Descobrindo o Amor – Capítulo 2: O Sócio.

Capítulo 2: O Sócio.

Depois de um dia exaustivo de trabalho, Erick retorna para o seu apartamento, no caminho ele tem diversas lembranças, algumas boas e outras ruins de tudo que aconteceu em sua vida, toda a luta para chegar aonde ele está hoje. Erick passou por poucas e boas antes de se tornar proprietário da sua rede de Suplementos a Fit for Fit, ele trabalhou em diversas profissões durante sua vida para ajudar a sua mãe que sofria com um câncer de mama, infelizmente ela não viveu o bastante para acompanhar a ascensão do filho, mas tinha certeza que ele conseguiria e Erick conseguiu, conseguiu por ela.
Em casa Erick toma um banho, prepara o jantar e senta na sacada de seu apartamento para beber uma taça de vinho, vinhos eram uma paixão de Erick e ele adorava experimentar diversos sabores, mas para um apaixonado por vinhos Erick ainda precisava conhecer uma vinícola, mas isso ainda não havia acontecido e ele percebeu somente agora sentado em sua sacada.
— Essa com certeza é uma coisa que eu ainda não fiz e tenho que fazer! — Pensou Erick enquanto saboreava sua taça de vinho.
De repente Erick pegou-se rindo, mas rindo de que? A sim ele tinha motivos para rir, seria trágico se não fosse cômico, Erick ria de toda a cena envolvendo ele e Aline mais cedo na rua.
— Aquela maluca… — Pensou Erick bebendo o último gole do vinho antes de ir se deitar.
Em seu apartamento Aline saia do banho pronta para se deitar, quando também se pegou rindo de toda situação vivida com Erick.
— Meu Deus! O que foi que eu fiz, sabe penso que eu sou um pouco doida mesmo, mas também, aquele brutamontes, ele me irrita até com seu respirar, mas que eu me vinguei dele hoje a eu me vinguei… o único problema foi meu prejuízo mesmo, mas valeu a pena! — Pensou Aline indo se deitar.
No dia seguinte Aline acorda com uma mensagem de Taisa em seu celular:
“ Os investidores entraram em contato, eles vêm ao Brasil na segunda que vem, isso significa que você precisa estar casada até essa data Aline! ”
— Meu Deus, e agora? — Apavorou-se Aline.
Na fábrica Taisa e Erick (advogado) já estão esperando Aline para resolver o assunto de seu estado civil:
— Graças a Deus você chegou. — Falou Taisa, preocupada com a situação.
— Você já pensou no que vamos fazer? — Disse Erick (advogado).
— Sim, já está tudo decidido! — Declarou Aline.
Erick (advogado) e Taisa se olham, visivelmente confusos com o que Aline disse.
— Bem e como vai ser então? — Disse Taisa.
— Pois bem, Erick, aceita se casar comigo? — Disse Aline se ajoelhado aos pés do advogado.
— O que? — Respondeu Erick (advogado) chocado com a proposta.
— Ué, eu preciso estar casada, não é? Por que não poderia ser com você? — Respondeu Aline.
— Por que não! Aline, os investidores me conhecem, eles já sabem o meu estado civil, o que eles pensariam se me vissem casado com você, eles desconfiariam na hora. Me desculpe, não podemos nos casar. — Concluiu Erick (advogado), deixando Aline visivelmente constrangida e preocupada.
— Então eu não tenho nenhuma ideia melhor, eu não conheço mais ninguém, você era a única pessoa que eu poderia confiar para me ajudar, agora… — Falava Aline até ser interrompida pelas gargalhadas vindas da loja de suplementos.
Taisa então olha para Aline, que descarta a ideia da amiga na hora:
— Não, não mesmo, jamais, tire essa ideia de girico da sua cabeça, não vai rolar! — Disse Aline.
— Pensa bem Aline, você conhece ele, nós conhecemos, ele é uma boa pessoa e pode nos ajudar. — Disse Taisa batendo no braço de Erick (advogado) para que a auxiliasse a convencer Aline.
— É a Taisa tem razão, eu o conheço e sei da sua história, ele é confiável Aline. — Completou Erick.
Erick (advogado) era vizinho do Erick (dono da loja), engraçado isso né? Eles tinham o mesmo nome e moravam na mesma rua, imagina quantas vezes eles não foram confundidos, você mesmo já deve ter confundido ao dois em alguma parte da história, mas o fato é que eles eram amigos e Erick (advogado) conhecia toda a história do Erick (dono da Fit for Fit) e tinha a certeza do caráter e coração dele.
— Ele é uma boa escolha, você só precisa fazer uma proposta a ele! — Disse Erick (advogado) a Aline.
— Vocês têm certeza? Tem certeza do que estão me pedindo? —Perguntou Aline.
— Alguma vez já te colocamos em uma furada Aline? — Questionou Taisa.
— Nunca! — Respondeu Aline.
— É nossa melhor opção agora. — Disse Erick (advogado).
— Bom e qual a proposta que eu faço a ele? — Questionou Aline.
— Ofereça a ele uma “sociedade” no negócio, ofereça cinco milhões a ele, você vai receber cinquenta milhões então eu acho que esse valor é mais que suficiente. — Respondeu Taisa.
— Olha eu aqui, tendo que oferecer dinheiro para um cara casar comigo, que fase em? — Disse Aline.
— Pois bem, eu vou falar com aquele grosseirão. — Disse Aline.
Aline vai até a loja de Erick que revira os olhos quando a vê chegar:
— Ah não, não são nem dez horas ainda e você já está aqui, o que foi que eu fiz agora? — Perguntou Erick indo em direção a Aline.
— Há há há, não fez nada ainda, eu só queria te pedir desculpas por ontem e queria te fazer uma pergunta, mas tem que ser a sós. — Disse Aline.
— Olha só, você sabe se desculpar!? Interessante, uma pergunta a sós? Eu sei que vou me arrepender, mas… vamos subir para o meu escritório! — Respondeu Erick curioso com a pergunta que Aline queria lhe fazer.
Os funcionários de Erick ficaram todos de ouvidos em pé, o que será que a fera queria com o patrão, eles nunca se acertaram, por que agora vão conversar? Todas essas perguntas corroíam eles por dentro, incluindo Andressa, ela era vendedora da loja de Erick a menos de dois anos, era completamente apaixonada por ele e dava diversas investidas no patrão, mas Erick tem um coração muito puro e nunca viu segundas intenções nas investidas de Andressa, afinal ele a via como uma “irmãzinha” e nada mais.
Andressa corre falar com Pedro:
— O que será que a fera quer com o Erick? Ela nunca suportou ele? Por que essa maluca veio aqui? — Questionou Andressa.
— Não sei, mas de uma coisa eu sei, não vai dar boa coisa, nunca da boa coisa com esses dois juntos. — Respondeu Pedro.
No escritório de Erick, ele e Aline conversam:
— Então! Que bons ventos te trazem até aqui? — Questionou Erick.
— Erick, eu… eu preciso da sua ajuda! — Respondeu Aline receosa de perguntar.
— Ajuda? Que tipo de ajuda? — Questionou Erick.
— Bem, eu estou fechando um negócio, e queria te propor uma “sociedade”, bem é quase isso… Erick, esse meu negócio é um contrato milionário só que meus investidores exigem que eu esteja casada, só assim eles vão fechar o negócio, então eu estou aqui para te perguntar… se.… você… bem, eu queria saber se… Erick, você aceita se casar comigo, apenas para fechar o negócio e depois a gente se divorcia, você aceita ser meu marido por um tempo? — Perguntou Aline.
Erick então cai na gargalhada:
— Hahahahahah, casar com você? Hahahaha, meu Deus por que você acha que eu aceitaria? — Disse Erick em meio às gargalhadas.
Aline então começa a ficar irritada:
— E eu posso saber por que você não aceitaria? Sou tão ruim assim? — Perguntou Aline.
— Bem, você é bonita eu não posso negar, mas não, não daríamos certo Aline. — Respondeu Erick.
— E quem disse que temos que dar certo? É tudo de mentira seu asno, é só para fechar o negócio não vamos nos casar e viver juntos para o resto da vida. — Disse Aline.
— E por que eu casaria com alguém que me chama de asno, brutamontes e outras coisas em? — Questionou Erick.
— Por que eu vou te pagar! — Respondeu Aline.
— E você acha que eu me venderia é? — Disse Erick.
— Por cinco milhões de reais! Você aceita? — Respondeu Aline.
Erick então fica chocado com o valor oferecido, ele sabia que era muito dinheiro e recentemente a loja não vinha vendendo como
antes, cinco milhões, quando Erick imaginaria faturar todo esse valor? Era uma proposta tentadora.
— Aceita Erick? — Questionou Aline.
Erick pensa, cinco milhões de reais, será que vale a pena meter-se nessa confusão? Erick era um romântico e sonhava em casar, mas casar por amor e não por dinheiro, será que realmente era a coisa certa a fazer? Casar por dinheiro? Mas veja bem, não era qualquer dinheiro eram cinco milhões de reais.
— Não! — Respondeu Erick, uma resposta rápida e firme, Erick estava certo de sua resposta e não hesitaria.
— Não? — Questionou Aline visivelmente chocada com a resposta.
— Mas Erick, você não quer um tempo para pensar… — Perguntou Aline até ser interrompida por Erick.
— Não, essa é minha resposta, por favor vai embora eu preciso trabalhar. — Respondeu Erick abrindo a porta para que Aline partisse.
Aline então sai da loja de Erick frustrada com a resposta.
— E agora? O que eu faço! — Disse Aline indo em direção a fábrica.
Na loja de Erick, todos ficam curiosos em saber o que Aline fazia ali, Erick então sai do escritório e é atacado por Andressa com a mão cheia de notas e boletos:
— Erick, esses avisos de cobrança acabaram de ser entregues pelo correio, toma. — Disse Andressa entregando a papelada a Erick.
— A claro, elas sempre vem, as cobranças… — Respondeu Erick.
Erick retorna ao escritório e começa a pensar no que fazer para pagar tantas contas, o faturamento das lojas eram bons e ele conseguia se manter, porém ele havia emprestado recentemente um
grande valor em dinheiro ao seu irmão Afonso. Afonso era um pilantra viciado em jogos, ele perdeu dinheiro emprestado por um agiota na jogatina e teve de recorrer a Erick que não pensou duas vezes, afinal ele prometera a mãe que cuidaria do irmão.
Mas o dinheiro emprestado ao irmão começou a fazer falta e Erick está se vendo louco para manter as lojas, funcionários e até sua própria casa. A proposta de Aline cairia muito bem agora, mas por que Erick recusou, afinal era simples ele só precisaria ficar casado por alguns dias e ganharia uma bolada para isso, bem Erick era uma pessoa de caráter, ele sempre foi o orgulho da mãe que no fim da sua vida fez um último pedido:
— Filho, eu sei que logo partirei, você sempre foi um filho exemplar, me ajudou tanto durante a vida, então agora no fim dela eu só tenho três coisas para te pedir, a primeira é que você siga em frente firme e forte, continue sendo esse homem honesto e bondoso, justo e determinado, continue assim meu filho que você vai longe. O segundo pedido é que você tome conta de Afonso, seu irmão é complicado, mas é seu irmão, por favor nunca esqueça disso. E a terceira coisa é que você continue sempre acreditando no amor pois o amor vem antes de qualquer coisa meu filho, só o amor cura, só o amor salva, só o amor vale a pena, o dinheiro, ah o dinheiro é só ilusão meu filho ele vem e vai, já o amor quando ele vem ele fica! O amor Erick é o verdadeiro tesouro.
Então ali estava o motivo, Erick prometeu a mãe em seu leito de morte que colocaria o amor a frente do dinheiro, mas Erick está endividado, sem dinheiro ele não pode cumprir as outras promessas
que fez a mãe, o que fazer? Se não pagar as contas ele pode perder tudo o que conquistou, tudo o que batalhou, estaria tudo perdido. Erick pensa e repensa e toma uma decisão. Erick vai até a fábrica.
Na fábrica Doce Mel Aline, Taisa e Erick (advogado) pensam em uma solução para fechar o contrato quando são interrompidos pelo telefone:
— Dona Aline, o senhor Erick da loja de suplementos está aqui e deseja falar com a senhora. — Disse a secretaria em uma ligação.
— O Erick? Aqui? Deixe-o entrar! — Respondeu Aline.
— Ele está aqui! Será que mudou de ideia? — Questionou Taisa.
— Não sei, mas seja o que for, Aline, você precisa trata-lo bem, pelo amor de Deus ele é nossa única chance. — Disse Erick (advogado).
Erick então entra na sala de Aline, enquanto Taisa e Erick (advogado) deixam a sala.
— Erick, você por aqui, que surpresa! — Disse Aline.
— Eu vou ser direto com você, eu aceito a sua proposta de “sociedade”, preciso do dinheiro então vamos logo com isso, eu caso com você! — Disse Erick
— Pois bem, então eu vou chamar meus advogados e amanhã mesmo assinamos o nosso contrato! E de quebra organizamos tudo para esse fatídico evento. — Respondeu Aline.
— Sócios? — Perguntou Aline estendendo a mão a Erick.
— Sócios! — Respondeu Erick apertando a mão de Aline.

Descobrindo o Amor – Capítulo 1: A Guerra de Bolos.

Capítulo 1: A Guerra de Bolos.

Você deve estar se perguntando quem é essa mulher atirando bolos nesse homem no meio da rua a essas horas da tarde, bem essa é Aline Aparecida Ferreira. E para te explicar o porquê ela e esse brutamontes musculoso estão discutindo e disparando bolos um contra o outro, primeiramente preciso te contar como chegamos até aqui!
Como havia comentado anteriormente, essa é Aline e ela vive aqui, na cidade maravilhosa, a linda e charmosa Rio de Janeiro, mais especificamente no Leblon. Aline se mudou para cá com apenas 18 anos, uma jovem menina que veio do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro cheia de sonhos e vontade de vencer.


10 anos atrás…


— Vamos lá Aline! Foi para isso que você veio para cá! — Pensou a jovem preparando-se para sair vender seus quitutes.
Aline pega sua cesta cheia de bolos e doces feitos por ela mesma e parte em direção a orla de Copacabana.
— Oi, me vê uma fatia de bolo por favor! — Pediu o jovem Erick.
Erick era um jovem estudante de direito que estava prestes a se formar advogado.
— Claro, você quer de quê? — Perguntou Aline.
— Pode ser de chocolate! — Respondeu Erick.
— Vem cá, você não é daqui não né? — Questionou Erick.
— Não, cheguei recentemente a cidade, sou do Sul. — Respondeu a jovem.
— Percebi pelo seu sotaque, bem-vinda ao Rio! — Disse o rapaz.
Erick era um jovem bom, ele adorava ajudar as pessoas e detestava injustiças, por isso optou formar-se em direito, para ajudar aqueles que mais precisavam.
— Obrigada pelas boas-vindas, desde que cheguei me vi assustada, mas não fujo do serviço não, comecei a vender bolos e doces hoje e estarei aqui todos os dias, mas e ai o que você achou? — Questionou Aline apreensiva com a resposta.
Erick come um pedaço do bolo e tem uma surpresa, era como se uma alegria invadisse seu coração repentinamente, ele não sabia explicar, mas aquela havia sido a melhor fatia de bolo que Erick já comeu na vida, ele sorri para a jovem que aguarda ansiosamente um veredito.
— Uau! É delicioso, eu nunca comi nada igual, parabéns… — Disse Erick estendendo a mão a Aline.
— Aline! Meu nome é Aline! — Respondeu a jovem apertando a mão de Erick.
— Sou Erick! E tenha certeza de que amanhã voltarei! Agora preciso ir até mais Aline. — Despediu-se o rapaz.
Aline observa Erick ir embora pela orla de Copacabana animada, a jovem tem um pressentimento, ela sabia que aquele era só o começo, mas mesmo assim já deslumbrava um futuro grandioso.


De volta a atualidade…


No Rio de Janeiro Aline enfrentou diversas batalhas, até que finalmente construiu seu império de doces, atualmente ela é dona de uma rede de confeitarias, e lá eles vendem de tudo, bolos, doces, pães… tudo que você quiser eles fabricam, dos produtos mais simples aos mais sofisticados, tudo que se pode imaginar eles fazem.
Hoje Aline se reuniu com seus advogados, Taisa e Erick, sim o Erick lembra dele pois então ele se formou e hoje é um dos melhores advogados do país. Taisa é uma menina inteligentíssima e sempre foi muito amiga de Aline, desde que ela chegou ao Rio, já que as duas dividiram apartamento por um bom tempo.


10 anos atrás…


No aeroporto Aline desembarca e sente-se assustada, era uma cidade nova e muito diferente de onde ela viera, Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul, mas ainda não se comparava ao Rio de Janeiro, tudo era diferente ao que Aline viveu ou conheceu.
— Com Licença, será que você pode me ajudar? — Disse Aline a uma mulher que a acompanhava no portão de desembarque.
— Me desculpe, estou atrasada! — Declarou a mulher afastando-se de Aline.
— Com licença senhor, será que você pode me ajudar? — Perguntou Aline a um homem que também passa pelo portão de desembarque, mas dessa vez esse nem respondeu.
— É as coisas aqui serão diferentes! — Declarou Aline.
Aline segue e ao sair do aeroporto assusta-se ainda mais, o que ela faria agora? Ela era apenas uma jovem assustada em uma cidade grande. A jovem pensa e toma coragem, ela sempre enfrentou seus medos e nunca fugiu da luta, era hora de encarar essa nova realidade.
— Boa noite! Eu preciso de um… — Dizia Aline a um taxista até ser interrompida por uma voz feminina que vinha em direção a eles.
— Boa noite, você pode me levar a esse endereço? — Questionou uma moça entregando um papel para o taxista.
— Claro! — Respondeu o taxista.
— Ah, me desculpe, você ia pegar esse? — Questionou a moça apontando para o taxi.
— É na verdade eu nem sei… sou nova aqui, estou perdida e preciso encontrar alguma pensão ou coisa do tipo. — Respondeu Aline.
— Bem, você precisa de um lugar para ficar então? — Perguntou a moça.
— É, preciso… — Confirmou Aline um pouco envergonhada.
— Olha só, tenho um quarto para alugar se você quiser, moro no Rio a alguns meses e aluguei um apartamento grande, se tiver interesse a gente pode dividir. — Ofereceu a moça.
— Claro! Tenho sim! — Respondeu Aline animada.
— Ótimo! Aliais, me chamo Taisa! — Disse a moça estendendo a mão a Aline.
— E eu Aline! — Respondeu a jovem apertando a mão de Taisa.


De Volta a atualidade…


Atualmente Taisa e Erick trabalham com Aline como seus advogados e os três estão em uma reunião importantíssima para o futuro da rede de confeitarias Doce Mel.
— Aline, você precisa se casar! Essa é uma das condições do contrato, os sócios precisam ser casados. — Informou Erick.
— Isso é um absurdo, não faz sentido nenhum essa condição! — Respondeu Aline.
— Nós sabemos, mas são as regras, não há o que fazer ou é isso ou você perde o acordo! — Disse Taisa.
— E como vou arrumar um marido a essa altura do campeonato? Vocês pensaram nisso? — Revidou Aline.
De repente ouve-se gargalhadas vindas do estabelecimento do outro lado da rua, O estabelecimento era uma loja de suplementos alimentares, Aline odiava aquela loja, o dono era completamente insuportável, estava sempre alegre e otimista, a felicidade dele era realmente algo surpreendente, para ele não havia tempo ruim.
— Olha lá, lá estão eles, não sei como está tudo sempre bem na vida deles, esse povo não tem um problema para lidar não?? — Comentou Aline enquanto observa ao lado de Taisa e Erick os meninos descarregando uma carga de suplementos que acaba de chegar na loja.
— “Vambora, Vambora” que o dia é longo rapaziada! — Disse Erick, o dono da loja, enquanto os meninos descarregavam as caixas do caminhão.
— Iiiii, a lá Erick, parece que alguém já chegou para trabalhar! Hahaha. — Falou um dos funcionários da loja apontando em direção a fábrica Doce Mel.
Erick vira-se em direção a fábrica e percebe Aline e seus advogados os observando.
— Ele nos viu!? — Disse Aline a Taisa e Erick (advogado) enquanto os três escondem-se atrás das cortinas.
— Acho que não! — Respondeu Erick (advogado).
— Bem que você podia casar com ele né? — Propôs Taisa a Aline.
— O que??? Você pirou é garota? Eu nunca casaria com aquele brutamontes cheio de músculos, aliás pelo visto é a única coisa que ele tem né? Músculos. — Respondeu Aline, descartando a ideia da amiga.
— Bem, o fato é que você precisa se casar com alguém, com ele ou não, você precisa estar casada em uma semana. — Disse Taisa.
— Me deixem pensar, anda, saiam daqui. — Falou Aline dispensando os advogados da sua sala.
De volta a loja de suplementos, Erick faz a conferência dos produtos que acabaram de chegar, mas é interrompido por uma pequena discussão que começará em frente a loja.
— Ei, ei você não pode estacionar aqui não, nós estamos aguardando mais uma carga que já está para chegar. — Disse Pedro, um dos funcionários de Erick ao motorista do caminhão que vinha buscar os produtos da fábrica para uma das confeitarias de Aline.
— O que está rolando aqui? — Questionou Erick interrompendo a discussão.
— Esse cara quer estacionar na vaga, mas a próxima carga já está para chegar. — Respondeu Pedro.
— Calma cara, a gente pode… — Mas antes que ele pudesse concluir a frase Aline chega e interrompe-o.
— Que palhaçada está rolando aqui? — Disse Aline, disposta a encerrar a discussão.
— O que acontece é que esses rapazes não me deixam estacionar aqui para carregar os bolos dona Aline. — Disse o motorista do caminhão.
— A é, e por um acaso a rua é sua senhor Erick? Você comprou esse estacionamento para você e esqueceu de avisar é? — Provocou Aline.
Erick então vira para ela e pensa bem antes de falar:
— Olha, não vou discutir com você, não vale a pena, quero ter um bom dia hoje, e isso nunca acontece quando eu discuto com a vossa senhoria. — Respondeu Erick em tom de deboche.
— A é mesmo, pois saiba que comigo acontece o mesmo, seu brutamontes. — Disse Aline provocando-o.
— Iiiihh… — ouviu-se um coro das vozes dos funcionários de Erick.
— Eu posso até ser um brutamontes, mas pelo menos as pessoas gostam de mim, ao contrário de você que mais parece uma fera. —Respondeu Erick.
Quando ele termina sua frase, o tempo simplesmente fecha e de repente Aline surta e perde totalmente o controle, Aline detesta ser chamada de fera, ela passou a infância toda sendo chamada de ferinha, por conta de sua mãe que sempre foi muito explosiva, infelizmente a menina acabou herdando esse temperamento da mãe e acabou se tornando uma pessoa um pouco difícil de lidar, e Erick sabia qual era seu ponto fraco.
— FERA!? COMO VOCÊ OUSA ME CHAMAR DE FERA, SEU MONTE DE MUSCULOS, GROCEIRO!!! — Gritou Aline ateando bolos e doces em direção a Erick e seus funcionários ali mesmo, no meio da rua.
— MALUCA! — Gritou Erick.
— MALUCA É SUA MÃE SEU BRUTAMONTES! — Revidou Aline.
— Aline, pelo amor de Deus… — Tentava conter Taisa.
— PELO AMOR DE DEUS É O CAR… — Respondeu Aline em fúria.
— ALEM DE DOIDA AINDA É MAL EDUACADA! — Provocou Erick.
— OOOOOHHHH!!! — Ouviu-se um couro das vozes das pessoas ali presentes.
— EU VOU TE MOSTRAR QUEM É MAL EDUCADA! — Respondeu Aline atirando um bolo inteiro no rosto do rapaz.
Foi o maior barraco, Aline teve que ser contida por Taisa enquanto Erick tentava desviar dos arremessos de bolo, sobrou até para o motorista do caminhão de suplementos que acabava de chegar para descarregar mais uma remessa. E assim retornamos ao início da nossa história, A Guerra de Bolos.
Em seu escritório Aline limpa-se dos bolos que arremessou em Erick no meio da rua:
— Aquele brutamontes pensa que é quem para me chamar de fera? Eu devia processa-lo! — Disse Aline ainda cheia de ódio.
— Processa-lo? Você está maluca, no meio do nosso negócio milionário, você não pode se envolver em nenhum problema jurídico não Aline. — Falou Erick (advogado).
— Mas Erick, você viu o que… — Falava Aline até ser interrompida.
— Não Aline, o Erick tem razão, você não pode meter-se em nenhum problema jurídico até fechar o contrato. — Decretou Taisa.
Na loja de suplementos, Erick também limpava-se dos ataques de bolos que havia sofrido por Aline:
— Essa mulher é maluca, completamente pirada, é por isso que está solteira, quem irá querer dividir a vida com essa maluca. — Resmungou Erick.
— Mas quem iria querer dividir a vida comigo? — Disse Aline a Erick (advogado) e Taisa.
Quem iria aceitar dividir a vida com uma fera, essa era a pergunta que precisava ser respondida, o negócio é muito bom para Aline, mas ela precisa estar casada. Aline precisa de ajuda, ela precisa de um sócio.

Continua…

Pais de primeira viagem

Autor: Fábio Anhaia

Era noite quando Taisa a última convidada do primeiro “mêsversário” do pequeno Lucas saiu da casa de Aline e Erick. Não havia sido uma festa grandiosa, Aline preparou um bolinho e alguns docinhos para a comemoração, apenas as pessoas mais “chegadas” foram convidadas, mas como se sabe, os “ mais chegados” de Aline e Erick davam para encher um enorme salão.

Os papais do pequeno Lucas o colocam para dormir, Aline e Erick estavam exaustos, o dia foi longo e havia tanto para organizar.

— Vamos dormir, amanhã organizamos essa bagunça! — Declarou Erick.

— Você tem razão, não aguento ficar um minuto se quer a mais em pé! — Concordou Aline.

Os dois passam pelo quarto do bebê e o observam dormir tranquilamente.

— Ele é a coisa mais linda desse mundo, tão pequeno, tão frágil… — Pontuou Aline.

— É, e foi nós que fizemos! — Concordou Erick beijando a esposa.

Erick e Aline tomam um banho e se preparam para dormir, finalmente eles poderiam descansar após aquele dia agitado. Ao fechar os olhos Aline percebeu aquele silêncio prazeroso, aquele tão esperado silêncio após um dia barulhento. Por um segundo Aline e Erick puderam relaxar, mas no segundo seguinte um som enorme atrapalhou aquele momento, como se fosse uma bomba que explodiu dentro do apartamento, mas era menos que isso, muito menos, o pequeno Lucas despertou e desandou a chorar.

O menino chorava como se não houvesse amanhã, Aline e Erick se olham e o marido já entende o recado.

— Tudo bem, é a minha vez! — Concordou Erick levantando-se.

No quarto do bebê, assim que Erick abre a porta o pequeno Lucas para de chorar e observa o pai com os olhos arregalados, ao ligar a luz Erick percebe um “sorriso” no rosto do filho.

— Sacanagem em? Será que você faz de propósito? — Questionou Erick.

Erick pega o pequeno em seus braços, confere a fralda, tenta amamentar, mas esse não era o problema.

— Então se está tudo certo, é hora de dormir! — Disse Erick sentando-se na cadeira de balanço e começando a cantarolar.

Trinta minutos depois, Lucas já estava dormindo como uma pedra, Erick o põem no berço e volta para o quarto.

— Está acordada? — Questionou Erick ao perceber que Aline ainda não havia pegado no sono.

— Sim, não consegui dormir sem você… — Respondeu Aline.

Os dois preparam-se para dormir, Aline deita sobre o peito de Erick e quando fecham seus olhos, Lucas desperta e volta a chorar.

Aline levanta e vai até o quarto do pequeno, ela pega-o em seus braços e começa a cantarolar de um lado para o outro, quinze minutos se passam e o bebê já está dormindo feito um anjo.

A jovem mãe retorna ao quarto e encontra Erick a esperando.

— Agora sim, podemos finalmente dormir! — Declarou Aline.

Mas antes mesmo que Aline pudesse deitar na cama, Lucas desperta e retorna a chorar. Erick entra no quarto e ascende a luz, no berço estava o bebê com os olhos bem arregalados.

— Então? Qual é? Vai dormir hoje não? — Questionou Erick.

O bebê sorri para o pai e ele se derrete todo, nesse momento Aline entra no quarto.

— E ai? Qual é o problema agora? — Questionou a jovem.

— O problema é que ele não quer dormir, a fralda está ok, não quis mamar, ele só não quer dormir! — Respondeu Erick.

— Bem, mas nós queremos! Então seu safadinho, “dooooormeeee”! — Disse Aline abraçando o marido que já estava com o filho no colo.

O bebê sorri para Aline, os três vão para o quarto do casal e começam a assistir algum filme que passava em um canal qualquer, Aline adormece e Erick está quase pegando no sono quando Lucas chora.

— O que é, o que houve? O seu problema é comigo não é rapaz? — Diz Erick e o bebê sorri.

— Muito bem, amanhã o papai precisa trabalhar, será que você poderia me deixar dormir? — Questiona Erick

O bebê o observa como se estivesse entendendo tudo o que ele dizia. Dez minutos após, Lucas adormece, Erick observa o pequeno por mais dez minutos e finalmente consegue dormir, aquele era o momento mais esperado do dia de Erick, poder dormir, descansar após um dia exaustivo e finalmente o momento havia chegado, seria perfeito se não fosse o despertador tocar.

Eram seis da manhã e Erick precisava levantar para trabalhar, o papai de primeira viagem levanta, bebe um café bem forte e vai até o quarto. No quarto Erick encontra Aline e Lucas dormindo como dois anjos, ele beija o rosto da esposa e do filho e os observa por mais uns minutos, Erick não havia dormido nada, mas mesmo assim não trocaria aquela vida por nenhuma outra.

O Havaiano

Verão de 2020.

De férias no Havaí, Raul e Natalia estão animados no quarto do hotel, a meses prepararam essa viagem e estão excitados com o que os aguarda.

— Que pena que Aline não pode vir. — Disse Natalia.

— É, desde que começou a lidar com esses investidores ela anda sem tempo. — Respondeu Raul.

— Bom, mas nós vamos aproveitar! — Declarou Natalia.

— Ah nós vamos, por nós e por ela! — Declarou Raul entregando uma taça de espumante a Natalia.

Após organizar tudo no quarto os amigos descem para a praia do resort, os dois entram no mar e algo chama a atenção de ambos um homem charmoso e boa pinta que acabará de chegar.

— Benza Pai, que isso! – Declarou Raul.

— Isso é um Deus Havaiano Raul! — Respondeu Natalia.

Os dois ficam babando enquanto o bonitão tira o short e fica apenas de sunga.

— Olá! — Cumprimenta o bonitão entrando no mar com eles.

— Oiiiii — Responderam os dois simultaneamente.

— Meu Deus! Que homem! — Disse Raul.

De repente os dois retornam a realidade quando uma onda quebra sobre eles.

— AAAAAAAHHHURGRHGURGUR! — Gritaram os amigos engolindo água e areia.

— Meu Deus Natalia! Amiga onde você está! — Gritou Raul levantando na beira da praia.

— Estou aqui! — Declarou Natalia levantando-se na beira do mar.

Mais tarde no jantar lá estava o bonitão no restaurante, ele os observava como se estivesse paquerando os dois ao mesmo tempo.

— Ele está olhando para mim, está olhando para miiiiimm! — Disse Raul.

— Está maluco! É para mim que ele está olhando! — Revidou Natalia.

— Você é que está maluca! Está na cara que ele é gay, olha para ele! — Afirmou Raul.

— O que? Raul para você todo homem bonito é gay, então pode parar! — Disse Natalia.

No meio da discussão os dois são interrompidos pelo garçom do restaurante:

 — Aquele senhor perto da janela enviou para vocês essa garrafa de espumante! — Revelou o garçom.

— Ai meu Deus! — Disseram os dois rindo.

Natalia e Raul abanam para o bonitão que abana de volta, eles estavam muito animados que haviam sido notados pelo galã. Após o jantar eles voltam para o quarto, Raul informa Natalia que descerá até a recepção para pedir mais travesseiros enquanto a amiga se arruma para dormir. Quarenta minutos depois Natalia se preocupa com a demora de Raul e desce atrás do amigo, ao chegar na recepção é surpreendida ao ser informada de que Raul não desceu até lá.

— Como assim? Mas gente onde ele está! — Pensou Natalia.

Ao retornar ao quarto Natalia encontra Raul na cama.

— Raul, onde você estava? — Questionou a amiga.

— Na recepção! — Respondeu Raul.

— Eu vim de lá agora Raul! — Revelou Natalia.

— Bem, eu fui até a recepção, mas aí fui informado que deveria pegar os travesseiros com a camareira (olhava Raul para o carrinho de serviço do hotel), acompanhei ela (olhava agora para a cortina), peguei os travesseiros e aqui estou! — Disse Raul.

— Um, está bem, e o bonitão se encaixa onde nessa sua história? — Questionou Natalia.

Raul então começa a se comportar estranho, como se estivesse tentando dizer algo a Natalia.

— Anda Raul, responde! — Insistiu Natalia ao reparar os olhos do amigo.

— O que foi? — Disse Natalia.

— O vento! Está frio, não acha! — Disse Raul nervoso.

Natalia olha em direção a porta da varanda e percebe algo escondido atrás das cortinas.

— Ah, claro, eu vou buscar cobertores. —  Diz Natalia andando até a porta do quarto.

Ao bater a porta o bonitão sai de trás das cortinas e tem uma surpresa, Raul quebra um vaso de flor em sua cabeça e ele desmaia.

— Meu Deus Raul, o que você fez? — Questionou Natalia.

— Anda vamos, precisamos correr! — Disse Raul puxando a amiga pelo braço.

— Mas o que aconteceu? — Questionou Natalia.

— Ele é um bandido! Queria nos assaltar, ele ameaçou me matar amiga, disse que tinha uma arma! — Revelou Raul.

— Raul, pare! Pense comigo, se ele tivesse uma arma, não se esconderia atrás das cortinas, não acha? — Disse Natalia.

— Bem, realmente! — Concordou Raul.

— Ele é um “golpistazinho” amador Raul, anda me ajude. — Disse Natalia.

Raul e Natalia colocam o bonitão no carrinho do hotel completamente nu e o carregam até a praia, na praia eles amarram o rapaz em um poste de luz pelado e com um recado de batom no abdômen que dizia o seguinte.

“Nunca mais vou dar golpe em ninguém, muito menos em brasileiros!”

No dia seguinte a polícia prende o golpista por diversos crimes cometidos no resort, mas antes que pudessem leva-lo várias vítimas do rapaz atearam tomates e outros legumes nele. Natalia e Raul observam o rapaz ser levado e concluem que essa será uma boa história para contar a Aline na próxima reunião.

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