Os Irmãos Grimm

Fonte: Wikipédia

Jacob Ludwig Carl Grimm, nascido em 4 de janeiro de 1785, era 13 meses mais velho que seu irmão Wilhelm Carl Grimm, que nasceu em 24 de fevereiro de 1786. Ambos nasceram na cidade de Hanau, no Grão-ducado de Hesse, atual estado de Hesse, Alemanha, filhos de Philipp Grimm, um jurista, e Dorothea Zimmer Grimm, filha de um vereador de Kassel. Jacob e Wilhelm, eram, respectivamente, o segundo e o terceiro dos nove filhos do casal, dos quais três não sobreviveram ao primeiro ano de vida. A família se mudou para o vilarejo de Steinau an der Straße, também no Grão-Ducado de Hesse (atual Steinau, estado de Hesse, Alemanha) em 1791, onde Philipp foi contratado como um magistrado do distrito. Residindo em uma grande casa, a família era membro proeminente da comunidade local. O biógrafo Jack Zipes escreve que os irmãos estavam felizes e “claramente gostavam da vida no campo”. As crianças foram alfabetizadas primeiro em casa por professores particulares e receberam instruções rigorosas como cristãos reformados (calvinistas) que incutiu em ambos uma fé religiosa ao longo da vida. Mais tarde frequentaram as escolas locais.

A morte inesperada de Philipp em 1796, vítima de pneumonia, trouxe graves dificuldades financeiras para a família. Forçada a dispensar os empregados que possuía em sua casa, Dorothea, a partir de então viúva, dependia de apoio financeiro de seu pai e irmã. Como seu filho mais velho vivo era Jacob, então com 11 anos de idade, Dorothea rapidamente incutiu nele as responsabilidades de adulto. Nos dois anos seguintes, até 1798, o espírito de conselho de seu avô materno, continuamente os exortou a serem trabalhadores de bom grado.

No mesmo ano de 1798, os irmãos deixaram a vila de Steinau e sua família, e se mudaram para Kassel, no então Reino da Prússia, atual Alemanha, onde foram matriculados na prestigiada instituição de ensino Friedrichsgymnasium Kassel, graças a generosidade de sua tia materna, que comprometeu-se em arcar com as mensalidades de ambos os sobrinhos. Na falta de um provedor do sexo masculino, eles se confiavam um ao outro mutuamente. Embora os dois irmãos diferissem em temperamento – Jacob era introspectivo e Wilhelm mais extrovertido, eles compartilhavam uma forte ética de trabalho e se destacaram em seus estudos. Em Kassel tornaram-se extremamente conscientes de sua condição social inferior em relação aos alunos mais “bem-nascidos” que recebiam mais atenção. Cada irmão se formou: Jacob em 1803 e Wilhelm em 1804, porque perdeu um ano de escola devido a escarlatina.

O surgimento do romantismo, o nacionalismo romântico e as tendências em valorização da cultura popular no início do século XIX reavivaram o interesse em contos de fadas, que haviam declinado desde seu pico do final do século XVII. Johann Karl August Musäus publicou uma coleção do contos populares entre 1782 e 1787; os Grimm ajudaram o renascimento com sua coleção de folclore, construída na convicção de que uma identidade nacional poderia ser encontrada na cultura popular e com o povo comum (Volk). Embora eles tenham recolhido e publicado contos como um reflexo da identidade cultural alemã, na primeira coleta eles incluíram contos de Charles Perrault, publicado em Paris em 1697, escrito para salões de aristocracia francesa. Acadêmica Lydia Jean explicou o mito que foi criado de que os contos de Perrault, muitos dos quais eram originais, vieram das pessoas comuns refletindo um folclore existente para justificar a sua inclusão.

Diretamente influenciados por Brentano e von Arnim, que editaram e adaptaram as canções populares do Des Knaben Wunderhorn (A trompa mágica do menino ou Cornucópia), os irmãos começaram a coleção com o propósito de criar um tratado acadêmico de histórias tradicionais e de preservar as histórias como elas haviam sido transmitidas de geração para geração, uma prática que foi ameaçada pelo aumento da industrialização. Maria Tatar, professora de estudos da Alemanha na Universidade Harvard, explica que é justamente a transmissão de geração para geração e a gênese na tradição oral, que dá a contos folclóricos uma mutabilidade importante. As versões de contos diferem de região para região “pegando pedaços de cultura e folclore local, desenhando uma curva de frase de uma música ou outra história e consubstancia personagens com características retiradas do público testemunhando sua performance.”

No entanto, como Tatar explica, os Grimm se apropriaram de histórias exclusivamente alemãs, como a história Chapeuzinho Vermelho, que já existia em muitas versões e regiões de toda Europa, “acreditando” que essas histórias eram reflexos da cultura germânica. Ademais, os irmãos, ao verem fragmentos de fé, e de religiões antigas refletidas em histórias, conjecturaram que elas continuaram a existir e sobreviver através da narração de histórias.

Quando Jacob devolveu os 53 contos que recolheu para a inclusão no terceiro volume de Des Knaben Wunderhorn, Brentano ignorou ou se esqueceu sobre os contos, deixando as cópias em uma igreja na Alsácia onde foram encontrados em 1920. Conhecidos como o Manuscrito Olenberg, esta é a versão mais antiga existente das coleções de Grimm e tornaram-se uma fonte valiosa para estudiosos da evolução da coleção dos Grimm a partir do momento de sua criação. O manuscrito foi publicado em 1927 e novamente em 1975.

Embora os irmãos tenham ganhado reputação por sua coleta de contos de camponeses, muitos contos vieram da classe média ou aristocrática. A esposa de Wilhelm, Dortchen Wild e sua família, assim como sua empregada e babá, contaram aos irmãos alguns dos contos mais conhecidos, tais como Hansel and Gretel e A Bela Adormecida.

Quer ler alguns contos dos irmãos Grimm, acessa o link abaixo.

https://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/index?page=1

Agradecimento

A poucos dias do lançamento de Porto Santo, gostaria de fazer um agradecimento especial. Tudo que vem acontecendo na minha vida nesses últimos meses é extremamente desafiador, mas ao mesmo tempo, sinto que estou ficando cada vez mais realizado.

Quero agradecer a Deus primeiramente, por me permitir vivenciar essa experiência magica, escrever, contar histórias, despertar emoções e permitir que o leitor sonhe, tudo isso só é possível graças a ele.

Quero agradecer ao Rafael e a Natasha, meus dois melhores amigos, por continuarem ao meu lado, me incentivando, me auxiliando e principalmente por não soltarem a minha mão em nenhuma circunstância, amo vocês!

Quero agradecer a minha família, meus pais, irmãos e familiares que sempre me apoiaram, com vocês tudo é simplesmente magico, e sem vocês, talvez não tivesse tanta inspiração.

Um agradecimento especial a minha irmã Amanda, por estar ao meu lado, por ler minhas histórias, por incentivar, criticar e exaltar, sou muito sortudo por ter você ao meu lado sempre.

Por fim, agradeço a vocês, meus caros leitores, sem vocês nada disso faria sentido, a cada história que encerro sinto que aos poucos evoluímos cada vez mais, eu como autor e vocês como leitores. Obrigado por tudo!

Porto Santo: Conheça os Personagens

De uma jovem “forasteira” a misteriosa “Ana do véu”, o lançamento de Porto Santo já está chegando, e para você ficar por dentro da história, que tal conhecer um pouquinho dos personagens dessa nova aventura?

Manoela

Manoela é uma jovem carioca que acabou de se formar em medicina e como seu primeiro emprego foi designada ao consultório da pequena Porto Santo no litoral cearense. A jovem médica vai descobrir que o pequeno vilarejo esconde segredos e aventuras que jamais imaginaria.

Victor

Victor é um jovem que estudou e se formou em Fortaleza, natural de Porto Santo, ele e o irmão foram os responsáveis por abrir a primeira academia do lugar. Junto a Manoela e Maria do Rosário, Victor vai lutar pelo bem mais precioso de Porto Santo, a natureza.

Miguel

Miguel é irmão de Victor, o jovem rapaz encanta-se pela misteriosa “Ana do Véu”, e vai descobrindo aos poucos que o amor vai além do que os olhos podem ver.

“Ana do véu”

Ana é uma jovem que foi criada pela mãe, uma velha beata fanática religiosa chamada Carmem Lucia. Porém após alguns acontecimentos, Ana, que passou a vida escondida dentro de casa debaixo de um véu, vai descobrir que os segredos sobre sua vida podem ser ainda mais sombrios.

Maria do Rosário

Maria do Rosário é uma jovem ativista que fará de tudo para impedir a construção do Porto Santo Shopping, a jovem sabe dos planos perversos por trás da construção e não hesitará em lutar, porém o que ela nem imagina é que as pessoas que ela enfrentará podem ser piores do que ela acredita.

Buscapé

Buscapé é um menino órfão que foi criado pela família de Victor e Miguel, um menino curioso e espevitado que acaba causando diversas confusões na pequena Porto Santo.

Carmem Lucia

Carmem Lucia é uma velha beata que mantem sua filha, “Ana do véu”, presa em casa, a velha acredita que sua filha seja a reencarnação do próprio Jesus Cristo.

Vó Lucia

Vó Lucia é a matriarca da família de Victor e Miguel, uma senhora que chegou a Porto Santo a muitos anos atrás trazendo junto de si muitos segredos.

Ana Paula

Ana Paula é mãe de Victor e Miguel, uma mulher enganada por um “forasteiro” que a abandonou grávida, o que gerou revolta em Victor.

Tio Adão

Tio Adão é um senhor proprietário do único meio de transporte disponível em Porto Santo, uma velha Kombi que faz o trajeto Fortaleza-Porto Santo desde que o vilarejo foi fundado.

Padre João

Padre João é o padre do vilarejo, muito misterioso, o velho padre esconde alguns segredos comprometedores.

Joana

Joana é a velha fofoqueira de Porto Santo, que junto de Isaura vive espalhando fofocas pela cidade.

Isaura

Isaura é a dona da única cafeteria da cidade, o ponto de encontro dos poucos habitantes acaba se tornando o lugar perfeito para que Isaura e Joana criem suas “teorias” sobre os acontecimentos de Porto Santo.

Julia

Julia é uma jovem ambiciosa e apaixonada por Victor desde a adolescência.

Romeo

Romeo é um jovem empresário que chega a Porto Santo com uma proposta tentadora para a chegada do progresso, a construção do primeiro Shopping da cidade.

Prefeito Itacir

O prefeito de Porto Santo é um homem corrupto que não mede esforços para desviar dinheiro público, e a obra do shopping novo é a oportunidade perfeita para isso.

O lançamento de Porto Santo acontece em 28 de janeiro no site do clube de autores.

Lendas do Folclore Brasileiro: Cidade Encantada

Fonte: dentrodahistoria.com.br

A lenda da Cidade Encantada surgiu na praia de Jericoacoara, no estado do Ceará, e conta a história da princesa Carolina. Ela vivia junto com seus pais em uma cidade feita de areia dourada e água do mar.

Certo dia, enquanto se divertia brincando pela areia, a princesa Carolina viu uma passagem entre as pedras e, quando se aproximou, uma bruxa terrível a transformou em uma serpente. Após alguns anos, duas crianças que brincavam na praia ouviram um canto triste e descobriram que era a princesa Carolina que se lamentava pelo que havia acontecido. Juntas, as crianças livraram a jovem do feitiço e a ajudaram a voltar a sua forma humana.

Depois de ter sido salva, a princesa retornou para casa e a cidade encantada foi coberta pela areia da praia se tornando um paraíso subterrâneo.

Porto Santo vem ai!

Por: Fábio Anhaia

Porto Santo é o nome do meu próximo livro, com uma trama muito diferente de tudo o que já havia escrito, esse livro me desperta um sentimento novo, algo que não tenho como explicar. As desventuras e mistérios de um pequeno vilarejo localizado no litoral do Ceará se chocam a temas importantes como religião e preservação ambiental.

Porto Santo foi o livro que mais dediquei tempo de escrita, com várias revisões e adicionais de texto. Me sinto completamente satisfeito com o que vou entregar a vocês leitores, espero de coração que todos possam curtir cada página, cada história, cada canto de Porto Santo da forma que curti ao escreve-lo.

Abaixo você pode acompanhar a sinopse do livro e a capa oficial.

Um pequeno vilarejo localizado no litoral do Ceará guarda segredos que se misturam a histórias peculiares. Uma jovem médica muda-se para a vila com a missão de assumir o posto do antigo doutor, porém Manoela percebe aos poucos que Porto Santo pode ser muito mais do que ela imaginava. Uma velha beata que mantém sua filha presa, duas vizinhas fofoqueiras, um menino órfão curioso e uma família nada tradicional, são algumas das situações que Manoela terá que enfrentar.

Dias Cinzas

Autor: Fábio Anhaia.

Dias cinzas virão, destrutíveis como uma tempestade.

Dias cinzas virão, incrivelmente escuros como a noite.

Dias cinzas virão e com eles os ventos fortes.

Dias cinzas, sem cor, sem vida.

Dias cinzas virão insinuando que não há mais jeito,

Dias cinzas virão, dizendo que a vida não vale o sofrimento.

Dias cinzas virão e com eles as angustias.

Dias cinzas, sem cor, sem vida.

Dias cinzas virão e com eles a chuva forte.

Dias cinzas virão, trazendo consigo as inseguranças.

Dias cinzas terríveis, gelados e incrivelmente longos.

Dias cinzas, sem cor, sem vida.

Dias cinzas virão e não há como evitar.

Dias cinzas nos farão mais fortes.

Dias cinzas nos ensinarão.

Dias cinzas, sem cor, sem vida.

Apenas dias cinzas.

Uma nova história vem aí!

Diretamente do Ceará, uma nova trama está chegando, trazendo consigo amores, causas, mistérios e uma paisagem exuberante. Porto Santo é o nome do meu próximo livro, e vocês vão amar embarcar nessa viagem!

A trama inicia com a chegada de uma nova médica ao pequeno vilarejo de Porto Santo no litoral do Ceará. Ao desembarcar na vila, Manoela é recebida com muita cautela pelos habitantes da cidade e com o passar do tempo, a jovem médica passa a entender o porquê da recepção.

Porto Santo é uma cidade cheia de mistérios, seja relacionado a cidade, ou até mesmo por seus habitantes. Um prefeito corrupto, uma jovem ativista, duas vizinhas fofoqueiras, uma velha beata, a misteriosa “Ana do véu” e uma família nada convencional, fazem de Porto Santo um lugar único.

O lançamento está previsto para 28 de janeiro de 2023 no site do clube de autores, então fique ligado que até o lançamento vamos lançar vários Spoilers do que está por vir!

Desculpa!

Autor: Fábio Anhaia.

Desculpa tomar teu tempo

Desculpa te fazer chorar

Desculpa te fazer sentir culpa

Por um amor que jamais existirá.

Desculpa te fazer se humilhar

Por alguém que não te merece

Desculpa te fazer se importar

Por alguém que não faz questão.

Desculpa te impedir de viver

Desculpa te forçar a acreditar

Em algo que já se foi, ou que talvez nunca existiu.

Desculpa te alertar só agora

Desculpa te fazer acordar

Mas saiba que ainda há tempo

Pois aqui estou, diante de mim mesmo, me pedindo desculpas.

Matéria Especial: Sereias

Fonte: Wikipédia

Sereia ou sirena é uma figura da mitologia, presente em lendas que serviram para personificar aspectos do mar ou os perigos que ele representa. Quase todos os povos que dependiam do mar para se alimentar ou sobreviver, tinham alguma representação feminina que enfeitiça os homens até se afogarem. O mito das criaturas híbridas, representadas na mitologia grega, como um ser que continha o corpo de um pássaro e a delicadeza de uma mulher. Ao longo do tempo, transfiguram-se na Idade Média em mulheres metade peixe. É provável que o mito tenha tido origem em relatos da existência de animais com características próximas daqueles que, mais tarde, foram classificados como sirénios.

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A mitologia grega foi a quem mais colaborou com o imaginário ocidental. Em 1 100 a.C., eles criaram não só as sereias como as sirenas: mulheres-pássaros que causavam naufrágios ao distrair marinheiros com a voz. Diferentemente das mulheres-peixe, nunca se apaixonavam por humanos. Eram filhas do deus-rio Aqueloo, criadas para serem amigas de Perséfone, filha de Zeus e Deméter.

Filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisseia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.

Na Grécia Antiga, porém, os seres que atacaram Odisseu eram, na verdade, retratados como sendo sereias, mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver numa ilha isolada. Se assemelham às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única.

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No Folclore Brasileiro também aparecem registros desse ser mitológico, Iara ou Mãe-d’água, segundo o folclore brasileiro, é uma linda sereia que vive no rio Amazonas. No litoral do Rio Grande do Sul, mais precisamente nas praias de Torres, existe a lenda que uma sereia protege um esconderijo repleto de diamantes e pedras preciosas.

Esta sereia, conforme a lenda, aparece na entrada de uma gruta, sempre na meia-noite de toda sexta-feira de lua cheia. Se alguém tiver a sorte de ver a sereia e presenteá-la com um pente, sem nada perguntar, descobrirá onde está enterrado o tesouro.

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O Preço de um Segredo: Capítulos Finais ( Capítulo 12 — O Cativeiro e Capítulo 13 – Uma Última Esperança. )

Capítulo 12 — O Cativeiro

— Não vai se explicar? — Questionou a moça.

— Não sei do que você está falando. — Respondeu Felipe.

— Não sabe? — Questionou Vitória.

— Eu vou te dizer três nomes Felipe. — Iniciou Vitória.

— Jade, Ângela e Nicolau! — Completou a moça.

— Como você? Onde você arrumou tudo isso? — Perguntou Felipe.

— Não importa, mas saiba que se tentar qualquer coisa contra mim isso tudo vai cair nas mãos da polícia! — Declarou a moça.

— Do que você está falando? Vitória sou seu irmão! — Disse o rapaz.

— E é por isso que estou te perguntando o motivo de todos esses assassinatos Felipe! O que você fez? — Questionou a jovem em meio a lagrimas.

— Eles me ameaçaram Vitória, todos eles me ameaçaram, não podia deixar! — Disse Felipe começando a chorar.

— Ameaçaram com o que Felipe? — Insistiu a irmã.

— Vitória não sou seu irmão, eu fui trocado na maternidade. — Revelou o rapaz.

— O que? De onde você tirou isso? — Perguntou Vitória.

Felipe então conta toda a história a irmã que fica em choque com o revelado, Vitória não pode acreditar no que estava ouvindo, sua mãe nunca faria o que Jade afirmou, mas e se fosse verdade? Talvez fosse por isso que Felipe sempre foi tão diferente.

— Felipe? Eu… eu nem sei o que pensar, minha cabeça está girando. — Disse Vitória em choque.

— Não pense nada, anda venha comigo, você precisa se deitar. — Disse Felipe ajudando a irmã a ir para o quarto.

No quarto Felipe ajuda Vitória a se deitar, ele tira seus sapatos e a põem sobre a cama.

— Felipe, mesmo tudo isso sendo verdade, você sabe que não deveria ter cometido aqueles crimes. — Disse Vitória.

— Não pense nisso agora, mais tarde conversamos. — Disse Felipe beijando a testa da irmã.

Ao sair do quarto Felipe pega a chave e tranca a porta por fora, ele desce até a sala e chama Vanusa a empregada.

— Vitória não sai daquele quarto a menos que eu libere está me ouvindo? — Declarou Felipe.

— Mas senhor Felipe… — Dizia Vanusa.

— Nada de mais nem menos, se Vitória sair de lá, considere-se morta Vanusa! — Ameaçou Felipe.

Mais tarde naquela noite Vitória desperta do sono e resolve comer alguma coisa, ao chegar na porta percebe que a mesma está trancada.

— Mas o que está acontecendo! — Pensou Vitória.

A jovem começa a bater na porta e chama por alguém, mas ninguém responde de volta, Vitória então resolve bater mais forte e de nada adianta, a moça então procura seu celular e percebe que ele já não está mais ali. Da sala Felipe ouve o desespero de Vitória enquanto bebe um copo de Whisky.

— Senhor Felipe? — Disse Vanusa.

Felipe pede para que a empregada chame o segurança, ele dá as ordens ao segurança e exige que ele impeça Vitória se ela tentar sair do quarto. Vanusa prepara o jantar e leva em uma bandeja até Vitória.

— Vanusa! — Disse Vitória.

— O que está acontecendo? — Completou a jovem.

— Perceu? O que faz no meu quarto? Por que estou trancada? — Questiona Vitória.

— Seu irmão, ele nos disse que é para seu bem dona Vitória, não posso fazer nada… — Respondeu Vanusa.

— Felipe está maluco! — Disse Vitória indo em direção a porta.

Perceu a impede e Vitória fica incrédula.

— Perceu? Saia da minha frente! — Ordena a jovem.

— Não posso! São ordens do seu Felipe. — Declarou o segurança.

Perceu e Vanusa saem do quarto e voltam a trancar a jovem, Vitória está em cativeiro na sua própria casa e o pior de tudo mantida pelo seu próprio irmão. Felipe perdeu o juízo de vez, isso era o que Vitória concluiu.

No dia seguinte Pedro descobre através de Erick que os dois podem ser irmãos, eles sempre foram muito unidos e Erick já sentia algo relacionado a Pedro a anos, mas por um acaso do destino, através dos problemas que estavam relacionados a Afonso no hospital e toda a função de doação de sangue, Erick chegou a conclusão de que isso seria possível, já que estava comprovado que seria impossível Afonso e ele serem irmãos. Os dois então fazem um exame de DNA, porém no dia de abrir esse exame em uma conversa regrada de emoção eles optam por esquecer, pois eles já se sentem irmãos e isso é o que importa.

Pedro obviamente levou a possibilidade a Elisa que contou a ele a sua história, bom pelo menos é o que Pedro acredita.

— Pedro meu amor, você foi deixado na porta da minha casa, nunca soube quem poderia ser seus pais, eu procurei, juro para você que procurei, mas nunca encontrei. Eu menti para você porque achava que assim você sofreria menos. — Revelou Elisa.

Pedro abraça e perdoa sua avó, afinal ela não fez nenhum mal a ele, pelo contrário, ela cuidou dele. Logo após Pedro vai para seu quarto e começa a pensar na história que sua avó lhe contou, era tudo muito vago, o rapaz toma uma decisão.

— Eu vou descobrir quem são meus pais! — Declarou Pedro.

Na casa de Felipe ele sobe para uma conversa com a irmã.

— Felipe, o que você pensa que está fazendo? Você perdeu o juízo? — Disse a jovem.

— Não, pelo contrário, Vitória não matei todas aquelas pessoas para deixar você me entregar para polícia. — Disse Felipe.

— Você não pode me manter trancada aqui! — Revidou Vitória.

— Você tem toda razão! Perceu! — Ordenou Felipe.

O segurança pega Vitoria e põem uma substância em sua boca, a moça desmaia e Perceu junto a Felipe levam-na para o porão da casa deles. Felipe havia transformado o porão em uma “ segunda casa ”, havia de tudo, uma cozinha, um banheiro, um quarto, livros e até uma televisão, a diferença é que as paredes tinham sido revestidas com um sistema anti som, Felipe manteria Vitória presa lá embaixo e não queria que ninguém soubesse.

Ao despertar do desmaio Vitoria fica confusa, ela não consegue identificar onde está, a jovem caminha pela casa e não observa nada familiar, quando se dá conta do que aconteceu percebe que agora definitivamente está presa em um cativeiro.

Capítulo 13 – Uma Última Esperança.

Vanusa é chamada por Felipe, ele informa a ela do cativeiro da irmã e dá seu último aviso a empregada.

— Você vai alimentá-la, vai lavar as roupas dela e levar tudo o que ela te pedir, mas nunca diga a ela onde ela está! Se ela descobrir que está presa no porão, eu acabo com você e toda a sua família, estamos entendidos? — Ameaçou Felipe.

— Sim senhor! — Respondeu Vanusa.

Vanusa desce até o porão e encontra Vitória.

— Vanusa, graças a Deus, o que está acontecendo, onde eu estou? — Questionou Vitória.

— Me desculpe dona Vitória, mas estou aqui apenas para lhe trazer a comida. Seu irmão deixou bem claro que não posso lhe ajudar ou ele me mata. — Respondeu a empregada.

— Vanusa, você não pode me deixar aqui… — Disse Vitória com lagrimas nos olhos.

— Eu sinto muito dona Vitória. — Lamentou a empregada.

            Alguns meses depois…

Meses depois Vitória continua presa e Vanusa a visita todo dia, no começo foi difícil, mas depois Vitória foi aceitando seu destino. A noite ela chora pensando na possibilidade de morrer ali sozinha, mas durante o dia Vanusa a faz companhia.

— Preciso ir, seu irmão vai chegar e ainda não preparei o jantar. — Disse Vanusa.

— Tudo bem! Boa volta! — Respondeu Vitória.

Assim que Vanusa sai do quarto Vitória percebe o que a empregada deixou escapar, “ seu irmão vai chegar ”, ela só pode estar presa em casa.

— Estou no porão! — Disse Vitória.

No dia seguinte Pedro acorda, toma café e vai para loja de suplementos, no meio da manhã ele avisa Erick que precisa sair. Pedro decidiu a alguns meses que descobrirá a verdade sobre sua história, o primeiro lugar obviamente a procurar é no hospital. Pedro separou a lista de diversos hospitais do Rio de Janeiro, hoje ele iniciará uma maratona em busca da sua origem.

Na casa de Felipe, Vanusa limpa o escritório do patrão e ao mexer em uma gaveta encontra uma pasta, a pasta lhe chama a atenção pois está com o nome de Vitória. Vanusa guarda a pasta na gaveta novamente e desce levar o almoço da menina.

No cativeiro Vanusa pergunta a Vitória porque Felipe a trancou, a menina conta toda a história a empregada. Vanusa ouve tudo com atenção.

— Mas tem mais uma parte que Felipe não sabe Vanusa, descobri que posso ter um irmão, sim eu posso ter um irmão Vanusa. — Disse Vitória.

— Como assim dona Vitória? — Questionou a empregada.

— Meu pai sempre teve muitas amantes, e no meio das minhas investigações encontrei com uma delas, uma mulher que afirmou para mim que meu pai teve um caso com uma tal de Lilian e que essa mulher ficou grávida e desapareceu. — Revelou Vitória.

Vanusa fica chocada com a história, porém não se aprofundou no assunto. No fim do dia ela vai para sua casa, a empregada vive em um bairro de classe média, a vizinhança é muito boa, sem violência e pouca criminalidade, a única vez que Vanusa lembra da presença da polícia no bairro, foi quando seu vizinho Nicolau foi assassinado.

— Boa noite dona Eliza! Como a senhora está? — Perguntou Vanusa.

— Bem! E você? — Questionou Eliza.

— Bem também, e o Pedro, faz tampo que não o vejo. — Disse Vanusa.

— Ele trabalha muito, mas logo está chegando! — Respondeu Eliza.

— Olha ele ai! — Disse Eliza abraçando o neto que acabava de chegar.

— Boa noite Vanusa! — Cumprimentou Pedro.

— Boa noite Pedro, estávamos falando de você agora! — Disse a empregada.

— Espero que seja coisa boa! — Respondeu Pedro.

— E tem alguma coisa ruim para falar de você! Você é a melhor coisa que me aconteceu! — Elogiou a avó.

— Então deixa eu entrar, preciso de um banho! — Disse Pedro dando um beijo na avó e despedindo-se de Vanusa.

Sim, Vanusa é vizinha de Eliza e Pedro, é como se o destino estivesse conspirando para que essa história se resolva. Pedro está em busca de seus pais e a sua origem. Eliza sabe de toda a verdade sobre Lilian e Álvaro. Vanusa sabe de boa parte da história que descobriu através de Vitória que está sendo mantida em cativeiro pelo próprio irmão por saber de tudo, com uma boa roda de conversa entre eles em um fim de tarde de verão nós chegaríamos ao fim desse enredo, porque uma última esperança acaba de surgir.

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