Especial Halloween: Bruxas

Fonte: Wikipédia

À afirmativa de existência de bruxas à forma retratada em registros da Idade Média, incluindo histórias infantis que permaneceram em evidência até os dias atuais, admite-se uma ressalva: elas parecem ter existido apenas no imaginário popular como uma velha louca por feitiços enigmáticos, surgidas na esteira de uma época dominada por medos, quando qualquer manifestação diversa ou mesmo a crença na inexistência de bruxas da forma retratada pelas autoridades clericais era implacavelmente perseguida pela Igreja.

A feitiçaria já era citada desde os primeiros séculos de nossa era. Autores como o filósofo grego Lúcio Apuleio, fazia alusão a uma criatura que se apresentava em forma de coruja que na verdade era uma forma descendente de certas mulheres que voavam de madrugada, ávidas de carne e sangue humanos.

Para os intelectuais, estes acontecimentos não passavam do imaginário popular, sonhos, pesadelos e, assim, recusavam-se a admitir a existência de bruxas. Porém, entre muitos povos não era assim: os éditos dos francos salianos falavam da Estrige como se ela existisse de fato. Os penitenciais atestavam a crença nessas mulheres luxuriosas. No início do século XI, Burcardo, o bispo de Worms, pedia aos padres que fizessem perguntas às penitentes no intuito de descobrir se eram seguidoras de Satã, se tinham o poder de matar com armas invisíveis cristãos batizados, se sim, quarenta dias de jejum e sete anos de penitências.

Até ao século XIII a Igreja não condenava severamente esse tipo de crendice. Mas nos séculos XIV e XV, o conceito de práticas mágicas, heresias e bruxarias se confundiam no julgo popular graças à ignorância. Eram, em geral, mulheres as acusadas. Hereges, cátaros e templários foram violentamente condenados pela Inquisição, tomando a vez aos judeus e muçulmanos, que eram os principais alvos da primeira inquisição (século XIII). Curiosamente, foi exatamente a partir da primeira inquisição que a iconografia cristã passou a representar o “Arcanjo Decaído” não mais como um arcanjo, mas com a aparência de deuses pagãos, como Pã e Cernunnos. Tal fato levou, séculos após, à suposição de que bruxas eram adoradoras do demônio, que, no principal livro cristão (Bíblia), relata que ele pode possuir diversas formas, portanto, relacionavam-no aos deuses delas. O uso alternativo do nome Lúcifer para designar o mal encarnado, na visão cristã, agravou a ignorância a respeito do culta das bruxas, uma vez que o nome Lúcifer, pela raiz latina, representa portador/fabricante da luz (Lux Ferre), inescapável semelhança ao mito grego de Prometeu, que roubou o fogo dos céus para trazê-lo aos homens.

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Sob a luz de velas verdes, nua diante de um quadro negro onde havia pintado o rosto do Diabo, ela o invocava e o adorava. Feiticeira conhecida, Maria era requisitada para realizar casamentos e encontros desonestos. Com uma pequena pedra batizada em três pias de água benta, ela dava de beber à pessoa a qual pretendia enfeitiçar. Esposa de João Esteves, que partiu para Índia e nunca retornou, Maria Silva, mulher analfabeta de 40 anos, foi presa pela Inquisição de Lisboa em 1664. No primeiro interrogatório, questionada pelos inquisidores sobre a razão de estar presa, Maria não hesitou em dizer que “certamente era devido aos falsos testemunhos de seus inimigos”. Ao longo de todo o processo, ela negou as acusações, o que fez com que fosse conduzida pelo Santo Ofício à câmara de torturas. Desesperada, gritava pela Virgem dos Necessitados e pedia misericórdia. No auto-da-fé de 17 de agosto de 1664, ela foi condenada e expulsa de Portugal. Seu destino, o Brasil.

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