Agora Sim… Felizes para Sempre!

Por: Fábio Anhaia.

O grande dia está chegando e você não pode ficar de fora, Agora Sim… Felizes para Sempre é o terceiro e último livro da trilogia Descobrindo o Amor, e agora, estamos próximos de descobrir o desfecho final dessa história. Com muito amor, bolo, Whey e tensão, você vai se surpreender com os fins dos nossos personagens.

Aline e Erick retornam para juntar-se a Pedro e Vitória a parte final da trilogia, juntos eles terão que enfrentar as maldades tramadas por Felipe. Andressa também retornará no terceiro livro e juntos vamos descobrir o desfecho surpreendente da personagem.

Então não perca! O lançamento oficial é em 20 de julho de 2022.

Descobrindo o Amor: Capítulo 10 – Os investidores.

Capitulo 10 – Os investidores.

Após o casamento Aline e Erick vão para o apartamento do rapaz, não era um apartamento ruim, muito pelo contrário, o condomínio era bem frequentado, o apartamento era grande, mas mesmo assim ainda era bem inferior ao apartamento de Aline no Leblon.

— Bem-vinda ao lar! — Disse Erick abrindo a porta.

— Lar? Você chama isso de lar? — Respondeu Aline.

— Olha não fale assim da minha casa, eu batalhei muito para conseguir. — Revelou Erick.

— Está bem, me desculpe, não quis te ofender. — Disse Aline.

— Só que eu tenho um apartamento no Leblon, nós poderíamos morar lá! — Completou Aline.

— Aline, eu aceitei casar com você e estou fazendo de tudo para mantermos uma boa convivência, mas uma coisa é certa, eu não vou sair da minha casa! — Disse Erick.

Os dois então vão ao quarto de Erick, Aline pede por um banheiro, precisava tomar banho, o dia foi cansativo e ela não aguentava mais, Erick mostra a ela o banheiro, Aline toma um banho quente, põem uma camisola e sai do banheiro, quando chega ao quarto tem uma surpresa, Erick está deitado na cama.

— O que você está fazendo? — Questionou Aline.

— Eu usei o banheiro principal e tomei banho lá, agora estou deitado, na minha cama. — Respondeu Erick.

— E eu vou dormir onde? — Perguntou a jovem.

— Do meu lado, estamos casados! Dormiremos na mesma cama, qual o problema? — Disse Erick.

— O problema é que esse casamento é de mentira! — Declarou Aline.

Erick então se levanta pensativo, se aproxima de Aline e a moça fica arrepiada.

— De mentira? — Disse Erick.

— Você realmente ainda está tentando se enganar? — Completou Erick.

— Erick… eu… — Dizia Aline.

— Eu não farei nada que você não queira Aline, mas quero que saiba que para mim esse casamento já não é mais de mentira! — Declarou Erick.

— É, para mim também não! — Disse Aline beijando Erick em seguida.

Os dois se amam a noite toda como deve ser na noite de núpcias de qualquer casal, Aline finalmente se entrega a Erick que retribui a entrega, os dois se amam como se fossem apaixonados de vidas atrás, e talvez fossem, bem era o que Aline pensava. Aline sempre acreditou em vidas passadas e acredita que grandes amores se reencontram na reencarnação, ela sabia que Erick era seu grande amor.

No outro dia eles levantam cedo e começam suas vidas de casados, Aline vai a fábrica para verificar sobre a chegada dos investidores e Erick parte para a loja de suplementos. Na loja, quando Erick entra não escapa das piadas de seus funcionários, mas não liga, nada importava mais, ele estava apaixonado pela fera sim e isso era maravilhoso.

Na fábrica Aline chegou com um sorriso de orelha a orelha, Taisa e Erick (advogado) é claro logo perceberam.

— Que sorriso é esse em? — Questionou Taisa.

— Aposto que é por conta da noite de ontem, foi boa não foi? — Completou Erick.

— Ahhh Erick, foi incrível! — Respondeu Aline deixando os advogados em choque.

— Sério? Mas vocês? — Disse Erick.

— Siiiiimm, nós estamos casados!! — Declarou Aline apaixonada.

— Uau, quem diria em. — Disse Taisa.

— É, quem diria! — Completou Aline.

— Mas e ai? Os investidores? Estão chegando, já organizaram um carro para ir busca-los? E o hotel? — Questionou Aline.

— Sim, está tudo pronto para recebê-los, não se preocupe com isso. — Respondeu Taisa.

— É, eles desembarcam hoje e amanhã eles virão até a fábrica para apresentarmos a situação das filiais, balanços e tudo mais. — Completou Erick.

— Ótimo, nada pode dar errado. — Disse Aline.

De volta a loja de suplementos, Andressa chega para trabalhar, é visível a tristeza em seu olhar e Erick sabia muito bem o motivo, mas o que ele poderia fazer ele sempre a viu como uma irmãzinha e nunca olhou para ela como mulher. Andressa sobe até o banheiro da loja para pôr o uniforme, quando desce encontra Erick no caixa da loja.

— Bom dia! — Disse Erick.

— Bom dia! — Respondeu Andressa.

— Tudo bem? Você não apareceu no casamento ontem. — Questionou Erick.

— E como eu poderia, Erick eu te amo e jamais vou aceitar esse casamento repentino com a doceira. — Disse Andressa.

— Andressa, eu não quero brigar com você, você precisa aceitar, eu amo a Aline e nada que você me disser vai mudar isso, eu nunca te olhei como mulher, você é como uma irmã para mim. — Respondeu Erick.

Andressa baixa a cabeça e começa a mexer em umas notas de produtos que haviam chegado na loja, ela começou a observar detalhe por detalhe da nota como se estivesse planejando algo. Erick sobe para o escritório e manda chamar Afonso, no escritório Afonso recebe uma notícia, ele irá trabalhar no Delivery da Fit for Fit, Afonso ficou muito animado com a notícia, ele gostava de motos e poder andar o dia todo era fenomenal.

— Que bom que você gostou, então pode descer o Pedro já está separando as primeiras entregas do dia. — Disse Erick.

— Tudo bem, obrigada Erick, por tudo que tem feito. — Respondeu Afonso.

Na fábrica Aline recebe a notícia de que os investidores já estão instalados no hotel, ela manda que enviem doces e uma carta de boas-vindas. No hotel os investidores recebem as boas-vindas de Aline mas tem uma conversa.

— Você acha que ela pode estar nos enganando? — Questionou um dos investidores.

— Eu não sei, mas acho estranho o casamento acontecer um dia antes da nossa chegada. — Respondeu o outro.

— Vamos pega-la de surpresa, vamos até a fábrica! — Declarou Robert, um dos investidores.

— Ok, vamos lá! — Concordou Jason o outro investidor.

Na loja de suplementos Afonso termina de carregar as primeiras entregas, ele está animado para sair, Pedro entrega a ele as últimas sacolas.

— Aqui Afonso, essas são as últimas de agora. — Disse Pedro.

— Certo, vou indo então, seremos o Delivery mais rápido do Rio de Janeiro, escreve aí. — Disse Afonso saindo com a moto.

— TOMA CUIDADO!! — Gritou Pedro enquanto Afonso saia para as entregas.

Na fábrica Aline tem uma surpresa, os investidores chegam para uma visita, mas uma visita sem agendar? Estava tudo combinado para amanhã, Aline não estava nem vestida adequadamente para recebê-los, devem estar investigando concluiu Aline em seus pensamentos. Aline manda avisar Erick da visita dos investidores, ela sabia que eles iriam querer conhece-lo então se adiantou e mandou o recado para Erick.

Na loja de suplementos Erick recebe o aviso de Aline e segue até a fábrica onde Aline já está recebendo Robert e Jason, na sala de Aline eles conversam sobre a fábrica, os rendimentos, lucros, despesas, funcionários, enfim tudo o que Robert e Jason precisam saber antes de investir, mas é claro que eles não esqueceriam de questionar o fato de Aline se casar um dia antes da chegada deles.

— Bem, eu sei que parece curioso, mas eu já estava com a data agendada desde o ano passado, eu e meu marido nos conhecemos quando eu cheguei ao Rio de Janeiro. — Disse Aline.

Erick entra na sala sem nem bater, o que assusta os investidores, ele da bom dia e vai até Aline e a beija deixando-a sem reação. Os investidores estranharam, mas ao mesmo tempo concluíram que nenhum casal falso faria esse tipo de coisa, esses tipos de intimidades só acontecem em casais que se conhecem a tempos.

— Ah, me desculpem, eu acabei pegando por mania entrar sem bater, sabe é tanto tempo juntos que a gente acaba se excedendo. — Disse Erick.

— É, mas nós estamos trabalhando isso, não é meu amor, tem que bater na porta antes de entrar! — Disse Aline.

— Bem, esse é Erick, ele é meu marido. — Disse Aline.

— Ah, é um prazer Senhor Erick, mas é Erick de que? — Questionou Jason.

— Erick Candido Pin… — Dizia Erick até ser interrompido por Aline.

— Não importa não é mesmo, então vamos descer conhecer a cozinha da fábrica? — Interrompeu Aline.

Erick olha para a amada com um ar de risos, os quatro descem para a cozinha e os investidores se apaixonam pela fábrica de Aline, ela era uma fábrica de dar inveja a qualquer confeiteiro, tudo era organizado, todos trabalhavam felizes e o aroma dentro da fábrica era como se estivessem confeitando em casa. Robert e Jason ficam felizes.

— Amanhã retornamos, veremos a documentação dos gastos e lucros da fábrica, foi um prazer conhece-los, são um belo casal! — Disse Robert.

Os investidores saem e Aline despede-se de Erick, agradece a ajuda e volta ao trabalho, Erick também retorna a loja de suplementos e ao chegar lá encontra Afonso saindo com a segunda remessa do dia, aquele dia estava fantástico, tudo corria muito bem, Aline e Erick se acertando, os investidores estavam satisfeitos e as lojas de Erick estavam a todo o vapor, sim as lojas, não era só a matriz que fica em frente a fábrica não, todas as lojas estavam vendendo muito.

No hotel os investidores conversam sobre Aline e Erick, será que o casamento era real, bem Erick e Aline pareciam ter bastante intimidade, não há motivos para desconfiança, pensava Jason.

— Amanhã vamos verificar os relatórios! — Disse Jason.

— Você encontrou algum motivo hoje para não investir? — Questionou Robert.

— Não sei, ainda acho estranha essa história do casamento, mas eles pareciam ter bastante intimidade. — Respondeu Jason.

— Acho que não há problemas, a fábrica parece render muito e as filiais, você viu quantas tem, são muitas lojas no Rio de Janeiro, três em São Paulo e duas no Rio Grande do Sul, elas devem render muito. — Disse Robert.

— Parece um excelente investimento Jason! — Completou Robert.

— É, realmente! — Concluiu Jason.

No dia seguinte eles chegam a fábrica cedo, afinal há muitos papéis a serem analisados e Robert e Jason querem ver um a um pessoalmente, eles analisam muito bem seus investimentos e é por isso que fecham ótimos negócios, são investidores renomadíssimos. No fim da Analise eles chamam Aline, Taisa e Erick (advogado).

— Concluímos as análises, precisamos de um tempo, uns dois dias e ai daremos a resposta, mas pode considerar negócio fechado Aline, suas empresas são muito bem administradas e a fábrica rende muito. — Disse Robert.

— Ah, fico feliz com a notícia, esse investimento será muito importante para mim, vocês não fazem ideia, poder expandir minhas confeitarias para outras regiões do país é um sonho! — Declarou Aline.

Os investidores voltam para o hotel e Aline corre para a loja de suplementos contar a novidade a Erick, quando chega a loja dá de cara com Andressa que não gosta nada de ver Aline ali e ainda mais toda feliz, Erick desce do escritório e vai ao encontro de Aline que quando o vê corre e dá um beijo em Erick, Andressa revira os olhos e volta para o caixa da loja. Aline conta a Erick a novidade que vibra de alegria com a amada, que dia estavam vivendo Aline e Erick, mais um dia onde tudo estava dando certo, a alegria tomava conta dos dois, até que Erick recebe uma ligação.          

A ligação era do hospital, Afonso acabará de dar entrada na emergência pois havia sofrido um acidente, Erick questionava o enfermeiro sobre a gravidade, porém o mesmo ainda não tinha resposta.

— Eu estou indo pra aí! — Disse Erick aflito.

— Indo para onde? O que aconteceu? — Questionou Aline.

— Afonso deu entrada no hospital, ele sofreu um acidente, eu preciso ir lá. — Respondeu Erick.

— Eu vou com você, olha seu estado, não pode dirigir. — Disse Aline.

No caminho do hospital Erick chora, agora que ele e o irmão estavam se dando bem, porque isso aconteceu, estava tudo se arrumando, tudo estava dando certo, aquilo não podia ser real. Aline consolava Erick.

— Fique calmo, vai ficar tudo bem, Afonso é jovem, é forte, ele vai sair dessa! — Disse Aline.

— E além do mais, ainda não sabemos a situação, não devemos nos preocupar à toa. — Completou Aline.

Mas Erick só conseguia pensar no pior, e quem não pensaria no lugar dele, ele sabia exatamente como Afonso era, não tinha cuidado algum no trânsito, e o trânsito do Rio de Janeiro, ah esse trânsito caótico do Rio de Janeiro. Erick fechou os olhos e em meio as lágrimas começou a rezar, por que a fé move montanhas, a fé salva, a fé transforma e Erick tinha uma fé gigantesca.

Lendas Urbanas: Carona do Além

Fonte: fantasia.fandom.com

No Dia de Finados, uma mulher está voltando de uma visita que fez para sua tia, já falecida e enterrada no Cemitério do Gama. No caminho de volta, ela, avista na beirada da estrada, um homem de terno preto com o rosto todo desfigurado, acenando querendo carona.

Assustada com aquela criatura horrorosa, a moça acelera o carro e sai cantando pneu pela estrada, naquela escuridão. Atormentada com o Fantasma que a pedia Carona, a cada quinze minutos, o Fantasma, aparecia na beira da estrada lhe pedindo Carona, e ela acelerava ainda mais, inconformada e nervosa com a perseguição que o Fantasma lhe fazia.

Chegou um certo momento na Estrada, que o pneu do Carro de Paula explodiu, após ela sem querer cantar tanto pneu, com os sustos do Fantasma, que o pneu estava a cada vez mais careca e acabou explodindo. Sozinha e sem pneu para o carro, e ainda mais, com medo, Paula, vagarosamente saiu do carro, para procurar alguém que poderia lhe ajudar a arranjar um pneu novo, mas em volta, havia só mato, mato e mais mato, e ela a cada vez mais apavorada e com medo do espírito aparecer de novo.

Andando mais um pouco, ela encontrou um pequeno rancho e lá dentro um homem trabalhava, ela chegou mais próximo e contou ao homem o que lhe acontecera, o homem era engenheiro, e ali dentro do rancho, havia um pneu que o homem não usava, a acompanhou e colocou o pneu no carro dela, mais aliviada, ela pediu obrigado e seguiu viagem, quando estava no caminho, e foi olhar para o espelho, no banco de trás, ela viu o Homem que estava lhe pedindo carona, sentado. Sem reações e aflita de medo, ela o perguntou:

— Porque você me segue?

E ele respondeu:

— Custa dar uma carona para mim? Estou indo para onde você vai!

Ou seja, o que ele quis dizer, é que iria de volta para o Mundo dos Mortos, e ela também pois estava morta, quando sofrera um acidente de carro, minutos antes, deste Fantasma lhe começar a pedir carona, o que aconteceu é que quando o espírito sai do corpo e ele não encontra seu corpo morto, ele pensa estar vivo.

Descobrindo o Amor: Capítulo 9 – O casamento

Capitulo 9 – O casamento

Após a conversa todos voltam ao trabalho, Erick mostra a Afonso como tudo funciona na loja, as vendas físicas, as vendas online, o sistema, controle de caixa, estoques, enfim tudo que ele precisava saber, após essa apresentação Erick e Afonso saem mais cedo, Erick precisava se organizar para o casamento que aconteceria no dia seguinte, tinha que provar o terno, fazer a barba, cortar o cabelo, tudo isso em uma tarde. Na fábrica Raul e Natalia chegam animadíssimos, era hora de levar a Aline para um “SPA-House” um tipo de SPA feito pelos dois para o “pré-casamento” da amiga;

— Chegamoooos — Disse Raul entrando porta a dentro.

— Oi amiga, está pronta? — Completou Natalia.

— Gente, eu já tinha esquecido, aconteceu tanta coisa essa manhã que eu nem lembrava do casamento. — Respondeu Aline.

— Pois é para isso que estamos aqui, bora relaxar! — Disse Raul e os três saem.

A tarde foi longa, Erick viveu um dos melhores dias da sua vida ao lado de Afonso, eles fizeram diversas coisas juntos e se divertiram muito. Por outro lado, a tarde de Aline não ficou para trás, ela teve uma tarde de Rainha ao lado de Raul e Natalia. Erick e Aline estavam prontos para se casar.

— Essa tarde foi incrível Afonso, a anos não conversávamos tanto assim, tem mais uma coisa que preciso te contar. — Disse Erick.

— O que? — Questionou Afonso.

— Eu e a Aline, nós estamos nos casando por conta de um negócio milionário que ela vai fechar. — Revelou Erick.

— O que? Vocês não estão juntos? Você não ama ela? — Perguntou Afonso.

— Aí é que está, eu pensava que não, mas hoje ela me beijou e tudo mudou, não sei Afonso eu acho que estou apaixonado. — Disse Erick.

— Mas Erick, você tem certeza? Não foi o calor da emoção? Pelo que o Pedro me contou, vocês vivem brigando. — Disse Afonso.

— Não, o que eu senti foi algo inexplicável, eu nunca senti nada parecido nenhuma das outras vezes que beijei. — Disse Erick.

— Bom, então esse casamento não será tão ruim não é mesmo? — Declarou Afonso.

— Não, eu acho que depois de tanto tempo, eu finalmente estou amando Afonso. — Concluiu Erick bebendo uma taça de vinho com o irmão.

No apartamento de Aline a conversa era a mesma, ela contou sobre o beijo a Natalia e Raul que simplesmente surtaram de alegria, eles revelaram que já sentiam que Aline gostava do Erick desde quando a amiga resolveu ajudar o rapaz.

— Aí gente, então vocês acham que eu me apaixonei por aquele brutamontes? — Questionou Aline.

— Eu tenho é certeza! — Respondeu Natalia.

— Apaixonada não, você está doida por ele! — Declarou Raul.

— Mas quem não estaria, olha para aquele homem, ele é um Deus grego. — Completou Raul.

— Bom, não posso mentir, ele realmente é lindo Aline. — Disse Natalia.

— Eu só lamento não poder pegar ele depois do negócio estar fechado, já que você não vai mais se divorciar. — Concluiu Raul.

— Ei, vamos com calma, vamos ver onde isso vai dar. — Disse Aline encerrando a conversa.

No dia seguinte todos acordam cedo, finalmente havia chegado o grande dia, o dia do casamento de Aline e Erick e o dia prometia grandes emoções e é claro, confusões, os problemas começaram cedo, Aline acorda e recebe uma notícia que pode ser uma tragédia.

— O que? Não pode ser verdade? Mas como isso aconteceu? — Questionou Aline.

— Calma amiga, a gente vai dar um jeito, eles não entregaram ontem porque a dona da loja garantiu que estaria aqui hoje pela manhã, mas quando ela foi enviar descobriu que havia sumido! — Disse Natalia.

— Sumido? Mas isso é um absurdo, você precisa encontrar, ela que me mande outro! Eu exijo! — Declarou Aline.

Mas o que será que havia sumido, a eu garanto que era algo importante, aliais é algo fundamental num casamento, mas Aline havia encomendado na melhor loja do Rio de Janeiro, como eles poderiam ser tão incompetentes a ponto de perder? Mas isso não poderia ficar assim, Natalia e Raul teriam de agir e foi o que eles fizeram, saíram as catas de um vestido de noiva. Sim o vestido de noiva de Aline havia sumido, evaporou, desapareceu, mas do outro lado da cidade outra tragédia atormentava Erick, porque sim, seu terno e sapato, sumiram da mesma forma misteriosa que o vestido de noiva de Aline, mas quem poderia ter feito isso, como poderiam ter coragem, pois bem a resposta era óbvia tem um dedo de Andressa ai no meio, mas será? Ela teria essa audácia toda? Era o que Raul e Natalia iriam descobrir.

Natalia e Raul saem as catas de Andressa, eles ligam a Pedro que passa o endereço dela, chamam um uber e vão atrás da moça, chegando ao endereço Natalia e Raul tocam a campainha e quando a porta se abre, uma surpresa para Andressa.

— Oi Andressa! — Disse Natalia.

— Será que a gente pode entrar! — Completou Raul entrando mesmo sem a resposta de Andressa.

— Mas o que significa isso, vocês estão pensando o que? — Disse Andressa.

— Não estamos pensando nada, nós temos é certeza, onde está o vestido de noiva de Aline! — Declarou Natalia.

— Vestido de noiva? Do que vocês estão falando? — Questionou Andressa.

— AAAAAAHH garota, deixa de ser cínica, onde está?! — Disse Raul já perdendo a paciência.

— Eu não sei de vestido nenhum! — Disse Andressa.

— Pois bem, Raul segura minha bolsa! Eu vou arrancar esse vestido da língua dessa vaca! — Disse Natalia pulando sobre Andressa.

A confusão não durou muito, em meios aos tapas e pontapés em Andressa ela finalmente revela, mas a notícia não foi das melhores, Andressa havia queimado o vestido de Aline e o traje de Erick, as coisas não estavam indo muito bem, Raul e Natalia deixam o apartamento de Andressa e se deparam com um novo problema, como eles vão arrumar um vestido e um traje em cima da hora. Era momento de improvisar, eles se separam Raul vai para casa de Erick e Natalia volta para o apartamento de Aline.

No apartamento Aline estava mais que nervosa, o maquiador já não suportava retocar tanto a maquiagem, seus cabelos já não haviam laque que segurasse, mas finalmente Natalia chega.

— E então?? Encontrou?? — Questionou Aline.

— Encontrei! — Respondeu Natalia.

— Ah, graças a Deus, eu já estava desesperada! — Disse Aline aliviada.

— Pois é… Aline… ele estava com a Andressa, e… ela… — Dizia Natalia.

— A Andressa? Mas como, pare de gaguejar Natalia diga logo, conseguiu recuperar? — Disse Aline aflita novamente.

— Ela queimou! Queimou o vestido e o traje de Erick, não sobrou nada amiga. — Revelou Natalia.

— O QUE?? EU MATO ELAAA!! — Gritou Aline.

— Calma Aline, agora não é hora para escândalos, precisamos resolver o problema da roupa de vocês! — Falou Natalia tentando acalmar a amiga.

— Você tem razão, mas o que vamos fazer Natalia? — Questionou Aline.

— Eu vou dar um jeitinho nisso! — Declarou Natalia.

Natalia abre o closet de Aline e começa a olhar peça por peça, ela pega o celular e faz uma chamada de vídeo para Raul que atende já no apartamento de Erick.

— E ai Raul, como vamos resolver? — Questionou Natalia.

— Amiga, você não tem noção, o Erick só tem um blazer, o resto do guarda roupa dele é todo de camisetas, calções e calça jeans! — Revelou Raul.

— Então vamos ter que improvisar! Você me entendeu, não é? — Perguntou Natalia.

— Ahhh, entendi sim! — Respondeu Raul.

Eles desligam a chamada e começam uma operação, Raul revira o guarda roupa de Erick e encontra uma camiseta básica branca, um calção de sarja branco e o blazer branco que ele tinha, nos pés ele usou tênis mesmo, bem despojado. No apartamento de Aline, Natalia encontra um vestido de festa lindo da amiga, todo branco, ela pega uma tesoura e manda a ver, a peça chique virou uma peça despojada e bem moderna, Aline estava pronta, assustada com o que Natalia e Raul estavam planejando, mas confiante pois os amigos a salvaram.

Todos partem ao casamento, no caminho Erick começa a ficar nervoso, sim ele estava daquele jeito que todos os noivos ficam momentos antes do casamento, a ficha finalmente estava caindo. Por outro lado, Aline estava com mais raiva de Andressa do que nervosa, Andressa achou que poderia estragar o casamento de Aline e Erick, mas não contava com os talentos de Raul e Natalia.

Chegando ao local da cerimônia, os convidados já estavam entediados, a demora era tanta que até o juiz de paz e as testemunhas sentaram à beira do altar, finalmente eles chegaram, todos se recompõem e Erick entra no salão. Todos ficaram chocados com o traje de Erick, pois não se esperava menos, um noivo de calção e tênis, bem era o que as circunstancias ofereciam. Agora era vez de Aline, ela entra no salão com seu pai, Erick olha para ela e não consegue descrever tamanha beleza, Aline estava magnifica, Natalia havia feito algo fenomenal e isso era visível, não era um vestido de noiva, era algo melhor, era algo moderno e encantador.

— Meu Deus! Eu arrasei nesse vestido! — Cochichou Natália.

— Realmente! Mas não tire meus méritos, o Erick também está uma gracinha! — Revidou Raul.

— O que seria da Aline sem nós! — Declarou Natalia.

— O que seria da moda sem nós! — Decretou Raul.

Aline segue em direção ao altar:

— Bom, aqui estamos nós. — Disse Erick.

— É, aqui estamos nós! — Respondeu Aline.

Os dois se viram para o juiz de paz, e o mesmo inicia a cerimônia. Após todos os protocolos finalmente chegamos a pergunta principal.

— Aline Aparecida Ferreira, você aceita Erick Candido Pinto como seu legitimo esposo? — Perguntou o juiz.

— Pinto! Espera aí, você… seu sobrenome é Pinto? — Questionou Aline em choque.

— É, é sim, mas porque essa pergunta agora? — Perguntou Erick estranhando.

— Não, não vai dar! — Respondeu Aline.

Todos então se levantam e se espantam com a resposta de Aline, como assim “não vai dar” os convidados estavam em choque.

— O que?? E por que não vai dar?? — Questionou Erick.

— Porque não combina, meu querido, seu sobrenome não combina comigo! — Respondeu Aline.

— Aline, que história é essa de sobrenome não combina?? — Questionou Taisa.

— Você está maluca? — Completou Erick (advogado).

— Não, quem está maluco sou eu de querer casar com essa fera sem noção! — Disse Erick.

— Fera é a sua avó!! — Respondeu Aline deixando a avó de Erick surpresa.

— Eu é que não caso com você seu brutamontes! — Completou Aline.

O juiz de paz observa toda aquela confusão e encontra um jeito de terminar.

— Pois bem Aline, então você não quer se casar com esse brutamontes, não é mesmo? — Questionou o Juiz.

— Sim! — Respondeu Aline brava.

— E você Erick também não quer se casar com essa fera, não é mesmo? — Perguntou o Juiz.

— Sim! — Respondeu Erick emburrado.

— Pois bem eu vos declaro marido e mulher! Pode beijar a noiva! — Disse o Juiz, afinal os dois responderam sim.

— O que?? — Perguntaram os dois simultaneamente.

— Estão casados e agora me deem licença porque temos uma festa cheia de doces e bolos para aproveitar, acreditem em mim, vocês ainda vão me agradecer por tê-los casado. — Respondeu o Juiz.

Todos assinam os papéis e finalmente, após um pequeno golpe do juiz, Aline e Erick estavam casados. Todos vão para a festa e aproveitam ao máximo, inclusive Aline e Erick, eles não imaginavam que a festa seria tão boa, recheada de pessoas que gostam deles, foi um dia feliz, talvez esse casamento não fosse tão ruim quanto Aline pensava.

A Última Existência: Texto II – A Outra Terra

Texto II: A Outra Terra. (Autor desconhecido, texto retirado da internet)

Sinto falta do céu azul
E de só um sol amarelo
De pássaros voando para o sul
E das florestas de verde singelo
Vejo a noite estrelas estranhas Sem uma lua cinza a brilhar
Cidades em cúpulas tamanhas
Onde o vento não pode brincar
Apenas o deserto esta lá fora
Sem nenhum ser vivo para olhar
No céu uma gigantesca e verde esfera Com anéis e uma lua azul a girar
Vejo no velho banco de dados
Imagens de nossa mãe Terra
O lar azul donde fomos tirados
Pela ignorância de uma guerra
Hoje ela gira solitária
Sem a humanidade que criou
Pois o inimigo pária
Até hoje nela ainda não habitou
Nossas cidades e monumentos Estão em total abandono
Corroídos pelas chuvas e ventos Tendo a natureza por dono
Não sei quando irá mudar
Os rumos desta guerra
Mas espero poder voltar
Para a nossa mãe Terra

Google Imagens

Descobrindo o Amor – Capítulo 8: Acerto de Contas.

Capítulo 8: Acerto de Contas.

No meio do beijo Aline volta a realidade, ela empurra Erick e se afasta, como ele poderia ter feito isso, ele não tem esse direito. Mas o fato é que ela gostou e isso a assustava, como ela poderia gostar do beijo de um brutamontes como ele.
— Aline, eu… me desculpe, eu não queria… — Disse Erick.
— Não queria?? Eu achei que… — Disse Aline.
— Achou? — Perguntou Erick.
— Nada, é melhor eu ir, a gente se fala mais tarde. — Respondeu Aline saindo do escritório.
Erick ficou pensativo, a emoção havia tomado conta dele e por isso a beijou, mas seria possível ele estar apaixonado por aquela fera? Erick desconfiava, mas não queria assumir o sentimento. Na fábrica Aline pensa em seu escritório, ela ainda estava tonta do beijo que Erick a deu, era tudo muito confuso, mas ela gostou.
— Aline, com licença. — Disse Taisa entrando na sala.
— Ah, Taisa, você por aqui? Diga? — Disse Aline.
— Sim, você pediu para verificar da venda da filial, está tudo certo, o pessoal que comprou vai fazer um PIX ainda hoje, você falou com o Erick? — Questionou Taisa.
Mas Aline estava longe, não ouviu se quer uma palavra do que Taisa havia dito, era como se tivesse deixado seu corpo para traz e voado para bem longe.
— Aline? — Chamou Taisa.
— Hã? O que foi? — Disse Aline voltando a realidade.
— Você está bem? — Questionou a advogada.
— Sim, eu só… bem deixa para lá, o que você dizia? — Disse Aline.
— A venda da confeitaria, está tudo certo, o PIX vai ser feito logo e você e Erick já podem ir pagar a dívida do Afonso. — Respondeu Taisa.
— Ótimo, o Erick vem aqui mais tarde, agora se você puder me deixar um pouco sozinha. — Disse Aline.
— Claro, eu vou resolver alguns assuntos, até mais tarde. — Disse Taisa deixando a sala.
Na loja de suplementos não era diferente, Erick não tirava o beijo que havia dado em Aline da cabeça, estava difícil manter a concentração, Andressa o observava de longe e pensava consigo mesma que seu plano havia dado certo, Erick só podia estar pensando no beijo que ela deu a ele mais cedo.
— Erick? Eu queria me desculpar por mais cedo, é que eu não suportava mais saber que você e Aline… — Dizia Andressa.
— Andressa, está tudo bem, só não faz de novo. — Disse Erick.
— Eu e Aline vamos nos casar, então se você tinha alguma esperança, ou melhor, se algum dia eu te dei esperanças, me desculpe, mas não vai rolar. — Completou Erick tentando não magoa-la.
Andressa vê o mundo desabar aos seus pés, não conseguia acreditar em uma palavra que havia saído da boca de Erick, como eles poderiam se casar, e o beijo que ela o deu não serviu de nada? Ela o amava e sempre esteve ao seu lado como ele pode se casar com Aline, uma mulher que sempre o esculachou, sempre o humilhou, Andressa começa a chorar ela estava devastada, a única reação que teve foi correr e chorar. Erick pensou em segui-la, mas Pedro o impediu, ele havia ouvido parte da conversa e aconselhou Erick de que deveria dar um tempo a Andressa.
— É melhor você dar um tempo a ela Erick, eu sempre te disse que ela era a fim de você. — Disse Pedro.
— Eu sei, mas eu nunca senti nada por ela. — Respondeu Erick.
— Mas vem cá, o que a Aline veio fazer aqui? — Questionou Pedro.
— Ela veio me dar uma notícia Pedro, a melhor notícia do dia, ela encontrou um jeito de pagar a dívida do Afonso. — Respondeu Erick.
— Sério! Que bom, e como vai ser? — Perguntou Pedro.
— Sabe que eu não sei, aconteceu uma coisa e nós acabamos não conversando direito. — Respondeu Erick.
— Uma coisa? — Questionou Pedro.
— É, Pedro nós… nós nos beijamos. — Disse Erick.
— Beijaram?! Eu sabia, sabia que vocês se gostavam. — Disse Pedro animado.
— O que? Não, foi só o calor da emoção, não foi nada demais. — Respondeu Erick.
— Aaahhhh, está bem Erick, sabe o que eu acho? Você deveria levar flores a ela, vai lá, eu tomo conta da loja. — Disse Pedro.
— Você acha? Eu não sei e se… e se ela não gostou do beijo? — Questionou Erick.
— Da forma que eu vi ela sair daqui, não sei não. — Disse Pedro animando Erick.
— Tudo bem, eu vou até lá! — Declarou Erick.
Na fábrica Aline se recompõem e assina os papéis de venda da filial, o PIX já havia sido feito e os documentos já estavam prontos, após assinatura Taisa e Erick (advogado) vão até o cartório registrar a documentação para levar ao registro de imóveis. Erick compra um buque de flores e toma coragem de falar com Aline.
— O Erick está aqui!? Tudo bem deixe-o entrar. — Disse Aline a secretária.
Erick então entra na sala, ele estava um pouco encabulado e sem coragem de falar com Aline, mas já tinha caído em si, Pedro tinha razão ele estava apaixonado pela fera e agora já não tinha mais volta, era hora de se declarar.
— Erick, você por aqui? — Questionou Aline.
— Sim, eu vim para a gente conversar melhor, você disse que havia encontrado uma solução para pagar a dívida de Afonso. — Disse Erick.
— Ah sim, eu consegui o dinheiro. — Disse Aline.
— Conseguiu? Mas como? — Perguntou Erick.
— Eu vendi uma das minhas filiais Erick. — Respondeu Aline.
Erick fica chocado com a revelação, aquilo era mais que uma prova de amor a ele, porque ela venderia uma de suas filias para ajuda-lo se não estivesse apaixonada por ele, Erick estava certo e aquilo alimentou suas esperanças.
— Aline, eu… eu nem sei o que dizer. — Disse Erick.
— Bem, você pode começar me entregando esse buque. — Respondeu Aline com um sorriso no rosto.
Erick entrega o buque a ela e não tira os olhos daquele sorriso, ele nunca havia reparado que Aline tinha um sorriso tão lindo, aliais ele nunca havia reparado em quão linda Aline era, Erick havia formado uma opinião baseada em surtos da fera e isso fez com que ele nunca percebesse que por traz daquela fera havia uma linda mulher, uma mulher gentil e cheia de qualidades, era definitivo, Erick estava apaixonado.
— Aline, eu juro que vou te pagar, vou pagar cada real, nem que para isso eu tenha que trabalhar a vida toda, mas eu juro que te pago. — Disse Erick.
— Erick está tudo bem, isso a gente resolve no futuro, não pense nisso agora, vamos pagar essa dívida logo. — Respondeu Aline.
Erick então se aproxima de Aline, ele olha no fundo dos olhos da jovem e a deixa arrepiada, Aline não entendia o que estava acontecendo, nunca na vida alguém havia deixado ela assim, ela tentava lutar mas sabia que era em vão, era tarde Aline estava apaixonada.
— Erick… — Dizia Aline.
— Obrigada Aline, eu nunca vou esquecer o que você fez! — Disse Erick.
Aline e Erick estão prestes a se beijar, mas são interrompidos pelo telefone de Erick que toca. A ligação era de Afonso ele estava desesperado e não sabia o que fazer, não dormia a 2 dias de medo, Erick acalma o irmão e revela que vai pagar a dívida, eles marcam um ponto de encontro, Afonso ficou responsável de avisar ao dono do cassino clandestino o local do pagamento e Erick e Aline se dirigem para lá.
— Erick, vai dar tudo certo, fica calmo. — Disse Aline.
— É você tem razão, mas eu não sei por que estou sentindo um aperto no peito. — Revela Erick.
— Fica calmo vai dar tudo certo, vem eu dirijo. — Disse Aline.
Os dois entram no carro de Erick e seguem em direção ao local marcado, chegando lá eles encontram o mafioso e sua gangue juntamente com Afonso. Afonso não tinha jeito, estava lá com um sorriso de superioridade, ele havia conseguido novamente se livrar das dívidas e tudo graças ao sacrifício do irmão, bem, pelo menos é o que ele pensava.
— Aí está, eu não disse, ele chegou e vai pagar tudo que eu te devo, não vai faltar um centavo. — Disse Afonso observando Erick e Aline saírem do carro.
— É você tinha razão, seu irmão é um asno mesmo, pagar a dívida de um vagabundo como você, só sendo um asno mesmo. — Disse o mafioso.
— Ele nunca falha, é meu pote de ouro! — Declarou Afonso.
Aline e Erick se aproximam, o mafioso então passa a eles os dados para transferência, Aline efetua e finalmente Afonso está livre, livre para mudar, livre para trabalhar, para finalmente dar orgulho ao irmão, era o que Erick pensava, mas para Afonso aquilo significava outra coisa, significava que ele estava livre sim, livre para novas apostas, livre para novos empréstimos afinal ele sabia que se perdesse tudo Erick daria um jeito, até porque ele conseguiu mais de um milhão de reais em 3 dias, é nítido que Erick está bem de vida.
— Pronto, está feito, até nunca mais! — Disse Aline ao mafioso.
— Ora mocinha, não tenha tanta certeza, nos veremos ainda, pode apostar! — Declarou o mafioso.
— Pois eu não quero nunca mais ver essa sua cara de bolacha seca! — Disse Aline virando-se em direção ao carro.
— Anda Afonso, vamos! — Disse Erick.
— O que? Não, você já pagou a dívida, até mais Erick, vou viver minha vida! — Respondeu Afonso.
— Você vai vir comigo agora! — Disse Erick.
— E porque eu iria? — Respondeu Afonso.
— Por que nós temos que conversar. — Disse Erick.
Afonso não discute e vai com Erick, ele sabe que terá que ouvir um novo e longo sermão, mas sabia que após o sermão estava livre, ele voltaria ao cassino clandestino e contrairia novas dividas, estava ofegante, não via a hora de voltar a jogar. Por outro lado, Erick já planejava tudo que diria ao irmão, estava nervoso para saber o que Afonso responderia, Erick tinha as melhores expectativas e tinha
esperança que Afonso concordasse com tudo, que ele aceitasse o emprego na loja de suplementos e que se esforçasse para mudar.
Na loja de suplementos Erick leva Afonso até seu escritório, na sala de Erick estava Pedro, o sistema da loja travou e ele teve que efetuar as vendas do computador de Erick, mas Pedro sempre se virava, era o melhor funcionário de Erick ele sempre dava um jeito o importante era vender.
— Erick, Afonso! Tudo bem, eu estava efetuando umas vendas online aqui, mas eu já estou descendo parece que vocês precisam conversar não é mesmo? — Disse Pedro
— Ah, Pedro, senhor perfeição, modelo de pessoa, que prazer em revê-lo. — Disse Afonso em tom de deboche.
— Por mais que não acredite, é bom te ver Afonso, e espero que ouça tudo o que Erick tem a te dizer e por favor, não o desaponte. — Respondeu Pedro deixando a sala.
Mas quem Pedro pensa que é para falar assim com ele, o Erick é irmão de Afonso e a forma como eles convivem só diz respeito a eles, Pedro deveria tomar conta da sua vida e não da dos outros, era o que Afonso pensava. A conversa iniciou-se e Erick empolgado conta todos os seus planos para Afonso, ele se dispõe a ajudar o irmão a se livrar do vício dos jogos com o que for preciso, oferece o emprego na loja de suplementos e questiona Afonso o que ele acha. Afonso abismado olha para Erick e começa a rir.
— Mas do que você está rindo. — Pergunta Erick constrangido.
— Do que eu estou rindo? O que você acha Erick? Você nunca se importou comigo e agora quer me oferecer ajuda, quer me oferecer
emprego e um lar? Acho que é um pouco tarde para isso, eu não preciso de você! — Respondeu Afonso.
— O que? Não precisa de mim, Afonso eu acabei de pagar uma dívida milionária que era sua! Como você tem coragem de dizer que não me importo? — Disse Erick decepcionado com Afonso.
— VOCÊ NUNCA SE IMPORTOU, VOCÊ SEMPRE ME DEIXOU SOZINHO, VOCÊ TEM MAIS AFETO PELO PEDRO QUE POR MIM ERICK! — Gritou Afonso aos prantos.
Erick ficou completamente chocado com o desabafo de Afonso, ele sempre sentiu essa parcela de culpa, mas nunca assumiu, sabia também que Afonso tinha um certo ciúme por Pedro, mas nunca imaginou que chegaria a esse ponto, Erick sentiu a dor de Afonso e viu verdade nas palavras do irmão pela primeira vez, Erick sentia que a culpa era sua.
— Me desculpe Afonso, eu sei que nunca te dei a atenção que você merecia, mas não fiz por mau, eu sempre ralei muito para que você tivesse do bom e do melhor, para que estudasse, para que se formasse, eu não pude acompanha-lo na fase mais difícil da sua vida, quando perdemos a nossa mãe! Me perdoe por não sentir a sua dor, mas é para isso que estou aqui, para reparar esse erro, para consertar as coisas entre nós! — Disse Erick com os olhos cheios de lagrimas.
Afonso escuta tudo olha para o irmão e pensa, pensa sobre tudo o que Erick falou, ele nunca esteve do seu lado, Afonso teve que enfrentar a perda da mãe sozinho, mas é aí que uma luz se abre em sua mente, Erick estava falando a verdade! Ele sempre fez de tudo para que Afonso não passasse necessidade, ele brigou na justiça para que
não levassem Afonso para um orfanato quando a mãe morrera, ele trabalhou muito e conseguiu provar que tinha total condição de cuidar do irmão, e fez tudo isso sem nem ter tempo de viver o luto, Erick não pode nem chorar a morte da mãe por que sabia que Afonso dependia dele. Afonso chora e corre abraçar o irmão.
— Me perdoe Erick, me perdoe por favor, eu estava tão perdido em minha dor que não pensei na sua! Me perdoe! — Declarou Afonso.
— Eu é que te peço perdão, você era só uma criança e eu não te apoiei… — Dizia Erick.
— Mas me sustentou, me alimentou, Erick eu cai nessa vida porque estava cego, cego no meu luto, cego na minha solidão, e você sempre tentou me estender a mão… me perdoe por favor! — Disse Afonso.
— Está tudo bem, nós dois estávamos perdidos, precisávamos dessa conversa e nunca nos demos a chance, hoje estamos aqui, estamos nos resolvendo e a partir de agora somos um pelo outro, eu te amo Afonso e nunca esqueça disso, EU TE AMO! — Declarou Erick abraçando o irmão.
— EU TE AMO ERICK, e preciso da sua ajuda, não quero mais te decepcionar e aceito suas condições, mas por favor, me ajude! — Suplicou Afonso.
— Eu vou te ajudar, você vai sair dessa, vão haver buracos no caminho, mas eu estarei do seu lado e te levantarei! — Disse Erick.
Era essa a conversa, a conversa de uma vida toda, eles nunca haviam se dado a chance de conversar, de se explicar, Erick e Afonso se afastaram com a morte da mãe, mas agora seria diferente, eles estariam juntos no que der e vier.
Os dois se recompõem e descem até a loja, na loja Pedro está ansioso para saber a que pé a conversa havia chegado, Afonso se aproxima de Pedro e o abraça, sim ele o abraça para que esqueçam de qualquer magoa que possa ter ficado, Pedro e Afonso discutiram algumas vezes no passado, mas agora essas magoas ficam para trás pois Afonso está disposto a mudar e Pedro e Erick estão dispostos a ajuda-lo por que é assim que tem que ser, é assim que uma família deve ser!

Descobrindo o Amor – Capítulo 7: As Vésperas do Casamento.

Capítulo 7: As Vésperas do Casamento.

Após a conversa com Pedro, Erick volta ao trabalho, foi um dia bom para a loja, eles venderam bastante e o dia foi bem produtivo. Erick fecha a loja no fim do dia e segue para casa, precisava urgente de um banho, jantar e enfim descansar, mas a preocupação com Afonso o atormentava, o que ele poderia fazer para ajudar o irmão? Bem ele teria que pensar muito.
Em seu apartamento Aline, Raul e Natalia fazem uma festa do pijama, com muitos doces da confeitaria, pipoca e bolo, a e é claro que não poderia faltar o brigadeiro de panela da Natalia. Natalia fazia um excelente brigadeiro de panela, mas não foi sempre assim, teve uma vez que Natalia fez um brigadeiro tão duro que entortou uma colher, e não foi só isso Aline naquela época usava aparelho e o brigadeiro grudou todo, foi uma experiência terrível, mas que ficou guardada para sempre na memória da jovem.
Aline estava estranha naquela noite, não era como de costume, a festa do pijama estava com um ar de preocupação e Natalia percebeu:
— O que há Aline? Está preocupada. — Disse Natalia.
— Estou, o Erick, ele… ele está com um problema e eu não tenho como ajudar. — Respondeu Aline.
— O Erick? Hum, achei que ele fosse um brutamontes? — Disse Natalia com um tom debochado.
— E ele é, só que agora a coisa é séria, é um problema com o irmão dele, uma dívida milionária. — Revelou Aline.
— Bom Aline, se você se preocupa com a família dele é porque gosta dele! — Declarou Natalia.
— E eu não julgo, um homão daqueles, até eu me apaixonaria! Ei Aline, depois que se divorciarem, dá ele para mim? — Diz Raul fazendo os três rirem.
— Raul é sério, mas pode ficar à vontade, nunca que eu ficaria casada com aquele grosseirão, Deus me livre. — Disse Aline.
— Mas quem, me dera! — Completou Raul e os três voltam a rir.
— Bom vamos continuar, eu preciso que vocês me ajudem com os preparativos do casamento. — Disse Aline.
Três dias se passam e finalmente chegamos às vésperas do casamento, Aline estava ansiosa mas tudo estava nos conformes, Erick (advogado) e Taisa já haviam organizado toda a papelada e Raul e Natalia haviam organizado toda a festa, nesses três dias muitas coisas aconteceram, Aline e Erick avisaram a família que receberam a notícia do casamento com estranheza pois nunca souberam nada de um relacionamento de ambos, mas enfim, tempos modernos, já que estava tudo pronto quem perderia uma boa festa.
Na Loja de suplementos Erick está aflito, ele não tira Afonso da cabeça, não tinha notícias desde o dia da ameaça, Erick estava muito preocupado, fora toda a pressão do casamento Erick ainda tinha que lidar com o irmão e isso estava o corroendo por dentro.
No banheiro da loja Andressa retoca a maquiagem, naquele dia resolveu aparecer bem vestida e maquiada, passou a noite pensando em um jeito de impedir o casamento de Erick e Aline, e àquela hora da manhã sabia exatamente o que faria.
Na cozinha da fábrica Aline termina o bolo de casamento, Aline também não conseguia tirar Erick e Afonso da cabeça, mas aquilo a deixava desconfortável, ela pensava muito no que Natalia disse, será que ela estava apaixonada pelo brutamontes? Perdida em seus pensamentos teve uma ideia, mandou chamar Erick (advogado) e Taisa às pressas.
— Façam isso, decidi agora! — Disse Aline.
— Mas Aline, tem certeza? — Disse Erick.
— Tenho, vão antes que me arrependa. — Respondeu Aline.
Aline tira o avental, solta os cabelos e vai em direção a loja de suplementos. Da loja Andressa vê Aline e corre por seu plano em pratica. Erick contava o estoque de Whey Protein quando é surpreendido por Andressa que dá um beijo em Erick, mas não qualquer beijo, um daqueles de novela cheio de paixão, Erick não teve tempo nem de esboçar reação.
Aline entra na loja e flagra os dois, o sangue dela começa a ferver e Aline se transforma em uma fera, a confusão estava formada.
— ERICK!! O QUE SIGNIFICA ISSO!! — Gritou Aline.
— Calma Aline, eu posso explicar! Quer dizer, Andressa? O que foi isso? — Disse Erick assustado e confuso.
— Um beijo! — Respondeu Andressa.
— A é mesmo, achei que você estivesse comendo os lábios dele! — Disse Aline em fúria.
— Olha aqui querida… — Dizia Andressa até ser interrompida por um vidro de creatina que vinha em sua direção.
— VACA, EU TE MATO!! — Gritava Aline enquanto arremessava tudo o que via pela frente.
Erick tenta amenizar a briga, porém é atingido por diversos produtos, ele vai se aproximando aos poucos até que consegue se aproximar, Erick pega Aline no ombro e leva a noiva para o escritório.
Andressa se dá por campeã.
— Agora eu quero ver se eles se casam!
No escritório Erick tenta acalmar Aline:
— Aline, para, eu não sei porque a Andressa fez aquilo, mas ela deve ter sim um bom motivo.
— A ela tem sim, ela quer você seu asno! — Disse Aline.
— Asno? Pois é melhor ser um asno, do que uma fera descontrolada! — Revidou Erick.
— O que? Você tem coragem de me chamar de fera, brutamontes? — Respondeu Aline.
— Mas pelo amor de Deus Aline, porque estamos discutindo, o que você faz aqui? Não deveria estar se preparando para o casamento? — Questionou Erick esgotado da discussão.
— Eu nem sei mais se vai ter casamento depois disso tudo! — Declarou Aline.
— Pois bem, então me deixe em paz, pode ir! — Respondeu Erick visivelmente pressionado de tantos problemas.
Aline então repensa o que disse:
— Erick, me desculpa, eu não sei o que aconteceu, você deve estar desesperado com tudo que vem acontecendo o casamento, o Afonso.
— Aliais é por isso que estou aqui! — Completou Aline.
Erick cai aos prantos, ele não suporta mais tantos problemas e aquilo já era demais para ele, Erick tinha vontade de desaparecer. A cena comoveu Aline, ela jamais imaginou que um homem daquele tamanho, cheio de músculos e sempre sorridente pudesse chorar.
— Erick não chore, eu encontrei uma solução! — Revelou Aline.
— Oque? — Perguntou Erick em meio a lagrimas e soluços.
— Vamos pagar a dívida de Afonso! — Declarou Aline.
Erick olha para Aline e parece que ela havia tirado um peso de suas costas, Erick não pensou duas vezes, ele envolve Aline em seus braços e a beija como se não houvesse diferenças entre eles, como se eles fossem apaixonados a mais de uma vida, um beijo de tirar o folego de qualquer um, um beijo apaixonado, um beijo de amor!

Viajantes do Tempo: VonHelton

Fonte: https://uareva.com/2013/05/viajantes-do-tempo-historias-reais.html

VonHelton é um cara bizarro e totalmente desacreditado, mas vale a citação. Ele alega ser meio vampiro, é um conspiracionista do fenômeno OVNI e ultraconservador radical que tem sites e um canal no Youtube. Ah, ele também alega ser um viajante do tempo, tendo visitado a Inglaterra em 1857, a França em 1916 e a Alemanha em 1945. Ele inclusive exibe fotos de si mesmo em várias épocas para provar que é mesmo um viajante do tempo.

Google Imagens

Descobrindo o Amor – Capítulo 6: Irmãos de Vida.

Capítulo 6: Irmãos de Vida.

— Precisa da minha ajuda? — Perguntou Aline.
— É preciso, será que eu posso entrar? — Questionou Erick.
— Claro, entra. — Disse Aline dando passagem para que Erick entra-se.
Erick entra e se depara com duas pessoas na sala.
— Ah, esses são Raul e Natalia, meus dois melhores amigos, foi deles que eu falei para você aquele dia na loja, serão nossas testemunhas. — Disse Aline apresentando os amigos.
— Uau Aline, você não havia me dito que casaria com um gato desses, onde você conheceu esse pedaço de mau caminho? — Perguntou Raul deixando Erick envergonhado.
— É… então… obrigada, eu acho… — Respondeu Erick encabulado.
— Raul! — Repreendeu Natalia.
— O que é? Só estou dizendo a verdade, mas vem cá, você tem irmãos? Gêmeo de preferência. — Continuou Raul com suas cantadas.
— Bem, eu… — Iria completando Erick se não fosse salvo por Aline.
— Ah meu Deus, pare com essas perguntas Raul, Erick está aqui porque precisa da minha ajuda, que tal se vocês forem para o banho enquanto nós conversamos? — Disse Aline dispensando os amigos.
— Eu acho uma excelente ideia, venha Raul, vamos para o banho! Foi um prazer Erick. — Responde Natalia puxando Raul em direção aos quartos.
Raul revira os olhos mas acompanha Natalia.
— Bem, agora que estamos a sós sente-se e me conte tudo. — Disse Aline.
Contar tudo, mas por onde começar, a tanto o que dizer, mas Erick tinha vergonha de contar, imagine o que Aline pensaria, mas também não havia outra opção e Erick deveria contar toda a verdade para Aline, era o melhor a se fazer. Erick conta toda a história para Aline, tudo sobre Afonso, a promessa que fez a mãe, o vício do irmão e é claro a dívida de Afonso. Aline é claro ficou surpresa com tudo que Erick acabará de contar.
— Mas Erick, isso é horrível! — Disse Aline chocada.
— Eu sei, e por isso vim te pedir ajuda, eu não sei o que fazer Aline, você consegue me ajudar, talvez se você me emprestar o dinheiro… eu juro que te pago centavo por centavo. — Disse Erick.
— Bom, é claro, vamos nos casar, temos um acordo, eu posso abater o valor do acordo, deixe-me ver qual o valor da dívida. — Disse Aline.
Erick entrega o relatório com os valores das dívidas de Afonso com o cassino clandestino. Ao olhar o relatório Aline fica de queixo caído, a dívida era enorme e nem mesmo ela poderia pagar, era
muito dinheiro e o valor daria um desfalque terrível na fábrica e em suas confeitarias.
— Erick! Me desculpe, eu não imaginava que o valor fosse tão alto, não tenho toda essa quantia disponível, é muito dinheiro. — Disse Aline.
— Eu sinto muito. — Completo Aline visivelmente triste por não poder ajuda-lo.
— Tudo bem, eu vou pensar em alguma coisa, obrigada mesmo assim pela atenção. — Disse Erick triste.
— Eu vou indo agora, tenho que voltar para loja, preciso trabalhar. — Completou Erick levantando do sofá.
— Se eu tiver alguma ideia eu te aviso Erick, se cuida. — Disse Aline acompanhando Erick até a porta.
— Tudo bem obrigada. — Despediu-se Erick.
Na loja de suplementos Andressa termina de atender um cliente quando vê Erick chagar:
— Erick, está tudo bem? Saiu às pressas hoje cedo, aconteceu alguma coisa? — Questionou Andressa.
— Não, está tudo bem, bora trabalhar, precisamos faturar! — Respondeu Erick tentando disfarçar a tristeza.
De longe Pedro observa tudo com atenção, ele conhece Erick muito bem, sabe a fisionomia e trejeitos de Erick em cada sentimento, quando está triste, o que era raro, quando está feliz, quando está nervoso, enfim conhece Erick como se fossem da mesma família.
— Mas o que será que aconteceu? — Perguntou Andressa a Pedro.
— Não sei, mas foi algo sério, Erick está triste e isso não é normal, poucas coisas deixam ele triste. — Respondeu Pedro fazendo uma análise da situação.
Pedro sobe até o escritório de Erick e o encontra pensativo. O que poderia ter deixado Erick daquele jeito, porque tanta tristeza e preocupação, Erick era um cara tão feliz e de repente aparece assim.
— Erick? Podemos conversar? — Perguntou Pedro.
— Pedro, claro, precisa de alguma coisa, algum problema na loja? — Disse Erick.
— Não, está tudo bem na loja, acho que o problema é com você, não é? — Questionou Pedro.
— Comigo? Por que? — Perguntou Erick.
— Sim, você saiu, demorou horas para voltar e quando volta está assim, triste e preocupado, quer conversar? — Disse Pedro.
Erick percebe que Pedro está preocupado com ele e resolve contar tudo o que Afonso havia aprontado. Pedro ficou chocado com o que Erick contou, nunca imaginou que Afonso seria capaz de perder tanto dinheiro com jogos e apostas e no fim de tudo ainda largou a responsabilidade nas costas de Erick. Pedro consola Erick e garante que ajudará o amigo com o que for possível para conseguir o dinheiro, Pedro era um ser humano sensacional, bondoso, trabalhador, gentil e educado, era totalmente o oposto de Afonso.
— Queria que você fosse meu irmão! — Declarou Erick ao amigo.
— Eu também, mas nós somos Erick, para ser irmão, não precisa ser de sangue, basta a gente se amar o bastante, e Erick eu te amo, amo como se fosse meu irmão. — Respondeu Pedro.
— Você tem razão, irmão de vida muitas vezes é melhor que irmão de sangue, e eu estou tendo essa prova hoje. — Disse Erick.
— Mas isso tudo depende muito da criação Erick, Afonso sofreu muito com a morte da mãe de vocês, ainda tem o abandono do pai, ele tem traumas e talvez o jogo, as apostas, talvez tudo isso faça ele se sentir melhor. — Disse Pedro.
— Isso não é motivo, você perdeu seus pais quando era bebe, e é uma excelente pessoa Pedro. — Afirmou Erick.
— É, eu fui criado pela minha avó, e ela me criou muito bem, cheio de amor e carinho, ela sempre esteve comigo.
Pedro de fato sempre foi criado com muito amor, a avó era enfermeira e sempre batalhou muito para que o neto tivesse tudo do bom e do melhor, assim ele não sentiria tanta falta dos pais, os pais de Pedro que sofreram um acidente quando ele ainda era bebê, uma trágica e triste história. Mas por que essa diferença, Afonso cresceu cheio de traumas e é angustiado até hoje, Pedro também teve seus traumas, mas cresceu honesto e trabalhador, é estranho como a vida nos apresenta formas distintas de lidar com a tristeza e solidão, e saber que a escolha de enfrentar a escuridão está em nossas mãos nos faz pensar se estamos ou não preparados para isso.
Pedro estava preparado pois nunca deixou a solidão tomar conta do seu coração, Afonso infelizmente iria precisar mais do que nunca da ajuda do irmão, Erick percebeu que era hora de uma nova chance ser dada a Afonso, e dessa vez ele iria ajudá-lo a se curar de vez dessa solidão, afinal esse é o papel do irmão, esse é o papel da família, e Erick é a única família que Afonso tem.
— Sabe Pedro, você tem razão, Afonso nunca foi amado o suficiente, quando nossa mãe morreu eu tive que trabalhar não podia deixa-lo passar fome, ele era uma criança e não teve a atenção merecida, esses traumas todos só me fazem sentir mais culpado. — Disse Erick.
— Não Erick, você não tinha escolha, você não fez por mau, mas ainda dá tempo, não fique assim e vamos trabalhar, vamos pagar essa dívida e depois, depois você traz Afonso aqui para loja, vocês precisam de uma conversa definitiva e se ele estiver disposto, vamos ajuda-lo! — Disse Pedro otimista com a conversa.
— É Pedro, mas pagar a dívida não vai ser fácil… — Dizia Erick até ser interrompido por Pedro.
— Não, não vai, mas nós vamos, apenas fique calmo e seja otimista as coisas ruins que acontecem na vida só antecedem as coisas boas que ainda vão acontecer! — Declarou Pedro levantando para deixar a sala.
— Você tem razão, obrigado por essa conversa Pedro, você com certeza é meu irmão de vida, eu te amo cara! — Disse Erick dando um abraço em Pedro.

Descobrindo o Amor – Capítulo 5: A Divida de Afonso.

Capítulo 5: A Divida de Afonso.

— Finalmente vocês estão aqui, não sabem o quanto senti saudades meus amigos! — Disse Aline abraçando Natalia e Raul.
— E como não poderíamos vir, você convocou uma reunião de emergência, embarcamos no primeiro voo. — Respondeu Raul.
— E porque a demora para desembarcar? Já estava ficando aflita com tanta demora! — Questionou Aline.
— Ah, imagine que Raul estava flertando com o piloto do avião, eu tentei o apressar, mas sabe como é. — Disse Natalia fazendo com que os três gargalhassem.
— Ah, por favor gente, a vida só se vive uma vez! — Declarou Raul.
— Bom, vamos ao meu apartamento, temos muito o que conversar, tenho uma novidade para vocês. — Disse Aline.
Enquanto isso na loja de suplementos, Erick recebe uma ligação de Afonso:
— Erick, eu… bem… eu preciso de ajuda, será que você pode vir até mim? — Questionou Afonso aflito.
— Ajuda? Afonso, o que aconteceu? Onde você está? — Perguntou Erick.
— Vou te passar o endereço por mensagem, mas por favor não demora! — Disse Afonso desligando o telefone em seguida.
Erick recebe uma mensagem de Afonso com o endereço, Pedro observa tudo com estranheza e questiona:
— Aconteceu alguma coisa?
Erick apreensivo com o que o irmão poderia ter se metido olha para Pedro e responde:
— Não sei, mas isso não está me cheirando bem.
Erick sai da loja e entra em seu carro, ele estava aflito e angustiado, no que será que Afonso meteu-se dessa vez, ele era problemático e Erick sempre sentia-se apreensivo de que algo ruim pudesse acontecer, ele não poderia permitir, afinal ele prometeu a mãe que cuidaria do irmão. Erick parte para o endereço enviado por Afonso, pensamentos vem e vão em sua cabeça e sempre levam ele a mesma resposta, Afonso só pode ter apostado novamente, mas por que? Afonso precisava de tratamento, ele era viciado e isso já estava esgotando Erick, perdido em seus pensamentos ele retorna a realidade quando chega ao endereço indicado por Afonso, ele desce do carro e é surpreendido por diversos capangas armados que o cercam:
— Eu sou Erick, o meu irmão Afonso me chamou! — Disse Erick.
Os Capangas riem e levam Erick até o dono do cassino clandestino:
— Ora, ora, você deve ser o irmão!? — Perguntou o dono do cassino.
— Onde está o meu irmão? — Questionou Erick.
— Aquele merda? Vou leva-lo até ele, me acompanhe. — Disse o dono do cassino levando Erick até Afonso.
Chegando a sala onde Afonso está Erick é surpreendido ao ver o irmão sentado em uma cadeira com dois grandalhões apontando uma arma para sua cabeça:
— Afonso!? O que está acontecendo aqui? — Questionou Erick.
Afonso tenta responder, mas é interrompido pelo dono do cassino clandestino:
— Seu irmãozinho tem uma dívida comigo, ele disse que você pagaria.
Erick completamente chocado com a cena que estava presenciando não encontra palavras para responder.
— Bom, se você não vai pagar, só tem uma forma de cobrar! — Disse o mafioso fazendo um sinal para os capangas que engatilham as armas.
Afonso fica desesperado e clama pela ajuda de Erick, ele sempre meteu-se em enrascadas, mas nunca havia sido pego, ele sempre dava um jeitinho de fugir e solicitar a ajuda do irmão, será que dessa vez Erick o abandonaria? A loja de suplementos não ia bem, a crise atingiu a muitos setores da economia, mas Erick prometeu a mãe, e em meio a todo aquele desespero Erick finalmente consegue falar.
— EU PAGO! EU PAGO A DÍVIDA! Mas por favor libertem ele pelo amor de Deus! — Disse Erick.
— Sendo assim, aqui está o valor! — Respondeu o mafioso entregando um relatório de dívidas a Erick.
Quando Erick olha o relatório, tem um novo susto, a dívida de Afonso era gigantesca, o valor superava a marca de um milhão de reais, Erick então olha para Afonso e esboça uma reação já conhecida do rapaz, ele estava visivelmente desapontado, Afonso não tinha
conserto e isso deixava Erick sem chão, sem esperanças e com o coração aos pedaços.
Os capangas soltam Afonso e o deixam ir embora com Erick, mas antes que eles pudessem sair o dono do cassino dá um último aviso a Erick:
— Você tem três dias para pagar a dívida de seu irmão, se em três dias eu não receber é melhor já ir encomendando o caixão.
Erick olha para Afonso desolado, aquela tinha sido a gota d’agua, Afonso jamais havia desapontado o irmão tão profundamente, Erick segue em direção ao carro e Afonso o acompanha, no carro Erick não diz uma palavra e Afonso não consegue encontrar uma forma de começar a se explicar. Afonso sabia que havia cometido um erro terrível e se envergonhava com isso, mas ao mesmo tempo ele era aproveitador e sempre foi, sabia que o irmão faria qualquer coisa por ele, e sempre o perdoava no fim.
— Erick, eu… — Começou Afonso até ser interrompido por Erick.
— Não diga nada, apenas me escute. — Falou Erick.
— Eu não tenho esse dinheiro, e não sei como você vai pagar essa dívida, eu consegui te livrar hoje, mas não sei o que você vai fazer daqui para frente, não me procure mais Afonso, eu não tenho como ajuda-lo, eu cansei de livrar sua cara e isso não cabe mais a mim, eu fiz tudo o que era possível, agora é hora de você andar com as suas próprias pernas. — Completou Erick.
— Mas Erick? Eles vão me matar!! O que eu vou fazer? — Questionou Afonso apavorado com o que o irmão acabará de falar.
— Eu não sei Afonso, eu já fiz tudo o que podia por você. — Respondeu Erick.
— E a promessa que você fez a nossa mãe? — Perguntou Afonso tentando mexer no psicológico do irmão.
— Não envolva nossa mãe, eu não tenho como te ajudar mais, eu estou no limite Afonso, minhas lojas não faturam esse valor, eu não tenho de onde tirar esse dinheiro. — Disse Erick estacionando o carro.
— Eu sinto muito! — Completou Erick.
Afonso então olha para o irmão com raiva nos olhos e desembarca do carro, como Erick poderia fazer isso com ele, não importa o que ele fez, era seu irmão e Erick tinha o dever de o ajudar, Erick tinha o dever de pagar a dívida, ele prometeu a mãe, bom pelo menos era o que Afonso pensava.
No caminho para a loja Erick pensa em tudo que disse para o irmão, ele sabia que não podia descumprir a promessa que fez a sua mãe, mas era justo ter de cuidar de Afonso como se ele fosse uma criança? Será que toda essa responsabilidade cabia a ele? Era o que Erick pensava, mas e agora? Onde arrumar o dinheiro? O casamento com Aline era só na semana que vem e mesmo assim o dinheiro do acordo não seria pago em três dias, isso leva tempo, os investidores ainda nem haviam chegado, Erick precisava de um plano.
No apartamento, Aline, Raul e Natalia conversam sobre a novidade do casamento, Raul e Natalia ficam chocados com toda a história que a amiga havia contado, casar por um investimento parecia loucura, mas ao mesmo tempo um excelente negócio e é claro que eles toparam ajudar, afinal com esse trio é um por todos e todos por um.
No meio da conversa os três ouvem a campainha, Aline vai até a porta e uma visita a surpreende.
— Erick? O que faz aqui? — Questionou Aline.
— Preciso da sua ajuda, é urgente! — Respondeu Erick.

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