória com os documentos sobre a mesa de centro da sala.

— Que bagunça é essa Vitória? — Questionou o rapaz.

— É a sua bagunça Felipe. São os assassinatos que você cometeu! — Revelou Vitória.

Lendas Urbanas: A Bruxa de Ferro

Fonte: fantasia.fandom.com

No final da década de 50, em uma pequena cidade havia um pequeno hospital que cuidava de crianças que tinham problemas nos ossos e com essas crianças trabalhava uma enfermeira que era muito estranha.

Um dia essa mesma enfermeira se apegou muito a uma das crianças que já não estava tão bem, ela estava ligada a alguns aparelhos e usava alguns aparelhos que sustentavam o peso de suas pernas e braços.

Um dia a enfermeira não aguentando mais ver o estado em que a criança se encontrava decidiu que colocaria um fim em sua vida, assim matou a criança desligando os aparelhos e logo em seguida como forma de manter a criança sempre por perto colocou os extensores que a criança usava em seus braços e pernas em seu próprio corpo, não aguentando a crueldade que havia cometido se suicidou se jogando dentro do poço que havia nos fundos do hospital.

Algum tempo depois o pequeno hospital foi encerrado e em seu lugar foi construído um orfanato, desde sua inauguração já havia relatos de estranhos acontecimentos, como sussurros e o barulho do que parecia ferro se arrastando pelo chão, mas nenhum adulto deu importância, imaginavam que eram apenas barulhos por causa da ala antiga do hospital encerrado.

Depois de algum tempo resolveram fechar o orfanato, restando apenas umas poucas crianças para serem transferidas, foi nesse momento que coisas bizarras começaram a acontecer, toda noite crianças ouviam barulhos metálicos e viam o vulto de uma mulher horrível caminhar pelo corredor da ala em que estavam.

Um dia uma das crianças quebrou a perna e essa dava gritos terríveis dizendo que a bruxa de ferro que tinha feito aquilo, mas os adultos não acreditaram imaginando que a criança havia caído da escada, deram o caso por encerrado e não falaram mais no assunto.

Uma noite uma das meninas entrou gritando no quarto acordando todas as crianças que saíram correndo pelos corredores do orfanato, algumas ficaram frente a frente com uma mulher horrível, toda deformada e com ferragens pelo corpo, ela aponta seu dedo imundo para as crianças dizendo que sugaria suas almas e depois as mataria, as crianças saíram gritando pelo corredor, até que encontraram com o zelador que não acreditava na criatura horrível que estava vendo.

Todos enfim conseguiram sair de dentro do orfanato, mas se deram conta de que faltava uma criança, mas ninguém tinha coragem de entrar novamente para saber o que tinha acontecido.

Passaram a noite fora do prédio e na manhã seguinte foram procurar a garotinha que havia sumido e para desespero de todos ela foi encontrada morta e com todo seu corpo retorcido, mas ainda agarrada ao seu ursinho.

Diz a lenda que desse dia em diante o fantasma dessa bruxa segue assombrando os orfanatos e quebrando os ossos das crianças para tentar colocar as ferragens em seus corpos.

O Preço de um Segredo: Capítulo 10 – As Investigações.

Capítulo 10 – As Investigações.

Elisa liga para Pedro e dá a notícia da morte de Nicolau, o menino corre para casa, os dois não conseguem entender quem seria capaz de fazer uma coisa daquelas, Nicolau era uma pessoa tão boa. A polícia chega e faz a perícia.

Na delegacia os investigadores se juntam em uma sala, mais uma morte misteriosa, as provas foram postas sobre a mesa e uma discussão se inicia.

— Alguém tem um palpite? — Questionou um dos investigadores.

— As mortes aconteceram de formas diferentes, mas meus instintos dizem que foi o mesmo assassino. — Respondeu Paula, uma investigadora.

— Nós não podemos depender só do seu instinto investigadora, precisamos de provas! — Revidou Julio, outro investigador.

— Bem, o atropelamento no prédio comercial, as imagens das câmeras de segurança foram divulgadas, não aparece a pessoa pois os vidros do carro eram escuros, mas temos a placa. — Disse Paula.

— Já enviei para o estagiário consultar o proprietário. — Concluiu a investigadora.

— Quanto ao primeiro assassinato da senhora na escadaria? — Questionou Ruy o chefe de investigação.

— O laudo do IML diz que ela levou uma pancada na cabeça e foi algo de vidro. — Revelou Paula.

— Não tem nenhuma testemunha? — Questionou Ruy.

— Não, mas tem imagens da câmera de segurança, o resultado está nesse envelope. — Declara Julio.

Ruy abre o envelope e encontra várias fotos do carro ao qual Jade chegou no dia de seu assassinato, o carro é o mesmo modelo e têm a mesma placa do carro que atropelou Ângela um dia depois.

— E quanto ao homem morto com um tiro? — Questionou Ruy.

— Um vizinho estava saindo para o trabalho naquela manhã e disse que Nicolau estava entrando em casa com um rapaz, porém o carro descrito não é o mesmo modelo dos outros dois assassinatos. — Revela Paula.

— Parece que seus instintos estavam certos investigadora Paula! Tirando o último assassinato, os outros dois, o assassino só pode ser o mesmo! — Declarou Ruy.

Mais tarde naquele dia Pedro e Elisa conversam sobre Nicolau, o rapaz quer entender quem pode ter feito aquilo com o ex-motorista, para evitar que Pedro descubra a verdade sobre seu passado Elisa resolve contar a história de Nicolau a Pedro, bem, pelo menos parte da história.

— Pedro, tio Nicolau não era como você pensava, quer dizer, pelo menos não a vida toda. Nicolau tinha um passado muito sombrio, ele trabalhou de motorista para o senhor Álvaro, o pai de Felipe, e além de motorista ele fazia alguns “ trabalhos sujos ” por fora, seu tio matou muita gente a mando do patrão. Acredito que alguém descobriu e se vingou… — Revelou Elisa.

— Meu Deus Vó, por que a senhora nunca me contou isso? Ele era um assassino de aluguel? — Questionou Pedro.

— Era, mas no passado, depois de um tempo ele parou, você gostava tanto dele, não tive coragem. — Declarou Elisa.

— Coitado, mas quando se leva esse tipo de vida, não importa quando, mas a conta vem! — Concluiu Pedro.

De volta a delegacia, a testemunha do assassinato de Nicolau termina o depoimento, imediatamente eles entregam aos investigadores que já tem uma suspeita.

— A testemunha descreveu o suspeito como um homem moreno, magro e bem-vestido, após pressão dos policiais ele revelou que a pessoa que esteve com Nicolau essa manhã com toda a certeza era o Senhor Felipe Montecruz! O dono da rede de supermercados Vitá! — Declarou Julio.

— Vamos pegá-lo agora! — Disse Ruy.

— Ele precisa prestar depoimento! — Completou Ruy.

A polícia vai até o escritório de Felipe e o encontram trabalhando, eles o informam que ele terá de prestar depoimento, Felipe se nega a ir a delegacia.

— Isso é um absurdo, eu nem sei quem é esse Nicolau! — Defendeu-se Felipe.

— Ah o senhor não sabe, não sabe que ele foi motorista de seu pai também? — Questionou Julio.

— Isso faz tanto tempo! Só vou prestar depoimento, após a presença de meus advogados! — Declarou Felipe.

Os investigadores deixam o escritório e Felipe se compromete a ir até a delegacia mais tarde. O rapaz liga para seus advogados que vão imediatamente a seu encontro.

— Mas eles têm motivo para te acusar? — Questiona André, um dos advogados de Felipe.

— Tem! Olha André, Tiago, sou bilionário e vocês sabem bem disso, vou abrir o jogo com vocês. Eu cometi todos esses crimes! — Assumiu Felipe.

— Mas não vou ser preso! Vou pagar quanto vocês quiserem para me livrar dessa, é só dizer o valor! — Disse Felipe.

Os advogados se olham e respondem simultaneamente.

— Vamos dar um jeito nisso!

Mais tarde os advogados se reúnem com Felipe novamente e explicam tudo o que ele precisa fazer na delegacia, os advogados aconselharam o cliente a mentir que ele não têm nenhuma ligação com os assassinatos, aconselharam ele a ir para casa e pagar um “ extra ” a seus funcionários para que os mesmos comprovassem que ele esteve em casa em determinados horários. Foi o que Felipe fez, ele prestou depoimento e negou sua participação nos crimes, mais tarde ele foi até sua casa e pagou seus funcionários para que afirmassem que ele esteve em casa na hora dos assassinatos.

— Ele está mentindo, eu vejo nos olhos dele! — Declarou Paula.

— Vamos ter que colher os depoimentos dos funcionários dele, se eles afirmarem que ele esteve em casa, infelizmente as suspeitas saem de cima dele! — Disse Julio.

— Sinceramente acredito que ele seja culpado, mas também é tudo muito vago, qual o motivo que ele, um homem poderoso teria para matar essas pessoas, três pessoas que não tem nenhuma ligação, nada! — Concluiu Ruy.

— Precisamos investigar mais! — Concluiu Paula.

O Preço de um Segredo: Capítulo 9 – Não Recuse.

Capítulo 9 – Não Recuse.

Na loja de suplementos após mais uma pequena confusão acontecer envolvendo Erick, Aline e Andressa, o dono da loja desce do escritório dando uma notícia a Pedro, os problemas de Erick pareciam estar se resolvendo e ele conseguiria livrar a pele do irmão mais uma vez.

No fim do dia Pedro vai para casa, ao chegar ele tem uma surpresa, Tio Nicolau apareceu depois de meses sumido, desde criança Nicolau sempre esteve próximo de Pedro e por esse motivo o menino acabou criando uma relação muito boa com ele.

Pedro e Elisa preparam o jantar e os três conversam horas, é uma noite encantadora, boa comida, boas risadas e muito amor entre os três.

— Bem, preciso dormir, amanhã tenho que ir cedo para loja. — Disse Pedro.

— Boa noite, Vó! Boa noite, Tio! — Disse Pedro indo para o quarto.

Assim que Pedro vai para o quarto Nicolau abre o jogo com Elisa.

— Ele me ligou, o menino Felipe, queria me pedir aquele tipo de serviço. — Revelou Nicolau.

— O mesmo tipo que você fazia ao pai dele? — Questionou Elisa.

— Sim, aquele mesmo, estou preocupado, e se ele tentar algo contra Pedro? — Disse Nicolau.

— Ele não tentaria, é tudo muito estranho! — Analisou Elisa.

— O que nós faremos? — Perguntou Nicolau.

— Não sei ainda, mas vamos ficar de olho! — Decretou Elisa.

No dia seguinte o noticiário amanhece com mais uma morte misteriosa, uma mulher atropelada no estacionamento de um prédio comercial. Pedro e Elisa ficam chocados com a notícia.

— Essa Rio de Janeiro está cada vez mais violenta! — Declarou Elisa.

— Nem me diga vó, fico impressionado com a maldade do ser humano. — Concordou Pedro.

— Será que tem ligação com o assassinato da Jade? — Perguntou Pedro.

— Não sei, elas eram vizinhas… pode ser que sim. — Respondeu Elisa.

Pedro vai para loja de suplementos e Felipe vai ao escritório, na garagem ele desembarca de seu carro e encontra seu vice-presidente da rede de supermercados.

— Carro novo Felipe? — Perguntou o homem.

— É, sou o dono de tudo isso, acho que mereço trocar de carro não é mesmo? — Revidou Felipe.

Na loja de suplementos Erick apresenta o irmão Afonso como novo funcionário da loja. Afonso tinha um ano de diferença de Pedro, os dois nunca foram melhores amigos, mas naquele dia o irmão de Erick abraçou Pedro com força e pediu perdão por todo o mau que pudesse ter causado a ele.

Após um dia agitado de ensinamentos e muito delivery, Pedro retorna para casa. No escritório de Felipe não foi diferente, muito trabalho e correria, quando o dia chegou ao fim Felipe decidiu que faria uma visita a um velho conhecido.

Felipe sai do escritório e vai direto para a casa de Nicolau, o ex-motorista havia se mudado naquela manhã e os vizinhos passaram o endereço ao rapaz. Felipe vai até o endereço e ao chegar lá percebe Pedro entrando na casa ao lado.

— Interessante! — Declarou Felipe.

Pedro e Elisa preparam um jantar de boas-vindas a Nicolau, mais uma noite cheia de risadas e amor chega ao fim. No dia seguinte Pedro vai para o trabalho e Felipe volta ao endereço de Nicolau, ao chegar no local Felipe bate na porta.

— Bom dia Nicolau! — Cumprimentou Felipe.

— Felipe? — Respondeu Nicolau surpreso com a visita.

— Será que posso falar com você? — Questionou o rapaz.

— Claro, entre por favor! — Respondeu o ex-motorista.

Ao entrar na casa Nicolau e Felipe tem uma conversa reveladora. O ex-motorista conta toda a verdade a ele, em partes Felipe já sabia o que Jade havia lhe contado, mas a parte de Pedro ser o verdadeiro filho de Álvaro foi novidade.

— Então Pedro é o herdeiro legitimo do Álvaro? — Questionou Felipe com lagrimas nos olhos.

— Sim! Sinto muito, não sabia que você não era… — Disse Nicolau assustado com a outra parte da história de Felipe.

— Nicolau, mais alguém sabe dessa história? — Perguntou Felipe.

— Não! — Respondeu Nicolau.

— Você sabe que sempre gostei muito de você não sabe? — Questionou Felipe.

— Eu também, você sempre foi um menino levado, mas para mim sempre foi gentil Felipe. — Respondeu Nicolau.

— É sempre fui bom para você, e é por isso que você deveria ter sido bom para mim Nicolau! — Disse Felipe.

— Você precisa entender uma coisa, quando eu solicitar um serviço, não recuse, tio Nicolau! — Declarou Felipe puxando uma arma da cintura.

O pior aconteceu, Elisa acorda na casa ao lado com um barulho de tiro, assustada ela pega seu celular e liga para Nicolau que não atende, nesse meio tempo Felipe já estava longe. A ex enfermeira veste-se e corre para a casa do amigo e ao chegar lá se depara com o corpo de Nicolau baleado.

Lendas do Folclore Brasileiro: Pai do Mato

Fonte: dentrodahistoria.com.br

Muito conhecida no estado de Goiás, na região centro-oeste do país, a lenda do Pai do Mato conta a história de um ser folclórico que protege os animais.

O Pai do Mato é meio homem e meio bicho, pois possui cabelos longos, unhas grandes, dentes afiados e patas de bode. Mesmo com a aparência diferente, o Pai do Mato é conhecido como um ser que cuida dos animais e ataca somente as pessoas que querem fazer mal aos bichos que vivem na floresta.

Todas as noites ele sai pelas matas montado em seu porco-do-mato para conferir se todos os animais estão em segurança.

Google Imagens

O Preço de um Segredo: Capítulo 8 – A Ameaça.

Capítulo 8 – A Ameaça.

Ainda naquela tarde a polícia é chamada no condomínio de Jade, o corpo da senhora foi encontrado já sem vida por um vizinho na escadaria de incêndio. A polícia faz as investigações e a perícia, por uma fresta da porta Ângela, uma mulher de meia idade observa tudo.

Na loja de suplementos o dia está a todo vapor, Pedro separa remessas e mais remessas para envio no delivery, a loja nunca esteve em tão bom momento.

— Saindo mais uma remessa de Whey com o melhor delivery do Rio de Janeiro! — Disse Pedro entregando mais uma sacola para o motoboy.

— Caraca quanta entrega hoje irmão! — Disse Erick.

— A gente está voando meu irmão! — Respondeu Pedro.

No dia seguinte Felipe acorda com a notícia da morte de Jade em todos os noticiários. Do outro lado da cidade Pedro e Elisa assistem a mesma reportagem e ficam em choque.

— Meu Deus Pedro, ela esteve aqui ontem! Que coisa horrível! — Declarou Elisa.

— É, será que ela se matou? — Questionou Pedro.

— Eu não sei, ela estava estranha, falou alguma coisa sobre segredo e que tinha que deixar o coração leve. — Respondeu Elisa.

Os dois ficam pensativos enquanto assistem a reportagem. Após o café Pedro segue para a loja de suplementos, na loja Erick chega para o trabalho, mas Pedro percebe que o amigo não está muito bem.

— Mas o que será que aconteceu? — Perguntou Andressa a Pedro.

— Não sei, mas foi algo sério, Erick está triste e isso não é normal, poucas coisas o deixam triste. — Respondeu Pedro fazendo uma análise da situação.

Pedro sobe até o escritório de Erick e os dois tem uma conversa reveladora, Erick estava com uns problemas que envolviam o irmão. Afonso irmão de Erick não era uma pessoa muito fácil de lidar, era envolvido com jogos e sempre contraia dívidas que por fim eram pagas por Erick, mas dessa vez o problema era bem mais grave.

Após a conversa Pedro retorna a suas atividades na loja, hoje será um grande dia, o rapaz grava vídeos para as redes sociais, isso ajuda muito a alavancar as vendas, atende os clientes que vão até a loja e ainda cuida do administrativo, Pedro é fenomenal no que faz.

No escritório de Felipe, a secretária o avisa que tem mais uma visita a sua espera, uma moça chamada Ângela.

— Mas o que isso? Virou centro espírita isso aqui, todo mundo resolveu me visitar? — Disse Felipe a secretária.

— Não atenderei ninguém! E saia daqui! — Completou o rapaz.

Ângela não insiste e vai embora, a manhã termina e Felipe sai para almoçar, no restaurante uma moça se aproxima de sua mesa.

— Boa tarde senhor Felipe! — Disse a mulher.

— Boa tarde! — Respondeu Felipe.

— Estive mais cedo em seu escritório, mas o senhor não pode me atender, posso me sentar? O assunto é de seu interesse! — Revelou a mulher.

Felipe observa a mulher e permite que ela se sente com ele, o rapaz sabia que provavelmente era alguma bobagem, mas ficou curioso.

— Anda, diga o que quer! — Disse Felipe.

— Eu quero dinheiro! Muito dinheiro! E o senhor vai me dar! — Afirmou a mulher.

— O que? Você está maluca? — Perguntou Felipe.

— Não, não estou maluca. Senhor Felipe eu vi o que o senhor fez, e se você não comprar o meu silêncio vou na polícia agora mesmo! — Ameaçou Ângela.

— Eu não sei do que você está falando! — Revidou Felipe.

— A o senhor sabe, afinal não é todo dia que uma vizinha minha é arremessada do terceiro andar, eu estava subindo as escadas quando vi o senhor atirá-la de lá! — Revelou Ângela.

— Você não tem provas! — Disse Felipe.

— Tenho, eu gravei o senhor saindo da casa dela! — Respondeu Ângela.

Felipe analisa a situação, aquela chantagem arruinaria seus planos futuros, ele não poderia ser preso, o rapaz então toma uma decisão.

— Ótimo, e quanto você quer para esquecer tudo isso? — Perguntou Felipe.

— Cinco milhões de reais! — Respondeu Ângela.

— Você está maluca? Isso é muito dinheiro! — Recusou Felipe.

— É isso ou nada! — Declarou a mulher.

— Tudo bem, olha…. Tudo bem, passe amanhã em meu escritório e leve uma mala, vou te entregar esse dinheiro todo. — Concordou Felipe.

Na loja de suplementos Pedro encerra mais um dia de trabalho, ele fecha o caixa e organiza tudo para o dia seguinte.

— Fim de dia “Pedrão!” — Disse Erick.

— É, mais um fim de um grande dia Erick. — Respondeu Pedro.

— E como anda a loja? Tenho andado meio distante essa semana… — Questiona Erick.

— É, percebi, mas não se preocupe, dou conta de tudo, quer conversar agora? — Pergunta Pedro.

— Não, vou para casa, amanhã conversamos mais! — Responde Erick despedindo-se de Pedro.

Em casa, Felipe começa a pensar em uma forma de se livrar das ameaças de Ângela, o valor que ela pediu é muito alto e ele jamais entregará essa quantia.

Na manhã seguinte Felipe vai cedo para o escritório, depois de passar a noite toda pensando, ele finalmente bolou um plano. Assim que chegou ligou para Nicolau, o ex-motorista de seu pai, o motorista hoje com cinquenta e cinco anos recusa o serviço.

— Não faço mais esse tipo de serviço senhor Felipe. — Recusou Nicolau.

— E nem por uma quantia extremamente alta? Anda vamos Nicolau, você é um ex-motorista aposentado, deve estar precisando de dinheiro. — Insistiu o rapaz.

— Me desculpe, mas recuso o serviço! — Declarou Nicolau desligando o celular.

Felipe entra em fúria com a resposta do ex-motorista.

— Isso não vai ficar assim! — Declarou o rapaz.

Felipe vai até a garagem, ele precisa ir para casa pois não consegue se concentrar no escritório, as ameaças de Ângela percorrem sua mente e o atormentam, ao entrar no carro ele percebe que Ângela acaba de chegar com a mala, a mulher desembarca do carro e vai em direção ao elevador, Felipe não pensa duas vezes, ele liga o carro e acelera o máximo possível, o rapaz atropela Ângela e foge para casa. Ângela não resiste ao impacto e morre no local.

Ao chegar em casa Felipe exige que seu segurança consuma com o carro, o segurança leva o veículo para uma estrada do interior e o incendeia. Em casa Felipe pensa no que fez e os motivos que o levaram ao crime, o rapaz encontra um culpado.

— Nicolau! Se você tivesse aceitado o serviço não precisaria ter sujado minhas mãos… você é o culpado! — Declarou Felipe.

A Encruzilhada

Autor: Fábio Anhaia.

Existe um momento em nossas vidas que estamos em uma encruzilhada e é chegado a hora de decidir, seja qual for o assunto todas as pessoas chegam a esse momento. Até aqui carregamos as nossas incertezas, nossos medos, nossos dramas, desejos, amores e assuntos mal resolvidos. Essa hora um sentimento enorme invade nosso peito e a vontade de chorar é imensa, a de sorrir é maior ainda, a sensação de liberdade se mescla com o medo da rejeição, a tristeza se une a felicidade e o medo de decepcionar quem amamos abraçasse a coragem de ser quem somos e realizarmos o que queremos.

As pessoas que já passaram por isso tomaram seus caminhos e hoje, ou estão vivendo seus sonhos em sua mais perfeita harmonia ou estão decepcionadas por escolherem o caminho errado. Infelizmente essa escolha deve ser tomada por você unicamente e ninguém mais, não há colo para correr, não há abraço para amenizar, todo esse peso que se encontra em suas costas é seu.

Então se você está lendo esse texto e sente que chegou a esse momento saiba que não é o primeiro e nem será o último, todos vamos passar por isso e todos decidiremos que caminho seguir, se é certo ou errado, não cabe a ninguém julgar, mas saiba que essa chance de escolha é única e ela pode não voltar.

O Preço de um Segredo: Capítulo 7 – O Preço de um Segredo.

Capítulo 7 – O Preço de um Segredo.

Na casa de Felipe, ele e sua irmã preparam tudo para o funeral de Álvaro, Vitória estava inconsolável e Felipe mantém a mesma postura firme. O fato é que ele não sente remorso por ter assassinado o pai, é como se de certa forma o rapaz estivesse aliviado.

Longe dali Elisa recebe a visita de uma velha amiga, Jade a enfermeira que trabalhou com Elisa durante muitos anos soube do estado de saúde da ex-colega e foi visitá-la.

— Que bom que você veio, a quantos anos não nos falamos? — Perguntou Elisa.

— A muito tempo Elisa. — Respondeu Jade.

— Como você se sente? — Questionou Jade.

— Ai Jade, não ando muito boa, as vezes passo o dia bem, mas as vezes não tenho vontade nem de levantar. Fiz alguns exames, mas não constam nada, minha saúde é de ferro. Acho que o que está me fazendo mal é o coração e os segredos que ele guarda. — Respondeu Elisa.

— Eu morro de medo de que Pedro descubra tudo um dia, ele nunca me questionou, mas e se ele resolver saber a origem dos pais? — Disse Elisa.

— Sabe Elisa, todos temos segredos, eu mesma tenho os meus, e o que você está me falando faz todo sentido, eu também não me sinto bem com meu coração, talvez tenha chegado o momento de Pedro saber. — Aconselhou Jade.

 — Eu não posso, fiz uma promessa a Lilian, não posso descumprir. — Afirmou Elisa.

— Elisa, eu também fiz uma promessa a uma pessoa a muito tempo atrás, mas vendo você aqui agora adoecendo por conta desse segredo, acho que chegou a hora de me acertar com o passado, e acho que você deveria fazer o mesmo! — Concluiu Jade.

— Do que você está falando? Que promessa? — Perguntou Elisa.

— É coisa minha Elisa, mas pense no que eu disse, você está velha como eu, não se deixe terminar, tenho toda a certeza que Pedro entenderá que tudo o que você fez foi por amor a ele! — Respondeu Jade.

— Agora preciso ir, fique bem minha amiga, e se precisar de algo é só chamar. — Despediu-se Jade.

Elisa ficou pensativa, que segredo Jade teria guardado por todos esses anos, a enfermeira pensa e repensa e não chega a conclusão alguma.

Na loja de suplementos Erick e Pedro encerram mais um dia de muitas vendas, mais cedo Erick havia recebido a visita da Aline, a maluca da fábrica de bolos, mas o que ela queria ali, todos ficaram de ouvidos em pé.

— Mais um dia concluído! — Disse Pedro.

— Mais um dia! Até amanhã Pedro. — Despediu-se Erick.

— Até amanhã! — Respondeu Pedro.

Pedro observa o quanto Erick está pensativo e preocupa-se.

— O que será que aconteceu lá em cima? — Se perguntou Pedro.

Mais um dia amanhece na cidade do Rio de Janeiro, Pedro chega cedo a loja de suplementos, no meio da manhã uma discussão se inicia entre Andressa, vendedora da loja, e Aline, a maluca da fábrica. Pedro pensa em ir verificar a confusão, mas Erick chega antes e leva Aline para o escritório, alguns minutos se passam e Erick chama Pedro na sua sala.

— Pedro, preciso da sua ajuda! — Revelou Erick.

— Claro, aconteceu alguma coisa Erick, eu vi a Aline sair daqui mais cedo… — Disse Pedro.

— Sim, Pedro a Aline veio até aqui para me fazer uma proposta e eu aceitei, foi ontem ainda, faria tudo sozinho se pudesse, mas hoje ela me disse que nós precisamos de testemunhas. — Disse Erick.

— Testemunhas? Mas o que aconteceu? — Questionou Pedro.

— Nós vamos nos casar! — Respondeu Erick.

— Casar? Você e a fera? Quer dizer, você e a Aline? — Perguntou Pedro.

— Sim, é tudo de fachada, ela vai fechar um contrato e me ofereceu uma grana para casar com ela. — Revelou Erick.

— Você sabe que a situação da loja não anda bem e tem aquele dinheiro que emprestei para o Afonso, você nos ajuda? — Perguntou Erick.

— Claro Erick, pode contar comigo! — Declarou Pedro.

Enquanto isso na casa de Felipe, ele e Vitoria decidem que a irmã irá estudar no exterior, como ele ficaria muito tempo no escritório não faria bem a ela ficar sozinha em casa.

            Alguns dias depois…

Felipe se levanta cedo e vai para o escritório, no meio da manhã ele está lendo em suas redes sociais e passa por um anúncio da loja de suplementos de Erick, Felipe lembra de Pedro no mesmo instante e começa a ficar irritado. Ele nunca esqueceu de tudo que Pedro fez a ele, como ele teve coragem, que espécie de amigo ele era? Essas perguntas martelavam na cabeça de Felipe desde a infância. Felipe recebe uma ligação da secretária, uma senhora estava aguardando para falar com ele.

— Bom dia! — Disse Jade, a ex enfermeira.

— Bom dia! — Respondeu Felipe estranhando a visita.

— No que posso ajudá-la? — Perguntou Felipe.

— Estou aqui porque preciso consertar um erro meu de muitos anos atrás! — Respondeu Jade.

— Erro? Do que a senhora está falando? — Perguntou Felipe.

— A muito tempo atrás eu era enfermeira e no hospital que trabalhava nasceram duas crianças ao mesmo tempo, uma delas era você. — Começou Jade.

— E daí? Praticamente todo mundo nasce no hospital, minha senhora, não tenho tempo para bobagens, por favor se a senhora puder sair… — Dizia Felipe.

— Não! Eu só saio daqui depois de dizer tudo o que vim para dizer! — Repreendeu Jade.

— Eu vi no jornal que o senhor Álvaro faleceu. — Recomeçou a enfermeira.

— Exatamente, morreu e agora eu como herdeiro legitimo assumi tudo, mas o que a senhora tem a ver com isso? — Questionou Felipe.

— Você não é o herdeiro legitimo, você nunca foi, porque você não é filho do senhor Álvaro! — Revelou Jade.

Felipe entra em estado de choque, ele não consegue acreditar no que ouviu, como pode? Aquela senhora aparece do nada e diz que ele não é filho de Álvaro. Felipe senta-se em sua cadeira incrédulo.

— Do que você está falando velha doida? — Questionou o rapaz.

— Eu troquei os bebês, naquela noite houveram dois partos ao mesmo tempo, menti que um dos bebês havia morrido, te sequestrei e te vendi a senhorita Marieta, ela me disse que precisava de um filho porque tinha medo de perder o marido, ela usou uma barriga falsa, apresentou ultrassons falsos que eu arrumei a ela, o senhor Álvaro sempre acreditou, eu roubei você e te entreguei a ela assim que você nasceu! — Continuou Jade.

— Os seus pais biológicos nunca souberam que roubava seus ultrassons e exames, acompanhei seu pré-natal e toda gestação, já havia planejado o sequestro meses antes de você nascer, a minha sorte foi o outro parto, foi ai que tive a ideia de trocar os bebês, minha colega que estava na sala comigo nem percebeu que você estava vivo, assim que você nasceu logo te tirei da sala, quando voltei informei a ela e o médico que você havia morrido, nós três entramos em consentimento e decidimos entregar a outra criança ao casal, a mãe biológica do outro bebê era moradora de rua, a criança não tinha mais ninguém. — Concluiu Jade.

— E o que você faz aqui agora? — Perguntou Felipe.

— Estive visitando uma colega doente, a enfermeira que me ajudou a trocar você e percebi que se eu morrer que seja com o coração leve! — Declarou Jade.

— Você contou essa história para mais alguém? — Perguntou Felipe.

— Não, nunca, guardei esse segredo comigo a minha vida toda. — Respondeu Jade.

Felipe limpa as lagrimas que escorriam no seu rosto e se levanta, ele começa a andar sorrateiramente pela sala, claramente estava pensando em algo. Felipe chega as costas da senhora e se aproxima.

— Tudo bem, vamos resolver isso da melhor maneira. — Diz o rapaz.

— Vou levá-la para casa! — Continuou Felipe.

— Está tudo bem meu filho, posso ir sozinha, não se preocupe. — Disse Jade.

— Eu faço questão, aproveito e vou para casa também, toda essa história me deixou abalado. — Respondeu o rapaz.

Felipe e a senhora saem do escritório e vão para o carro do rapaz, no caminho para a casa de Jade o rapaz a questiona sobre seus pais biológicos. Jade conta a Felipe que não sabe quem são, mas que o hospital tem um acervo com os registros de nascimento e óbito das pessoas, a enfermeira explicou para ele que os pais dele registraram a criança como Afonso Pinto, se encontrasse esse nome Felipe encontraria o nome de seus pais.

— Chagamos, obrigada pela carona. — Respondeu Jade.

— Imagina! — Respondeu Felipe.

— Você não quer subir, tomar um café, uma água? — Perguntou Jade.

— Seria um prazer! — Respondeu Felipe.

O rapaz entra com Jade no apartamento e eles vão até a cozinha, na cozinha Jade começa a preparar um café enquanto Felipe está sentado na mesa. Jade fica de costas o tempo todo para o rapaz.

— A senhora vive aqui sozinha? — Perguntou Felipe.

— Sim, não me casei e nem tive filhos, sempre vivi sozinha. — Revelou Jade.

— E a senhora não sente medo? Na sua idade é perigoso viver sozinha. — Disse Felipe.

— Ah meu filho, não tenho medo não, depois de velha a gente já não sente mais medo de nada. — Revelou Jade.

— E a senhora não tem nenhuma câmera? Deveria ter, é mais seguro! — Disse o rapaz.

— Não, que isso, não tenho nem dinheiro para essas coisas não, sou só uma velha enfermeira aposentada. — Respondeu a senhora.

Felipe levanta da cadeira e pega um jarro de vidro que está sobre a mesa, ele se aproxima de Jade que ainda está de costas para ele e nem percebe a aproximação.

— Obrigada por ter me contado tudo, e principalmente por ter guardado esse segredo por tanto tempo. — Disse Felipe.

Quando Jade se vira para o rapaz é atingida com o jarro na cabeça e cai desmaiada, ele então a leva até a escada de incêndio do prédio e a atira lá de cima. Jade vivia no terceiro andar e com a idade que tinha jamais resistiria, Felipe observa a senhora morta do topo da escada e volta para o apartamento. No apartamento ele limpa tudo que poderia ter deixado de digitas e sai pela porta da frente.

Em casa Felipe pensa em tudo que ouviu de Jade e ao mesmo tempo não tira o assassinato que cometeu da cabeça.

— Esse é o preço pelo seu segredo! — Disse Felipe tomando um gole de Whisky.

O Preço de um Segredo: Capítulo 6 – Uma Nova Chance.

Capítulo 6 – Uma Nova Chance.

Alguns dias depois da demissão de Pedro, o jovem volta a procurar emprego, ele passa pela Rio de Janeiro inteira e não consegue nada, na volta para casa Pedro passa em frente a uma loja de suplementos.

— Não custa tentar. — Pensou Pedro.

Ao entrar na loja Pedro se depara com um jovem que vem lhe receber, ele é alegre, animado e têm um brilho diferente, uma pessoa que faz com que o outro se sinta bem com um simples sorriso.

— Boa tarde, tudo bem? Posso ajudar? — Perguntou o rapaz.

— Boa tarde, meu nome é Pedro e gostaria de saber se poderia deixar um currículo aqui. — Disse Pedro.

De repente o telefone da loja começa a tocar, o rapaz pede para que Pedro aguarde um instante, nesse meio tempo que o rapaz atende o telefone chegam na loja alguns clientes, após desligar a ligação o rapaz pede para que Pedro aguarde mais um pouco até que ele consiga se liberar. Pedro observa todo aquele movimento e fica animado.

— É, ele realmente precisa de ajuda! — Pensou Pedro.

Nesse momento mais alguns clientes entram na loja e Pedro toma a liberdade de auxiliar o rapaz. Pedro mostra alguns suplementos aos clientes e o dono da loja o observa de canto.

— Eu vou levar! — Respondeu o cliente a Pedro.

— Pago onde? — Questionou o cliente?

— Isso já é com ele, mas você pode aguardar ali próximo ao caixa! — Respondeu Pedro.

Após se liberar o rapaz retorna para conversar com Pedro.

— Me desculpe, a loja é assim todo dia, uma correria. — Disse o rapaz.

— Seu nome é Pedro, não é? — Perguntou o rapaz.

— Isso! — Respondeu Pedro.

— Ótimo! Eu sou Erick! — Disse o rapaz cumprimentando Pedro.

— Bem, e se você começar agora? — Questionou Erick.

— Agora? — Disse Pedro.

— É, te ensino tudo, eu realmente preciso de ajuda como você mesmo percebeu. — Respondeu Erick.

— Tudo bem! Vamos lá! — Disse Pedro animado.

Durante o resto da tarde Erick explica tudo sobre a loja e o sistema de vendas a Pedro, ele aprende tudo com muita facilidade pois sempre foi um rapaz aplicado. No fim do dia Pedro e Erick fecham a loja.

— Foi um grande dia não é mesmo? — Questionou Erick.

— É, foi mesmo, e então, gostou dos meus serviços? Posso voltar amanhã? — Disse Pedro apreensivo com a resposta.

— Você está brincando? É claro que você volta amanhã, depois e depois hahaha. Está contratado! — Declarou Erick.

Pedro corre para casa contar a novidade para a avó, ele está muito animado com o emprego novo. Ao chegar em casa ele e Elisa comemoram a notícia.

— Eu não disse para você! — Disse Elisa.

— É, a senhora tinha toda razão! — Respondeu Pedro abraçando a avó.

No dia seguinte Pedro retorna para seu segundo dia de trabalho na loja de suplementos, ao chegar ele se depara com o primeiro cliente do dia, Felipe, sim o rapaz compra suplementos com Erick desde que ele havia aberto a rede Fit for Fit.

— Bom dia! — Disse Pedro.

— O que você faz aqui? — Questiona Felipe.

— Eu trabalho aqui agora. — Respondeu Pedro.

Erick chega para abrir a loja e se depara com os dois.

— Bom dia! — Disse Erick todo animado.

— Erick, não sabia que você contratava ladrãozinho para trabalhar com você! — Declarou Felipe.

— Ladrãozinho? — Questionou Erick.

— É, esse ladrãozinho trabalhou em um dos nossos supermercados, ele tentou roubar meu relógio. — Revelou Felipe.

— Isso é mentira Erick! Eu nunca tentei roubar nada! — Defendeu-se Pedro.

— Pedro, é melhor você subir e se trocar, depois a gente conversa. — Disse Erick sério, sem aquele sorriso cativante no rosto.

— Bom, você precisa de alguma coisa Felipe? — Perguntou Erick.

— Sim, o mesmo de sempre! — Respondeu Felipe.

— E Erick, abre o olho com esse Pedro! — Aconselhou Felipe.

Erick se libera do atendimento e em seguida Pedro desce, o patrão olha para o rapaz que está apreensivo sobre o que aconteceria.

— Pedro, vou te fazer uma única pergunta e quero que você responda olhando nos meus olhos! — Disse Erick.

— Você tentou roubar aquele relógio? — Questionou Erick.

— Não! Nunca faria aquilo! — Afirmou Pedro.

— Ótimo, acredito em você! — Respondeu Erick.

— Foi tudo uma armação Erick, o Felipe não gosta de mim e isso não é de hoje… — Revelou Pedro.

— Eu conheço esse tipo de gente, pessoas que se sentem superiores e ao mesmo tempo ameaçadas por gente como nós, são a pior raça! — Declarou Erick.

— Então você não vai me demitir? — Perguntou Pedro.

— Não, jamais faria isso! — Respondeu Erick.

Pedro se emociona com a atitude do patrão.

— Obrigada Erick! — Agradece Pedro.

Pedro e Erick trabalham o dia todo, aquele foi mais um dia produtivo para loja, além de trabalhar eles conversaram muito um sobre a o outro. Nos dias que passaram eles foram criando uma amizade forte, sempre apoiando um ao outro. Nos meses seguintes Erick precisou contratar novas pessoas, os dons administrativos de Pedro fizeram a loja expandir, em menos de três meses Erick abriu uma filial, os negócios só cresciam e muito desse crescimento foi influenciado por Pedro.

Janeiro de 2021.

Mais um ano chega e Erick se prepara para inaugurar mais uma filial da sua rede de suplementos, Pedro agora está com vinte e quatro anos e desde que começou a trabalhar com Erick a Fit for Fit só cresceu, atualmente eles são a maior rede de suplementos de toda a Rio de Janeiro. Pedro passou de vendedor a gerente da rede e de quebra se tornou o braço direito de Erick nos negócios.

— “Vambora” rapaziada! —  Disse Pedro aos funcionários da loja.

— Já tenho duas remessas de suplementos que estão para chegar. — Declarou Pedro.

O dia estava ótimo, a primeira remessa foi descarregada e tudo está às mil maravilhas, até que uma pequena confusão se inicia em frente à loja.

— Não, você não pode estacionar aqui! — Disse Pedro ao motorista do caminhão da fábrica de bolos Doce Mel que fica em frente à loja.

A fábrica é de uma moça chamada Aline, ela e Erick vivem em pé de guerra desde que se conheceram.

— Mas moço, é questão de cinco minutos, eu carrego os bolos e já saio! — Declarou o motorista.

— Negativo, nosso caminhão já vem ali! — Insistiu Pedro.

Em meio a essa discussão Erick aparece e tenta resolver o assunto, porém antes que pudesse concluir Aline aparece e tudo vira uma confusão, voou bolo para todo lado. Após a confusão todos voltam a loja de suplementos para se limpar.

— Essa mulher é maluca! — Esbravejou Erick subindo para o escritório.

— Também acho ela maluca, mas também acredito que você goste dela! — Declarou Pedro.

— Nunca! Nunca que eu ia gostar de uma fera dessa! — Respondeu Erick.

— Erick, está na cara, não adianta se enganar! — Declarou Pedro.

— Você está maluco Pedro, entrou bolo dentro da sua cabeça é? — Revidou Erick.

Após mais um dia de trabalho Pedro retorna para casa, sua avó ultimamente não se sente muito bem e por esse motivo Pedro volta cedo para vê-la. Em casa Pedro prepara o jantar e senta-se para assistir à novela das nove com a avó.

— Eu adoro essa novela! — Disse Elisa.

— Eu também, adoro ver essa novela com você! — Respondeu Pedro olhando para a avó com ternura.

Pedro não sabe por que, mas ele sente que deve aproveitar esse tempo com a avó ao máximo, ele sabe que não será eterno e teme o dia da despedida.

Na casa de Felipe as coisas também haviam mudado, sua irmã Vitória está cursando direito, e o rapaz está prestes a assumir os negócios da família. Felipe não aparece mais na loja de suplementos desde que Erick optou por não demitir Pedro, ele ficou com raiva e desde aquele dia jurou que se vingaria de Pedro e Erick. Vitória se preocupa com o irmão, já faz um tempo que ela observa um comportamento estranho e agressivo nele.

No dia seguinte Felipe se veste no quarto, seu pai Álvaro está em seu último dia como presidente da empresa e anunciará nessa manhã quem assumirá seu lugar a frente da rede de supermercados. O rapaz está vestindo a gravata em frente ao espelho.

— Hoje é o dia! Pena que não poderemos nos despedir! Mas isso tudo é culpa sua! — Disse Felipe olhando seu reflexo no espelho.

Na sala Vitória beija o pai e vai para a faculdade, enquanto Álvaro espera por Felipe. Em seguida o rapaz aparece.

— Antes de sairmos, gostaria de brindar sua aposentadoria, pai você dedicou uma vida a essa empresa, vamos brindar! — Disse Felipe servindo uma taça de espumante para ele e para Álvaro.

— Você tem razão filho, uma vida digna de um filme, e você e sua irmã são a prova disso! Eu nunca errei em nenhuma escolha, tudo que fiz sempre foi por vocês! — Declarou Álvaro.

Felipe entrega a taça para o pai, os dois brindam e bebem o espumante.

— Mas você não está chateado com minha decisão meu filho? — Questionou Álvaro.

— Jamais estaria pai, até porque, ela não vai se concretizar! — Respondeu Felipe com um sorriso no rosto.

— Do que você está falando? — Perguntou Álvaro sentando-se no sofá.

— O que… eu estou tonto… Felipe? — Disse Álvaro enquanto sentava-se no sofá.

— Isso é pela minha mãe, ela morreu porque descobriu todas as suas traições. — Disse Felipe.

— Mas agora, vou resolver tudo! E de quebra, me vingo de todos que me abandonaram, a começar por você! — Continuou o rapaz.

— Não se preocupe pai, digo a Vitória que você mandou lembranças! — Concluiu Felipe bebendo o último gole de espumante e saindo de casa.

Não demora muito para uma funcionária da casa encontrar Álvaro na sala já sem vida, ela chama uma ambulância e avisa os filhos, Vitória corre para casa e Felipe faz um aviso na reunião com os acionistas.

— Meu pai faleceu essa manhã, mas deixou uma procuração assinada com a sua decisão… — Disse Felipe.

— A partir de hoje quem vai gerenciar a rede de supermercados sou eu! — Declara Felipe deixando a sala de reunião.

Na loja de suplementos Pedro emite alguns cupons fiscais para enviar as vendas do dia, o rapaz aderiu a um sistema de delivery nas lojas e isso alavancou ainda mais as vendas. Erick desce do escritório e percebe a quantidade de entregas que teria naquela manhã.

— Uau, Pedro com toda a certeza você é a melhor contratação que já fiz! Eu te amo cara! — Disse Erick.

— Que isso, eu que agradeço você, se não tivesse me dado uma nova chance para recomeçar, nem sei o que faria, obrigado irmão! — Respondeu Pedro.

Uma nova chance, Pedro teve essa nova chance com Erick, o rapaz poderia ter sido demitido em seu segundo dia, afinal a acusação de Felipe foi muito grave, mas Erick optou por confiar nele e talvez essa tenha sido a melhor decisão que Erick já tomou. Por outro lado, Felipe também tem uma nova chance, ele vai assumir as empresas da família, se vingou de seu pai que era o causador da morte da sua mãe, o que mais ele poderia querer? O jovem tem uma chance de apagar todas as suas magoas e seguir em frente, mas o lado sombrio dele o puxa cada vez mais para o fundo.

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