2021

Autor: Fábio Anhaia

Dois mil e vinte um foi um ano cheio de desafios, com altos e baixos fomos tentando resistir, resistir as perdas, resistir as tristezas, resistir aos medos e incertezas, a política, a fome, as enchentes, as tragédias… que ano foi esse!

Ainda enfrentamos uma pandemia cheia de restrições, distanciamentos e protocolos de segurança. O que mais nos assusta é o fato de estarmos lutando contra algo que não pode ser visto, algo silencioso e mortal, mas graças a ciência encontramos a vacina e isso fez com que nossas esperanças renascessem, fez com que nossa fé se reforçasse, fé de que um dia isso tudo vai acabar e que tudo vai voltar a normalidade, vamos tirar as máscaras, vamos retomar o controle e seguir a diante.

Mas como seguir a diante depois de tantas perdas? Perdas difíceis de se engolir, mais de seiscentas mil vidas, tudo por conta da irresponsabilidade do governo atual, do descaso, da ignorância e falta de empatia. A essas vítimas só nos resta rezar para que Deus as receba de braços abertos e com muito amor, o que tenho certeza que aconteceu.

Pessoalmente, as perdas que esse ano me trouxe são irreparáveis, mas a cada dia que passa procuro entender que a vida não é eterna, estamos aqui só de passagem, assim como chegamos um dia partiremos independente da nossa vontade.

Mas além das angustias, dois mil e vinte um trouxe muitas alegrias, as famílias voltaram a se encontrar e agora mais fortalecidas, a chegada da vacina trouxe esperança, conforto e segurança. As pessoas voltaram a se abraçar, se beijar e sorrir sem medo, depois de dois anos seguidos sem poder, agora podemos e fazemos, com mais calor, com mais vontade, com mais verdade.

Tenho certeza de que estamos saindo desse ano diferentes do que quando entramos, hoje sabemos a importância de um abraço, a importância do “eu te amo”, hoje sabemos que as pequenas discussões do dia a dia não têm importância alguma pois temos a consciência de que a vida é frágil e que devemos aproveitar cada instante como se fosse o último. Hoje sabemos que o que realmente importa somos nós como família, como pessoa, como ser humano.

Dois mil e vinte um foi um ano marcado por muitas tragédias, mas com certeza foi o ano divisor de águas, desse ano levamos ensinamentos, sorrisos, lembranças e a esperança de que em dois mil e vinte dois tudo será melhor.

Carta de Amor

Autor: Fábio Anhaia

Nunca pensei que escreveria essa carta, desde que você se foi é um vazio enorme, os dias amanhecem menos colorido e a cada coisa que faço me lembro de ti.

Ontem mesmo tive um sonho, nele via você, com seus cabelos brancos e olhos azuis sempre sorrindo, pois esse era você, contigo não tinha tempo ruim.

Com você aprendi a amar três cores, azul, preto e branco, o time do coração me faz lembrar de momentos bons ao mesmo tempo que me apresenta a saudade.

Meus fins de semana ficaram mais tristes pois não tenho você mais neles, mas sigo sorrindo pois entendo que era assim que você gostaria que fosse.

A saudade é grande, mas o amor e ensinamentos que nos deixou são maiores, com eles seguiremos adiante com a certeza de que um dia estaremos todos juntos novamente em algum lugar especial.

Sinto não ter tido a chance de me despedir, sinto não o ter visitado mais vezes, mas vou guardar cada momento contigo em meu coração.

Isso não é uma despedida, é apenas uma carta de amor, de um neto para seu avô.

O Havaiano

Verão de 2020.

De férias no Havaí, Raul e Natalia estão animados no quarto do hotel, a meses prepararam essa viagem e estão excitados com o que os aguarda.

— Que pena que Aline não pode vir. — Disse Natalia.

— É, desde que começou a lidar com esses investidores ela anda sem tempo. — Respondeu Raul.

— Bom, mas nós vamos aproveitar! — Declarou Natalia.

— Ah nós vamos, por nós e por ela! — Declarou Raul entregando uma taça de espumante a Natalia.

Após organizar tudo no quarto os amigos descem para a praia do resort, os dois entram no mar e algo chama a atenção de ambos um homem charmoso e boa pinta que acabará de chegar.

— Benza Pai, que isso! – Declarou Raul.

— Isso é um Deus Havaiano Raul! — Respondeu Natalia.

Os dois ficam babando enquanto o bonitão tira o short e fica apenas de sunga.

— Olá! — Cumprimenta o bonitão entrando no mar com eles.

— Oiiiii — Responderam os dois simultaneamente.

— Meu Deus! Que homem! — Disse Raul.

De repente os dois retornam a realidade quando uma onda quebra sobre eles.

— AAAAAAAHHHURGRHGURGUR! — Gritaram os amigos engolindo água e areia.

— Meu Deus Natalia! Amiga onde você está! — Gritou Raul levantando na beira da praia.

— Estou aqui! — Declarou Natalia levantando-se na beira do mar.

Mais tarde no jantar lá estava o bonitão no restaurante, ele os observava como se estivesse paquerando os dois ao mesmo tempo.

— Ele está olhando para mim, está olhando para miiiiimm! — Disse Raul.

— Está maluco! É para mim que ele está olhando! — Revidou Natalia.

— Você é que está maluca! Está na cara que ele é gay, olha para ele! — Afirmou Raul.

— O que? Raul para você todo homem bonito é gay, então pode parar! — Disse Natalia.

No meio da discussão os dois são interrompidos pelo garçom do restaurante:

 — Aquele senhor perto da janela enviou para vocês essa garrafa de espumante! — Revelou o garçom.

— Ai meu Deus! — Disseram os dois rindo.

Natalia e Raul abanam para o bonitão que abana de volta, eles estavam muito animados que haviam sido notados pelo galã. Após o jantar eles voltam para o quarto, Raul informa Natalia que descerá até a recepção para pedir mais travesseiros enquanto a amiga se arruma para dormir. Quarenta minutos depois Natalia se preocupa com a demora de Raul e desce atrás do amigo, ao chegar na recepção é surpreendida ao ser informada de que Raul não desceu até lá.

— Como assim? Mas gente onde ele está! — Pensou Natalia.

Ao retornar ao quarto Natalia encontra Raul na cama.

— Raul, onde você estava? — Questionou a amiga.

— Na recepção! — Respondeu Raul.

— Eu vim de lá agora Raul! — Revelou Natalia.

— Bem, eu fui até a recepção, mas aí fui informado que deveria pegar os travesseiros com a camareira (olhava Raul para o carrinho de serviço do hotel), acompanhei ela (olhava agora para a cortina), peguei os travesseiros e aqui estou! — Disse Raul.

— Um, está bem, e o bonitão se encaixa onde nessa sua história? — Questionou Natalia.

Raul então começa a se comportar estranho, como se estivesse tentando dizer algo a Natalia.

— Anda Raul, responde! — Insistiu Natalia ao reparar os olhos do amigo.

— O que foi? — Disse Natalia.

— O vento! Está frio, não acha! — Disse Raul nervoso.

Natalia olha em direção a porta da varanda e percebe algo escondido atrás das cortinas.

— Ah, claro, eu vou buscar cobertores. —  Diz Natalia andando até a porta do quarto.

Ao bater a porta o bonitão sai de trás das cortinas e tem uma surpresa, Raul quebra um vaso de flor em sua cabeça e ele desmaia.

— Meu Deus Raul, o que você fez? — Questionou Natalia.

— Anda vamos, precisamos correr! — Disse Raul puxando a amiga pelo braço.

— Mas o que aconteceu? — Questionou Natalia.

— Ele é um bandido! Queria nos assaltar, ele ameaçou me matar amiga, disse que tinha uma arma! — Revelou Raul.

— Raul, pare! Pense comigo, se ele tivesse uma arma, não se esconderia atrás das cortinas, não acha? — Disse Natalia.

— Bem, realmente! — Concordou Raul.

— Ele é um “golpistazinho” amador Raul, anda me ajude. — Disse Natalia.

Raul e Natalia colocam o bonitão no carrinho do hotel completamente nu e o carregam até a praia, na praia eles amarram o rapaz em um poste de luz pelado e com um recado de batom no abdômen que dizia o seguinte.

“Nunca mais vou dar golpe em ninguém, muito menos em brasileiros!”

No dia seguinte a polícia prende o golpista por diversos crimes cometidos no resort, mas antes que pudessem leva-lo várias vítimas do rapaz atearam tomates e outros legumes nele. Natalia e Raul observam o rapaz ser levado e concluem que essa será uma boa história para contar a Aline na próxima reunião.

A Academia

Autor: Fábio Anhaia

Tem gente magra, tem gente gorda

Tem gente animada, tem gente triste

Tem gente paciente, tem gente apressada

Tem gente de toda gente

Tem gente branca, tem gente preta

Tem gente colorida, tem gente preto e branco

Tem gente feliz, e uns nem tanto

Tem gente de toda gente

Tem gente que não para de falar

Tem gente que não gosta de se expressar

Tem gente que gosta de pedalar

Tem gente que prefere andar

Tem gente de toda gente

Tem gente que vai para se exercitar

Tem gente que vai para desabafar

Tem gente que adora reclamar

Mas toda gente ama aquele lugar

Porque lá gente é tratada como gente

Sem diferenças, sem selecionar

O objetivo é tratar a saúde física,

Mas a mental, também se trata no mesmo lugar.

A Estrada

Autor: Fábio Anhaia

É uma estrada de pedrinhas preciosas, que têm como destino uma gruta de águas puras. Ele segue pela estrada pensando que o percurso será simples e agradável, com o andar ele percebe que não será tão fácil.

Alguns pedregulhos feios e pontiagudos vão surgindo pela estrada. Mais alguns Quilômetros e ele pensa em desistir, mas quando se vira para voltar percebe o quanto já andou.

A sua frente quase vê o fim da estrada, e já pode ouvir o barulho da água no fim. Seguindo em frente ele tropeça, o tombo foi o maior desde que iniciou a jornada, ele se levanta e sacode a poeira, tapa as feridas e continua a andar. Um pouco mais a frente uma forte chuva tenta o impedir de prosseguir, mas ele insiste em continuar.

Mais alguns quilômetros e um frio intenso o faz pensar em desistir, mas dessa vez ele já avistou a porta da gruta. Ele anda mais alguns metros e um sol escaldante o faz desanimar, mas a gruta está quase ali, mais alguns metros e a água saciará sua sede, ele continua.

No fim da estrada encontra uma gruta, é a gruta mais linda que já visitou, a água é da mais pura que já se viu, ele senta à beira d’água e limpa suas feridas. Instantaneamente todas desaparecem, ele bebe um pouco de água e sente as forças renovarem.

Na saída da gruta ele encontra um senhor, um velho com uma barba branca que desce até a ponta dos pés. Ele questiona o velho sobre o que fazer a seguir, o velho lhe responde que ele terá que prosseguir na estrada.

Ele olha para aquela estrada desanimado, pois haviam muitos mais pedregulhos que aquela que o trouxe a gruta. O velho olha para ele e responde que se fosse fácil o caminho, a gruta já nem existiria mais, o caminho é árduo, mas a recompensa é maior, no mais o velho lhe garantiu que na próxima parada estará lá a espera dele.

O rapaz então questiona como o velho fez para chegar até ali, e o velho responde:

Eu sempre estive ao seu lado!

A Profecia: Capítulo Final

Autor: Fábio Anhaia

No dia seguinte todos levantam-se cedo, Panimbi e Ynibi vão a mata procurar lenha enquanto o General e Iboni buscam água e alimento, Kinobi e Mateo ficam no acampamento e organizam tudo para um treinamento especial.

– Panimbi, você acha que vamos conseguir? – Questionou Ynibi.

– Não tenho certeza, mas sei que não vamos desistir tão fácil. – Respondeu Panimbi.

– Mas e se não sobrevivermos, não acha que deveríamos…– Disse Ynibi beijando Panimbi.

– Eu acho que deveríamos sim, afinal nunca se sabe o dia de amanhã, não é? – Disse Panimbi retribuindo o beijo e pegando na cintura de Ynibi.

Os dois começam a se beijar, Panimbi se deita por cima de Ynibi e os dois se amam, enquanto isso no outro lado da floresta Iboni e o General pegam água em um riacho próximo ao acampamento:

– Então… você e Ynibi, percebi que estavam conversando ontem. – Disse o General.

– Está com ciúmes Kurtz? – Perguntou Iboni.

– O que? Claro que não, eu só…– Respondeu o General.

– General, eu te amo e deixei isso bem claro ontem, eu e Ynibi conversamos sim e foi justamente sobre isso, sobre o amor que tenho por você e Ynibi, bem ela e Panimbi estão juntos e se amam. – Declarou Iboni.

– Tudo bem então, me perdoe, eu te amo Iboni. – Disse o General.

– Certo! Agora anda, vou te ensinar a pegar peixes! – Declarou Iboni.

Os dois terminam de os encher galões de água e em seguida Iboni ensina o General a pescar, foi um desastre, o General não consegue pegar os peixes, mas diverte muito Iboni que não consegue parar de rir das trapalhadas cometidas por ele, eles enfim pegam alguns peixes e em meio as gargalhadas são interrompidos por Ynibi e Panimbi que convidam os dois a voltar ao acampamento.

No acampamento Kinobi e Mateo conversam:

– Kinobi, você acha que vamos conseguir? Não tenho muita certeza, Panimbi me parece assustado, Iboni, sinceramente desconfio dele, ele fez um pacto para se tornar o Homem Tigre, o General, não sei nada sobre ele… E eu, bom não sou o melhor mago que existe, a única que é capaz de lutar é Ynibi, o que faremos? – Disse Mateo.

– Você esquenta a cabeça muito rápido Mateo, não se preocupe, vai dar tudo certo, ainda temos o Corvo Azul! Aliais onde ele está? – Respondeu Kinobi.

– E eu sei lá, ele estava aqui agora pouco, bem precisamos nos preparar, estou com medo! – Declarou Mateo.

Na floresta o Corvo Azul medita, tudo ao seu redor está calmo e o ambiente é exatamente o que ele precisa para descansar a mente. De volta ao acampamento todos retornam e preparam um café da manhã reforçado para que fiquem fortes na hora do treinamento. O Corvo Azul então retorna:

– Ah, por Merlim, olha ele ai! Onde estava Pato Azul. – Disse Mateo, levando um tapinha de Ynibi.

– AHHHHHII! O que eu fiz? – Disse Mateo.

– É Corvo Azul, não pato! – Respondeu Panimbi.

– Tudo bem, ele não disse por mau, Mateo é meio birutinha, mas é uma boa pessoa! – Declarou o Corvo Azul e todos riem.

–  Birutinha? Mas o que ele quis dizer? – Questionou Mateo confuso.

– Bem, não importa, precisamos treinar, não será uma batalha fácil! – Disse o Corvo Azul.

Todos vão até uma clareira e se posicionam para iniciar, os treinos então se iniciam, o General se prepara com alguns golpes de espada, Ynibi se concentra e busca a origem de todos os seus poderes, Mateo ensina a Panimbi tudo sobre o machado do trovão, enquanto isso Kinobi e o Corvo Azul conversam sobre as chances da vitória sobre a Rainha Negra e  Embaku:

– Você acha que temos chances? – Questionou Kinobi.

– Eu estava na floresta e conversei com o Grande Espírito, ele não me disse se venceremos, mas me disse que precisaremos ser fortes, não vai ser fácil e haverá perdas Kinobi, mas com fé venceremos! – Declarou o Corvo Azul.

General Kurtz – Google Imagens

Alguns dias após o início dos treinamentos o General decide sair em uma missão até o castelo, ele precisa buscar seu cavalo e suas armas, ele pede a ajuda de Ynibi que aceita ir com ele, os dois saem escondidos durante a noite e vão até o castelo, Ynibi enfeitiçou os guardas para que o General conseguisse entrar no castelo, após recuperar suas armas e seu cavalo os dois retornam ao acampamento, nos dias seguintes eles treinam intensamente para a batalha, a cada dia que se aproxima todos ficavam cada vez mais tensos, enfim chega a noite anterior ao dia da profecia, eles todos se reúnem e juntos pedem por proteção, cada um ao seu Deus e guias espirituais, enfim chegou o grande dia, o dia da Grande Batalha.

Todos levantam cedo, eles se prepararam por dias e não podem estar mais prontos, porém uma notícia boa chega ao acampamento, um jovem guerreiro vai até Kinobi e o Corvo Azul e avisa, a ajuda está chegando, algumas horas mais tarde, um exército de indígenas chega ao acampamento, eles não estão sozinhos, todos irão lutar, lutar pela sobrevivência da raça, lutar contra aquela que foi a maior inimiga deles, aquela que matou milhares de irmãs e irmãos, estava na hora de vingar, estava na hora da batalha.

Porém quando estão prestes a sair, Kinobi sente uma tontura e cai no chão, Ynibi fica apavorada e vem até o pai:

– Papai, o que aconteceu? – Questionou Ynibi com o pai em seus braços.

– Minha filha, eu não vou acompanhá-los, chegou a minha hora, e fico feliz em partir agora, vocês estão prontos e sei que farão a coisa certa, saiba que sempre te amarei e nunca abandonarei vocês, eu estarei lá. – Disse Kinobi minutos antes de morrer nos braços de Ynibi.

Após a perda trágica e repentina de Kinobi, os indígenas preparam um ritual as pressas para honrar a morta do cacique, em frente a uma cova embaixo de uma árvore Ynibi chora e despede-se daquele que a criou, a educou e ensinou o sentido da sua existência. As lagrimas de Ynibi caem sobre a terra que cobre o corpo de Kinobi e lindas flores nascem instantaneamente.

Do meio das flores o espirito de Kinobi surge:

– Não chorem minha morte, as perdas também estão escritas nessa Profecia, não serei o único e é bom que todos saibam, muitas vidas serão perdidas, mas as batalhas são assim, chegou a verdadeira hora de decidir, quem vai lutar pela liberdade? Quem irá lutar pelo mundo que nos foi dado? Quem vai lutar pela honra? Quem não for lutar pode ir embora, pois se sair daqui com o Homem trovão e a Guarda da Esperança, saiba que a volta não é garantida! – Declarou o espirito de Kinobi em frente aos exércitos e a Guarda da Esperança.

– Ynibi, minha filha, você precisa ser forte, não posso explicar agora, pois não temos mais tempo, mas saiba que você é a grande chave dessa Profecia! – Revelou Kinobi a filha.

– Eu preciso partir, mas saibam que estarei com cada um de vocês no campo de batalha, estaremos juntos até o fim!

Após o discurso, o espirito de Kinobi se transforma em uma luz que sobe aos céus e anuncia a grande batalha, do castelo a feiticeira e a Rainha Negra observam a luz.

– Está na hora, reúna seu exercito Elisabeth, a batalha vai iniciar! – Declarou a Feiticeira.

Após a morte de Kinobi, todos vão ao campo de batalha, eles não poderiam deixar de lutar por aquilo que Kinobi tanto trabalhou, tudo o que Kinobi havia feito em sua vida os preparava para esse momento.

No castelo da Ranha Negra não era diferente, estava tudo pronto para a batalha, a Rainha vestiu sua armadura, o exército está pronto e a feiticeira está simplesmente linda, e assim eles partem para o campo de batalha. Chegando ao campo lá estão eles, de um lado a Rainha Negra, seu exército e a Feiticeira, do outro lado Panimbi, Ynibi, Mateo, Iiboni, o General e o Corvo Azul lideram um exército de indígenas.

– DESISTAM! DESISTAM ANTES QUE EU MATE UM POR UM! – Gritou a Rainha Negra.

– JAMAIS, DESISTA VOCÊ ELISABETH, EU POSSO TE AJUDAR! – Respondeu o Corvo Azul.

– AJUDAR? VOCÊ ME ENGANOU CORVO AZUL, JAMAIS ACREDITARIA EM VOCÊ! – Declarou a Rainha Negra.

– POIS ENTÃO, NÃO TEMOS ESCOLHA… ATENÇÃO GUERREIROS, POR KINOBI, PELOS NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS, POR NÓOOS! – Gritou Tamaki a todos e começam a correr em direção a batalha.

Do outro lado Elisabeth também dá a ordem:

– ATACAAAAAR! MATEM TODOOOOS!

Iboni – Google Imagens

A batalha então se inicia, guerreiros contra soldados, o lado da Rainha Negra levou armas de bombas que estão atacando os Iroquois, mas Iboni ataca alguns desses carros com suas enormes garras destruindo os mesmos, no outro lado o General ataca alguns soldados da Rainha, Ynibi foi direto na Feiticeira, uma batalha regrada de magia acontece entre as duas, a feiticeira é poderosa, mas Ynibi também é. A Feiticeira ataca e Ynibi revida no mesmo momento, ali perto a Rainha Negra e Panimbi batalham, a Rainha Negra herdou a espada de seu pai e por esse motivo está tão forte quando Paimbi com o machado do trovão.

                      

Mago Mateo – Google Imagens

Mateo também luta bravamente contra soldados da Rainha, de repente ele vê o Corvo Azul ser atacado por um carro de bombas, nesse momento ele se concentra e lança um feitiço nos carros fazendo com que eles se desmanchem, mais à frente a Feiticeira ataca Ynibi e a faz cair no chão, Mateo então ataca a Feiticeira:

– Mateo! Olha você aqui! Acha que pode me vencer? – Questiona a Feiticeira.

– Se eu posso, não tenho certeza, mas tentar, eu vou! – Declara Mateo.

A Feiticeira – Google Imagens

Mateo junta todas as suas forças e lança um raio de magia em direção a Feiticeira que se defende, ela é muito poderosa para Mateo, a Feiticeira então joga uma bola de fogo em direção ao Mago, Mateo está prestes a ser atingido, mas é salvo pelo Corvo Azul que consegue fazer um tipo de barreira invisível neles.

Ynibi então levanta e ataca a Feiticeira com toda a sua força, nesse momento a Feiticeira diz:

– Não pode me vencer, somos poderosas e nenhuma conseguirá matar a outra Ynibi.

– Só tem uma maneira! – Declara Ynibi.

Ynibi se abraça a Feiticeira e a leva aos céus.

– Você não pode fazer isso! vai morrer comigo! – Declarou a Feiticeira.

– Se essa é a única forma, então que seja! – Declara Ynibi.

Nos céus as duas começam a brilhar intensamente, de repente as duas caem, uma de cada lado do campo. No campo de batalha todos param, Panimbi entra em choque ao perceber que Ynibi não respira, o Corvo Azul baixa a cabeça com tristeza, porém o período de luto é rápido, a Rainha Negra exige que os guardas voltem a atacar. Os Iroquois, Panimbi, o General, Iboni e Mateo se viram obrigados a voltar para batalha.

General Kurtz – Google Imagens

Panimbi fica cheio de ódio pela morte de Ynibi e começou a atacar todo o exército da Rainha Negra com o machado do trovão, Iboni também ataca muitos soldados, assim como o General, Mateo focou na Rainha Negra e os dois iniciam uma luta:

– Então você é o Mago! – Disse a Rainha.

– Não me subestime Rainha, posso ser muito poderoso se quiser! – Disse Mateo com confiança.

Mago Mateo – Google Imagens

Mateo dispara um raio de magia em direção a Rainha Negra, mas ela se protege com sua espada:

– EITAAA, não vai ser tão fácil como pensei…– Disse Mateo surpreso.

A Rainha então corre em direção a Mateo e os dois se encontram, a espada da Rainha Negra bate no cajado de Mateo e uma enorme luz surge atravessando o campo de batalha, os dois começam a batalhar, Mateo deferindo magias contra a Rainha e ela se defendendo, no outro lado do campo Panimbi derruba diversos soldados com seu machado lançando raios e trovões, de repente todos param com um tremor na terra, o corpo da Feiticeira começa a levitar até ficar em chamas, e então do meio das chamas ele surge, um terrível monstro de fogo, a Profecia se cumpriu, a feiticeira sacrificou Ynibi e enfim ele estava livre EMBAKU!

– FINALMENTE!! ESSE MUNDO SERÁ MEU!! VOU DESTRUIR TUDO O QUE HÁ VIDA!! – Declarou o monstro.

Embaku – Google Imagens

Panimbi, Iboni, Mateo e o General se unem para enfrentar o monstro, a Rainha atrás do monstro declara:

– Acabou para todos vocês, a partir de agora eu vou reinar…. – Dizia a Rainha até ser esmagada por Embaku.

– NINGUEM ALÉM DE MIM VAI REINAR NESSE MUNDO, TODOS VÃO MORRER!! – Disse Embaku.

– Paimbi? O que nós faremos agora? – Perguntou Mateo.

– Eu achei que você saberia me dizer, você é o Mago aqui, não é? – Disse Panimbi.

– Eu sou um Mago, não um profeta! – Declarou Mateo.

Ynibi – Google Imagens

Quando estavam prestes a atacar todos param e um novo tremor volta a aparecer, de repente o corpo de Ynibi é puxado para baixo da terra até que ela retorna, em chamas Ynibi volta a vida, ela e Embaku entram em uma batalha grandiosa, os dois se atacam e lutam. Enquanto Embaku tenta a acertar Ynibi dispara diversos tipos de raios de fogos e magia contra ele e quando finalmente Embaku a ataca o Homem Trovão e a Guarda da Esperança começam a ajuda-la, juntos eles atacam Embaku com raios, trovões, magia, fogo e espadas, todos juntos contra Embaku como previa a profecia, no fim em um último ataque de Ynibi, Embaku explode e enfim é morto.

– EU IREI RETORNAAAAR! – Declarou o monstro se transformando em cinzas.

– Se retornar, estaremos aqui, te esperando! – Declara Ynibi.

No fim da batalha todos se reúnem, todos menos o Corvo Azul:

– Ynibi! – Disse Panimbi correndo em direção a jovem.

– Panimbi! – Respondeu Ynibi beijando-o.

– Achei que tivesse te perdido. – Disse Panimbi.

– Estou bem! E agora vamos ficar juntos, para sempre! – Declarou Ynibi beijando-o novamente.

Iboni e o General também beijam-se ali próximo, enquanto se beijam alguns guerreiros observavam com estranheza, ao perceberem eles param e se olham:

– É isso que vamos ter que enfrentar agora Iboni! – Disse o General.

– É, mas vai valer a pena se estiver ao meu lado! – Respondeu Iboni.

– Pode ter certeza de que estarei. – Declarou o General beijando Iboni novamente.

– Bom, não se preocupem, o mundo vai aprender a lidar com isso, afinal amor, é só amor! – Declara Mateo.

– Mas e você para onde vai Mateo? – Questionou Ynibi.

– Não sei ainda, mas não se preocupe Ynibi estarei por perto. – Respondeu Mateo.

– Onde está o Corvo Azul? – Perguntou Panimbi.

– Está lá! – Disse o General.

– Onde ele está indo? – Questiona Ynibi.

– Ele está indo embora, ele já serviu o seu propósito, vocês estão livres, é hora de partir, a guerra acabou! – Disse Mateo.

Após o Corvo Azul partir, todos voltam a aldeia, uma enorme celebração é feita e todos comemoram a vitória, Avalor o antigo reinado da Rainha Negra está sem comandantes ou sucessores, porém os guardas sugeriram um novo Rei, assim o General Kurtz assumiu o reinado ao lado de Iboni, o povo aceitou e celebrou, eles foram os reis mais justos e bondosos que todos já viram, alguns meses depois Ynibi e Panimbi  convidam o Rei Kurtz e Iboni para uma celebração, Ynibi havia dado a luz ao seu primeiro filho com Panimbi. O Rei Kurtz e a chefe Ynibi assinaram um novo tratado de paz, e assim a paz reinou por milhares e milhares de anos. Alguns meses mais tarde a celebração aconteceu no reino de Avalor, o Rei Kurtz e Iboni encontraram um bebê na floresta, a menina estava sozinha e os dois resolveram cria-la como filha.

Alguns anos mais tarde o pequeno Kinobi filho de Ynibi e Panimbi está caminhando na floresta e conhece uma princesa linda, uma princesa chamada Irina, mas essa já é outra história!

FIM.

A Última Existência

Por: Fábio Anhaia

Uma nova saga vem ai! Focada em críticas ambientais e possíveis desastres naturais, A Última Existência, é um projeto que conclui a alguns anos atrás. O trabalho conta com um compilado de textos encontrados na internet, além de um texto autoral intitulado VIDA, que inclusive já foi publicado aqui no site.

Os textos que serão postados vão apresentar ao leitor histórias fictícias de um futuro sombrio que aguarda a humanidade, desde a falta de água, a trágica explosão do sol e até mesmo um novo planeta para chamarmos de lar.

O intuito dessa saga é apresentar aos leitores um choque de realidade com os possíveis fins que nossa irresponsabilidade pode nos levar, além de fazer com que o mesmo reflita sobre a própria existência. Onde estamos, e o que estamos deixando para trás? Qual o nosso legado? Esses são alguns questionamentos que serão apresentados na saga de textos.

Então vem comigo nessa saga nova, em breve aqui no site do Autor de Primeira Viagem!

Prepare-se!

Uma nova leva de textos e conteúdos vem ai! Nesses últimos dias tenho produzido muita coisa, super divertidos, emocionantes e cheios de importância, é assim que defino os textos novos e conteúdos que estão chegando. Para matar um pouco da curiosidade, abaixo você pode ter um gostinho e já ir se preparando para esses textos que estão demais.

Além dos textos novos ainda apresentaremos uma nova leva de Lendas do Folclore Brasileiro, além de uma nova mine saga intitulada de A Última Existência. Os textos apresentados acima são apenas alguns dos novos que vamos publicar.

Se preparem pois os novos conteúdos estão demais!

A Profecia: Capítulo 10

Autor: Fábio Anhaia

Iboni – Google Imagens

Na floresta Iboni está sentado na beira do rio e percebe a presença de alguém:

– Boa tarde General! Achei que não viria mais! – Disse Iboni.

– Me desculpe, eu andei meio ocupado, não consegui vir antes. – Respondeu o General.

– Eu trouxe comida. – Disse o General.

– Obrigada, eu realmente estava com fome, depois de… – Dizia Iboni, interrompendo sua frase.

– Eu tenho muita fome. – Concluiu o índio.

– Depois do que? – Questionou o General.

– Nada, eu ia falar, depois que fui assaltado, nunca mais me alimentei direito, apenas quando você vem. – Disse Iboni.

O General se aproxima de Iboni e qustiona:

– Iboni, o que você esconde? Esse mistério me deixa louco!

– Não escondo nada General. – Respondeu Iboni.

O General olha no fundo dos olhos de Iboni e o beija, Iboni fica surpreso e recua, ele olha para o General e retribui o beijo, os dois começam a se beijar loucamente, Iboni tira a armadura do General e os dois se amam ali mesmo. 

Após, os dois entram na cachoeira e se beijam, o General então diz:

– Isso é uma loucura, somos dois homens, e você ainda é um índio!

Iboni responde:

– Eu sei, mas acredito que para o amor não existe regras General!

– Amor? – Questionou o General.

– Sim General, eu te amo! – Disse Iboni.

– É… Também te amo Iboni! – Declarou o General beijando-o.

Após se amarem novamente, o General veste sua armadura e prepara-se para partir ao castelo, mas antes ele olhoa para Iboni e declara:

– Eu vou dar um jeito de te tirar daqui! Você não pode viver assim.

O General parte em direção ao castelo, chegando lá, ele é surpreendido pelo Corvo Azul:

­­­­­­­­– Boa tarde General, estava na floresta? – Questionou o Corvo Azul.

– Boa tarde Corvo Azul, sim eu estava na floresta. – Respondeu o General.

– Posso saber o que o senhor fazia na floresta? – Perguntou o Corvo Azul.

– Acho que não lhe devo explicações de onde vou ou o que faço Tamaki, ou estou errado? – Declarou o General.

– Me desculpe a intromissão General, não quis ofendê-lo. – Disse o Corvo Azul.

– Tudo bem, só não se meta mais em meus assuntos, agora me deixe ir, tenho muito o que fazer. – Disse o General indo em direção ao seu quarto.

       

General Kurtz – Google Imagens

No quarto o General começa a pensar em uma forma de tirar Iboni da floresta, ele não podia deixar o amor da sua vida viver daquela maneira. Mais tarde todos são chamados para o jantar, na mesa estão a Rainha Negra, o Rei Arthur, o General e o Corvo Azul, a Rainha então pergunta ao General onde ele passou a manhã toda, o General inventa que estava treinando para um possível ataque surpresa, o Corvo Azul desconfia de toda a história, mas não interfere apenas escuta com atenção. Mais tarde após o jantar todos vão dormir menos o Corvo Azul que sai sorrateiramente do castelo para que ninguém perceba, o Corvo Azul vai em direção a floresta, ele caminha até encontrar uma cachoeira, na cachoeira ele chama por alguém, a resposta veio o Corvo Azul descobre Iboni que ali estava escondido:

– Iboni? O que você faz aqui? – Perguntou o Corvo Azul.

– Tamaki, eu estou escondido, vou destruir a Rainha Negra. – Declarou Iboni.

– Como você veio parar aqui, deve estar faminto. – Disse o Corvo Azul.

– Eu estou bem, não se preocupe. – Respondeu Iboni.

– Iboni, você tem recebido a ajuda de alguém? – Questionou o Corvo Azul.

– Não, eu… – Começou Iboni, até ser interrompido pelo Corvo Azul.

– O General! – Disse o Corvo Azul.

– Não, Kurtz não tem nada a ver com isso. – Afirmou Iboni.

– Então me responda Iboni, como você sabe o nome do General? – Questionou o Corvo Azul dando um sorriso no final.

– Tamaki, você não pode contar para ninguém que o General tem me ajudado, eu… eu e o General, nós… nós estamos…– tentou se explicar Iboni Gaguejando.

–Iboni, está tudo bem, não vou contar a ninguém, não se preocupe, eu já desconfiava, o General estava agindo estranho ultimamente. – Disse o Corvo Azul.

– Estranho? Estranho como? – Perguntou Iboni.

– Estranho, mais feliz! – Declarou o Corvo Azul.

– Mas você não pode ficar aqui, precisamos te levar para o castelo! – Declarou o Corvo Azul.

– O castelo? Você tem razão, assim fica mais fácil de pegar a Rainha! – Disse Iboni.

– Não! Não deve fazer mal algum a Elisabeth, estou resolvendo tudo Iboni, não atrapalhe meus planos, levei algum tempo e ainda estou trabalhando, mas tenho fé de que Elisabeth vai ceder, na nossa última conversa, descobri que Elisabeth perdeu algo! Alguma coisa importante na mesma noite que mandou assassinar Tamaki na aldeia, não ataque antes que eu descubra, por favor? – Disse o Corvo Azul.

Iboni pensa sobre o que o Corvo Azul disse e decide não atacar, após essa conversa o Corvo Azul volta ao castelo e vai até o quarto do General, chagando lá os dois conversam sobre Iboni e o General se declara ao Corvo Azul, diz que está apaixonado por Iboni, porém eles não podem ficar juntos por motivos óbvios, os dois são homens, além de Iboni ainda ser indígena, o Corvo Azul aconselha:

– General, para o amor não existem regras, não importa se vocês dois são homens, se um é índio e o outro General, vocês devem lutar por esse amor, não será fácil, mas valerá muito a pena! – Disse o Corvo Azul.

– Você tem razão Corvo Azul, sabe de uma coisa, tudo o que dizem sobre você é verdade, você realmente é o que precisamos, e na hora que precisamos, obrigada Corvo Azul. – Declarou o General.

De repente um vento entra pela janela do quarto do General e o Corvo Azul começa a pensar longe, como se estivesse fora do seu corpo por um instante, o General tenta chamá-lo, mas parece que ele não está ali para responder, então ele volta:

– Precisamos encontrar Iboni! – Disse o Corvo Azul com o rosto pálido.

– Mas como assim? O que aconteceu? – Questionou o General.

– Não posso explicar agora, precisamos encontrá-lo! – Respondeu o Corvo Azul.

– Calma Corvo Azul, vamos para cama e amanhã cedo vamos até a cachoeira, Iboni não saíra de lá. – Disse o General.

– Tudo bem você tem razão, amanhã falamos com Iboni. – Disse o Corvo Azul indo em seguida para o seu quarto.

No caminho para o quarto o Corvo Azul encontra a Rainha Negra:

– Corvo Azul, onde estava? – Questionou a Rainha.

– Elisabeth, estava no quarto do General, estávamos conversando. – Respondeu o Corvo Azul.

– O General? Oh, então vocês conversam agora? – Questionou a Rainha.

– Sim, conversamos, mas isso te incomoda? Por que se incomodar eu paro de falar com ele? – Disse o Corvo Azul.

– Não, de maneira alguma Corvo Azul, você pode conversar com quem você quiser! – Declarou a Rainha indo para seu quarto.

No dia seguinte, o Corvo Azul e o General se levantam cedo e partem em direção a floresta, chegando na floresta eles chamam por Iboni que sai de trás da cachoeira:

– Iboni! – Chamou o General.

– Kurtz! – Respondeu Iboni vindo em direção ao General.

– Você está ai. – Disse o General beijando Iboni.

– Estava com saudades. – Disse Iboni retribuindo o beijo.

– Pois bem, será que podemos conversar, algo muito sério está para acontecer! – Disse o Corvo Azul aos dois.

Iboni olha surpreso para o Corvo Azul e pergunta:

– O que aconteceu Corvo Azul?

O Corvo Azul se prepara para começar, mas é interrompidos por uma voz vindo da floresta:

– Ora, ora, mas quem diria! Um índio, um general e um espírito mágico! – Disse a Rainha Negra cercando os três com seu exército.

General Kurtz – Google Imagens

O General pega sua espada e tenta atacar, mas são muitos soldados e ele não pode lutar sozinho, Iboni se prepara para se transformar na besta, porém o Corvo Azul o impede. A Rainha Negra prende os três e os leva ao castelo, no castelo ela acusa o Corvo Azul e o General de traição e manda prende-los juntamente com Iboni nas masmorras, presos os três conversam:

– E agora o que faremos? – Perguntou o General.

– Fique calmo, vamos sair daqui. – Respondeu o Corvo Azul com muita calma e positividade.

– Iboni dará um jeito, não é Iboni? – Continuou o Corvo Azul.

Iboni olha com vergonha ao Corvo Azul e confirma com a cabeça.

– Mas como? – Perguntou o General.

– Mais tarde veremos isso, agora preciso contar aos dois o que está para acontecer! – Disse o Corvo Azul.

– Eu recebi uma mensagem de Kinobi, ele me disse que tudo o que estamos vivendo, não se compara ao que vamos enfrentar, a Rainha Negra não é nossa maior inimiga, a batalha irá se transformar em uma guerra muito maior e muito mais nobre, precisamos encontra-los, a profecia vai se concluir! – Disse o Corvo Azul.

– Profecia? – Questionam Iboni e o General.

– Sim, Kinobi disse que existe uma profecia e tudo o que aconteceu até agora, foi premeditado, nossa batalha não é contra a Rainha, mas contra algo maior, precisamos sair daqui e encontrá-los. – Declarou o Corvo Azul.

– Tudo bem, mas como faremos isso? – Questionou o General até ser interrompido por um guarda que entrou na cela e o levou até a Rainha.

– General! Como você ousa ter me traído! Eu sempre confiei em você e olha o que você fez comigo, eu vou te decapitar em praça pública! Levem-no daqui e preparem a guilhotina, vamos decapitar os três – Declarou a Rainha.

Masmorras – Google Imagens

De volta a masmorra o General conta ao Corvo Azul e Iboni o que a Rainha pretende e os três começam um plano de fuga, Iboni conta ao General que é a Besta, o General inicialmente fica chocado mas o Corvo Azul o fez entender que o amor que ele sente por Iboni é maior que a maldição do índio e o General concorda, os três iniciam seu plano de fuga, Iboni se transforma na enorme Besta e destrói a porta da masmorra atacando todos os guardas que encontra pelo caminho, os três fogem do castelo, a Rainha Negra é avisada e manda seus guardas se prepararem, de repente a feiticeira em chamas entra pela janela do saguão principal, todos ficam apavorados:

– Olá Rainha Negra! Finalmente, onde está o meu exército! – Disse a feiticeira.

– Do que você está falando bruxa! Não tem nenhum exército para você! – Declarou a Rainha.

– Ahhh Elisabeth, temos tanto do que conversar, mas antes… – Disse feiticeira deixando de pegar fogo se transformar em uma linda feiticeira novamente.

– Agora sim, bem melhor! – Declarou a feiticeira.

A Feiticeira – Google Imagens

A Feiticeira conversa com a Rainha Negra e conta tudo sobre a profecia, a bruxa convence a Rainha de que ela faz parte da profecia e que enfim conseguirá a vingança que tanto deseja sobre os Iroquois, a Rainha ordena que os exércitos iniciem a preparação, a grande guerra está chegando e eles precisam se preparar para enfrentar a Guarda da Esperança e o Homem trovão.

Na floresta Iboni, o General e o Corvo Azul encontram Kinobi, Panimbi, Ynibi e o Mago Mateo, enfim a Guarda da Esperança está reunida, eles conversam por um tempo e tudo finalmente está esclarecido, todos estão cientes de que a profecia está chegando e todos devem estar preparados, mais tarde Ynibi conversa com Iboni:

– Iboni! Podemos conversar? – Perguntou Ynibi.

– Claro Ynibi! – Respondeu Iboni.

– Iboni, eu sei que fiz uma promessa ao meu pai, que me casaria com o homem mais corajoso da aldeia, mas eu estou apaixonada por Panimbi…. – Dizia Ynibi até ser interrompida.

– Ynibi, não se preocupe, não tenho interesse em atrapalhar vocês dois, nem vou poder mais voltar para a aldeia mesmo… – Disse Iboni.

– Do que está falando Iboni? – Qquestionou Ynibi.

– Eu tenho outra pessoa Ynibi, o General, nós… – Explicou Iboni.

– Oh, nossa, é realmente… – Dizia Ynibi.

–…Estranho…– Completou Iboni.

– Diferente, mas não errado! – Declarou Ynibi sorrindo com ternura.

– Então você acha? – Perguntou Iboni.

– Você deve ser feliz Iboni, não importa com quem! – Declara Ynibi e os dois se abraçam.

Panimbi observava de longe os dois conversarem, Ynibi volta para perto de Panimbi e questiona se ele não vai contar a Iboni seu segredo, o fato de os dois serem irmãos, porém Panimbi diz que não é o momento, que precisam se preparar e talvez depois se tudo correr bem ele então contará. Ynibi não concorda, mas respeita a vontade do amado.

Após comerem, todos vão dormir, Iboni e o General conversam próximo do riacho:

– E agora? Estamos juntos, mas sem lugar para ir, o que faremos? – Questionou o General.

– Eu não sei, não sei o que acontecerá após a guerra, não sei se sobreviveremos, mas de uma coisa eu sei General, em todos esses momentos te quero ao meu lado, eu te amo, te amo como nunca amei ninguém e depois? Depois vamos dar um jeito, mas seja o jeito que for vamos estar do lado um do outro. – Declarou Iboni com um olhar apaixonado.

– É isso, estaremos juntos, juntos para sempre. – Respondeu o General pegando na mão de Iboni.

– Juntos nesse nosso Amor Proibido! – Declarou Iboni beijando o General.

O Tio

Autor: Fábio Anhaia

Ele é brincalhão, ele é bondoso

Ele é inteligente, ele é determinado

Ele é bem-humorado, ele é alegre

Ele é bonito, bom isso ele quem diz

Ele é trabalhador, ele é esforçado

Ele é carinhoso, ele é moderno

Ele é amigo, ele é quase um irmão

Bem ele é irmão, só que do meu pai

Ele é descolado, ele é “blogueiro”

Ele é “mulherengo”, ele é família

Ele é divertido, ele é engraçado

E como ele é engraçado!

Ele é amoroso, ele é corajoso

Ele é animado, ele é único

Ele é cantor, ele é dançarino

Bem, cantor… quem precisa ser cantor quando se tem olhos azuis

Ele é tudo e mais um pouco

Ele é mais que mais um pouco

Aliais pouco é o a única coisa que ele não é

Ele é fenomenal, ele é meu tio, aliais, ele é o Tio!

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