Lendas do Folclore Brasileiro: Cobra Norato

Fonte: infoescola.com

A Cobra Grande ou Cobra Norato é uma das lendas do folclore brasileiro, muito conhecida na Amazônia. Segundo a história, uma índia engravidou da Boiuna (serpente gigante que também faz parte do folclore) e ganhou um casal de gêmeos. As crianças ao nascerem receberam o nome de Norato e Maria Caninana.

A mãe logo percebeu que os bebês possuíam semelhança de cobra e foi consultar com o chefe da tribo. Ela perguntou se deveria matá-los ou jogá-los no rio. O pajé informou que ela não poderia matá-los se não ela morria também, então a índia decidiu soltá-los no rio Tocantins.

Norato e Maria Caninana conseguiram sobreviver e tornaram-se adultos. Ao anoitecer podiam se transformar em humanos e sair das águas, tendo que retornar ao amanhecer, quando voltavam a ser cobras. Norato tinha boa índole, era generoso, carinhoso, bonito e adorava ajudar os pescadores e protegê-los para que os barcos não afundassem. Geralmente quando ele se transformava em homem ia visitar sua mãe, ia em festas, fazia amigos e namorava. Maria Caninana era violenta e malvada, gostava de assustar os pescadores, prejudicar animais e pessoas, derrubar embarcações, entre outras maldades. Diferente do irmão, Maria não encontrava com sua mãe.

Imagem retirada da internet

De acordo com a lenda, Norato cansado das malvadezas da irmã que piorava a cada dia, acabou a matando. Depois, descobriu como quebrar o encanto para viver somente como homem. Alguém precisava derramar leite em sua boca e com um ferro, furasse sua cabeça até que sangrasse (enquanto cobra).

Norato pediu sua mãe, que por diversas vezes tentou realizar o procedimento e não conseguiu, pois se assustava com a enorme cobra e ficava com medo. Numa noite, já transformado, saiu pela cidade de Cametá (município de Pará) e conheceu um soldado que era famoso por sua bravura. Então Norato fez o pedido ao soldado que resolveu ajudá-lo. O soldado encontrou-se com a enorme cobra na beira do rio, e corajosamente, colocou o leite em sua boca e conseguiu perfurar sua cabeça. Logo em seguida, saiu de dentro da cobra, um belo homem. O encanto havia sido quebrado, então, fizeram uma fogueira e queimaram o corpo da cobra. Norato viveu feliz e até bem velhinho numa cidade do interior do Pará.

Outra versão da história diz que, em noites de luar, aos poucos Norato ia perdendo seu encanto e se tornando homem para deixar as águas e viver na terra.

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Viajantes do Tempo: Anne Moberly e Eleanor Jourdain

Fonte: https://uareva.com/2013/05/viajantes-do-tempo-historias-reais.html

Em 1901, Anne Moberly e Eleanor Jourdain, respectivamente a reitora e vice-reitora do St. Hugh’s College em Oxford, disseram ter acidentalmente voltado no tempo. Enquanto visitavam um pequeno Chateau nas terras de Versaillers, as mulheres subitamente se encontraram na época da Revolução Francesa, onde disseram que viram e interagiram com as pessoas as quais acreditavam que se encontravam na corte de Maria Antonieta. Foi publicado postumamente um relato dessa história, escrito pelas próprias, chamada An Adventure (uma aventura).

Duendes

Vocês sabem que adoro ler matérias curiosas, e indiretamente, essas leituras acabam me instigando o imaginário me auxiliando na criação de novas estórias. Sendo assim, que tal ler essa matéria curiosa sobre Duendes?

Um duende é uma criatura do folclore ibérico, latino-americano e filipino. O termo espanhol “duende” originou-se como uma contração da expressão “dueño de casa” ou “duen de la casa”, que significa “dono de casa”, e foi originalmente conceituado como um espírito travesso que habita uma casa.

Sua origem exata é desconhecida, mas as criaturas mais antigas parecidas com os duendes são os goblins, que surgiram junto com elfos e outros seres de lendas das mitologias europeias. As primeiras histórias com a criatura são antigas, mas ele só recebeu esse nome no século XIII, quando a palavra “duende” passou a incluir-se no vocabulário espanhol. Há várias criaturas similares aos duendes em outros países. Nos contos medievais irlandeses do século XIV nasceu o leprechaun, um anãozinho que esconde um pote de ouro no fim do arco-íris. Na obra do alquimista suíço Paracelso, no século XVI, surgem os gnomos, exímios artesãos que vivem isolados nas florestas, e também em várias outras mitologias e culturas ao redor do mundo que possuem seres com características análogas às dos duendes, tais como: lutin, na França, zanganito, na Península Ibérica, cluricaun, na Irlanda, alux, na mitologia maia, curupira e sanguanel no folclore brasileiro, e etc. Porém na maioria das línguas não há distinção entre o duende e esses outros seres.

Duendes segundo lendas, possuem poderes sobrenaturais, desafiando as leis naturais da física, como: atravessar paredes, se locomover em alta velocidade e até se teletransportar de um lugar para o outro. Eles são conhecidos por serem travessos e terem um humor extremamente sensível (assim como a maioria dos seres mitológicos europeus), portanto, caso alguém lhes agrade, eles podem tornar-se seus amigos, mas caso os ofenda, as travessuras, como esconder objetos, irão se tornar cada vez mais sérias, chegando a causar doenças ou em alguns casos, a morte.

Imagem retirada da internet

Me Faz Bem

Autor: Fábio Anhaia.

Amo seu sorriso e como ele me faz bem

Amo seus olhos castanhos

E o carinho que ele tem.

Amo sentir seu beijo e a forma com que me tem

Amo seu riso alegre

E como ele me faz bem.

Amo o seu cuidado e a preocupação que você tem

Amo estar ao seu lado

E como isso me faz bem.

Amo o seu toque, e seu cuidado para me ver bem

Amo sentir seu calor

E como me aquece bem.

Amo quando estamos juntos, e as histórias que estamos trilhando

Amo quando me mostra que o mundo é um lugar pequeno

E como é pequeno.

Amo que me ame, porque não pretendo deixar de te amar

Amar até o fim

Da vida que vamos trilhar.

A Última Existência: Texto V – V.I.D.A

Autor: Fábio Anhaia.

Um dia tudo o que conhecemos ira desaparecer, tudo o que conhecemos, tudo o que somos, tudo o que fomos. Os animais serão extintos, os oceanos irão desaparecer, a comida ficará escassa e nós, seres humanos, vamos nos perguntar, “onde foi que erramos?” 

E por que não nos perguntamos isso agora enquanto há tempo? “Onde estamos errando? ”. As respostas são simples e claras, estamos errando na poluição de nossos rios, no desmatamento de nossas florestas, na caça aos animais em extinção, estamos errando em nossas brigas políticas que não nos levam a lugar algum, estamos errando na falta de amor e compreensão ao próximo. 

Enquanto não mudarmos nossa maneira de pensar e agir infelizmente seguiremos nesse triste caminho de dor e escuridão, e no fim de tudo vamos perceber que tínhamos chances, chances de mudar, de ser alguém melhor, de cuidarmos do nosso mundo, de cuidarmos uns aos outros. 

O fim pode parecer distante, mas não está, está mais próximo do que podemos imaginar, basta prestar atenção e iremos perceber os sinais, as mudanças climáticas, o desaparecimento das espécies, as guerras, a separação das pessoas por causas políticas, as mortes, e principalmente a falta de contato com pessoas que deveríamos falar todos os dias.  

Ainda dá tempo de mudar, ainda dá tempo de salvar, ainda temos tempo para sermos melhor, basta nos esforçarmos um pouco mais e darmos valor as pequenas coisas, darmos valor ao ser humano, ao mundo, a V.I.D.A.  

Agora Sim… Felizes Para Sempre: Capítulo 10 – Agora Sim… Felizes Para Sempre.

A casa começa a incendiar imediatamente, Felipe, Andressa e Diogo fogem pela mata no fundo da casa. Assim que percebem o fogo a polícia invade a casa e encontra Aline desamarrando Erick, Pedro e Vitória, eles ajudam a moça a libertar o marido e os amigos e saem depressa da casa em chamas.

— Ele fugiu, ele levou meu filho! Meu filho! — Chora Aline.

— E ele está sozinho, ou fugiu com o comparsa? — Questionou o Delegado.

— Não, nós temos uma cumplice, Andressa, ela me disse para onde eles iam! — Revela Erick.

— Sim, ela me disse também, e foi ela que me soltou! — Confirma Aline.

— E para onde eles foram? — Questionou o Delegado.

— Para o apartamento de Felipe, no centro! Tem um helicóptero lá, Felipe está planejando fugir com Andressa e meu filho! — Declarou Erick.

            Erick, Aline e os amigos vão para o centro junto com a equipe policial. Vitória orienta Pedro para que ele os leve até o apartamento do irmão. No apartamento Felipe e Andressa se preparam para fugir com o pequeno Lucas.

— Anda! Precisamos ir antes que a polícia chegue! — Declarou Felipe.

— Claro, mas antes preciso mudar o bebê, parece que ele fez o número dois! — Responde Andressa.

— O que? Você o muda no helicóptero! — Revidou Felipe.

— Não, ele pode ficar assado Felipe, ele é nosso filho agora, precisamos cuidar dele… — Insiste Andressa.

— Nós vamos cuidar dele, mas bem longe daqui! — Disse Felipe chegando próximo a Andressa e o bebê.

— Felipe… — Insistiu Andressa.

— Dois minutos Andressa! Nada mais que isso! — Declarou Felipe.

            Andressa entra no quarto para mudar Lucas, enquanto isso Erick e Aline estão aflitos, o caminho parece tão comprido, eles têm a impressão de que não chegarão nunca ao apartamento.

— Calma Aline, estamos quase lá! — Afirmou Vitória.

— A esquerda Pedro! — Indica Vitória.

— E se a gente não chegar a tempo? — Pergunta Aline a Erick.

— Nós vamos! Vou até o fim do mundo pelo nosso filho Aline! Se não chegarmos a tempo juro para você que não descansarei até encontrar o Lucas! — Declarou Erick acalmando a esposa.

— Aline, a Andressa prometeu cuidar dele, não vai acontecer nada ao Lucas! — Complementou Pedro.

            No meio do caminho eles pegam um engarrafamento, Erick não pensa duas vezes e desce do carro.

— Erick? — Disse Aline aflita.

— Eu vou trazer o Lucas de volta. — Afirma Erick.

— Vitória, onde fica o apartamento? — Pergunta Pedro.

            Vitória passa o endereço a Pedro e Erick que correm para chegar antes que Felipe e Andressa fujam, o delegado pede para que dois policiais os acompanhem.

— Mas não vou ficar parada aqui não! — Declarou Aline descendo do carro e correndo em direção a Erick e Pedro.

— Vamos Vitória! — Chamou Aline.

            Vitória, Aline e o delegado correm atrás de Erick e Pedro, Aline jamais deixaria o filho a sua espera, ela faz o que qualquer mãe faria em seu lugar.

            No apartamento de Felipe, Andressa finalmente sai do quarto com Lucas dormindo no bebê conforto.

— A finalmente, achei que teria de arrombar a porta! — Reclama Felipe.

— Não precisa disso, dei um banho no bebê e ele dormiu, já estamos aqui, vamos! — Declarou Andressa.

            Erick e Pedro finalmente chegam ao prédio, mas são barrados na porta do condomínio, se não fosse os policiais e Aline, Vitória e o delegado chegarem em seguida, eles seriam impedidos de subir. Na cobertura um helicóptero espera por Felipe, Andressa e Lucas.

— O que há Andressa? Vamos, anda logo! — Disse Felipe a moça que parou no meio do caminho com Lucas no bebê conforto.

— Felipe… — Dizia a moça.

            Mas Andressa foi impedida de continuar com a chegada de Aline, Erick, Pedro, Vitória o delegado e os policiais.

— Felipe Montecruz você está preso pelos crimes de assassinato, cárcere privado e sequestro! — Da a voz de prisão o delegado.

— Você me entregou? — Pergunta Felipe a Andressa.

— Felipe, isso é loucura! — Respondeu Andressa.

— Não! Vocês nunca vão me pegar! — Gritou Felipe tomando o bebê conforto das mãos de Andressa e a empurrando.

— NÃAAAOOOO! — Gritou Aline desesperada.

            Felipe corre para a beira do arranha-céu com o bebê conforto em suas mãos e ameaça se atirar, Aline e Erick se desesperam. O delegado tenta negociar com Felipe para que ele entregue Lucas, mas é em vão, o rapaz está completamente fora de si e não entregará o pequeno.

— Ele é meu filho! MEU! — Gritou Felipe.

            Nesse momento Andressa se levanta.

— Não Felipe! Ele não é seu filho, tão pouco é o filho da Aline e do Erick! — Revelou Andressa.

— O que? Mas… — Disse Felipe mexendo no bebê conforto.

— Onde ele está? — Questionou Felipe apontando uma arma para Andressa.

— Não tenho mais medo de você! Pode me matar se quiser, mas nunca vou te falar onde o Lucas está! — Responde Andressa.

            Certos de que Felipe atiraria em Andressa o delegado autoriza um policial para atirar em Felipe. De repente ouve-se o tiro, Felipe olha para sua barriga e percebe que está sangrando, o rapaz deixa a arma cair e começa a andar para trás. Vitória fica em choque com a cena, assim como todos os outros, aos poucos Felipe vai perdendo as forças, de repente ele chega ao beiral do arranha-céu olha para Vitória e Pedro e diz suas últimas palavras.

— Eu odeio vocês!

            Felipe cai da cobertura do prédio de cinquenta andares e não houve chance alguma, o rapaz está morto, parece uma morte cruel para uma pessoa, mas Felipe já havia cometido tantas outras mortes, o mau tem um preço e quando esse preço é cobrado ele vem acumulado de juros. Felipe pagou por tudo que fez.

— Vitória!? — Disse Pedro a namorada.

— Está tudo bem! Aquele não era meu irmão, aquele era o monstro que o possuiu! — Responde Vitória em meio a lagrimas.

— Eu estou aqui! — Conforta Pedro abraçando a moça.

— Andressa! Onde ele está, onde está Lucas? — Questiona Aline desesperada.

— Ele está bem, ele está no quarto! — Revelou Andressa.

            Aline e Erick correm para o quarto do apartamento e encontram Lucas dormindo sobre a cama, ele parece um anjo dormindo tranquilamente. Aline pega o filho em seus braços e o beija, Erick emocionado abraça a esposa e o filho.

— Meu Deus! Como eu amo vocês! — Declara Erick.

— Ele está bem! Ele está com a gente de novo meu amor! — Comemora Aline.

            Na saída do condomínio Andressa vê Aline e Erick com o filho nos braços de longe e resolve não se despedir, mas quando está prestes a embarcar em uma viatura para depor na delegacia, Aline a chama.

— Andressa! — Chama Aline.

— Aline? Erick? — Responde Andressa.

— A gente só queria te agradecer! Você foi o anjo que protegeu nosso filho. Obrigada! — Agradece Erick abraçando a moça.

— É, vou ser eternamente grata a você Andressa! Obrigada por cuidar do meu filho! — Completa Aline abraçando Andressa.

— Que isso, só fiz o que qualquer pessoa em sã consciência faria. Erick, Aline, realmente espero que um dia vocês me perdoem por todo o mau que lhes causei no passado, eu me arrependo muito! — Desculpa-se Andressa em meio a lagrimas.

— Considere-se perdoada Andressa! — Responde Erick.

— Obrigada! — Agradece Andressa com um leve sorriso entre as lagrimas.

            Andressa realmente se mostrou uma grande aliada de Aline e Erick nesses dias, ela arriscou a própria vida para proteger Lucas das garras de Felipe, sem falar no fato dela ter soltado Aline e informado a Erick onde Felipe levaria ela e o bebê. Andressa conseguiu, ela está perdoada, ela mudou e isso só prova que quando uma pessoa quer, ela consegue sim se redimir de seus erros. Andressa embarca na viatura e parte para a delegacia.

— Erick e quanto a Felipe, como você se sente? Apesar de todo mal, ele era seu irmão. — Questiona Aline.

— Não Aline, meu irmão sempre foi Afonso. Felipe era um monstro, ganancioso, assassino… — Responde Erick.

— Bom, se você pensa assim, eu particularmente acredito que o que aconteceu com ele tem uma parcela culpa da sociedade, ninguém se transforma em um assassino assim, do nada! Mas vamos deixar para lá! — Declarou Aline beijando o marido.

            Nos dias seguintes tudo havia se resolvido, Andressa prestou depoimento e foi liberada pela justiça já que foi considerada mais uma vítima de Felipe e não sua cumplice.

— Bom dia Aline! — Cumprimenta Andressa chegando a fábrica.

— Bom dia Andressa! — Responde Aline.

— Estou aqui porque queria saber se… — Dizia Andresa.

— Não continue, é claro que você pode continuar trabalhando aqui na fábrica, mas não na cozinha! Você salgou meus bolos uma vez! — Comentou Aline.

— Ah, é verdade… — Revidou Andressa e as duas riem.

— Brincadeiras a parte, tenho um novo cargo para você! Venha comigo. — Revelou Aline.

            Na loja de suplementos Pedro faz seu último dia, Vitória o convenceu a assumir o que é seu de direito, a rede de supermercados herdada de Álvaro.

— Pois é, Vitória me convenceu! — Confirma Pedro a Erick.

— Que bom cara! Boa sorte, você merece Pedro, sempre trabalhou muito! — Comemora Erick.

— Mas vou sentir falta viu! — Declarou Pedro com os olhos cheios de lagrimas.

— IIIIIHHHH, não vai chorar né! — Disse Erick abraçando o amigo.

— Você não vai embora não Pedro, você sempre vai estar aqui, essa loja é tão sua quanto minha! Essa é loja é do Paulo, do João, do Afonso, de todos que contribuem de alguma forma para que ela cresça cada vez mais! A Fit for Fit não tem dono não, ela tem gestores que fazem dela a melhor! E você vai ficar eternizado nela para sempre! — Declarou Erick.

— Valeu irmão! Vou indo então! Mas te vejo por ai! — Despede-se Pedro.

— Com certeza! Você não vai se livrar da gente não! — Revidou Erick.

— Eu ainda vou comprar muita fralda no seu supermercado! HAHAHAH — Completou Erick rindo com Pedro.

            Pedro sai da sala e Erick fica observando uma foto na parede, dele e de Pedro no início da loja há alguns anos atras.

— Olha onde a gente veio parar! — Pensou Erick com um sorriso no rosto.

            Na fábrica Aline conversa com Andressa, Taisa e Erick (advogado).

— É isso mesmo! Uma rede nova! — Declarou Aline.

— Mas Aline? Você pode vender tudo nas confeitarias! Para que mais gastos? — Questiona Taisa.

— Não pense por esse lado Taisa, não serão mais gastos, serão mais empregos, mais lucros! — Respondeu Aline.

— Bem se você insiste… — Concordou Erick (advogado).

— Mas Aline? Tem certeza? Quer que eu gerencie a sua nova rede de confeitarias Fit? — Estranhou Andressa.

— Sim! Você aceita? — Perguntou Aline.

— Claro! Fico muito feliz com a sua confiança! — Respondeu Andressa agradecida.

— Ótimo! Amanhã a gente conversa mais, preciso ir para casa, Erick já deve estar me esperando lá embaixo. — Declarou Aline.

            Em casa Vitória e Pedro conversam sobre o primeiro dia do rapaz no comando da rede de supermercados.

— Você acha que vai dar certo? — Questiona Pedro.

— Meu amor, você gerenciava a rede do Erick! É claro que vai dar certo, e além do mais vou estar com você no que for preciso! — Declarou Vitória beijando o namorado.

— E o nosso casamento? — Questiona Pedro.

— Fico nervosa cada vez que lembro que ele se aproxima! Vou ser a mulher mais feliz desse mundo! — Declarou Vitória.

— Eu é que vou ser o homem mais feliz desse mundo! — Respondeu Pedro beijando Vitória.

            Na casa de Aline e Erick os dois conversam.

— Amoooooooor! — Disse Aline animada.

— O queeeeeeeeeeeeee! — Responde Erick.

— Que coisa infantil você! — Revidou Aline.

— Desculpe não poderia perder a oportunidade. — Conclui o rapaz.

— Mas e ai? O que há? — Perguntou Erick.

— Experimenta! — Disse Aline enfiando um brigadeiro na boca de Erick.

— HHUMHSGUUHMH …. O que isso? — Questionou o rapaz.

— Gostou? — Perguntou Aline.

— Gostei, só não sei o que é! — Respondeu Erick.

— É brigadeiro! Fit!, depois vou enrolar! — Revela Aline.

— Isso é bom em! dá para vender lá na loja com os bolos de Whey! — Sugeriu Erick.

            — Não! Tive uma ideia hoje a tarde e tenho uma novidade! Meu bem, vamos abrir nosso primeiro negócio juntos! — Revelou Aline.

— Como assim? — Questiona Erick confuso.

— Vamos abrir uma rede de confeitarias Fit! — Revelou Aline.

— Uma rede de confeitarias Fit? — Pergunta Erick chocado.

— Sim! — Responde Aline animada.

— Confeitarias? — Insiste Erick.

— É, confeitarias — Responde Aline começando a se irritar.

— Fit! – Insiste Erick novamente.

— Não Erick, vamos fazer melhor, vamos abrir uma rede de mandiocas para que você passe o dia descascando ao invés de ficar me importunando com perguntas idiotas!  — Respondeu Aline.

— Eita! É por isso que você ficou tanto tempo solteira! — Provocou Erick.

— O QUE??? — Irritou-se Aline.

— AAAAHH vá a merda Erick! — Rebateu a moça.

— Termina de pôr essa mesa e vamos comer! — Concluiu Aline.

            Nos meses seguintes estava tudo pronto para a inauguração da nova rede de confeitarias Fit de Aline e Erick, Andressa irá gerenciar a nova rede e está muito feliz com isso.

— A inauguração está prevista para depois do casamento de Pedro e Vitória. — Comenta Erick (advogado).

— Muito bem! — Responde Aline com uma cara não muito boa.

— Aconteceu alguma coisa Aline? Você não parece estar muito animada. — Percebe Andressa.

— Não sei, ando meio enjoada… — Responde Aline.

— Toma! — Disse Taisa entregando um teste de gravidez para Aline.

— O que? A não! De novo? — Assusta-se Aline.

— Vai logo! — Completa Erick (advogado).

            Aline faz o teste e descobre que está gravida. Nos meses seguintes Aline e Erick vão ao obstetra para fazer o ultrassom e descobrir o sexo do bebê.

— Bem, Aline e Erick. — Diz o médico.

— O que é Doutor? Algum problema? — Questionou Erick nervoso.

— Não, nenhum! — Responde o médico.

— E é menino ou menina? — Questiona Erick apreensivo.

— É menino! — Responde o Doutor.

— Menino! Um irmãozinho para o Lucas! — Comemora Aline beijando Erick.

— É, e é menina também! — Continuou o médico.

— O que? Como assim? — Questiona Aline confusa.

— São gêmeos? — Assusta-se Erick.

— Não! — Responde o Doutor.

— Porque tem mais um menino! — Revelou o médico.

— Trigêmeos? — Surpreendeu-se Aline.

— E mais uma menina também! — Revelou o doutor.

— Erick, Aline vocês serão pais de quadrigêmeos! — Concluiu o médico.

— Quadrigêmeos! — Disseram os pais simultaneamente.

— Erick? Você está bem? — Questiona o médico ao perceber o rapaz meio pálido.

— É, eu… eu… — Gaguejou Erick desmaiando em seguida.

— Erick! — Assustou-se o Doutor.

— Ai nem da bola, é cena dele doutor, logo ele levanta, mas vem cá posso ouvir os coraçõezinhos? — Responde Aline.

            Alguns dias depois Aline e Erick são padrinhos do casamento de Pedro e Vitória, foi um casamento lindo regrado de emoção e declarações.

— Pedro de Oliveira, você aceita Vitória Montecruz como sua legitima esposa? — Perguntou o Juiz de paz.

— Aceito! — Respondeu Pedro.

— Vitória Montecruz, você aceita Pedro de Oliveira como seu legitimo esposo? — Questionou o Juiz de paz.

— Aceito! — Respondeu Vitória.

— Fácil assim? — Questionou o Juiz deixando todos surpresos.

— Como assim senhor Juiz? — Questiona Aline.

— Sei lá, é estranho, a última vez que vi todos vocês reunidos você não queria casar com o brutamontes! — Responde o Juiz deixando todos chocados.

— OOOOHHHHH — Ouviu-se um coro.

— Senhor juiz, brutamontes é sua avó, deixe de besteira, anda logo com isso que meus pés estão inchados! — Responde Aline ficando irritada com o comentário.

— Tudo bem, tudo bem, eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva! — Concluiu o Juiz.

            A festa de casamento de Pedro e Vitória foi linda, todos estavam felizes e animados, o clima está repleto de amor e carinho.

— Aline, Erick, a gente quer agradecer vocês por tudo o que fizeram por nós, vocês são muito especiais, saibam que para o que precisarem estaremos aqui! — Disse Vitória abraçando os amigos.

— É, faço das palavras da Vitória as minhas! — Complementou Pedro.

— Obrigada gente, vocês são especiais, contem sempre conosco! — Agradece Aline.

No meio do jantar Pedro pede para que Erick faça um discurso.

— Bom, nem sei por onde começar, estamos juntos nessa aventura a tanto tempo. Tudo começou por conta de um negócio milionário, mas com o passar do tempo percebemos que se tornou bem mais que isso, juntos enfrentamos diversos problemas, mas nunca abandonamos um ao outro. Fomos Descobrindo o Amor aos poucos e percebemos que O Preço de um Segredo pode ser caro demais, mas o fato é que aqui, nunca faltou amor, e o amor não se compra, o amor se constrói, obrigado a todos por estarem conosco nessa jornada e por fim, Agora sim… Felizes para Sempre!

            No dia seguinte Erick visita a sepultura de Felipe, o rapaz leva uma rosa consigo, ele tem pensado sobre o que Aline disse, talvez Felipe não seja o maior culpado pela sua loucura. Na sepultura Erick o perdoa.

— Eu perdoo você! Perdoo todo o mal que me causou, talvez se tivéssemos convivido juntos nada disse teria acontecido! Não posso te considerar meu irmão, mas desejo de coração que esteja em paz, eu te perdoo Felipe! — Declarou Erick largando a rosa sobre o tumulo do irmão.

Mais uns dias se passam e finalmente chegou o dia da inauguração da nova rede de confeitarias Fit de Aline e Erick. Os dois vão até a confeitaria matriz acompanhados por Andressa e os advogados.

— Então é isso! Nosso primeiro negócio juntos! — Disse Aline a Erick.

— É, e esse nome, eu adorei! — Declarou Erick.

Doce Fit! — Disseram os dois simultaneamente.

— Espero que ela cresça cada vez mais! Assim como o nosso amor! — Deseja Aline.

— É, e ela vai! — Concordou Erick beijando a esposa.

— Vai crescer igual você! Que já está quase explodindo! HAHAHAHA. — Provoca Erick.

— É, igual essa sua cabeça enorme que não para de crescer! — Revidou Aline.

            E a confusão está formada mais uma vez, Erick e Aline são assim e seguirão assim, pois esse é o jeito deles darem certo, talvez se fosse diferente não combinariam tanto. O amor é assim, a gente brinca, briga, beija, abraça, chora e no fim tudo dá certo quando vale a pena. Aline e Erick demoraram para se encontrar, mas agora que se acharam eles sabem que mesmo com as brincadeiras e “discussões” eles não vivem mais um sem o outro, eles descobriram o amor e agora ficarão juntos pelo resto da vida. Agora Sim… Felizes para Sempre!

FIM!

Agora Sim… Felizes Para Sempre: Capítulo 9 – O Sequestro.

Na fábrica Aline está com Vitória em sua sala conversando sobre uma nova ideia que ela teve, quando as duas são interrompidas por Andressa que entra desesperadamente na sala.

— Ele fugiu! Ele está solto por ai! Vai me encontrar, eu vou morrer! — Declarou Andressa em desespero.

— Andressa, aclame-se por favor! O que aconteceu? — Questiona Aline confusa.

— Felipe! Felipe fugiu! — Revelou Andressa.

— Fugiu? Ai meu Deus! — Disse Vitória chocada com a notícia.

— Calma meninas, nós precisamos manter a calma, vou ligar para o Erick, ele saberá o que fazer! — Disse Aline pegando o celular.

            Aline liga para Erick e pede para que ele vá até a fábrica. Na fábrica a moça explica tudo para o rapaz que fica em choque com a notícia de que Felipe tinha fugido.

— E agora? O que faremos? — Questiona Pedro.

— Calma, vamos manter a calma, precisamos nos manter juntos até que ele seja pego! — Declarou Erick.

            No esconderijo, Felipe arma seu plano de vingança, ele ordena que Diogo sequestre Aline e o filho.

— Traga-nos até mim! — Ordenou Felipe.

— Mas chefe? — Questiona Diogo.

— Sem mais, nem menos! — Decretou Felipe.

            De volta a loja de suplementos Erick entra no escritório e encontra o livro de registros e a carta de Elisa sobre a mesa, em seguida Pedro entra na sala.

— O que é isso aqui? — Questiona Erick.

— É para você, não sei se você vai querer ler, mas aconselho que esteja preparado. — Revela Pedro.

— Preparado? — Questionou Erick.

— É, preparado Erick! — Declarou Pedro.

            Erick abre a carta e começa a ler, na carta escrita por Elisa a muitos anos atrás, mais precisamente em Março de dois mil e dois, Elisa revela:

Querido Pedro.

A Alguns dias tenho pensado, desde que você chegou minha vida mudou completamente, tenho aprendido a cada dia mais com você, és uma benção em minha vida, nunca achei que pudera amar alguém o tanto que te amo.

Mas tudo o que aconteceu ainda me aflige, e por isso estou escrevendo essa carta, para que um dia você descubra toda a verdade, sei que prometi a sua mãe, mas ninguém deve terminar a vida sem saber sua verdadeira história.

No dia em que você chegou cometi um crime, não sei se fiz bem, ou se fiz mal, mas enfim… Duas crianças nasceram no hospital naquela noite.

Uma das crianças era filho de um casal, Mariana e Carlos Pinto, era o nome deles, e o outro uma moradora de rua chamada Leticia, nem sobrenome a coitada tinha. Os partos foram complicados, eu e Jade auxiliamos os nascimentos e infelizmente o bebê do casal nasceu morto, pelo menos foi o que Jade me revelou, o outro bebê da moradora de rua ficou órfão, ela estava debilitada, não suportou o parto, o crime que cometemos foi troca-los, nós trocamos o bebê do casal, a criança morta foi levada por Jade, o bebê de Leticia foi registrado como Afonso Pinto.

Jade anda esquisita, me visitou hoje, eu cogitei a possibilidade de você ser filho do casal, mas essa possibilidade se foi no jantar de hoje, sua mãe me revelou que seu pai é Álvaro Montecruz. Você é filho do empresário e dono da maior rede de supermercados do Rio de Janeiro, você é irmão do pequeno Felipe o qual mandei você se afastar. Espero que possa me perdoar um dia, mas saiba que tudo que fiz, foi para o seu bem, foi porque te amo.

Erick termina de ler a carta e fica em choque.

— Mas então… meu irmão morreu? — Questiona Erick com os olhos lacrimejantes.

— Eu procurei os registros de óbitos do hospital Erick, não há registro algum de bebê morto naquela noite! — Afirma Pedro mostrando as datas no diário de registros do hospital a Erick.

— Nas investigações de Vitória, ela descobriu que Felipe foi comprado pela mãe de uma enfermeira chamada Jade. — Revela Pedro ao amigo.

— Então… Felipe… o Felipe é meu irmão? — Questiona Erick em choque.

— Sim, o Felipe é a criança que minha avó e Jade trocaram naquela noite, Jade mentiu que a criança estava morta porque havia vendido seu irmão a mulher de Álvaro Montecruz, meu pai! — Declarou Pedro.

            Erick entra em choque, o rapaz não pode acreditar que seu irmão é esse monstro assassino, mas a verdade é essa, Felipe é a criança que foi tirada dos pais de Erick naquela noite.

Mais tarde em casa Erick revela toda a verdade a Aline.

— Meu Deus Erick? Que coisa horrível! Como você está? — Questiona Aline preocupada.

— Estou bem, é difícil acreditar, é tudo muito confuso, mas não podemos lidar com o destino, não é? — Respondeu Erick um tanto abalado.

— Meu amor, não importa o que você queira daqui para frente, estarei ao seu lado, se você quer falar com Felipe… — Dizia Aline.

— Falar com Felipe? Nunca, não interessa o que aquela carta diz, meu irmão é Afonso, não quero contato algum com Felipe! — Declarou Erick.

— Tudo bem, se você quer assim, tudo bem! — Concordou Aline abraçando o marido.

Nos dias seguintes Diogo observa a nova rotina de Aline e a família, desde que souberam que Felipe está sendo considerado foragido eles estão sempre juntos, o único momento que a jovem está sozinha é na saída da fábrica. Aline tem o costume de encontrar Erick na loja de suplementos para ir embora no fim do dia, aquele seria o momento perfeito para o sequestro.

— Bem, mais um dia chegou ao fim! Vou indo antes que escureça, Erick não quer que eu ande sozinha mais até que Felipe seja preso. — Declarou Aline despedindo-se da secretária.

            Na saída da fábrica o pior acontece, Diogo põem em pratica o plano de Felipe, ele ataca Aline na porta da fábrica e sequestra a moça e o filho. Do outro lado da rua Erick percebe toda a movimentação e se assusta, ele tenta correr atrás do carro, mas não obtém sucesso, já é tarde, Aline e Lucas foram sequestrados.

            Erick se reúne em sua casa com Vitória, Pedro, Natalia, Raul, Erick (advogado), Taisa e Afonso. Juntos eles armam um plano de busca, eles decidem que vão procurar pela cidade inteira. Erick vai até a polícia e anuncia o sequestro da esposa e do filho, enquanto isso os outros já iniciam as buscas.

            No esconderijo de Felipe, Aline chega com o pequeno Lucas em seus braços.

— Ah finalmente! Achou que se livrariam de mim! — Disse Felipe.

— Que desprazer te ver, aliais você está péssimo! — Responde Aline.

— Péssima é você que vai ficar! — Ameaçou Felipe.

            Aline se assusta com a ameaça.

— O que você quer comigo? — Questiona a moça.

— O que quero com você? Isso é brincadeira, não é? Você ajudou a esconder minha irmã, ajudou a me denunciar, preciso de mais um motivo para odiar você? — Responde Felipe.

— Felipe… — Dizia Aline.

— Calada! Mais uma palavra e acabo com você agora! — Declarou o rapaz.

            Na delegacia Erick e a polícia começam uma busca por Aline e Lucas, o rapaz está desesperado e a única coisa que consegue fazer é rezar para que esteja tudo bem com os dois.

— Ei, Erick, nós vamos encontra-los, fique calmo! — Consolou o delegado.

            Erick retribui o apoio com um sorriso, mas a verdade é que ele está desesperado.

            No cativeiro Aline descobre o plano de Felipe, ele não fará mau a eles desde que a moça o ajude a atrair Vitória para o cativeiro, será uma troca, Aline e Lucas por Vitória e Pedro, é simples assim.

— Jamais te ajudaria seu assassino! — Responde Aline.

— Bom então, terei que te matar, você e essa coisinha que está em seus braços! — Ameaçou Felipe.

— Não! Felipe por favor, faça o que quiser comigo, mas não toque em meu filho! — Suplica Aline desesperada.

— O que quero é a desgraçada da minha irmã e o traidor do Pedro! — Declarou o rapaz.

— Traidor? O que foi que Pedro te fez? — Questiona Aline.

— O que ele fez? Pedro me abandonou na pior fase da minha vida, eu era só uma criança e ele me abandonou! — Revelou Felipe.

            Aline percebe no olhar de Felipe que ele está completamente fora de si, é como se ele não tivesse mais vida dentro de si, ele vivia e era movimentado por magoas e raiva.

— Felipe, não precisa ser assim! — Tentou consolar Aline.

— Se não for assim, vai ser como? — Revida Felipe limpando as lagrimas que escorrem em seu rosto.

— Não tem outro jeito, eles têm que pagar pelo que fizeram comigo! — Declarou o rapaz.

— E se você não me ajudar, acabo com você e esse monstrinho! — Ameaçou Felipe novamente.

— Você não pode, Felipe o Lucas é seu sobrinho! — Revelou Aline.

— Sobrinho? Como assim? — Questiona o rapaz confuso.

— Felipe o Erick é seu irmão, você foi tirado da família deles e vendido por aquela enfermeira. — Revelou Aline.

— Irmãos? — Disse Felipe com os olhos cheios de lagrimas.

— O Erick? Meu irmão? — Pergunta Felipe visivelmente abalado.

— Mas isso… — Concluiu Felipe saindo do quarto em choque.

            Nas ruas do Rio de Janeiro um verdadeiro mutirão está em busca do paradeiro de Aline e Lucas. Afonso visitou todos os lugares que ele conhecia, mas não encontrou nenhum sinal. Erick e a polícia iniciam uma busca pelo interior, mas também não encontram nada suspeito.

            De volta ao esconderijo Diogo chega com o aviso de que Erick reuniu um mutirão para encontrar a esposa e o filho, Felipe ordena que o motoqueiro leve uma mensagem a polícia. Diogo faz o que foi solicitado e deixa uma carta anônima na delegacia na carta diz o seguinte:

            Estou com a Aline e Lucas, eles estão bem, mas não garanto quanto tempo ficarão, o que quero propor é bem simples Erick, uma troca justa, a sua esposa e seu filho, por Vitória e Pedro. Aguardo sua resposta irmãozinho.

            Assim que recebem a carta os policiais ligam para o delegado que está com Erick e solicitam que eles retornem. Ao chegar na delegacia Erick lê a carta e liga para que todos parem as buscas e vão até o seu encontro.

            Na delegacia iniciou-se uma discussão, como eles fariam para resgatar Aline e Lucas sem precisar ceder ao pedido de Felipe.

— Não tem como Erick! Acho que a única resposta é fazer o que ele está pedindo! — Disse Pedro.

— É isso, vou me entregar! Não posso deixar que Aline ou Lucas paguem por um problema que causei! — Afirma Vitória.

— Nós vamos nos entregar! — Concorda Pedro beijando a mão da namorada.

— Não! Não vai ser assim, nós não vamos perder ninguém! Vocês são minha família e vou lutar por vocês! — Declarou Erick.

— Erick, sou grato, você é o melhor irmão do mundo, mas não há outra alternativa e além do mais, que tipo de amigo eu seria se deixasse que sua família pague o preço por um problema que é meu! Tudo isso é culpa minha, chegou a hora de me acertar com meu passado! — Declarou Pedro.

— Delegado? — Disse Erick.

— Nós vamos até lá e tentamos uma negociação com ele, tudo vai depender do estado em que Felipe se encontra, não imagino onde toda essa história pode dar! — Declarou o Delegado.

— Então está decidido! Vamos até lá e efetuamos a troca! Erick, saiba que está tudo bem! Você é a melhor pessoa desse mundo e o que vou fazer não é só por você e sua família, mas é por mim, como disse antes, é hora de enfrentar meu passado! — Declarou Pedro abraçando Erick.

            Atrás da carta entregue por Diogo havia a localização do esconderijo do rapaz, a polícia e todos os amigos de Erick vão até o local.

— Que barulho é esse? — Percebe Aline no quarto.

— Então o resgate chegou! — Responde Felipe.

— Vá lá fora e anuncie que as únicas pessoas que vão entrar são Erick, Pedro e Vitória. — Ordenou Felipe a Diogo.

            O comparsa faz o que Felipe solicita. E assim foi feito, Erick, Pedro e Vitória entram na casa, do lado de fora Taisa, Erick (advogado), Raul, Natalia e Afonso estão apreensivos junto a equipe policial.

— Finalmente nos encontramos! — Declarou Felipe.

— É, e agora você já pode soltar Aline, Lucas e Erick! Como combinamos! — Responde Pedro.

— HAHAHA, você acha mesmo que os soltaria? Pedro não seja tão ingênuo! — Declarou Felipe.

— Felipe, pelo amor de Deus! — Suplica Vitória.

— Cala a boca! Você Vitória é minha maior decepção, você me entregou para polícia! — Gritou Felipe.

— Onde está minha esposa e meu filho Felipe! — Reivindica Erick.

— Não interessa! Eu nunca vou contar para vocês, agora é hora de nos acertarmos não é mesmo! — Afirma Felipe.

— Amarre eles Diogo! — Ordenou o rapaz.

            Diogo amarra os três e então Felipe revela o motivo de tudo aquilo estar acontecendo.

— Tudo por culpa sua! Se você não tivesse me abandonado naquele dia, Pedro minha mãe havia morrido, eu estava sem chão, você nem se importou com a minha dor! — Declara Felipe chorando.

— Felipe… — Dizia Pedro.

— CALA A BOCA! — Gritou Felipe.

— Não tem justificativa! — Completa Felipe.

—  E você minha irmã, minha própria irmã me entregou para a polícia… — Continua Felipe.

— Você precisa de ajuda Felipe… — Responde Vitória.

— Não! Não preciso de ajuda! Preciso de vingança! — Declarou Felipe.

— Mas o Erick e a Aline não têm nada que ver com essa vingança Felipe. — Insiste Pedro.

— Têm! Erick não te demitiu quando pedi! E ele e Aline ajudaram a esconder você Vitória, todos têm culpa, todos! Aliais, Erick não contou o segredinho? Somos irmãos! O único que não tem culpa nenhuma é o bebê e é por isso que não vou machucá-lo, pelo contrário, Erick, vou cuidar dele por vocês, vou cuidar do meu filho! — Declarou Felipe completamente fora de si.

— Felipe, você está maluco, me devolve meu filho, ele é meu filho! — Gritou Erick desesperado.

— Não, ele não é seu filho, ele é nosso filho! — Declarou Felipe abrindo a porta do quarto.

            De dentro do quarto Andressa sai com o pequeno Lucas em seus braços, no fundo Erick vê Aline amarrada no chão do quarto.

— Andressa?! — Surpreende-se Erick.

— Acabou Erick, esse é o fim da linha para vocês quatro, mas não se preocupe, eu e Felipe cuidaremos do Lucas com muito amor! — Declarou Andressa com o bebê em seu colo.

— A polícia está ai fora! Vocês não vão escapar! — Rebate Erick.

— Não se preocupe com isso também, tem um carro na estrada atrás da casa e ele já está a nossa espera! — Revida Andressa pegando na mão de Felipe.

— Andressa! Não faz isso, pelo amor de Deus! — Implorou Erick.

— Está tudo bem Erick! O Lucas vai ficar bem! — Disse Andressa olhando no fundo dos olhos de Erick.

            Era como se a moça estivesse passando um recado a ele. Andressa se aproxima de Erick para que ele se despeça do filho e cochicha em seu ouvido.

— Ela está solta! Nós vamos para o apartamento de Felipe no centro, há um helicóptero nos esperando, vão o mais depressa o possível, mas não nos impeçam de fugir agora!

            Erick entende o recado, beija a cabeça do filho e finge uma despedida.

— Vamos Felipe, antes que nosso plano de errado! — Disse Andressa.

— Vamos, mas antes… — Responde Felipe dando um sinal a Diogo.

            Diogo pega um litro de gasolina e começa a espalhar pela casa toda.

— O que você vai fazer? — Questiona Andressa.

— Vou acabar com eles, esse era o nosso plano não era? — Responde Felipe.

— Mas você não disse que… — Dizia Andressa.

— Andressa?! Está preocupada com eles? — Questionou Felipe.

— Não! É só que… deixa para lá, vamos logo com isso! — Responde Andressa.

            Diogo termina de espalhar a gasolina na casa e os três saem pela porta dos fundos, na porta Felipe olha para os três presos na sala e Aline no quarto e se despede, Felipe acende um fósforo e inicia um incêndio na casa.

Agora Sim… Felizes Para Sempre: Capítulo 8 – O Procurado.

Nos dias seguintes Pedro e Vitória iniciam um relacionamento, a jovem está ajudando o namorado a superar a morte da avó, assim como todos os seus amigos.

— Bom dia meu amor! — Cumprimenta Vitória beijando o rapaz.

— Bom dia! — Respondeu Pedro devolvendo o beijo.

— Como você está hoje? — Questiona a jovem.

— Estou bem, tive um sonho hoje e nele eu e minha avó estávamos sentados ali naquelas poltronas, estávamos vendo a novela das nove, era o que mais gostávamos de fazer juntos! Ela pegou na minha mão e disse que não era para mim ficar mais triste, ela está bem, ela vai olhar por nós! — Contou Pedro a Vitória enquanto olha para as poltronas em frente a televisão.

— Que sonho lindo, que bom! Qualquer coisa estou aqui! Não precisa passar por isso sozinho! — Apoia Vitória.

— Sei disso, eu te amo Vitória! — Declara Pedro surpreendendo Vitória, já que em todos esses dias de namoro ele nunca disse isso a ela.

— Eu te amo Pedro! — Responde Vitória beijando o rapaz.

            Na fábrica Aline está no escritório e tem uma nova ideia para o bolo de Whey, a jovem desce até a cozinha da fábrica e escuta Andressa ao telefone.

— Eu não… Olha… pelo amor de Deus… Eu… Felipe… — Disse Andressa no telefone.

— Felipe? Com quem você está falando Andressa? — Disse Aline entrando na cozinha.

— Aline?! — Assustou-se a jovem.

— Eu… é…. eu… Aline… — Gaguejou Andressa.

— Eu sei muito bem com quem você estava falando, você está aqui porque é espiã dele, não é? — Questiona Aline.

— Aline, eu posso explicar, eu… — Responde Andressa.

— Ah, você vai! Vai explicar tudo! — Afirma Aline.

            Aline leva Andressa até sua sala e a coloca contra a parede, Andressa começa a chorar e conta toda a verdade para Aline, conta das ameaças de Felipe, e que nunca teve a intenção de prejudicar a patroa, mas por outro lado ela têm medo de Felipe e por isso o obedece. Andressa súplica ajuda a Aline.

— Por que você não me contou antes? Andressa nós poderíamos ter dado um jeito! — Informa Aline.

— Não podia, você nem imagina o quão perigoso Felipe é, ele pode mandar me matar Aline! — Responde Andressa.

— Sei bem quem ele é! Tudo bem, pois agora você vai continuar fingindo a Felipe que está nos espionando, enquanto isso vou vendo o que a gente vai fazer, temos que por esse maluco na cadeia! — Declara Aline.

            Na delegacia Vitória e Pedro finalmente fazem a denúncia contra Felipe. Vitória entrega a polícia um dossiê com todas as informações que eles precisam para pôr o irmão na cadeia.

— Meu Deus, nós já suspeitávamos, mas a parte do cativeiro, isso é terrível! — Surpreende-se o delegado.

— Vocês precisam prender ele imediatamente. — Afirma Pedro.

— Vamos emitir um mandado de prisão agora mesmo. — Declarou o delegado.

             No escritório de Felipe ele recebe uma ligação de Diogo.

— Chefe! Meu contato informou que a polícia acaba de emitir um mandado de prisão contra o senhor! — Revela Diogo.

— Então minha irmãzinha resolveu aparecer! Desgraçada! Eu acabo com ela! — Declarou Felipe.

— Venha me buscar, é hora de fugir! — Ordena Felipe.

            Na fábrica Vitória conta para Aline sobre a denúncia.

— Meu Deus, finalmente aquele maluco vai ser preso, os crimes que ele cometeu são hediondos, ele precisa pagar! — Comemora Aline.

            Na loja de suplementos Pedro também conta a novidade a Erick.

— Meu Deus, então uma hora dessa a polícia já está batendo na porta dele, graças a Deus vão prender esse homem! — Comemora Erick.

— É, Erick, tem mais uma coisa que queria te contar. — Inicia Pedro.

— Claro, o que é? — Questiona Erick.

— Erick descobri a verdade sobre minha origem, já faz uns dias, na verdade no dia que minha avó morreu. Erick sou filho do Álvaro, o pai do Felipe! — Revelou Pedro.

— O que? Então vocês são irmãos? Mas e a Vitória? — Questiona Erick confuso.

— Não, nós não somos irmãos, é uma longa história… — Continuou Pedro.

            Pedro conta toda a sua história a Erick, conta da troca dos bebês que Jade e Elisa fizeram, conta de Lilian sua mãe e o romance extraconjugal que teve com Álvaro, Pedro conta tudo ao amigo.

— Meu Deus! Que loucura Pedro, então isso significa que você é o verdadeiro herdeiro de Álvaro? Você é o dono da rede de supermercados! — Surpreende-se Erick.

— É… não! Na verdade, não, não quero nada desse dinheiro Erick, é da Vitória, é tudo dela! Eu não quero nada! Esse dinheiro só me trouxe dor e sofrimento! — Declarou Pedro.

— Mas Pedro, é muito dinheiro cara, e é seu por direito. — Insistiu Erick.

— Eu sei, mas se tem uma coisa que aprendi com você Erick, é que o único dinheiro que vale a pena é aquele que vem do nosso suor, do nosso trabalho! — Declara Pedro.

— Que orgulho de você Pedro! — Orgulha-se Erick abraçando o amigo.

            Após a conversa, Pedro sobe até o escritório de Erick e deixa o livro de registros de óbitos e nascimentos sobre a mesa do amigo, em meio ao livro há uma carta antiga assinada por Elisa.

            Enquanto isso Felipe se esconde em uma casa do interior, ele ordena que Diogo fique de olho em Aline, Erick, Pedro e Vitória.

— Eu vou me vingar! Eu vou acabar com todos eles! Um por um! — Decretou Felipe.

            De repente o jornal na televisão da casa anuncia Felipe como um fugitivo da justiça, o rapaz olha para televisão e durante o anúncio começa a lembrar de cada crime que cometeu, um por um. Felipe começa lembrando do envenenamento do pai, ele pusera o veneno na taça de espumante para brindar com Álvaro. Em seguida a morte da enfermeira Jade que ele atirou da escadaria do terceiro andar, após Felipe pensa no atropelamento de Ângela a mulher que o ameaçou, e por fim o rapaz lembra da morte de Nicolau. Felipe estava decidido, ele já tinha suas próximas vítimas e elas eram Aline, Erick, Pedro e principalmente Vitória.

— Você é a pior irmã do mundo! — Declarou Felipe cheio de ódio.

Atrás de uma tela

Autor: Fábio Anhaia.

Atrás de uma tela vendo o dia passar, ocupado com coisas que não gostaria de estar. Todo dia a mesma rotina, resolve isso, resolve aquilo, será que um dia isso vai acabar?

Ao chegar em casa sente um alivio, liga a televisão e cá estamos novamente, passa canal, volta canal e assim permanece até o jantar.

No celular uma mensagem acaba de chegar, “Olá, como foi seu dia?”, a resposta é sempre a mesma, porém o sorriso é sempre novo. É incrível como uma simples conversa pode mudar tudo.

Conversa vai, conversa vem e por um longo período eles permanecem, a cada conversa vão se entregando aos poucos. Com medo de criar expectativas um recua e o outro percebe mantendo-se neutro, “não quero forçar nada”, pensa, mas o coração já está quase saindo pela boca.

Será que um dia vão se encontrar e sair de trás da tela do celular? Enquanto não decidem, eles continuam a se falar. A hora do boa noite acaba de chegar, eles se despedem, mas a verdade é que um com o outro gostaria de estar.

O amor é engraçado e ao mesmo tempo assustador, mas se nos permitirmos entregar, no fim tudo terá valido a pena, tudo fará sentido e o tempo não será perdido. Porque o amor machuca ao mesmo tempo que salva, o amor cura ao mesmo tempo que fere, tudo é uma questão de equilíbrio, e então nos perguntamos, “qual a razão disso?”, e a resposta é que não há razão, pois o amor não se sente com a mente, mas com o coração.

Agora Sim… Felizes Para Sempre: Capítulo 7 – A Hora da Verdade.

Nos dias seguintes Andressa cumpriu seu trabalho com muita dificuldade, Vitória não a deixa em paz e desconfia de cada passo dela na fábrica, mesmo assim Andressa consegue umas brechas, no fim do dia ela liga para Diogo e passa o relatório dos passos dos três.

— Ótimo, tenho um plano, vou até a loja de suplementos hoje, preciso fazer uma visitinha a um velho amigo! — Declarou Felipe em uma ligação com Diogo.

            No fim do dia Felipe faz exatamente o que disse que faria, ele vai até a loja de suplementos, ao chegar ele solicita a presença de Pedro.

— Ai está você! Podemos conversar? — Questiona Felipe.

— E por que eu conversaria com você? Não temos assunto nenhum a tratar! — Responde Pedro.

— Ahhh Pedro, nós temos sim! Já sei de tudo! — Revela Felipe.

— Não sei do que você está falando! — Revida Pedro.

— Vitória! Você a ajudou a fugir! Onde ela está? — Insistiu Felipe.

— Eu insisto em dizer que não sei do que você está falando! — Rebate Pedro.

— Tudo bem! Não quer dizer, vou até a polícia e te denuncio por sequestro! — Ameaça Felipe.

— Vai na fé! Eu vou até lá e te denuncio por cárcere privado e assassinato! — Responde Pedro.

— O que? Como você… isso não vai ficar assim Pedro, você não pode contra mim! — Declara Felipe visivelmente nervoso com a ameaça de Pedro.

— Felipe, você que não pode contra mim! — Decretou Pedro cara a cara com Felipe.

            Felipe sai da loja de suplementos em fúria, ele odeia ser ameaçado, o rapaz perde totalmente o controle quando percebe que está nas mãos de alguém. Felipe entra no carro completamente fora de si, ele liga o carro e percebe que Erick vem chegando na loja, o rapaz age por impulso e joga o carro para cima do marido de Aline, mas antes que Felipe possa atingir Erick um carro bate na lateral do seu.

— Meu Deus! — Exclamou Pedro.

            Dentro do carro Felipe está tonto com a batida, o rapaz sai do carro e questiona o que aconteceu.

— Mas o que… Ahhh, o que aconteceu? — Disse Felipe gemendo de dor.

            Do outro carro desce Aline cambaleando.

— Aline? — Dizem Erick e Pedro simultaneamente.

— Amor! Você está bem, meu Deus, o que aconteceu? — Questiona Erick.

— Você está bem? — Pergunta Aline ao marido.

— Estou, mas e você, se machucou? — Responde Erick preocupado.

— Estou bem, já fiz isso uma vez, foi divertido repetir! — Revelou Aline.

— O que? Você está maluca! Pelo amor de Deus, nunca mais repita isso! E Lucas, onde ele está? — Questiona Erick assustado.

— Ele ficou na fábrica com a Taisa, eu estava em uma confeitaria. — Responde Aline.

— Graças a Deus, mas você está bem mesmo? — Insiste Erick preocupado com a esposa.

— Está tudo bem, para de insistir! — Responde Aline.

— Agora e você? Tá maluco? Porque atirou o carro para cima do meu marido? — Questiona Aline a Felipe.

— Não sei o que aconteceu, perdi o controle do carro… — Mentiu Felipe.

— Perdeu o controle da vida não é! — Provoca Aline.

            Felipe entende o recado da moça, mais uma pessoa sabe de seus crimes e isso o assusta.

— Preciso ir, me desculpem o acidente… — Responde Felipe.

— Vai mesmo, e é melhor ficar bem longe da gente! — Declarou Aline.

— Eu vou, não se preocupe, tudo vai se ajeitar! — Afirma Felipe em tom de ameaça.

            Felipe liga para seu segurança buscá-lo e vai para casa. Aline e Erick também deixam o trabalho mais cedo depois do acidente, em casa os dois conversam.

— O que foi que aconteceu? — Questiona Erick.

— Você percebeu? Erick ele ia te atropelar de propósito! — Responde Aline.

— Percebi, e o que foi aquela ameaça que ele fez! “tudo vai se ajeitar”. Que cara maluco! — Assusta-se Erick.

— Você acha que ele pode tentar algo contra nós? — Pergunta Aline.

— Não sei, mas ele não é nem louco, por vocês faço tudo! Ninguém mexe com a minha família! — Declarou Erick abraçando a esposa.

            No dia seguinte Pedro e Vitória acordam cedo e conversam na mesa do café, Pedro conta a jovem sobre o acidente.

— Meu Deus, Felipe tentou matar o Erick? Isso está indo longe demais Pedro, preciso impedi-lo. — Declarou Vitória.

— Mas será que a polícia vai acreditar no seu depoimento? — Questiona Pedro.

— Sim, conclui as investigações, consegui as provas, testemunhas, tudo o que é necessário para por Felipe atrás das grades! — Revela Vitória.

— Pedro, tem mais uma coisa que eu ando reparando desde que comecei a trabalhar na fábrica, aquela funcionária Andressa, ela é meia estranha, cheia de segredos e ligações misteriosas, não gosto dela! — Comentou Vitória.

— A Andressa, bem, ela… ela tem um passado um pouco conturbado com Aline e Erick, outro dia te conto, o fato é que ela foi para um retiro espiritual depois que saiu da cadeia e parece que ela mudou, pelo menos é no que Aline acredita. — Revela Pedro.

— Mas mudando de assunto, Vitória estive pensando, será que você aceita jantar comigo hoje? — Pergunta Pedro meio envergonhado.

— Bem, nós moramos na mesma casa, com certeza jantarei com você! — Respondeu a jovem com um sorriso no rosto.

— Ah não, é que pensei em jantarmos fora hoje… — Explicou-se Pedro.

— Sair? Tipo… um encontro? — Pergunta Vitória.

— É, um encontro! — Responde o rapaz.

            Pedro se aproxima de Vitória e um clima começa a rodeá-los, a moça já está morando a meses na casa do rapaz e desde aquele dia Pedro já sente algo especial pela jovem, ele não pode negar que está se apaixonando, e o melhor é que Vitória também está. Quando os dois estão prestes a se beijar Elisa entra na sala.

— NÃAAAAAOOOO! — Gritou a avó de Pedro.

            Os dois se afastam e se assustam com o grito de Elisa.

— Vó! O que foi! — Questiona Pedro.

— Não, Pedro vocês não podem, meu filho… me desculpe… vocês estão confundindo os sentimentos… — Dizia Elisa tentando não revelar muitas coisas.

— Do que você está falando Elisa? — Questiona Vitória.

— Eu não posso… vocês não podem… — Insistia Elisa.

— Não podemos o que vó? — Questiona Pedro confuso.

            Elisa viu-se em uma enrascada, ela já não pode mais guardar seu segredo, Pedro e Vitória não podem se beijar porque são irmãos, mas como ela poderia revelar isso ao neto, ela terá que contar que mentiu para Pedro durante todos esses anos, mas ela não fez por mal, fez porque prometeu a Lilian, sua verdadeira mãe. Chegou a hora e Elisa não irá mais conseguir esconder, é a hora da verdade.

— Pedro, meu neto, sente-se aqui! — Pediu Elisa.

— O que vou te contar agora, é uma coisa que já deveria ter contado a muito tempo. — Iniciou a avó de Pedro.

— Mas por favor me prometa que não ficará bravo comigo, fiz o que fiz por conta de uma promessa, por favor meu filho entenda meu lado! — Pediu Elisa.

— Vó, jamais ficaria bravo com você! Eu te amo e sei que se fez algo, foi para o meu bem! — Concorda Pedro.

— Vocês querem que eu deixe vocês a sós? — Questionou Vitória.

— Não! Minha filha, isso também diz respeito a você! — Surpreende Elisa.

— A mim? — Estranha Vitória.

— Vocês não podem se beijar porque são irmãos! — Revelou Elisa.

            Pedro entra em choque, ele não pode acreditar no que a avó está dizendo, como ele e Vitória podem ser irmãos? Aquilo não faz sentido nenhum para o rapaz. Ele olha para Vitória sem entender;

— O que? — Disse Pedro com os olhos lacrimejantes.

— O que a senhora está dizendo? Isso é loucura! — Declarou o rapaz.

— Não, meu filho a muitos anos atrás, eu era enfermeira no hospital, em uma noite após o plantão, a campainha tocou e encontrei um bebê na minha porta, era você Pedro. Procurei sua origem por um tempo até que um dia Nicolau me contou sobre sua mãe, foi ele, foi Nicolau quem deixou você na minha porta. — Revelou Elisa.

— Meu Deus, Vó, o que a senhora está dizendo? — Pergunta Pedro confuso em meio a lagrimas.

— Meu amor, sua mãe era Lilian, aquela mulher que visitamos lá no interior quando você era pequeno lembra? — Disse Elisa.

— Meu Deus! — Responde Pedro entrando em desespero.

            Pedro chora feito uma criança, ele passou meses procurando informações sobre sua origem e a fonte de toda a verdade estava ali na sua própria casa.

— Vó… eu… eu… — Disse Pedro caindo em lagrimas.

— Sua mãe teve de fugir para lá porque seu pai, o Álvaro, ele tentou matá-la quando descobriu que ela estava grávida. — Continuou Elisa.

— Matá-la? Meu Deus, então, foi isso… — Disse Vitória em choque.

— Sim, e por isso vocês não podem se beijar, seu pai Álvaro, também é o pai de Pedro! — Declarou Elisa a Vitória.

— Não! O Álvaro não é meu pai! — Revela Vitória.

— Não é? — Questiona Pedro.

— Não, minha mãe não podia ter filhos, Pedro, eu fui adotada! Nós não somos irmãos! — Revelou Vitória.

            Pedro olha para a jovem e agradece a Deus por não serem irmãos, afinal o rapaz já está apaixonado por ela e não saberia o que fazer se eles não pudessem ficar juntos, tantas revelações e pelo menos uma delas o deixa feliz. Pedro beija Vitória que revida com outro beijo, em meio a beijos e lagrimas Pedro direciona sua atenção para a avó.

— Me perdoe Pedro, não queria ter mentido, mas não podia, prometi a sua mãe. — Explicou-se Elisa.

— Vó, não tenho o que te perdoar, você cuidou de mim, me alimentou, me educou, eu te amo! Te amo eternamente dona Elisa! — Declara Pedro abraçando e beijando a avó.

— Mas então se não sou seu irmão, e o Felipe? — Questiona Pedro.

— Pedro, Felipe cometeu todos aqueles crimes, porque descobriu que não era filho do nosso pai, a enfermeira Jade contou a ele que ele foi trocado na maternidade! — Revelou Vitória.

— Trocado? — Questiona Elisa.

— Sim, Felipe foi trocado por Jade e uma colega! — Declarou Vitória.

            Elisa sente-se mau, a avó de Pedro põe a mão no peito e sente uma forte dor, Pedro e Vitória se desesperam e levam a enfermeira para o hospital as pressas, Elisa sente que sua hora está chegando, ela já havia revelado ao neto a verdade e essa era a única coisa que a mantinha presa aqui, é hora de se despedir.

— Pedro… meu filho… eu te amo! E antes de partir… — Iniciou Elisa.

 — Vó, fica quietinha, você vai ficar bem! — Disse Pedro em meio a lagrimas enquanto dirige em direção ao hospital.

— Pedro, fui eu! Fui eu que troquei os bebês com a Jade! — Revela Elisa ao neto.

— Vó… — Disse Pedro chorando.

— Eu te amo… — Declara Elisa dando seu último suspiro de vida nos braços de Vitória.

— Vó? Vó? Por favor, não…. não me deixa… Vó… — Chamava Pedro em desespero.

— Pedro, acho que… meu amor… — Disse Vitória em meio a lagrimas.

            Pedro e Vitória chegam ao hospital, mas já é tarde, Elisa morreu no caminho. Erick e Aline são avisados e correm as presas para apoiar Pedro nesse momento tão difícil. No hospital Pedro chora desesperadamente, Vitória o abraça, de repente uma surpresa, Aline, Erick, Raul, Taisa, Natalia, Erick (advogado) e Afonso chegam para apoiá-lo, sim todos estavam lá, a família de Pedro, assim como deve ser.

— Vocês? Aqui… — Disse Pedro emocionado.

— Pedro, nós somos sua família e jamais te deixaríamos só nesse momento! — Disse Aline abraçando o rapaz.

— É cara! A gente está aqui! — Afirma Erick abraçando o amigo.

— Um por todos… — Disse Raul.

— E todos por um! — Completou Erick (advogado).

— Na alegria… — Continua Natalia.

— E na tristeza! — Completa Taisa.

— Para sempre juntos Pedro, como uma família deve ser! — Concluiu Afonso.

            Todos juntam-se a Pedro em um grande abraço coletivo, o amor deles aquece o coração do rapaz, ele está devastado com a morte da avó, mas ao mesmo tempo está grato por tanto amor recebido. Pedro sabe que toda essa dor da perda irá passar, ele só precisa estar com pessoas como eles, pessoas que o amam de graça, sem interesse algum, sem querer nada em troca, pessoas que amam pelo simples prazer de amar.

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