Descobrindo o Amor: Capítulo 9 – O casamento

Capitulo 9 – O casamento

Após a conversa todos voltam ao trabalho, Erick mostra a Afonso como tudo funciona na loja, as vendas físicas, as vendas online, o sistema, controle de caixa, estoques, enfim tudo que ele precisava saber, após essa apresentação Erick e Afonso saem mais cedo, Erick precisava se organizar para o casamento que aconteceria no dia seguinte, tinha que provar o terno, fazer a barba, cortar o cabelo, tudo isso em uma tarde. Na fábrica Raul e Natalia chegam animadíssimos, era hora de levar a Aline para um “SPA-House” um tipo de SPA feito pelos dois para o “pré-casamento” da amiga;

— Chegamoooos — Disse Raul entrando porta a dentro.

— Oi amiga, está pronta? — Completou Natalia.

— Gente, eu já tinha esquecido, aconteceu tanta coisa essa manhã que eu nem lembrava do casamento. — Respondeu Aline.

— Pois é para isso que estamos aqui, bora relaxar! — Disse Raul e os três saem.

A tarde foi longa, Erick viveu um dos melhores dias da sua vida ao lado de Afonso, eles fizeram diversas coisas juntos e se divertiram muito. Por outro lado, a tarde de Aline não ficou para trás, ela teve uma tarde de Rainha ao lado de Raul e Natalia. Erick e Aline estavam prontos para se casar.

— Essa tarde foi incrível Afonso, a anos não conversávamos tanto assim, tem mais uma coisa que preciso te contar. — Disse Erick.

— O que? — Questionou Afonso.

— Eu e a Aline, nós estamos nos casando por conta de um negócio milionário que ela vai fechar. — Revelou Erick.

— O que? Vocês não estão juntos? Você não ama ela? — Perguntou Afonso.

— Aí é que está, eu pensava que não, mas hoje ela me beijou e tudo mudou, não sei Afonso eu acho que estou apaixonado. — Disse Erick.

— Mas Erick, você tem certeza? Não foi o calor da emoção? Pelo que o Pedro me contou, vocês vivem brigando. — Disse Afonso.

— Não, o que eu senti foi algo inexplicável, eu nunca senti nada parecido nenhuma das outras vezes que beijei. — Disse Erick.

— Bom, então esse casamento não será tão ruim não é mesmo? — Declarou Afonso.

— Não, eu acho que depois de tanto tempo, eu finalmente estou amando Afonso. — Concluiu Erick bebendo uma taça de vinho com o irmão.

No apartamento de Aline a conversa era a mesma, ela contou sobre o beijo a Natalia e Raul que simplesmente surtaram de alegria, eles revelaram que já sentiam que Aline gostava do Erick desde quando a amiga resolveu ajudar o rapaz.

— Aí gente, então vocês acham que eu me apaixonei por aquele brutamontes? — Questionou Aline.

— Eu tenho é certeza! — Respondeu Natalia.

— Apaixonada não, você está doida por ele! — Declarou Raul.

— Mas quem não estaria, olha para aquele homem, ele é um Deus grego. — Completou Raul.

— Bom, não posso mentir, ele realmente é lindo Aline. — Disse Natalia.

— Eu só lamento não poder pegar ele depois do negócio estar fechado, já que você não vai mais se divorciar. — Concluiu Raul.

— Ei, vamos com calma, vamos ver onde isso vai dar. — Disse Aline encerrando a conversa.

No dia seguinte todos acordam cedo, finalmente havia chegado o grande dia, o dia do casamento de Aline e Erick e o dia prometia grandes emoções e é claro, confusões, os problemas começaram cedo, Aline acorda e recebe uma notícia que pode ser uma tragédia.

— O que? Não pode ser verdade? Mas como isso aconteceu? — Questionou Aline.

— Calma amiga, a gente vai dar um jeito, eles não entregaram ontem porque a dona da loja garantiu que estaria aqui hoje pela manhã, mas quando ela foi enviar descobriu que havia sumido! — Disse Natalia.

— Sumido? Mas isso é um absurdo, você precisa encontrar, ela que me mande outro! Eu exijo! — Declarou Aline.

Mas o que será que havia sumido, a eu garanto que era algo importante, aliais é algo fundamental num casamento, mas Aline havia encomendado na melhor loja do Rio de Janeiro, como eles poderiam ser tão incompetentes a ponto de perder? Mas isso não poderia ficar assim, Natalia e Raul teriam de agir e foi o que eles fizeram, saíram as catas de um vestido de noiva. Sim o vestido de noiva de Aline havia sumido, evaporou, desapareceu, mas do outro lado da cidade outra tragédia atormentava Erick, porque sim, seu terno e sapato, sumiram da mesma forma misteriosa que o vestido de noiva de Aline, mas quem poderia ter feito isso, como poderiam ter coragem, pois bem a resposta era óbvia tem um dedo de Andressa ai no meio, mas será? Ela teria essa audácia toda? Era o que Raul e Natalia iriam descobrir.

Natalia e Raul saem as catas de Andressa, eles ligam a Pedro que passa o endereço dela, chamam um uber e vão atrás da moça, chegando ao endereço Natalia e Raul tocam a campainha e quando a porta se abre, uma surpresa para Andressa.

— Oi Andressa! — Disse Natalia.

— Será que a gente pode entrar! — Completou Raul entrando mesmo sem a resposta de Andressa.

— Mas o que significa isso, vocês estão pensando o que? — Disse Andressa.

— Não estamos pensando nada, nós temos é certeza, onde está o vestido de noiva de Aline! — Declarou Natalia.

— Vestido de noiva? Do que vocês estão falando? — Questionou Andressa.

— AAAAAAHH garota, deixa de ser cínica, onde está?! — Disse Raul já perdendo a paciência.

— Eu não sei de vestido nenhum! — Disse Andressa.

— Pois bem, Raul segura minha bolsa! Eu vou arrancar esse vestido da língua dessa vaca! — Disse Natalia pulando sobre Andressa.

A confusão não durou muito, em meios aos tapas e pontapés em Andressa ela finalmente revela, mas a notícia não foi das melhores, Andressa havia queimado o vestido de Aline e o traje de Erick, as coisas não estavam indo muito bem, Raul e Natalia deixam o apartamento de Andressa e se deparam com um novo problema, como eles vão arrumar um vestido e um traje em cima da hora. Era momento de improvisar, eles se separam Raul vai para casa de Erick e Natalia volta para o apartamento de Aline.

No apartamento Aline estava mais que nervosa, o maquiador já não suportava retocar tanto a maquiagem, seus cabelos já não haviam laque que segurasse, mas finalmente Natalia chega.

— E então?? Encontrou?? — Questionou Aline.

— Encontrei! — Respondeu Natalia.

— Ah, graças a Deus, eu já estava desesperada! — Disse Aline aliviada.

— Pois é… Aline… ele estava com a Andressa, e… ela… — Dizia Natalia.

— A Andressa? Mas como, pare de gaguejar Natalia diga logo, conseguiu recuperar? — Disse Aline aflita novamente.

— Ela queimou! Queimou o vestido e o traje de Erick, não sobrou nada amiga. — Revelou Natalia.

— O QUE?? EU MATO ELAAA!! — Gritou Aline.

— Calma Aline, agora não é hora para escândalos, precisamos resolver o problema da roupa de vocês! — Falou Natalia tentando acalmar a amiga.

— Você tem razão, mas o que vamos fazer Natalia? — Questionou Aline.

— Eu vou dar um jeitinho nisso! — Declarou Natalia.

Natalia abre o closet de Aline e começa a olhar peça por peça, ela pega o celular e faz uma chamada de vídeo para Raul que atende já no apartamento de Erick.

— E ai Raul, como vamos resolver? — Questionou Natalia.

— Amiga, você não tem noção, o Erick só tem um blazer, o resto do guarda roupa dele é todo de camisetas, calções e calça jeans! — Revelou Raul.

— Então vamos ter que improvisar! Você me entendeu, não é? — Perguntou Natalia.

— Ahhh, entendi sim! — Respondeu Raul.

Eles desligam a chamada e começam uma operação, Raul revira o guarda roupa de Erick e encontra uma camiseta básica branca, um calção de sarja branco e o blazer branco que ele tinha, nos pés ele usou tênis mesmo, bem despojado. No apartamento de Aline, Natalia encontra um vestido de festa lindo da amiga, todo branco, ela pega uma tesoura e manda a ver, a peça chique virou uma peça despojada e bem moderna, Aline estava pronta, assustada com o que Natalia e Raul estavam planejando, mas confiante pois os amigos a salvaram.

Todos partem ao casamento, no caminho Erick começa a ficar nervoso, sim ele estava daquele jeito que todos os noivos ficam momentos antes do casamento, a ficha finalmente estava caindo. Por outro lado, Aline estava com mais raiva de Andressa do que nervosa, Andressa achou que poderia estragar o casamento de Aline e Erick, mas não contava com os talentos de Raul e Natalia.

Chegando ao local da cerimônia, os convidados já estavam entediados, a demora era tanta que até o juiz de paz e as testemunhas sentaram à beira do altar, finalmente eles chegaram, todos se recompõem e Erick entra no salão. Todos ficaram chocados com o traje de Erick, pois não se esperava menos, um noivo de calção e tênis, bem era o que as circunstancias ofereciam. Agora era vez de Aline, ela entra no salão com seu pai, Erick olha para ela e não consegue descrever tamanha beleza, Aline estava magnifica, Natalia havia feito algo fenomenal e isso era visível, não era um vestido de noiva, era algo melhor, era algo moderno e encantador.

— Meu Deus! Eu arrasei nesse vestido! — Cochichou Natália.

— Realmente! Mas não tire meus méritos, o Erick também está uma gracinha! — Revidou Raul.

— O que seria da Aline sem nós! — Declarou Natalia.

— O que seria da moda sem nós! — Decretou Raul.

Aline segue em direção ao altar:

— Bom, aqui estamos nós. — Disse Erick.

— É, aqui estamos nós! — Respondeu Aline.

Os dois se viram para o juiz de paz, e o mesmo inicia a cerimônia. Após todos os protocolos finalmente chegamos a pergunta principal.

— Aline Aparecida Ferreira, você aceita Erick Candido Pinto como seu legitimo esposo? — Perguntou o juiz.

— Pinto! Espera aí, você… seu sobrenome é Pinto? — Questionou Aline em choque.

— É, é sim, mas porque essa pergunta agora? — Perguntou Erick estranhando.

— Não, não vai dar! — Respondeu Aline.

Todos então se levantam e se espantam com a resposta de Aline, como assim “não vai dar” os convidados estavam em choque.

— O que?? E por que não vai dar?? — Questionou Erick.

— Porque não combina, meu querido, seu sobrenome não combina comigo! — Respondeu Aline.

— Aline, que história é essa de sobrenome não combina?? — Questionou Taisa.

— Você está maluca? — Completou Erick (advogado).

— Não, quem está maluco sou eu de querer casar com essa fera sem noção! — Disse Erick.

— Fera é a sua avó!! — Respondeu Aline deixando a avó de Erick surpresa.

— Eu é que não caso com você seu brutamontes! — Completou Aline.

O juiz de paz observa toda aquela confusão e encontra um jeito de terminar.

— Pois bem Aline, então você não quer se casar com esse brutamontes, não é mesmo? — Questionou o Juiz.

— Sim! — Respondeu Aline brava.

— E você Erick também não quer se casar com essa fera, não é mesmo? — Perguntou o Juiz.

— Sim! — Respondeu Erick emburrado.

— Pois bem eu vos declaro marido e mulher! Pode beijar a noiva! — Disse o Juiz, afinal os dois responderam sim.

— O que?? — Perguntaram os dois simultaneamente.

— Estão casados e agora me deem licença porque temos uma festa cheia de doces e bolos para aproveitar, acreditem em mim, vocês ainda vão me agradecer por tê-los casado. — Respondeu o Juiz.

Todos assinam os papéis e finalmente, após um pequeno golpe do juiz, Aline e Erick estavam casados. Todos vão para a festa e aproveitam ao máximo, inclusive Aline e Erick, eles não imaginavam que a festa seria tão boa, recheada de pessoas que gostam deles, foi um dia feliz, talvez esse casamento não fosse tão ruim quanto Aline pensava.

Descobrindo o Amor – Capítulo 8: Acerto de Contas.

Capítulo 8: Acerto de Contas.

No meio do beijo Aline volta a realidade, ela empurra Erick e se afasta, como ele poderia ter feito isso, ele não tem esse direito. Mas o fato é que ela gostou e isso a assustava, como ela poderia gostar do beijo de um brutamontes como ele.
— Aline, eu… me desculpe, eu não queria… — Disse Erick.
— Não queria?? Eu achei que… — Disse Aline.
— Achou? — Perguntou Erick.
— Nada, é melhor eu ir, a gente se fala mais tarde. — Respondeu Aline saindo do escritório.
Erick ficou pensativo, a emoção havia tomado conta dele e por isso a beijou, mas seria possível ele estar apaixonado por aquela fera? Erick desconfiava, mas não queria assumir o sentimento. Na fábrica Aline pensa em seu escritório, ela ainda estava tonta do beijo que Erick a deu, era tudo muito confuso, mas ela gostou.
— Aline, com licença. — Disse Taisa entrando na sala.
— Ah, Taisa, você por aqui? Diga? — Disse Aline.
— Sim, você pediu para verificar da venda da filial, está tudo certo, o pessoal que comprou vai fazer um PIX ainda hoje, você falou com o Erick? — Questionou Taisa.
Mas Aline estava longe, não ouviu se quer uma palavra do que Taisa havia dito, era como se tivesse deixado seu corpo para traz e voado para bem longe.
— Aline? — Chamou Taisa.
— Hã? O que foi? — Disse Aline voltando a realidade.
— Você está bem? — Questionou a advogada.
— Sim, eu só… bem deixa para lá, o que você dizia? — Disse Aline.
— A venda da confeitaria, está tudo certo, o PIX vai ser feito logo e você e Erick já podem ir pagar a dívida do Afonso. — Respondeu Taisa.
— Ótimo, o Erick vem aqui mais tarde, agora se você puder me deixar um pouco sozinha. — Disse Aline.
— Claro, eu vou resolver alguns assuntos, até mais tarde. — Disse Taisa deixando a sala.
Na loja de suplementos não era diferente, Erick não tirava o beijo que havia dado em Aline da cabeça, estava difícil manter a concentração, Andressa o observava de longe e pensava consigo mesma que seu plano havia dado certo, Erick só podia estar pensando no beijo que ela deu a ele mais cedo.
— Erick? Eu queria me desculpar por mais cedo, é que eu não suportava mais saber que você e Aline… — Dizia Andressa.
— Andressa, está tudo bem, só não faz de novo. — Disse Erick.
— Eu e Aline vamos nos casar, então se você tinha alguma esperança, ou melhor, se algum dia eu te dei esperanças, me desculpe, mas não vai rolar. — Completou Erick tentando não magoa-la.
Andressa vê o mundo desabar aos seus pés, não conseguia acreditar em uma palavra que havia saído da boca de Erick, como eles poderiam se casar, e o beijo que ela o deu não serviu de nada? Ela o amava e sempre esteve ao seu lado como ele pode se casar com Aline, uma mulher que sempre o esculachou, sempre o humilhou, Andressa começa a chorar ela estava devastada, a única reação que teve foi correr e chorar. Erick pensou em segui-la, mas Pedro o impediu, ele havia ouvido parte da conversa e aconselhou Erick de que deveria dar um tempo a Andressa.
— É melhor você dar um tempo a ela Erick, eu sempre te disse que ela era a fim de você. — Disse Pedro.
— Eu sei, mas eu nunca senti nada por ela. — Respondeu Erick.
— Mas vem cá, o que a Aline veio fazer aqui? — Questionou Pedro.
— Ela veio me dar uma notícia Pedro, a melhor notícia do dia, ela encontrou um jeito de pagar a dívida do Afonso. — Respondeu Erick.
— Sério! Que bom, e como vai ser? — Perguntou Pedro.
— Sabe que eu não sei, aconteceu uma coisa e nós acabamos não conversando direito. — Respondeu Erick.
— Uma coisa? — Questionou Pedro.
— É, Pedro nós… nós nos beijamos. — Disse Erick.
— Beijaram?! Eu sabia, sabia que vocês se gostavam. — Disse Pedro animado.
— O que? Não, foi só o calor da emoção, não foi nada demais. — Respondeu Erick.
— Aaahhhh, está bem Erick, sabe o que eu acho? Você deveria levar flores a ela, vai lá, eu tomo conta da loja. — Disse Pedro.
— Você acha? Eu não sei e se… e se ela não gostou do beijo? — Questionou Erick.
— Da forma que eu vi ela sair daqui, não sei não. — Disse Pedro animando Erick.
— Tudo bem, eu vou até lá! — Declarou Erick.
Na fábrica Aline se recompõem e assina os papéis de venda da filial, o PIX já havia sido feito e os documentos já estavam prontos, após assinatura Taisa e Erick (advogado) vão até o cartório registrar a documentação para levar ao registro de imóveis. Erick compra um buque de flores e toma coragem de falar com Aline.
— O Erick está aqui!? Tudo bem deixe-o entrar. — Disse Aline a secretária.
Erick então entra na sala, ele estava um pouco encabulado e sem coragem de falar com Aline, mas já tinha caído em si, Pedro tinha razão ele estava apaixonado pela fera e agora já não tinha mais volta, era hora de se declarar.
— Erick, você por aqui? — Questionou Aline.
— Sim, eu vim para a gente conversar melhor, você disse que havia encontrado uma solução para pagar a dívida de Afonso. — Disse Erick.
— Ah sim, eu consegui o dinheiro. — Disse Aline.
— Conseguiu? Mas como? — Perguntou Erick.
— Eu vendi uma das minhas filiais Erick. — Respondeu Aline.
Erick fica chocado com a revelação, aquilo era mais que uma prova de amor a ele, porque ela venderia uma de suas filias para ajuda-lo se não estivesse apaixonada por ele, Erick estava certo e aquilo alimentou suas esperanças.
— Aline, eu… eu nem sei o que dizer. — Disse Erick.
— Bem, você pode começar me entregando esse buque. — Respondeu Aline com um sorriso no rosto.
Erick entrega o buque a ela e não tira os olhos daquele sorriso, ele nunca havia reparado que Aline tinha um sorriso tão lindo, aliais ele nunca havia reparado em quão linda Aline era, Erick havia formado uma opinião baseada em surtos da fera e isso fez com que ele nunca percebesse que por traz daquela fera havia uma linda mulher, uma mulher gentil e cheia de qualidades, era definitivo, Erick estava apaixonado.
— Aline, eu juro que vou te pagar, vou pagar cada real, nem que para isso eu tenha que trabalhar a vida toda, mas eu juro que te pago. — Disse Erick.
— Erick está tudo bem, isso a gente resolve no futuro, não pense nisso agora, vamos pagar essa dívida logo. — Respondeu Aline.
Erick então se aproxima de Aline, ele olha no fundo dos olhos da jovem e a deixa arrepiada, Aline não entendia o que estava acontecendo, nunca na vida alguém havia deixado ela assim, ela tentava lutar mas sabia que era em vão, era tarde Aline estava apaixonada.
— Erick… — Dizia Aline.
— Obrigada Aline, eu nunca vou esquecer o que você fez! — Disse Erick.
Aline e Erick estão prestes a se beijar, mas são interrompidos pelo telefone de Erick que toca. A ligação era de Afonso ele estava desesperado e não sabia o que fazer, não dormia a 2 dias de medo, Erick acalma o irmão e revela que vai pagar a dívida, eles marcam um ponto de encontro, Afonso ficou responsável de avisar ao dono do cassino clandestino o local do pagamento e Erick e Aline se dirigem para lá.
— Erick, vai dar tudo certo, fica calmo. — Disse Aline.
— É você tem razão, mas eu não sei por que estou sentindo um aperto no peito. — Revela Erick.
— Fica calmo vai dar tudo certo, vem eu dirijo. — Disse Aline.
Os dois entram no carro de Erick e seguem em direção ao local marcado, chegando lá eles encontram o mafioso e sua gangue juntamente com Afonso. Afonso não tinha jeito, estava lá com um sorriso de superioridade, ele havia conseguido novamente se livrar das dívidas e tudo graças ao sacrifício do irmão, bem, pelo menos é o que ele pensava.
— Aí está, eu não disse, ele chegou e vai pagar tudo que eu te devo, não vai faltar um centavo. — Disse Afonso observando Erick e Aline saírem do carro.
— É você tinha razão, seu irmão é um asno mesmo, pagar a dívida de um vagabundo como você, só sendo um asno mesmo. — Disse o mafioso.
— Ele nunca falha, é meu pote de ouro! — Declarou Afonso.
Aline e Erick se aproximam, o mafioso então passa a eles os dados para transferência, Aline efetua e finalmente Afonso está livre, livre para mudar, livre para trabalhar, para finalmente dar orgulho ao irmão, era o que Erick pensava, mas para Afonso aquilo significava outra coisa, significava que ele estava livre sim, livre para novas apostas, livre para novos empréstimos afinal ele sabia que se perdesse tudo Erick daria um jeito, até porque ele conseguiu mais de um milhão de reais em 3 dias, é nítido que Erick está bem de vida.
— Pronto, está feito, até nunca mais! — Disse Aline ao mafioso.
— Ora mocinha, não tenha tanta certeza, nos veremos ainda, pode apostar! — Declarou o mafioso.
— Pois eu não quero nunca mais ver essa sua cara de bolacha seca! — Disse Aline virando-se em direção ao carro.
— Anda Afonso, vamos! — Disse Erick.
— O que? Não, você já pagou a dívida, até mais Erick, vou viver minha vida! — Respondeu Afonso.
— Você vai vir comigo agora! — Disse Erick.
— E porque eu iria? — Respondeu Afonso.
— Por que nós temos que conversar. — Disse Erick.
Afonso não discute e vai com Erick, ele sabe que terá que ouvir um novo e longo sermão, mas sabia que após o sermão estava livre, ele voltaria ao cassino clandestino e contrairia novas dividas, estava ofegante, não via a hora de voltar a jogar. Por outro lado, Erick já planejava tudo que diria ao irmão, estava nervoso para saber o que Afonso responderia, Erick tinha as melhores expectativas e tinha
esperança que Afonso concordasse com tudo, que ele aceitasse o emprego na loja de suplementos e que se esforçasse para mudar.
Na loja de suplementos Erick leva Afonso até seu escritório, na sala de Erick estava Pedro, o sistema da loja travou e ele teve que efetuar as vendas do computador de Erick, mas Pedro sempre se virava, era o melhor funcionário de Erick ele sempre dava um jeito o importante era vender.
— Erick, Afonso! Tudo bem, eu estava efetuando umas vendas online aqui, mas eu já estou descendo parece que vocês precisam conversar não é mesmo? — Disse Pedro
— Ah, Pedro, senhor perfeição, modelo de pessoa, que prazer em revê-lo. — Disse Afonso em tom de deboche.
— Por mais que não acredite, é bom te ver Afonso, e espero que ouça tudo o que Erick tem a te dizer e por favor, não o desaponte. — Respondeu Pedro deixando a sala.
Mas quem Pedro pensa que é para falar assim com ele, o Erick é irmão de Afonso e a forma como eles convivem só diz respeito a eles, Pedro deveria tomar conta da sua vida e não da dos outros, era o que Afonso pensava. A conversa iniciou-se e Erick empolgado conta todos os seus planos para Afonso, ele se dispõe a ajudar o irmão a se livrar do vício dos jogos com o que for preciso, oferece o emprego na loja de suplementos e questiona Afonso o que ele acha. Afonso abismado olha para Erick e começa a rir.
— Mas do que você está rindo. — Pergunta Erick constrangido.
— Do que eu estou rindo? O que você acha Erick? Você nunca se importou comigo e agora quer me oferecer ajuda, quer me oferecer
emprego e um lar? Acho que é um pouco tarde para isso, eu não preciso de você! — Respondeu Afonso.
— O que? Não precisa de mim, Afonso eu acabei de pagar uma dívida milionária que era sua! Como você tem coragem de dizer que não me importo? — Disse Erick decepcionado com Afonso.
— VOCÊ NUNCA SE IMPORTOU, VOCÊ SEMPRE ME DEIXOU SOZINHO, VOCÊ TEM MAIS AFETO PELO PEDRO QUE POR MIM ERICK! — Gritou Afonso aos prantos.
Erick ficou completamente chocado com o desabafo de Afonso, ele sempre sentiu essa parcela de culpa, mas nunca assumiu, sabia também que Afonso tinha um certo ciúme por Pedro, mas nunca imaginou que chegaria a esse ponto, Erick sentiu a dor de Afonso e viu verdade nas palavras do irmão pela primeira vez, Erick sentia que a culpa era sua.
— Me desculpe Afonso, eu sei que nunca te dei a atenção que você merecia, mas não fiz por mau, eu sempre ralei muito para que você tivesse do bom e do melhor, para que estudasse, para que se formasse, eu não pude acompanha-lo na fase mais difícil da sua vida, quando perdemos a nossa mãe! Me perdoe por não sentir a sua dor, mas é para isso que estou aqui, para reparar esse erro, para consertar as coisas entre nós! — Disse Erick com os olhos cheios de lagrimas.
Afonso escuta tudo olha para o irmão e pensa, pensa sobre tudo o que Erick falou, ele nunca esteve do seu lado, Afonso teve que enfrentar a perda da mãe sozinho, mas é aí que uma luz se abre em sua mente, Erick estava falando a verdade! Ele sempre fez de tudo para que Afonso não passasse necessidade, ele brigou na justiça para que
não levassem Afonso para um orfanato quando a mãe morrera, ele trabalhou muito e conseguiu provar que tinha total condição de cuidar do irmão, e fez tudo isso sem nem ter tempo de viver o luto, Erick não pode nem chorar a morte da mãe por que sabia que Afonso dependia dele. Afonso chora e corre abraçar o irmão.
— Me perdoe Erick, me perdoe por favor, eu estava tão perdido em minha dor que não pensei na sua! Me perdoe! — Declarou Afonso.
— Eu é que te peço perdão, você era só uma criança e eu não te apoiei… — Dizia Erick.
— Mas me sustentou, me alimentou, Erick eu cai nessa vida porque estava cego, cego no meu luto, cego na minha solidão, e você sempre tentou me estender a mão… me perdoe por favor! — Disse Afonso.
— Está tudo bem, nós dois estávamos perdidos, precisávamos dessa conversa e nunca nos demos a chance, hoje estamos aqui, estamos nos resolvendo e a partir de agora somos um pelo outro, eu te amo Afonso e nunca esqueça disso, EU TE AMO! — Declarou Erick abraçando o irmão.
— EU TE AMO ERICK, e preciso da sua ajuda, não quero mais te decepcionar e aceito suas condições, mas por favor, me ajude! — Suplicou Afonso.
— Eu vou te ajudar, você vai sair dessa, vão haver buracos no caminho, mas eu estarei do seu lado e te levantarei! — Disse Erick.
Era essa a conversa, a conversa de uma vida toda, eles nunca haviam se dado a chance de conversar, de se explicar, Erick e Afonso se afastaram com a morte da mãe, mas agora seria diferente, eles estariam juntos no que der e vier.
Os dois se recompõem e descem até a loja, na loja Pedro está ansioso para saber a que pé a conversa havia chegado, Afonso se aproxima de Pedro e o abraça, sim ele o abraça para que esqueçam de qualquer magoa que possa ter ficado, Pedro e Afonso discutiram algumas vezes no passado, mas agora essas magoas ficam para trás pois Afonso está disposto a mudar e Pedro e Erick estão dispostos a ajuda-lo por que é assim que tem que ser, é assim que uma família deve ser!

Descobrindo o Amor – Capítulo 7: As Vésperas do Casamento.

Capítulo 7: As Vésperas do Casamento.

Após a conversa com Pedro, Erick volta ao trabalho, foi um dia bom para a loja, eles venderam bastante e o dia foi bem produtivo. Erick fecha a loja no fim do dia e segue para casa, precisava urgente de um banho, jantar e enfim descansar, mas a preocupação com Afonso o atormentava, o que ele poderia fazer para ajudar o irmão? Bem ele teria que pensar muito.
Em seu apartamento Aline, Raul e Natalia fazem uma festa do pijama, com muitos doces da confeitaria, pipoca e bolo, a e é claro que não poderia faltar o brigadeiro de panela da Natalia. Natalia fazia um excelente brigadeiro de panela, mas não foi sempre assim, teve uma vez que Natalia fez um brigadeiro tão duro que entortou uma colher, e não foi só isso Aline naquela época usava aparelho e o brigadeiro grudou todo, foi uma experiência terrível, mas que ficou guardada para sempre na memória da jovem.
Aline estava estranha naquela noite, não era como de costume, a festa do pijama estava com um ar de preocupação e Natalia percebeu:
— O que há Aline? Está preocupada. — Disse Natalia.
— Estou, o Erick, ele… ele está com um problema e eu não tenho como ajudar. — Respondeu Aline.
— O Erick? Hum, achei que ele fosse um brutamontes? — Disse Natalia com um tom debochado.
— E ele é, só que agora a coisa é séria, é um problema com o irmão dele, uma dívida milionária. — Revelou Aline.
— Bom Aline, se você se preocupa com a família dele é porque gosta dele! — Declarou Natalia.
— E eu não julgo, um homão daqueles, até eu me apaixonaria! Ei Aline, depois que se divorciarem, dá ele para mim? — Diz Raul fazendo os três rirem.
— Raul é sério, mas pode ficar à vontade, nunca que eu ficaria casada com aquele grosseirão, Deus me livre. — Disse Aline.
— Mas quem, me dera! — Completou Raul e os três voltam a rir.
— Bom vamos continuar, eu preciso que vocês me ajudem com os preparativos do casamento. — Disse Aline.
Três dias se passam e finalmente chegamos às vésperas do casamento, Aline estava ansiosa mas tudo estava nos conformes, Erick (advogado) e Taisa já haviam organizado toda a papelada e Raul e Natalia haviam organizado toda a festa, nesses três dias muitas coisas aconteceram, Aline e Erick avisaram a família que receberam a notícia do casamento com estranheza pois nunca souberam nada de um relacionamento de ambos, mas enfim, tempos modernos, já que estava tudo pronto quem perderia uma boa festa.
Na Loja de suplementos Erick está aflito, ele não tira Afonso da cabeça, não tinha notícias desde o dia da ameaça, Erick estava muito preocupado, fora toda a pressão do casamento Erick ainda tinha que lidar com o irmão e isso estava o corroendo por dentro.
No banheiro da loja Andressa retoca a maquiagem, naquele dia resolveu aparecer bem vestida e maquiada, passou a noite pensando em um jeito de impedir o casamento de Erick e Aline, e àquela hora da manhã sabia exatamente o que faria.
Na cozinha da fábrica Aline termina o bolo de casamento, Aline também não conseguia tirar Erick e Afonso da cabeça, mas aquilo a deixava desconfortável, ela pensava muito no que Natalia disse, será que ela estava apaixonada pelo brutamontes? Perdida em seus pensamentos teve uma ideia, mandou chamar Erick (advogado) e Taisa às pressas.
— Façam isso, decidi agora! — Disse Aline.
— Mas Aline, tem certeza? — Disse Erick.
— Tenho, vão antes que me arrependa. — Respondeu Aline.
Aline tira o avental, solta os cabelos e vai em direção a loja de suplementos. Da loja Andressa vê Aline e corre por seu plano em pratica. Erick contava o estoque de Whey Protein quando é surpreendido por Andressa que dá um beijo em Erick, mas não qualquer beijo, um daqueles de novela cheio de paixão, Erick não teve tempo nem de esboçar reação.
Aline entra na loja e flagra os dois, o sangue dela começa a ferver e Aline se transforma em uma fera, a confusão estava formada.
— ERICK!! O QUE SIGNIFICA ISSO!! — Gritou Aline.
— Calma Aline, eu posso explicar! Quer dizer, Andressa? O que foi isso? — Disse Erick assustado e confuso.
— Um beijo! — Respondeu Andressa.
— A é mesmo, achei que você estivesse comendo os lábios dele! — Disse Aline em fúria.
— Olha aqui querida… — Dizia Andressa até ser interrompida por um vidro de creatina que vinha em sua direção.
— VACA, EU TE MATO!! — Gritava Aline enquanto arremessava tudo o que via pela frente.
Erick tenta amenizar a briga, porém é atingido por diversos produtos, ele vai se aproximando aos poucos até que consegue se aproximar, Erick pega Aline no ombro e leva a noiva para o escritório.
Andressa se dá por campeã.
— Agora eu quero ver se eles se casam!
No escritório Erick tenta acalmar Aline:
— Aline, para, eu não sei porque a Andressa fez aquilo, mas ela deve ter sim um bom motivo.
— A ela tem sim, ela quer você seu asno! — Disse Aline.
— Asno? Pois é melhor ser um asno, do que uma fera descontrolada! — Revidou Erick.
— O que? Você tem coragem de me chamar de fera, brutamontes? — Respondeu Aline.
— Mas pelo amor de Deus Aline, porque estamos discutindo, o que você faz aqui? Não deveria estar se preparando para o casamento? — Questionou Erick esgotado da discussão.
— Eu nem sei mais se vai ter casamento depois disso tudo! — Declarou Aline.
— Pois bem, então me deixe em paz, pode ir! — Respondeu Erick visivelmente pressionado de tantos problemas.
Aline então repensa o que disse:
— Erick, me desculpa, eu não sei o que aconteceu, você deve estar desesperado com tudo que vem acontecendo o casamento, o Afonso.
— Aliais é por isso que estou aqui! — Completou Aline.
Erick cai aos prantos, ele não suporta mais tantos problemas e aquilo já era demais para ele, Erick tinha vontade de desaparecer. A cena comoveu Aline, ela jamais imaginou que um homem daquele tamanho, cheio de músculos e sempre sorridente pudesse chorar.
— Erick não chore, eu encontrei uma solução! — Revelou Aline.
— Oque? — Perguntou Erick em meio a lagrimas e soluços.
— Vamos pagar a dívida de Afonso! — Declarou Aline.
Erick olha para Aline e parece que ela havia tirado um peso de suas costas, Erick não pensou duas vezes, ele envolve Aline em seus braços e a beija como se não houvesse diferenças entre eles, como se eles fossem apaixonados a mais de uma vida, um beijo de tirar o folego de qualquer um, um beijo apaixonado, um beijo de amor!

Descobrindo o Amor – Capítulo 6: Irmãos de Vida.

Capítulo 6: Irmãos de Vida.

— Precisa da minha ajuda? — Perguntou Aline.
— É preciso, será que eu posso entrar? — Questionou Erick.
— Claro, entra. — Disse Aline dando passagem para que Erick entra-se.
Erick entra e se depara com duas pessoas na sala.
— Ah, esses são Raul e Natalia, meus dois melhores amigos, foi deles que eu falei para você aquele dia na loja, serão nossas testemunhas. — Disse Aline apresentando os amigos.
— Uau Aline, você não havia me dito que casaria com um gato desses, onde você conheceu esse pedaço de mau caminho? — Perguntou Raul deixando Erick envergonhado.
— É… então… obrigada, eu acho… — Respondeu Erick encabulado.
— Raul! — Repreendeu Natalia.
— O que é? Só estou dizendo a verdade, mas vem cá, você tem irmãos? Gêmeo de preferência. — Continuou Raul com suas cantadas.
— Bem, eu… — Iria completando Erick se não fosse salvo por Aline.
— Ah meu Deus, pare com essas perguntas Raul, Erick está aqui porque precisa da minha ajuda, que tal se vocês forem para o banho enquanto nós conversamos? — Disse Aline dispensando os amigos.
— Eu acho uma excelente ideia, venha Raul, vamos para o banho! Foi um prazer Erick. — Responde Natalia puxando Raul em direção aos quartos.
Raul revira os olhos mas acompanha Natalia.
— Bem, agora que estamos a sós sente-se e me conte tudo. — Disse Aline.
Contar tudo, mas por onde começar, a tanto o que dizer, mas Erick tinha vergonha de contar, imagine o que Aline pensaria, mas também não havia outra opção e Erick deveria contar toda a verdade para Aline, era o melhor a se fazer. Erick conta toda a história para Aline, tudo sobre Afonso, a promessa que fez a mãe, o vício do irmão e é claro a dívida de Afonso. Aline é claro ficou surpresa com tudo que Erick acabará de contar.
— Mas Erick, isso é horrível! — Disse Aline chocada.
— Eu sei, e por isso vim te pedir ajuda, eu não sei o que fazer Aline, você consegue me ajudar, talvez se você me emprestar o dinheiro… eu juro que te pago centavo por centavo. — Disse Erick.
— Bom, é claro, vamos nos casar, temos um acordo, eu posso abater o valor do acordo, deixe-me ver qual o valor da dívida. — Disse Aline.
Erick entrega o relatório com os valores das dívidas de Afonso com o cassino clandestino. Ao olhar o relatório Aline fica de queixo caído, a dívida era enorme e nem mesmo ela poderia pagar, era
muito dinheiro e o valor daria um desfalque terrível na fábrica e em suas confeitarias.
— Erick! Me desculpe, eu não imaginava que o valor fosse tão alto, não tenho toda essa quantia disponível, é muito dinheiro. — Disse Aline.
— Eu sinto muito. — Completo Aline visivelmente triste por não poder ajuda-lo.
— Tudo bem, eu vou pensar em alguma coisa, obrigada mesmo assim pela atenção. — Disse Erick triste.
— Eu vou indo agora, tenho que voltar para loja, preciso trabalhar. — Completou Erick levantando do sofá.
— Se eu tiver alguma ideia eu te aviso Erick, se cuida. — Disse Aline acompanhando Erick até a porta.
— Tudo bem obrigada. — Despediu-se Erick.
Na loja de suplementos Andressa termina de atender um cliente quando vê Erick chagar:
— Erick, está tudo bem? Saiu às pressas hoje cedo, aconteceu alguma coisa? — Questionou Andressa.
— Não, está tudo bem, bora trabalhar, precisamos faturar! — Respondeu Erick tentando disfarçar a tristeza.
De longe Pedro observa tudo com atenção, ele conhece Erick muito bem, sabe a fisionomia e trejeitos de Erick em cada sentimento, quando está triste, o que era raro, quando está feliz, quando está nervoso, enfim conhece Erick como se fossem da mesma família.
— Mas o que será que aconteceu? — Perguntou Andressa a Pedro.
— Não sei, mas foi algo sério, Erick está triste e isso não é normal, poucas coisas deixam ele triste. — Respondeu Pedro fazendo uma análise da situação.
Pedro sobe até o escritório de Erick e o encontra pensativo. O que poderia ter deixado Erick daquele jeito, porque tanta tristeza e preocupação, Erick era um cara tão feliz e de repente aparece assim.
— Erick? Podemos conversar? — Perguntou Pedro.
— Pedro, claro, precisa de alguma coisa, algum problema na loja? — Disse Erick.
— Não, está tudo bem na loja, acho que o problema é com você, não é? — Questionou Pedro.
— Comigo? Por que? — Perguntou Erick.
— Sim, você saiu, demorou horas para voltar e quando volta está assim, triste e preocupado, quer conversar? — Disse Pedro.
Erick percebe que Pedro está preocupado com ele e resolve contar tudo o que Afonso havia aprontado. Pedro ficou chocado com o que Erick contou, nunca imaginou que Afonso seria capaz de perder tanto dinheiro com jogos e apostas e no fim de tudo ainda largou a responsabilidade nas costas de Erick. Pedro consola Erick e garante que ajudará o amigo com o que for possível para conseguir o dinheiro, Pedro era um ser humano sensacional, bondoso, trabalhador, gentil e educado, era totalmente o oposto de Afonso.
— Queria que você fosse meu irmão! — Declarou Erick ao amigo.
— Eu também, mas nós somos Erick, para ser irmão, não precisa ser de sangue, basta a gente se amar o bastante, e Erick eu te amo, amo como se fosse meu irmão. — Respondeu Pedro.
— Você tem razão, irmão de vida muitas vezes é melhor que irmão de sangue, e eu estou tendo essa prova hoje. — Disse Erick.
— Mas isso tudo depende muito da criação Erick, Afonso sofreu muito com a morte da mãe de vocês, ainda tem o abandono do pai, ele tem traumas e talvez o jogo, as apostas, talvez tudo isso faça ele se sentir melhor. — Disse Pedro.
— Isso não é motivo, você perdeu seus pais quando era bebe, e é uma excelente pessoa Pedro. — Afirmou Erick.
— É, eu fui criado pela minha avó, e ela me criou muito bem, cheio de amor e carinho, ela sempre esteve comigo.
Pedro de fato sempre foi criado com muito amor, a avó era enfermeira e sempre batalhou muito para que o neto tivesse tudo do bom e do melhor, assim ele não sentiria tanta falta dos pais, os pais de Pedro que sofreram um acidente quando ele ainda era bebê, uma trágica e triste história. Mas por que essa diferença, Afonso cresceu cheio de traumas e é angustiado até hoje, Pedro também teve seus traumas, mas cresceu honesto e trabalhador, é estranho como a vida nos apresenta formas distintas de lidar com a tristeza e solidão, e saber que a escolha de enfrentar a escuridão está em nossas mãos nos faz pensar se estamos ou não preparados para isso.
Pedro estava preparado pois nunca deixou a solidão tomar conta do seu coração, Afonso infelizmente iria precisar mais do que nunca da ajuda do irmão, Erick percebeu que era hora de uma nova chance ser dada a Afonso, e dessa vez ele iria ajudá-lo a se curar de vez dessa solidão, afinal esse é o papel do irmão, esse é o papel da família, e Erick é a única família que Afonso tem.
— Sabe Pedro, você tem razão, Afonso nunca foi amado o suficiente, quando nossa mãe morreu eu tive que trabalhar não podia deixa-lo passar fome, ele era uma criança e não teve a atenção merecida, esses traumas todos só me fazem sentir mais culpado. — Disse Erick.
— Não Erick, você não tinha escolha, você não fez por mau, mas ainda dá tempo, não fique assim e vamos trabalhar, vamos pagar essa dívida e depois, depois você traz Afonso aqui para loja, vocês precisam de uma conversa definitiva e se ele estiver disposto, vamos ajuda-lo! — Disse Pedro otimista com a conversa.
— É Pedro, mas pagar a dívida não vai ser fácil… — Dizia Erick até ser interrompido por Pedro.
— Não, não vai, mas nós vamos, apenas fique calmo e seja otimista as coisas ruins que acontecem na vida só antecedem as coisas boas que ainda vão acontecer! — Declarou Pedro levantando para deixar a sala.
— Você tem razão, obrigado por essa conversa Pedro, você com certeza é meu irmão de vida, eu te amo cara! — Disse Erick dando um abraço em Pedro.

Descobrindo o Amor – Capítulo 5: A Divida de Afonso.

Capítulo 5: A Divida de Afonso.

— Finalmente vocês estão aqui, não sabem o quanto senti saudades meus amigos! — Disse Aline abraçando Natalia e Raul.
— E como não poderíamos vir, você convocou uma reunião de emergência, embarcamos no primeiro voo. — Respondeu Raul.
— E porque a demora para desembarcar? Já estava ficando aflita com tanta demora! — Questionou Aline.
— Ah, imagine que Raul estava flertando com o piloto do avião, eu tentei o apressar, mas sabe como é. — Disse Natalia fazendo com que os três gargalhassem.
— Ah, por favor gente, a vida só se vive uma vez! — Declarou Raul.
— Bom, vamos ao meu apartamento, temos muito o que conversar, tenho uma novidade para vocês. — Disse Aline.
Enquanto isso na loja de suplementos, Erick recebe uma ligação de Afonso:
— Erick, eu… bem… eu preciso de ajuda, será que você pode vir até mim? — Questionou Afonso aflito.
— Ajuda? Afonso, o que aconteceu? Onde você está? — Perguntou Erick.
— Vou te passar o endereço por mensagem, mas por favor não demora! — Disse Afonso desligando o telefone em seguida.
Erick recebe uma mensagem de Afonso com o endereço, Pedro observa tudo com estranheza e questiona:
— Aconteceu alguma coisa?
Erick apreensivo com o que o irmão poderia ter se metido olha para Pedro e responde:
— Não sei, mas isso não está me cheirando bem.
Erick sai da loja e entra em seu carro, ele estava aflito e angustiado, no que será que Afonso meteu-se dessa vez, ele era problemático e Erick sempre sentia-se apreensivo de que algo ruim pudesse acontecer, ele não poderia permitir, afinal ele prometeu a mãe que cuidaria do irmão. Erick parte para o endereço enviado por Afonso, pensamentos vem e vão em sua cabeça e sempre levam ele a mesma resposta, Afonso só pode ter apostado novamente, mas por que? Afonso precisava de tratamento, ele era viciado e isso já estava esgotando Erick, perdido em seus pensamentos ele retorna a realidade quando chega ao endereço indicado por Afonso, ele desce do carro e é surpreendido por diversos capangas armados que o cercam:
— Eu sou Erick, o meu irmão Afonso me chamou! — Disse Erick.
Os Capangas riem e levam Erick até o dono do cassino clandestino:
— Ora, ora, você deve ser o irmão!? — Perguntou o dono do cassino.
— Onde está o meu irmão? — Questionou Erick.
— Aquele merda? Vou leva-lo até ele, me acompanhe. — Disse o dono do cassino levando Erick até Afonso.
Chegando a sala onde Afonso está Erick é surpreendido ao ver o irmão sentado em uma cadeira com dois grandalhões apontando uma arma para sua cabeça:
— Afonso!? O que está acontecendo aqui? — Questionou Erick.
Afonso tenta responder, mas é interrompido pelo dono do cassino clandestino:
— Seu irmãozinho tem uma dívida comigo, ele disse que você pagaria.
Erick completamente chocado com a cena que estava presenciando não encontra palavras para responder.
— Bom, se você não vai pagar, só tem uma forma de cobrar! — Disse o mafioso fazendo um sinal para os capangas que engatilham as armas.
Afonso fica desesperado e clama pela ajuda de Erick, ele sempre meteu-se em enrascadas, mas nunca havia sido pego, ele sempre dava um jeitinho de fugir e solicitar a ajuda do irmão, será que dessa vez Erick o abandonaria? A loja de suplementos não ia bem, a crise atingiu a muitos setores da economia, mas Erick prometeu a mãe, e em meio a todo aquele desespero Erick finalmente consegue falar.
— EU PAGO! EU PAGO A DÍVIDA! Mas por favor libertem ele pelo amor de Deus! — Disse Erick.
— Sendo assim, aqui está o valor! — Respondeu o mafioso entregando um relatório de dívidas a Erick.
Quando Erick olha o relatório, tem um novo susto, a dívida de Afonso era gigantesca, o valor superava a marca de um milhão de reais, Erick então olha para Afonso e esboça uma reação já conhecida do rapaz, ele estava visivelmente desapontado, Afonso não tinha
conserto e isso deixava Erick sem chão, sem esperanças e com o coração aos pedaços.
Os capangas soltam Afonso e o deixam ir embora com Erick, mas antes que eles pudessem sair o dono do cassino dá um último aviso a Erick:
— Você tem três dias para pagar a dívida de seu irmão, se em três dias eu não receber é melhor já ir encomendando o caixão.
Erick olha para Afonso desolado, aquela tinha sido a gota d’agua, Afonso jamais havia desapontado o irmão tão profundamente, Erick segue em direção ao carro e Afonso o acompanha, no carro Erick não diz uma palavra e Afonso não consegue encontrar uma forma de começar a se explicar. Afonso sabia que havia cometido um erro terrível e se envergonhava com isso, mas ao mesmo tempo ele era aproveitador e sempre foi, sabia que o irmão faria qualquer coisa por ele, e sempre o perdoava no fim.
— Erick, eu… — Começou Afonso até ser interrompido por Erick.
— Não diga nada, apenas me escute. — Falou Erick.
— Eu não tenho esse dinheiro, e não sei como você vai pagar essa dívida, eu consegui te livrar hoje, mas não sei o que você vai fazer daqui para frente, não me procure mais Afonso, eu não tenho como ajuda-lo, eu cansei de livrar sua cara e isso não cabe mais a mim, eu fiz tudo o que era possível, agora é hora de você andar com as suas próprias pernas. — Completou Erick.
— Mas Erick? Eles vão me matar!! O que eu vou fazer? — Questionou Afonso apavorado com o que o irmão acabará de falar.
— Eu não sei Afonso, eu já fiz tudo o que podia por você. — Respondeu Erick.
— E a promessa que você fez a nossa mãe? — Perguntou Afonso tentando mexer no psicológico do irmão.
— Não envolva nossa mãe, eu não tenho como te ajudar mais, eu estou no limite Afonso, minhas lojas não faturam esse valor, eu não tenho de onde tirar esse dinheiro. — Disse Erick estacionando o carro.
— Eu sinto muito! — Completou Erick.
Afonso então olha para o irmão com raiva nos olhos e desembarca do carro, como Erick poderia fazer isso com ele, não importa o que ele fez, era seu irmão e Erick tinha o dever de o ajudar, Erick tinha o dever de pagar a dívida, ele prometeu a mãe, bom pelo menos era o que Afonso pensava.
No caminho para a loja Erick pensa em tudo que disse para o irmão, ele sabia que não podia descumprir a promessa que fez a sua mãe, mas era justo ter de cuidar de Afonso como se ele fosse uma criança? Será que toda essa responsabilidade cabia a ele? Era o que Erick pensava, mas e agora? Onde arrumar o dinheiro? O casamento com Aline era só na semana que vem e mesmo assim o dinheiro do acordo não seria pago em três dias, isso leva tempo, os investidores ainda nem haviam chegado, Erick precisava de um plano.
No apartamento, Aline, Raul e Natalia conversam sobre a novidade do casamento, Raul e Natalia ficam chocados com toda a história que a amiga havia contado, casar por um investimento parecia loucura, mas ao mesmo tempo um excelente negócio e é claro que eles toparam ajudar, afinal com esse trio é um por todos e todos por um.
No meio da conversa os três ouvem a campainha, Aline vai até a porta e uma visita a surpreende.
— Erick? O que faz aqui? — Questionou Aline.
— Preciso da sua ajuda, é urgente! — Respondeu Erick.

Descobrindo o Amor – Capítulo 4 : O Trio.

Capítulo 4: O Trio.

No dia seguinte Aline acorda e vai direto ao aeroporto ela estava ansiosa pois seus dois melhores amigos estavam para chegar, Natalia e Raul as duas melhores pessoas que Aline já havia conhecido. Natalia era uma moça extremamente sensível, doce e dedicada, sempre pronta a auxiliar a todos, mas não mexa com os seus sejam eles amigos ou familiares pois ai, aaaah meus amigos Natalia se transforma numa leoa. Raul é um jovem espevitado, cheio de energia e alegria, sabe aquela pessoa que topa tudo? Pois bem esse é Raul.
Aline pede para que o motorista do Uber tenha pressa afinal como poderia deixar seus dois melhores amigos esperando, seria um desrespeito fazer isso com eles:
— Ande logo por favor, o avião já deve estar pousando. — Disse Aline aflita.
— Fique Calma, já estamos chegando. — Respondeu o motorista.
Ficar calma, como Aline poderia ficar calma, afinal ela ainda tinha outro abacaxi para descascar, o que ela diria a Natalia e Raul, “Convoquei essa reunião de emergência pois vou me casar às pressas
e preciso que testemunhem um relacionamento falso!” Ela não poderia, mas também não poderia mentir a eles, são como seus irmãos, Aline jamais mentiria a eles, estava decidido, Aline despejaria toda a verdade aos dois.
No aeroporto Aline aguarda no portão de desembarque, ansiosa ela lembra de momentos importantes que viveu ao lado dos dois, são tantas histórias, Aline teve uma adolescência conturbada, era um desastre em relacionamentos e Natalia sempre esteve a seu lado dando conselhos e apoio, o que é irônico afinal Natalia também não tinha experiência alguma no assunto.
Pessoas vem, pessoas vão e nada de Natalia e Raul desembarcarem, Aline já estava aflita, será que havia acontecido alguma coisa? Raul era especialista em meter-se em confusão, namorador como só ele, vivia se metendo em enrascadas, Aline e Natalia o ajudaram diversas vezes. Certa vez Raul havia saído com um homem casado, foi um barraco que só, o marido do dito cujo apareceu no hotel e desceu do salto, foi uma confusão, Aline conseguiu livrar a pele do amigo, largou a culpa no safado do casado e meteu o pé dali com Raul.
Apesar de todo o fogo, Raul era uma pessoa extraordinária, sempre pronto a ajudar, ele nunca abandonou Aline e Natalia, apoiou elas em todos os seus sonhos e objetivos, inclusive quando Aline resolveu tentar a sorte no Rio de Janeiro. Em retribuição a todo o apoio Aline investe na carreira de Raul, ele sonha em fazer sucesso com a música e, diga-se de passagem, ele é sensacional, compõem letras incríveis e já gravou alguns clipes que estouraram na internet, Aline
tem fé que um dia Raul será reconhecido como merece e que seu trabalho vai chegar a nível internacional.
Mas onde estavam Natalia e Raul, eles já deveriam ter desembarcado, Aline caminha de um lado para o outro impaciente com a demora dos dois, será que eles não embarcaram em Porto Alegre? Não seria possível, é uma reunião de emergência e eles sempre respondem ao chamado, mas quando Aline menos espera lá estavam eles, Natalia e Raul, suas testemunhas chegaram, o trio estava formado.

Descobrindo o Amor – Capítulo 3: As Testemunhas

Capítulo 3: As Testemunhas.

Erick volta para a loja de suplementos, enquanto isso Aline chama Taisa e Erick (advogado) para contar a novidade, ela finalmente iria casar, “ mas casar com aquele brutamontes cheio de músculos ”, pensou Aline, bem foi o melhor que ela arrumou, e enfim o negócio estava fechado, agora eles precisam organizar o casamento.
Erick (advogado) e Taisa comemoram a notícia:
— Precisamos comemorar está tudo dando certo! Agora é só preparar a cerimônia no civil, assinar a papelada e fechar o negócio! — Disse Aline.
— É isso! Conseguimos! — Respondeu Taisa.
— Bom, vou fazer umas ligações e tratar tudo com o cartório, precisamos nos apressar, semana que vem os investidores estarão aqui. Aline, você já conversou com o Erick sobre as testemunhas? —Questionou Erick (advogado).
— Testemunhas?! — Perguntou Aline.
— Sim, as testemunhas? Você não acha que os investidores vão acreditar no seu casamento que aconteceu uma semana antes da assinatura do contrato sem testemunhas né? — Disse Taisa.
— Vocês não me disseram nada sobre testemunhas, vocês serão as testemunhas! — Respondeu Aline.
— Aline, nós não podemos ser as testemunhas pelo mesmo motivo que eu não posso casar com você, não convence, entende? — Falou Erick (advogado).
— Mas gente? Quem vão ser as testemunhas? — Respondeu Aline.
Os três se olham, Aline então deixa a sala e vai em direção a cozinha da fábrica, ela entra pega um avental e coloca alguns ingredientes na mesa, eu ainda não falei sobre isso, mas Aline pensa muito melhor quando está confeitando, batendo bolo, fazendo doces, decorando… tudo isso faz com que ela absorva melhor as ideias. Dito e feito, Aline põe a massa no forno avisa o chefe confeiteiro para terminar e corre em direção a loja de suplementos.
Na loja de suplementos, Erick grava alguns vídeos para as redes da loja, isso ajuda e muito a alavancar as vendas, Erick é um cara carismático e conquistou grande parte dos seus clientes através das redes sociais. Erick leva um susto quando ouve uma pequena discussão na recepção da loja.
— Não tente me impedir! Quem você pensa que é garota! Da licença vai, saia da minha frente! — Ordenou Aline.
— Você não vai passar aqui não meu bem! Você já encheu o saco do Erick hoje cedo, agora voltou para que? — Disse Andressa barrando a entrada de Aline.
Erick desce as escadas e questiona:
— Ei…Ei…Eii, o que tá rolando aqui?
— Pois a intrometida dessa funcionária quer barrar a minha entrada! —Respondeu Aline.
— Mas é claro Aline, tá achando que isso aqui é o que? A casa da mãe Joana? — Perguntou Erick.
Andressa olha parra Aline com olhar de superioridade, Aline revida com um olhar de fúria, um olhar tão furioso que se ela lançasse laser provavelmente Andressa estaria em cinzas.
— Pois bem, eu pensei que como sua noiva eu tivesse pelo menos o direito de entrar no seu escritório sem aviso prévio meu amor. — Disse Aline envolvendo seus braços no pescoço de Erick.
Erick olha para Aline com espanto, mas ao mesmo tempo ele gosta da “brincadeira” e revida.
— Bom, então eu espero que eu tenha esse mesmo direito em suas confeitarias e é claro, na fábrica. — Respondeu Erick.
Andressa observa toda a cena com muito espanto:
— Noivos?! Como assim vocês são noivos? Quando isso aconteceu? Erick?! — Perguntou Andressa.
— Sim, noivos queridinha, e agora você já sabe que eu posso passar sem pedir a sua permissão. — Respondeu Aline, agora ela com um olhar de superioridade.
— É sim estamos noivos Andressa, agora eu posso saber o que a minha noiva está fazendo aqui no meu local de trabalho? Por um acaso sentiu saudades de mim? — Questionou Erick com tom de deboche.
— Amor, vamos guardar as intimidades para mais tarde, podemos passar para o seu escritório? — Respondeu Aline puxando Erick em direção ao escritório.
No escritório de Erick, Aline e ele conversam sobre as testemunhas, sim as testemunhas, quem poderiam ser as testemunhas desse negócio, e mais, a jovem teria de desembolsar mais dinheiro para fechar esse contrato? Bem isso poderia acontecer, mas Aline é esperta e daria um jeito nisso sem precisar gastar mais. A moça teve uma ideia mais cedo preparando o bolo que já estava saindo do forno lá na fábrica, uma receita nova, era isso que Aline havia preparado na cozinha da fábrica, um bolo tão gostoso quanto todos os outros que ela já havia criado. Voltando ao escritório de Erick, Aline revela seu plano:
— Mas eles são confiáveis? — Questionou Erick.
— O que? Raul e Natália são as pessoas mais confiáveis que eu conheço são meus melhores amigos desde a infância, mas apenas eles não bastam, preciso que você arrume duas testemunhas da sua parte. —Declarou Aline.
— Bem…. Eu posso dar um jeito, tem a Andressa… — Mas antes que Erick pudesse terminar a frase ele já era interrompido por Aline.
— Aquela cobra? Nunca, jamais deixaria isso acontecer! — Disse Aline revirando os olhos.
— Ok, eu tenho duas pessoas que eu confio tanto quanto você confia nesses dois aí. — Declarou Erick.
— Deixa comigo, pode ficar tranquila. — Continuou.
Aline olha para Erick com desconfiança, mas aceita a escolha dele, se ela podia escolher suas testemunhas de confiança porque Erick não poderia escolher as dele. Aline então se despede:
— Tudo bem! Eu preciso ir, deixei uma massa no formo e preciso voltar para terminar. — Disse Aline.
— Ok, mas antes…. Não rola um beijinho no pai? — Perguntou Erick indo em direção a Aline.
— O que? Que isso garoto, pirou é, tá pensando o que? — Disse Aline tentando fugir de Erick.
— Hahahaha, só queria ver sua reação. — Respondeu Erick rindo.
— Mas eu não gostei dessa brincadeira não, olha bem, eu beijar um brutamontes como você! — Declarou Aline.
— Iiiiihhh alá, tá se achando a última bolachinha do pacote né? Sua fera! — Respondeu Erick.
— FERA é a sua mãe! — Respondeu Aline furiosa deixando a loja de Erick e seguindo em direção a fábrica de Bolos.
Erick observa Aline ir embora e pensa consigo mesmo, “ onde já se viu eu casado com essa fera ”, bem ele precisava do dinheiro e não podia perder tudo o que tinha conquistado. Mas e as testemunhas de Erick, Aline já tinha declarado que convocaria seus dois melhores amigos, amigos esses de infância. Raul era um amigo de Aline lá do Rio Grande Sul, assim como Natália, Aline confiaria a sua vida aos dois, mas e Erick a quem ele poderia confiar essa responsabilidade tão grande, bem a resposta era simples. Pedro e Afonso! Sim! Pedro começou na loja de suplementos com Erick, nos primeiros meses ele se quer recebeu salário de verdade, recebeu uns trocados que Erick lhe deu, Pedro era uma pessoa a quem Erick podia confiar. Afonso? A resposta também é simples, Afonso era seu irmão e fora isso não há explicações, afinal quem não confiaria em seu irmão.
— Preciso falar com eles ainda hoje. — Pensou Erick.
Pedro então é chamado a sala de Erick que explica tudo, Pedro fica chocado com a proposta que o amigo recebeu de Aline, bem era uma proposta irrecusável e a situação da loja não era das melhores, Pedro apoia Erick e é claro aceita ajudar o amigo.
— Eu prometo para você que eu vou te dar uma parte do dinheiro, não se preocupa. — Disse Erick.
— O que? Erick, eu não quero dinheiro nenhum, você sempre me ajudou e apoiou, eu e minha avó, o salário de enfermeira dela já não era mais suficiente, você me tirou da rua e eu te considero um irmão, cara não tem dinheiro no mundo que pague a sua amizade, eu vou te ajudar e vai ser de coração! — Respondeu Pedro.
Erick se emociona e abraça o amigo, o relacionamento deles era realmente muito forte, os dois sempre apoiaram um ao outro e cuidaram, como se fossem realmente irmãos, as vezes Erick achava que era mais irmão de Pedro que de Afonso, seu irmão de sangue.
No final do dia Erick parte para casa, em casa ele faz uma ligação a seu irmão Afonso, ele demora a atender. Afonso atende sem muita vontade pois não gosta de falar com Erick já que sabe que o irmão irá lhe dar algum sermão como de praxe, é sempre assim, cada vez que Erick liga é um sermão diferente e Afonso já não tem paciência para isso.
— Erick? O que há, algum problema? — Questionou Afonso.
— Não, na verdade eu queria saber como você está? — Respondeu Erick.
— Estou bem, você realmente quer conversar agora, estou ocupado… — Tentou desconversar Afonso.
— Bom, vamos direto ao ponto, preciso de sua ajuda Afonso. — Disse Erick.
— Ajuda? — Questionou Afonso.
Ajuda, que tipo de ajuda Afonso poderia dar a Erick, afinal o irmão sempre foi tão independente, uma figura exemplar a se seguir, carismático, esforçado e batalhador, Erick nunca precisou de ajuda para nada, ele sim precisava, Afonso era o irmão que sempre metia-se em problemas, era o irmão que sempre precisava de uma “mãozinha”, mas a curiosidade era grande, o que ele Afonso um mero mortal poderia fazer pelo grandioso e bem-sucedido irmão Erick. A resposta veio:
— Eu preciso que você seja minha testemunha de casamento! — Declarou Erick.
— Testemunha de casamento? — Questionou Afonso surpreso, ele se quer sabia que o irmão estava noivo, quem dirá que já iria se casar.
— A quanto tempo não nos falamos? Você não havia me contado que estava noivo? Que história é essa Erick? — Continuou Afonso.
— Tudo aconteceu muito rápido Afonso, há um tempo que estamos juntos, só queria que você participasse desse momento, você aceita? — Respondeu Erick sem entregar muitos detalhes.
Afonso estranhou, mas como não tinha uma relação tão fraternal com o irmão simplesmente aceitou.
— Tudo bem, tá, eu aceito, só me avisa o dia e hora, eu vou estar lá. — Disse Afonso.
— Ótimo, obrigada Afonso, e se cuida, não se meta em confusão, eu te amo! — Respondeu Erick, feliz e aliviado.
— Tá, relaxa, eu vou ficar bem. — Respondeu Afonso desligando o telefone.
Erick pensa na conversa que teve com o irmão, ele não revelou os detalhes, não revelou por que teve um pressentimento, algo dizia a ele que não deveria contar sobre o dinheiro, o contrato e nada, Erick confiava nesses pressentimentos, sempre que eles o alertavam algo de ruim estava para acontecer, com o tempo Erick começou a ouvi-los e desde aí a ascensão nos negócios surgiu, mas Erick ficou tenso, por que isso agora, nessa conversa, justo com a pessoa a quem Erick sabia que podia confiar. Ele pensou e repensou e não conseguiu uma resposta, mas no fim dormiu de consciência tranquila afinal ele conseguiu o que queria, Erick e Aline finalmente tinham suas Testemunhas.

Descobrindo o Amor – Capítulo 2: O Sócio.

Capítulo 2: O Sócio.

Depois de um dia exaustivo de trabalho, Erick retorna para o seu apartamento, no caminho ele tem diversas lembranças, algumas boas e outras ruins de tudo que aconteceu em sua vida, toda a luta para chegar aonde ele está hoje. Erick passou por poucas e boas antes de se tornar proprietário da sua rede de Suplementos a Fit for Fit, ele trabalhou em diversas profissões durante sua vida para ajudar a sua mãe que sofria com um câncer de mama, infelizmente ela não viveu o bastante para acompanhar a ascensão do filho, mas tinha certeza que ele conseguiria e Erick conseguiu, conseguiu por ela.
Em casa Erick toma um banho, prepara o jantar e senta na sacada de seu apartamento para beber uma taça de vinho, vinhos eram uma paixão de Erick e ele adorava experimentar diversos sabores, mas para um apaixonado por vinhos Erick ainda precisava conhecer uma vinícola, mas isso ainda não havia acontecido e ele percebeu somente agora sentado em sua sacada.
— Essa com certeza é uma coisa que eu ainda não fiz e tenho que fazer! — Pensou Erick enquanto saboreava sua taça de vinho.
De repente Erick pegou-se rindo, mas rindo de que? A sim ele tinha motivos para rir, seria trágico se não fosse cômico, Erick ria de toda a cena envolvendo ele e Aline mais cedo na rua.
— Aquela maluca… — Pensou Erick bebendo o último gole do vinho antes de ir se deitar.
Em seu apartamento Aline saia do banho pronta para se deitar, quando também se pegou rindo de toda situação vivida com Erick.
— Meu Deus! O que foi que eu fiz, sabe penso que eu sou um pouco doida mesmo, mas também, aquele brutamontes, ele me irrita até com seu respirar, mas que eu me vinguei dele hoje a eu me vinguei… o único problema foi meu prejuízo mesmo, mas valeu a pena! — Pensou Aline indo se deitar.
No dia seguinte Aline acorda com uma mensagem de Taisa em seu celular:
“ Os investidores entraram em contato, eles vêm ao Brasil na segunda que vem, isso significa que você precisa estar casada até essa data Aline! ”
— Meu Deus, e agora? — Apavorou-se Aline.
Na fábrica Taisa e Erick (advogado) já estão esperando Aline para resolver o assunto de seu estado civil:
— Graças a Deus você chegou. — Falou Taisa, preocupada com a situação.
— Você já pensou no que vamos fazer? — Disse Erick (advogado).
— Sim, já está tudo decidido! — Declarou Aline.
Erick (advogado) e Taisa se olham, visivelmente confusos com o que Aline disse.
— Bem e como vai ser então? — Disse Taisa.
— Pois bem, Erick, aceita se casar comigo? — Disse Aline se ajoelhado aos pés do advogado.
— O que? — Respondeu Erick (advogado) chocado com a proposta.
— Ué, eu preciso estar casada, não é? Por que não poderia ser com você? — Respondeu Aline.
— Por que não! Aline, os investidores me conhecem, eles já sabem o meu estado civil, o que eles pensariam se me vissem casado com você, eles desconfiariam na hora. Me desculpe, não podemos nos casar. — Concluiu Erick (advogado), deixando Aline visivelmente constrangida e preocupada.
— Então eu não tenho nenhuma ideia melhor, eu não conheço mais ninguém, você era a única pessoa que eu poderia confiar para me ajudar, agora… — Falava Aline até ser interrompida pelas gargalhadas vindas da loja de suplementos.
Taisa então olha para Aline, que descarta a ideia da amiga na hora:
— Não, não mesmo, jamais, tire essa ideia de girico da sua cabeça, não vai rolar! — Disse Aline.
— Pensa bem Aline, você conhece ele, nós conhecemos, ele é uma boa pessoa e pode nos ajudar. — Disse Taisa batendo no braço de Erick (advogado) para que a auxiliasse a convencer Aline.
— É a Taisa tem razão, eu o conheço e sei da sua história, ele é confiável Aline. — Completou Erick.
Erick (advogado) era vizinho do Erick (dono da loja), engraçado isso né? Eles tinham o mesmo nome e moravam na mesma rua, imagina quantas vezes eles não foram confundidos, você mesmo já deve ter confundido ao dois em alguma parte da história, mas o fato é que eles eram amigos e Erick (advogado) conhecia toda a história do Erick (dono da Fit for Fit) e tinha a certeza do caráter e coração dele.
— Ele é uma boa escolha, você só precisa fazer uma proposta a ele! — Disse Erick (advogado) a Aline.
— Vocês têm certeza? Tem certeza do que estão me pedindo? —Perguntou Aline.
— Alguma vez já te colocamos em uma furada Aline? — Questionou Taisa.
— Nunca! — Respondeu Aline.
— É nossa melhor opção agora. — Disse Erick (advogado).
— Bom e qual a proposta que eu faço a ele? — Questionou Aline.
— Ofereça a ele uma “sociedade” no negócio, ofereça cinco milhões a ele, você vai receber cinquenta milhões então eu acho que esse valor é mais que suficiente. — Respondeu Taisa.
— Olha eu aqui, tendo que oferecer dinheiro para um cara casar comigo, que fase em? — Disse Aline.
— Pois bem, eu vou falar com aquele grosseirão. — Disse Aline.
Aline vai até a loja de Erick que revira os olhos quando a vê chegar:
— Ah não, não são nem dez horas ainda e você já está aqui, o que foi que eu fiz agora? — Perguntou Erick indo em direção a Aline.
— Há há há, não fez nada ainda, eu só queria te pedir desculpas por ontem e queria te fazer uma pergunta, mas tem que ser a sós. — Disse Aline.
— Olha só, você sabe se desculpar!? Interessante, uma pergunta a sós? Eu sei que vou me arrepender, mas… vamos subir para o meu escritório! — Respondeu Erick curioso com a pergunta que Aline queria lhe fazer.
Os funcionários de Erick ficaram todos de ouvidos em pé, o que será que a fera queria com o patrão, eles nunca se acertaram, por que agora vão conversar? Todas essas perguntas corroíam eles por dentro, incluindo Andressa, ela era vendedora da loja de Erick a menos de dois anos, era completamente apaixonada por ele e dava diversas investidas no patrão, mas Erick tem um coração muito puro e nunca viu segundas intenções nas investidas de Andressa, afinal ele a via como uma “irmãzinha” e nada mais.
Andressa corre falar com Pedro:
— O que será que a fera quer com o Erick? Ela nunca suportou ele? Por que essa maluca veio aqui? — Questionou Andressa.
— Não sei, mas de uma coisa eu sei, não vai dar boa coisa, nunca da boa coisa com esses dois juntos. — Respondeu Pedro.
No escritório de Erick, ele e Aline conversam:
— Então! Que bons ventos te trazem até aqui? — Questionou Erick.
— Erick, eu… eu preciso da sua ajuda! — Respondeu Aline receosa de perguntar.
— Ajuda? Que tipo de ajuda? — Questionou Erick.
— Bem, eu estou fechando um negócio, e queria te propor uma “sociedade”, bem é quase isso… Erick, esse meu negócio é um contrato milionário só que meus investidores exigem que eu esteja casada, só assim eles vão fechar o negócio, então eu estou aqui para te perguntar… se.… você… bem, eu queria saber se… Erick, você aceita se casar comigo, apenas para fechar o negócio e depois a gente se divorcia, você aceita ser meu marido por um tempo? — Perguntou Aline.
Erick então cai na gargalhada:
— Hahahahahah, casar com você? Hahahaha, meu Deus por que você acha que eu aceitaria? — Disse Erick em meio às gargalhadas.
Aline então começa a ficar irritada:
— E eu posso saber por que você não aceitaria? Sou tão ruim assim? — Perguntou Aline.
— Bem, você é bonita eu não posso negar, mas não, não daríamos certo Aline. — Respondeu Erick.
— E quem disse que temos que dar certo? É tudo de mentira seu asno, é só para fechar o negócio não vamos nos casar e viver juntos para o resto da vida. — Disse Aline.
— E por que eu casaria com alguém que me chama de asno, brutamontes e outras coisas em? — Questionou Erick.
— Por que eu vou te pagar! — Respondeu Aline.
— E você acha que eu me venderia é? — Disse Erick.
— Por cinco milhões de reais! Você aceita? — Respondeu Aline.
Erick então fica chocado com o valor oferecido, ele sabia que era muito dinheiro e recentemente a loja não vinha vendendo como
antes, cinco milhões, quando Erick imaginaria faturar todo esse valor? Era uma proposta tentadora.
— Aceita Erick? — Questionou Aline.
Erick pensa, cinco milhões de reais, será que vale a pena meter-se nessa confusão? Erick era um romântico e sonhava em casar, mas casar por amor e não por dinheiro, será que realmente era a coisa certa a fazer? Casar por dinheiro? Mas veja bem, não era qualquer dinheiro eram cinco milhões de reais.
— Não! — Respondeu Erick, uma resposta rápida e firme, Erick estava certo de sua resposta e não hesitaria.
— Não? — Questionou Aline visivelmente chocada com a resposta.
— Mas Erick, você não quer um tempo para pensar… — Perguntou Aline até ser interrompida por Erick.
— Não, essa é minha resposta, por favor vai embora eu preciso trabalhar. — Respondeu Erick abrindo a porta para que Aline partisse.
Aline então sai da loja de Erick frustrada com a resposta.
— E agora? O que eu faço! — Disse Aline indo em direção a fábrica.
Na loja de Erick, todos ficam curiosos em saber o que Aline fazia ali, Erick então sai do escritório e é atacado por Andressa com a mão cheia de notas e boletos:
— Erick, esses avisos de cobrança acabaram de ser entregues pelo correio, toma. — Disse Andressa entregando a papelada a Erick.
— A claro, elas sempre vem, as cobranças… — Respondeu Erick.
Erick retorna ao escritório e começa a pensar no que fazer para pagar tantas contas, o faturamento das lojas eram bons e ele conseguia se manter, porém ele havia emprestado recentemente um
grande valor em dinheiro ao seu irmão Afonso. Afonso era um pilantra viciado em jogos, ele perdeu dinheiro emprestado por um agiota na jogatina e teve de recorrer a Erick que não pensou duas vezes, afinal ele prometera a mãe que cuidaria do irmão.
Mas o dinheiro emprestado ao irmão começou a fazer falta e Erick está se vendo louco para manter as lojas, funcionários e até sua própria casa. A proposta de Aline cairia muito bem agora, mas por que Erick recusou, afinal era simples ele só precisaria ficar casado por alguns dias e ganharia uma bolada para isso, bem Erick era uma pessoa de caráter, ele sempre foi o orgulho da mãe que no fim da sua vida fez um último pedido:
— Filho, eu sei que logo partirei, você sempre foi um filho exemplar, me ajudou tanto durante a vida, então agora no fim dela eu só tenho três coisas para te pedir, a primeira é que você siga em frente firme e forte, continue sendo esse homem honesto e bondoso, justo e determinado, continue assim meu filho que você vai longe. O segundo pedido é que você tome conta de Afonso, seu irmão é complicado, mas é seu irmão, por favor nunca esqueça disso. E a terceira coisa é que você continue sempre acreditando no amor pois o amor vem antes de qualquer coisa meu filho, só o amor cura, só o amor salva, só o amor vale a pena, o dinheiro, ah o dinheiro é só ilusão meu filho ele vem e vai, já o amor quando ele vem ele fica! O amor Erick é o verdadeiro tesouro.
Então ali estava o motivo, Erick prometeu a mãe em seu leito de morte que colocaria o amor a frente do dinheiro, mas Erick está endividado, sem dinheiro ele não pode cumprir as outras promessas
que fez a mãe, o que fazer? Se não pagar as contas ele pode perder tudo o que conquistou, tudo o que batalhou, estaria tudo perdido. Erick pensa e repensa e toma uma decisão. Erick vai até a fábrica.
Na fábrica Doce Mel Aline, Taisa e Erick (advogado) pensam em uma solução para fechar o contrato quando são interrompidos pelo telefone:
— Dona Aline, o senhor Erick da loja de suplementos está aqui e deseja falar com a senhora. — Disse a secretaria em uma ligação.
— O Erick? Aqui? Deixe-o entrar! — Respondeu Aline.
— Ele está aqui! Será que mudou de ideia? — Questionou Taisa.
— Não sei, mas seja o que for, Aline, você precisa trata-lo bem, pelo amor de Deus ele é nossa única chance. — Disse Erick (advogado).
Erick então entra na sala de Aline, enquanto Taisa e Erick (advogado) deixam a sala.
— Erick, você por aqui, que surpresa! — Disse Aline.
— Eu vou ser direto com você, eu aceito a sua proposta de “sociedade”, preciso do dinheiro então vamos logo com isso, eu caso com você! — Disse Erick
— Pois bem, então eu vou chamar meus advogados e amanhã mesmo assinamos o nosso contrato! E de quebra organizamos tudo para esse fatídico evento. — Respondeu Aline.
— Sócios? — Perguntou Aline estendendo a mão a Erick.
— Sócios! — Respondeu Erick apertando a mão de Aline.

Descobrindo o Amor – Capítulo 1: A Guerra de Bolos.

Capítulo 1: A Guerra de Bolos.

Você deve estar se perguntando quem é essa mulher atirando bolos nesse homem no meio da rua a essas horas da tarde, bem essa é Aline Aparecida Ferreira. E para te explicar o porquê ela e esse brutamontes musculoso estão discutindo e disparando bolos um contra o outro, primeiramente preciso te contar como chegamos até aqui!
Como havia comentado anteriormente, essa é Aline e ela vive aqui, na cidade maravilhosa, a linda e charmosa Rio de Janeiro, mais especificamente no Leblon. Aline se mudou para cá com apenas 18 anos, uma jovem menina que veio do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro cheia de sonhos e vontade de vencer.


10 anos atrás…


— Vamos lá Aline! Foi para isso que você veio para cá! — Pensou a jovem preparando-se para sair vender seus quitutes.
Aline pega sua cesta cheia de bolos e doces feitos por ela mesma e parte em direção a orla de Copacabana.
— Oi, me vê uma fatia de bolo por favor! — Pediu o jovem Erick.
Erick era um jovem estudante de direito que estava prestes a se formar advogado.
— Claro, você quer de quê? — Perguntou Aline.
— Pode ser de chocolate! — Respondeu Erick.
— Vem cá, você não é daqui não né? — Questionou Erick.
— Não, cheguei recentemente a cidade, sou do Sul. — Respondeu a jovem.
— Percebi pelo seu sotaque, bem-vinda ao Rio! — Disse o rapaz.
Erick era um jovem bom, ele adorava ajudar as pessoas e detestava injustiças, por isso optou formar-se em direito, para ajudar aqueles que mais precisavam.
— Obrigada pelas boas-vindas, desde que cheguei me vi assustada, mas não fujo do serviço não, comecei a vender bolos e doces hoje e estarei aqui todos os dias, mas e ai o que você achou? — Questionou Aline apreensiva com a resposta.
Erick come um pedaço do bolo e tem uma surpresa, era como se uma alegria invadisse seu coração repentinamente, ele não sabia explicar, mas aquela havia sido a melhor fatia de bolo que Erick já comeu na vida, ele sorri para a jovem que aguarda ansiosamente um veredito.
— Uau! É delicioso, eu nunca comi nada igual, parabéns… — Disse Erick estendendo a mão a Aline.
— Aline! Meu nome é Aline! — Respondeu a jovem apertando a mão de Erick.
— Sou Erick! E tenha certeza de que amanhã voltarei! Agora preciso ir até mais Aline. — Despediu-se o rapaz.
Aline observa Erick ir embora pela orla de Copacabana animada, a jovem tem um pressentimento, ela sabia que aquele era só o começo, mas mesmo assim já deslumbrava um futuro grandioso.


De volta a atualidade…


No Rio de Janeiro Aline enfrentou diversas batalhas, até que finalmente construiu seu império de doces, atualmente ela é dona de uma rede de confeitarias, e lá eles vendem de tudo, bolos, doces, pães… tudo que você quiser eles fabricam, dos produtos mais simples aos mais sofisticados, tudo que se pode imaginar eles fazem.
Hoje Aline se reuniu com seus advogados, Taisa e Erick, sim o Erick lembra dele pois então ele se formou e hoje é um dos melhores advogados do país. Taisa é uma menina inteligentíssima e sempre foi muito amiga de Aline, desde que ela chegou ao Rio, já que as duas dividiram apartamento por um bom tempo.


10 anos atrás…


No aeroporto Aline desembarca e sente-se assustada, era uma cidade nova e muito diferente de onde ela viera, Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul, mas ainda não se comparava ao Rio de Janeiro, tudo era diferente ao que Aline viveu ou conheceu.
— Com Licença, será que você pode me ajudar? — Disse Aline a uma mulher que a acompanhava no portão de desembarque.
— Me desculpe, estou atrasada! — Declarou a mulher afastando-se de Aline.
— Com licença senhor, será que você pode me ajudar? — Perguntou Aline a um homem que também passa pelo portão de desembarque, mas dessa vez esse nem respondeu.
— É as coisas aqui serão diferentes! — Declarou Aline.
Aline segue e ao sair do aeroporto assusta-se ainda mais, o que ela faria agora? Ela era apenas uma jovem assustada em uma cidade grande. A jovem pensa e toma coragem, ela sempre enfrentou seus medos e nunca fugiu da luta, era hora de encarar essa nova realidade.
— Boa noite! Eu preciso de um… — Dizia Aline a um taxista até ser interrompida por uma voz feminina que vinha em direção a eles.
— Boa noite, você pode me levar a esse endereço? — Questionou uma moça entregando um papel para o taxista.
— Claro! — Respondeu o taxista.
— Ah, me desculpe, você ia pegar esse? — Questionou a moça apontando para o taxi.
— É na verdade eu nem sei… sou nova aqui, estou perdida e preciso encontrar alguma pensão ou coisa do tipo. — Respondeu Aline.
— Bem, você precisa de um lugar para ficar então? — Perguntou a moça.
— É, preciso… — Confirmou Aline um pouco envergonhada.
— Olha só, tenho um quarto para alugar se você quiser, moro no Rio a alguns meses e aluguei um apartamento grande, se tiver interesse a gente pode dividir. — Ofereceu a moça.
— Claro! Tenho sim! — Respondeu Aline animada.
— Ótimo! Aliais, me chamo Taisa! — Disse a moça estendendo a mão a Aline.
— E eu Aline! — Respondeu a jovem apertando a mão de Taisa.


De Volta a atualidade…


Atualmente Taisa e Erick trabalham com Aline como seus advogados e os três estão em uma reunião importantíssima para o futuro da rede de confeitarias Doce Mel.
— Aline, você precisa se casar! Essa é uma das condições do contrato, os sócios precisam ser casados. — Informou Erick.
— Isso é um absurdo, não faz sentido nenhum essa condição! — Respondeu Aline.
— Nós sabemos, mas são as regras, não há o que fazer ou é isso ou você perde o acordo! — Disse Taisa.
— E como vou arrumar um marido a essa altura do campeonato? Vocês pensaram nisso? — Revidou Aline.
De repente ouve-se gargalhadas vindas do estabelecimento do outro lado da rua, O estabelecimento era uma loja de suplementos alimentares, Aline odiava aquela loja, o dono era completamente insuportável, estava sempre alegre e otimista, a felicidade dele era realmente algo surpreendente, para ele não havia tempo ruim.
— Olha lá, lá estão eles, não sei como está tudo sempre bem na vida deles, esse povo não tem um problema para lidar não?? — Comentou Aline enquanto observa ao lado de Taisa e Erick os meninos descarregando uma carga de suplementos que acaba de chegar na loja.
— “Vambora, Vambora” que o dia é longo rapaziada! — Disse Erick, o dono da loja, enquanto os meninos descarregavam as caixas do caminhão.
— Iiiii, a lá Erick, parece que alguém já chegou para trabalhar! Hahaha. — Falou um dos funcionários da loja apontando em direção a fábrica Doce Mel.
Erick vira-se em direção a fábrica e percebe Aline e seus advogados os observando.
— Ele nos viu!? — Disse Aline a Taisa e Erick (advogado) enquanto os três escondem-se atrás das cortinas.
— Acho que não! — Respondeu Erick (advogado).
— Bem que você podia casar com ele né? — Propôs Taisa a Aline.
— O que??? Você pirou é garota? Eu nunca casaria com aquele brutamontes cheio de músculos, aliás pelo visto é a única coisa que ele tem né? Músculos. — Respondeu Aline, descartando a ideia da amiga.
— Bem, o fato é que você precisa se casar com alguém, com ele ou não, você precisa estar casada em uma semana. — Disse Taisa.
— Me deixem pensar, anda, saiam daqui. — Falou Aline dispensando os advogados da sua sala.
De volta a loja de suplementos, Erick faz a conferência dos produtos que acabaram de chegar, mas é interrompido por uma pequena discussão que começará em frente a loja.
— Ei, ei você não pode estacionar aqui não, nós estamos aguardando mais uma carga que já está para chegar. — Disse Pedro, um dos funcionários de Erick ao motorista do caminhão que vinha buscar os produtos da fábrica para uma das confeitarias de Aline.
— O que está rolando aqui? — Questionou Erick interrompendo a discussão.
— Esse cara quer estacionar na vaga, mas a próxima carga já está para chegar. — Respondeu Pedro.
— Calma cara, a gente pode… — Mas antes que ele pudesse concluir a frase Aline chega e interrompe-o.
— Que palhaçada está rolando aqui? — Disse Aline, disposta a encerrar a discussão.
— O que acontece é que esses rapazes não me deixam estacionar aqui para carregar os bolos dona Aline. — Disse o motorista do caminhão.
— A é, e por um acaso a rua é sua senhor Erick? Você comprou esse estacionamento para você e esqueceu de avisar é? — Provocou Aline.
Erick então vira para ela e pensa bem antes de falar:
— Olha, não vou discutir com você, não vale a pena, quero ter um bom dia hoje, e isso nunca acontece quando eu discuto com a vossa senhoria. — Respondeu Erick em tom de deboche.
— A é mesmo, pois saiba que comigo acontece o mesmo, seu brutamontes. — Disse Aline provocando-o.
— Iiiihh… — ouviu-se um coro das vozes dos funcionários de Erick.
— Eu posso até ser um brutamontes, mas pelo menos as pessoas gostam de mim, ao contrário de você que mais parece uma fera. —Respondeu Erick.
Quando ele termina sua frase, o tempo simplesmente fecha e de repente Aline surta e perde totalmente o controle, Aline detesta ser chamada de fera, ela passou a infância toda sendo chamada de ferinha, por conta de sua mãe que sempre foi muito explosiva, infelizmente a menina acabou herdando esse temperamento da mãe e acabou se tornando uma pessoa um pouco difícil de lidar, e Erick sabia qual era seu ponto fraco.
— FERA!? COMO VOCÊ OUSA ME CHAMAR DE FERA, SEU MONTE DE MUSCULOS, GROCEIRO!!! — Gritou Aline ateando bolos e doces em direção a Erick e seus funcionários ali mesmo, no meio da rua.
— MALUCA! — Gritou Erick.
— MALUCA É SUA MÃE SEU BRUTAMONTES! — Revidou Aline.
— Aline, pelo amor de Deus… — Tentava conter Taisa.
— PELO AMOR DE DEUS É O CAR… — Respondeu Aline em fúria.
— ALEM DE DOIDA AINDA É MAL EDUACADA! — Provocou Erick.
— OOOOOHHHH!!! — Ouviu-se um couro das vozes das pessoas ali presentes.
— EU VOU TE MOSTRAR QUEM É MAL EDUCADA! — Respondeu Aline atirando um bolo inteiro no rosto do rapaz.
Foi o maior barraco, Aline teve que ser contida por Taisa enquanto Erick tentava desviar dos arremessos de bolo, sobrou até para o motorista do caminhão de suplementos que acabava de chegar para descarregar mais uma remessa. E assim retornamos ao início da nossa história, A Guerra de Bolos.
Em seu escritório Aline limpa-se dos bolos que arremessou em Erick no meio da rua:
— Aquele brutamontes pensa que é quem para me chamar de fera? Eu devia processa-lo! — Disse Aline ainda cheia de ódio.
— Processa-lo? Você está maluca, no meio do nosso negócio milionário, você não pode se envolver em nenhum problema jurídico não Aline. — Falou Erick (advogado).
— Mas Erick, você viu o que… — Falava Aline até ser interrompida.
— Não Aline, o Erick tem razão, você não pode meter-se em nenhum problema jurídico até fechar o contrato. — Decretou Taisa.
Na loja de suplementos, Erick também limpava-se dos ataques de bolos que havia sofrido por Aline:
— Essa mulher é maluca, completamente pirada, é por isso que está solteira, quem irá querer dividir a vida com essa maluca. — Resmungou Erick.
— Mas quem iria querer dividir a vida comigo? — Disse Aline a Erick (advogado) e Taisa.
Quem iria aceitar dividir a vida com uma fera, essa era a pergunta que precisava ser respondida, o negócio é muito bom para Aline, mas ela precisa estar casada. Aline precisa de ajuda, ela precisa de um sócio.

Continua…

Descobrindo o Amor, dia 13 de Abril disponível no site.

Dia 13 de Abril de 2022, temos uma novidade incrível no site do Autor de Primeira Viagem, é o lançamento do primeiro livro da trilogia Descobrindo o Amor. A novidade vem a três meses do lançamento do último livro da trilogia que acontece em Julho de 2022.

Os capítulos serão disponibilizados aos poucos para que você acompanhe essa doce aventura. E se você quiser adquirir os dois primeiros livros é só acessar o site do clube de autores, Amazon, Americanas e Submarino.

Abaixo você acompanha a sinopse dessa doce, divertida e apaixonante aventura:

Aline é uma jovem gaúcha que construiu um império de doces no Rio de Janeiro, ela está prestes a fechar um contrato milionário, mas antes precisa cumprir uma exigência e é ai que Erick entra na história. Muita confusão, altos e baixos e um amor capaz de enfrentar qualquer problema são fatores que marcam essa história.

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