A Profecia: Capítulo 6

Autor: Fábio Anhaia

Na tribo Panimbi reúne todos os guerreiros que iniciam uma ronda, ninguém entra e nem sai da aldeia, enquanto isso Ynibi reúne as mulheres e avisa:

– Não deixem seus filhos sozinhos, é extremamente proibido que saiam da aldeia, precisamos racionar a comida e a água e qualquer movimento suspeito deve ser informado a mim, Panimbi ou meu Pai.

Aldeia dos Iroquois – Google Imagens

Mais tarde naquele dia Panimbi e Ynibi conversam na tenda da jovem:

– Está tudo bem Panimbi? – Perguntou Ynibi.

– Sim, estava pensando sobre a besta que está a solta. – Respondeu Panimbi.

– E se nós esquecêssemos um pouco disso, estamos seguros, nossos melhores guerreiros estão fazendo ronda. – Disse Ynibi.

Panimbi e Ynibi – Google Imagens

Ynibi o beija, a jovem sobe sobre as pernas de Panimbi e os dois começam a se amar. Após algum tempo Ynibi se deita sobre o braço do amado e diz:

– Panimbi, eu te amo!

Panimbi olha para Ynibi com ternura e responde:

– Eu te amo Ynibi! Vou sempre te amar!

Panimbi vira o rosto para o lado meio pensativo, Ynibi percebe e questiona:

– Você ainda está inquieto!?

– Ynibi eu preciso te contar uma coisa, eu menti para vocês! – Revela Panimbi.

Ynibi se levanta chocada com a revelação de Panimbi e questiona:

– Do que você está falando? Mentiu sobre o que Panimbi?

Panimbi envergonhado responde:

– Meu pai! Meu pai verdadeiro não era guerreiro de City, meu pai era City, e eu não vim atrás de vocês apenas procurar ajuda, Ynibi eu vim em busca do meu irmão!

Ynibi confusa questiona:

– Seu irmão? Como assim Panimbi? Quem é seu irmão?

Panimbi responde:

– Iboni! Iboni é meu irmão!

Ynibi ficou confusa e surpresa com a revelação e então Panimbi começou a explicar:

– Meu pai City teve um filho fora do casamento com a mãe de Iboni, quando minha mãe a descobriu matou a mãe de Iboni, Taki o pai adotivo de Iboni o assumiu e após um acordo com meu pai City, Taki foi embora da tribo e acabou aqui com vocês. Na noite do ataque a nossa aldeia, meu pai me contou toda a verdade e me mandou ao vilarejo da Rainha, ele me contou sobre o casal que ajudava indígenas a fugir eu os encontrei e vim parar aqui.

– Meu Deus que coisa terrível Panimbi. – Disse Ynibi.

– Ynibi, acredito que quem revelou a localização da nossa tribo a Rainha foi Taki, pai adotivo de Iboni. – Disse Panimbi.

– Mas e você e Iboni, chegaram a conversar? – Questionou Ynibi.

– Na noite em que ia contar tudo a ele, o vi indo em direção a floresta, tentei conversar, mas ele disse que tinha que ir, que ia resolver tudo. – Respondeu Panimbi.

Algumas noites atrás….

Iboni entra na mata e começa a caminhar, no meio de seu trajeto ouve alguém o chamar:

– Iboni! Onde está indo? – Questionou Panimbi.

– Preciso resolver isso! – Respondeu Iboni.

– Você não pode resolver tudo sozinho, você ouviu o Corvo Azul, vamos conseguir nossa vingança, mas precisamos confiar nele! – Disse Panimbi.

– Você não sabe de nada! – Respondeu Iboni entrando na mata. (CAP. 4 A Tenda na Floresta).

De volta a conversa de Panimbi e Ynibi…

Ynibi olha para o chão e diz:

– Panimbi, todos temos segredos, eu mesma tenho os meus.

Panimbi olha para ela com um olhar confuso:

– Você quer falar? Eu te amo e estou aqui para te apoiar!

Ynibi começa a falar:

– Eu não sou filha de Kinobi, eu se quer sou indígena.

Panimbi se espanta e questiona Ynibi:

– Como assim? Do que você está falando?

Ynibi começa a explicar:

– Panimbi, eu sou uma feiticeira, fui encontrada por Kinobi e Vanity, eles me salvaram ainda bebê, eu seria sacrificada por minha mãe Tchaki, eles a impediram.

Panimbi olha para Ynibi com ternura, os dois se beijam e Panimbi declara:

– Eu amo você! E o fato de você ser uma feiticeira não muda nada, vou sempre te amar, aconteça o que acontecer!

Floresta – Google Imagens

Os dois saem da tenda e vão para o jantar, após o jantar todos vão dormir, no meio da noite Ynibi levanta e entra na floresta, ela caminha um tempo e encontra um homem indígena nu caído no chão, ela se aproxima e percebe que esse homem era Iboni.

Continua…

A Profecia: Capítulo 5

Aldeia Iroquois – Google Imagens

Na manhã seguinte todos acordam na aldeia e notam o desaparecimento de Iboni e os quatro guerreiros, Kinobi é avisado e convoca uma reunião:

– Chame o Corvo Azul, ele precisa estar presente.

Panimbi então vai até a tenda do Corvo Azul e percebe que está vazia, Panimbi corre para avisar Kinobi mas tem uma surpresa, no caminho de volta ele encontra o Corvo Azul e o questiona:

– Corvo Azul, onde você estava? Kinobi convocou todos a uma reunião.

O Corvo Azul então responde:

– Estava na mata, não consegui dormir, então fui rezar ao Grande Espírito.

Panimbi olha com desconfiança e avisa:

– Precisamos ir, Iboni e quatro guerreiros estão desaparecidos.

O Corvo Azul se aproxima de Panimbi e pergunta:

– Você não os viu Panimbi?

Panimbi olha nos olhos do Corvo Azul e responde com receio:

– Não… e você Corvo Azul? Não encontrou com eles na mata?

O Corvo Azul se afasta, olha no fundo dos olhos de Panimbi e responde:

– Vi! Eu vi Iboni conversando com alguém antes de entrar mata adentro.

Antes que Panimbi pudesse questioná-lo Ynibi chega e os avisa:

– Corvo Azul, Panimbi, mau pai os aguarda!

Os três se dirigem a tenda de Kinobi, após a reunião todos chegam a conclusão de que Iboni e os guerreiros foram atrás da Rainha Negra, sendo assim o Corvo Azul achou melhor partir logo antes que algo de ruim pudesse acontecer com Iboni e os guerreiros. O Corvo Azul inicia sua jornada ao castelo da Rainha Negra, ele monta em seu cavalo e entra mata adentro, não demorou muito até encontrar um acampamento de soldados do reino.

– Olá! – Disse o Corvo Azul.

Os soldados o cercam e questionam:

– Quem é você Índio?

O Corvo Azul responde:

– Me chamo Tamaki! Quero que me levem a sua Rainha!

Os soldados o prendem e levaram-no ao castelo.

Castelo da Rainha Negra – Google Imagens

No castelo a Rainha Negra estava sentada em seu trono recebendo os informes matinais do reino até que é interrompida por um dos seus soldados:

– Minha Rainha, ele está aqui! Os soldados o encontraram na mata!

A rainha imediatamente levantou-se e respondeu:

– Tragam-no até mim!

Os guardas entram com o Corvo Azul preso:

– Finalmente está aqui! – Disse a Rainha.

– Ouvi muito sobre você, dizem que veio para salvar os Iroquois, pensei que fosse mais intimidador, não se parece um herói de guerra. – Disse a Rainha com um tom de deboche.

O Corvo Azul olha para a Rainha e revida:

– Não sou um herói de guerra, não vim para lutar, eu não estou aqui para derramar sangue, meu dever aqui é restaurar a paz, a paz que seu pai Rei Marx e o Chefe Inoby haviam estabelecido.

A Rainha, com um olhar tomado pelo ódio, se aproxima do Corvo Azul e responde:

– Essa Paz se foi, está morta e enterrada, junto a ela!

A Rainha vira-se e começa a caminhar em direção ao seu trono quando é interrompida pelo Corvo Azul:

– Eu posso ajuda-la, podemos fazer isso juntos!

 A Rainha para sua caminhada, vira-se para ele e responde com um olhar lacrimejante:

– Não tem como você trazer alguém de volta, não do mundo dos mortos.

O Corvo Azul responde:

– Kinobi não superou, mas eu posso ajuda-lo, ele tem outra filha, nunca esqueceu Tamaki e nem o que você fez, mas eu posso ajudá-lo a superar, mas antes preciso que você ceda, preciso que me ajude a restaurar a paz.

A Rainha então dá um sorriso e diz:

– Não estou falando da morte de Tamaki, levem-no daqui.

O Corvo Azul não entendendo muito do que a Rainha estava falando implora:

– Por favor Elisabeth, precisamos parar essa matança, me deixe ajudá-la, me explique os motivos e eu poderei conversar com Kinobi!

Os guardas se aproximam do Corvo Azul e quando ele percebe olha diretamente a Rainha Negra e diz:

– Você não pode me prender, jamais poderia.

 A Rainha então se levanta do trono e revida:

– Eu aposto que posso! Prendam-no AGORA!

O Corvo Azul então olha para a Rainha e com um sorriso começa a refletir uma luz sobre todo o seu corpo, uma luz que começa a crescer e crescer cada vez mais, a Rainha perplexa se senta em seu trono e diz:

– O que é você?!

De repente a luz começa a diminuir e o Corvo Azul com um olhar amoroso olha para a Rainha e responde:

 – Sou a luz da vida! Sou o amor do mundo! Sou a solução para você e os Iroquois!

Na aldeia, todos ficam alvoraçados com a chegada de um índigena, Batiki o único guerreiro que sobreviveu ao ataque da besta na floresta, Kinobi chega em meio a multidão e apavorado com o estado do jovem guerreiro questiona:

– Batiki? O que aconteceu? Onde está Iboni e os outros?

Com a voz tremula, Batiki responde:

– Estão todos mortos! Existe um mau na floresta, uma besta terrível! Ela nos atacou, tentamos fugir, mas ela nos alcançou, sobrevivi porque cai no rio, mas graças ao grande espírito Iboni me encontrou, disse que tem um jeito e ele vai deter a Rainha Negra!

Kinobi vai até sua tenda com Ynibi e Panimbi e os três começam a conversar:

– Eu não quero que ninguém saia da aldeia, vamos reforçar a segurança, precisamos nos proteger, se essa besta que matou nossos guerreiros resolver nos atacar precisamos estar preparados, não podemos arriscar. – Disse Kinobi.

– Vou reunir os guerreiros, vamos proteger nosso lar! – Disse Panimbi.

– E eu vou reunir as mulheres e crianças, precisamos nos proteger e ficar unidos! – Disse Ynibi.

De volta ao castelo, a Rainha Negra e o Corvo Azul conversam:

– Como você pode me ajudar? – Pergunta a Rainha.

– Nós precisamos começar a tratar dessa escuridão de dentro para fora Elisabeth, para que no final só haja luz! – Disse o Corvo Azul.

A Rainha olha para ele com um olhar de desconfiança e questiona:

– Como você sabe meu nome? Em nenhum momento eu te disse?

O Corvo Azul responde:

– Eu sei muita coisa sobre você Elisabeth, mas vamos começar devagar, uma coisa de cada vez.

Elisabeth percebe que ali pode estar nascendo uma amizade, o Corvo Azul não é como os outros indígenas, ele é compreensível e entende a ela e tudo o que se passa, mas esse pensamento se vai assim que ela lembra do que aconteceu naquela noite, na terrível noite da morte de Tamaki, a noite da Grande Tragédia, dos Anos de escuridão.

– Kinobi nunca irá me perdoar, eu mesma não me perdoaria, eu sinto muito Corvo Azul, mas acho que está errado, a paz nunca será restaurada e você sabe o motivo. – Disse a Rainha.

O Corvo Azul explica a Rainha que ele sabe de muita coisa que aconteceu no passado, ele sabe, pois consegue enxergar através da alma das pessoas, porém a alma da Rainha Negra é escura e de alguma forma há ali algo que ele não consegue ver.

– Eu não sei o real motivo, não sei o que te levou a fazer aquilo, mas se você me contar talvez possamos resolver, podemos fazer um novo tratado e acabamos com essa matança. – Disse o Corvo Azul.

A Rainha olha para ele com um olhar pensativo e responde:

– É tarde, nada vai voltar a ser como antes, está livre para ir!

– Eu vou ficar! Não saio daqui enquanto não mudarmos essa situação. – Disse o Corvo Azul.

– Pois bem, se você deseja ficar então fique, mas deixo claro que nunca vou deixar de caçá-los, nunca vou desistir, não haverá outro tratado. – Declara a Rainha.

General Kurtz – Google Imagens

Na mesa do jantar estavam todos reunidos, a Rainha Negra, o Rei Romeu, o general Kurtz que é o braço direito da Rainha e o Corvo Azul.

Em meio ao jantar o Rei questiona ao Corvo Azul:

– Então você é um espírito?

O Corvo Azul com um sorriso responde:

– Eu sou a resposta do chamado de ajuda, uma forma ancestral invocada pelos Iroquois.

– Um espírito! – Diz o general Kurtz e todos riem, menos o Corvo Azul que ficou pensativo.

– Chamem do que vocês quiserem, sou a ajuda e isso é o que importa. – Respondeu o Corvo Azul.

De repente um soldado desesperado entra no salão de jantar e grita:

– ELE ENTROU!!! TENTAMOS IMPEDIR, MAS NÃO TEM COMO PARA-LO!!!

Então uma terrível besta atravessa o corpo do soldado com suas garras enormes e o atira em cima da mesa.

O general levanta-se e convoca os guardas para proteger a Rainha que fica completamente apavorada com a cena que acabará de presenciar, o Rei pega em sua mão, mas ela não esboça reação alguma, simplesmente está em choque.

O Corvo Azul também muito impressionado com o que viu, se dirige a frente dos soldados e fica cara a cara com a fera:

– O que é você? – Questiona o Corvo Azul enquanto encara a terrível fera.

A besta o observa com um olhar como se compreendesse a pergunta e ao mesmo tempo procura a melhor forma de atacar. O Corvo Azul olha para o fundo dos olhos da besta e sente algo estranho.

–Magia Negra! Embaku! – Conclui o Corvo Azul.

Então a besta o ataca, o Corvo Azul ergue uma de suas mãos e de forma inacreditável segura a mão da besta e em seguida proferiu algumas palavras estranhas e a besta fuge do castelo sem se quer olhar para trás.

No meio da floresta a besta cai e começa a se contorcer como se estivesse passando por uma transformação, se arrastando pelo chão e sentindo seus músculos se contorcerem, a besta se transforma em um homem, não só um homem, ela se transforma em Iboni, e ali em meio àquela floresta completamente nu, Iboni desmaia.

Iboni volta aquela caverna e encontra o monstro de fogo que olha fixamente a ele e diz:

– Você é fraco, eu te dou o maior dos poderes e você fracassa, você precisa deixar suas crenças antigas para trás e só assim poderá se tornar o mais poderoso dos guerreiros

– Eu vou, vou conseguir! Me deixe voltar e dessa vez eu não falharei! – Respondeu Iboni.

Tudo escurece novamente e Iboni acorda em meio a mata.

Lendas do Folclore Brasileiro: A Cuca.

Google Imagens

Fonte: todamatéria.com.br e culturagenial.com

A Cuca é uma personagem do folclore brasileiro, trata-se de uma bruxa velha com aparência assustadora que possui cabeça de jacaré e unhas imensas, dona de uma voz assustadora, a Cuca rapta as crianças desobedientes. Reza a lenda que a bruxa Cuca dorme uma vez a cada sete anos. Por isso, os pais tentam convencer as crianças a dormirem nas horas corretas pois, do contrário, serão levadas pela Cuca.

Uma versão feminina do “bicho-papão”, a Cuca é conhecida por devorar as crianças mal-comportadas, o escritor e folclorista brasileiro Amadeu Amaral resumiu a sua simbologia, descrevendo-a como uma “entidade fantástica com que se mete medo às criancinhas”.

Criada para assustar os “meninos inquietos, insones ou faladores”, como explicou Câmara Cascudo no Dicionário do Folclore Brasileiro, se configura como uma ameaça que pode assumir várias aparências diferentes.

A Profecia: Capítulo 4

Autor: Fábio Anhaia

Guerreiros Iroquois – Google Imagens

No meio da noite quatro guerreiros caminham pela floresta em busca de Iboni, os quatro andam pela mata passo a passo para não chamar a atenção, até que de repente encontraram Iboni, ele parecia diferente, de alguma forma os quatro sentiam que aquele não era Iboni.

– Iboni, trago notícias da aldeia, o Corvo Azul, ele cancelou o ataque ao reino da Rainha Negra, disse que vai sozinho ao Castelo. – Informou um dos guerreiros.

Iboni parecia frio, sem emoção alguma, não respondeu, ficou pensativo.

– O que aconteceu com você Iboni? Por que não responde? O que vamos fazer agora? – Perguntou outro guerreiro.

– Onde ele está? – Perguntou Iboni com um tom de voz firme.

– Ele vai partir amanhã com o nascer do sol. – Afirmou um dos guerreiros.

Iboni não disse nada, apenas saiu andando floresta adentro até que desapareceu entre as árvores e a escuridão.

8 horas antes…

Iboni entra na mata e começa a caminhar, no meio de seu trajeto ouve alguém o chamar:

– Iboni! Onde está indo?

– Preciso resolver isso! – Respondeu Iboni.

– Você não pode resolver tudo sozinho, você ouviu o Corvo Azul, vamos conseguir nossa vingança, mas precisamos confiar nele!

– Você não sabe de nada! – Respondeu Iboni entrando na mata.

Tenda da Floresta – Google Imagens

Iboni caminha pela mata até encontrar uma clareira, na clareira há um tipo de tenda indígena, Iboni entra. Dentro da tenda ele encontra diversos artefatos indígenas, a tenda é escura e Iboni sente um arrepio na espinha.

– Olá?! Tem alguém aí?? Me chamo Iboni e estou à procura de Tchaki! – Chamou Iboni.

A Feiticeira – Google Imagens

Ele não recebe nenhuma resposta, a tenda parece abandonada. Quando Iboni desiste e resolve ir embora, algo se levanta em meio ao escuro, uma sombra enorme se forma diante de seus olhos, Iboni ficou apavorado, e então ele ouve uma voz:

– O que você procura Iboni, filho de City! – Disse a sombra.

– Não sou filho de City! Sou filho de Hatyk! – Respondeu Iboni.

– Sua vida esconde segredos que você não é nem capaz de imaginar Iboni. – Disse a sombra.

Nessa hora, a sombra começa a diminuir, até que do meio da escuridão surge uma mulher, uma bela jovem, uma feiticeira.

– Eu sou Tchaki, por que você veio até mim? – Disse a feiticeira.

– Preciso da sua ajuda! – Respondeu Iboni.

Tchaki observa Iboni e com um sorriso debochado diz:

– O que você busca tem um preço, e eu posso te afirmar que não é barato.

– Não acredito que seja tão terrível, e além do mais, você não sabia nem quem era meu pai! – Afirmou Iboni.

– Você vai descobrir toda a verdade, assim que fecharmos o acordo Iboni, mas você deveria me ouvir, depois não diga que não avisei. – Disse Tchaki.

– Pois o que eu preciso fazer então? – Perguntou Iboni.

Tchaki /A Feiticeira – Google Imagens

A feiticeira então prepara um ritual com velas e símbolos que Iboni nunca havia visto, de repente ela solicita a Iboni que o mesmo deite-se sobre uma pedra completamente nu e então a feiticeira questiona:

– Agora me responda Iboni, qual é o seu desejo?

Iboni totalmente decidido do que veio a fazer responde:

– Eu desejo ser o maior e melhor guerreiro que já existiu, um guerreiro capaz de destruir a Rainha Negra e todo o seu exército!

A feiticeira começa a caminhar por volta de Iboni o observando e responde:

– Para que isso seja possível, preciso que me de algo em troca!

– E o que você quer? – Questiona Iboni.

– Sua alma! – Responde Tchaki.

– Pois bem, que assim seja, continue feiticeira. – Concordou Iboni.

A feiticeira então sobe sobre ele começa a proferir palavras em um idioma que ele nunca havia visto, faz um pequeno corte em um de seus dedos e começa a derramar gotas de sangue em sua boca, de repente a feiticeira o beija e lentamente Iboni começa a sentir um certo tipo de dor, como se alguém estivesse invadindo seu corpo e arrancando todos os seus órgãos internos. Iboni vê tudo ao seu redor desaparecer, é como se sua alma estivesse deixando seu corpo, Iboni então se vê em uma caverna escura e começa a andar, enquanto caminha pela caverna percebe uma luz, era como se fosse a luz de uma fogueira e enquanto Iboni se aproxima, a luz foi ficando cada vez maior e o indígena se sente cada vez mais aflito.

– Olá, tem alguém aí?? – Chamou Iboni.

Monstro de Fogo – Google Imagens

E então um monstro de fogo surge daquela fogueira, Iboni fica completamente apavorado, estava com tanto medo que acaba caindo para trás, o monstro é enorme, cheio de músculos, com asas gigantes, além de chifres e garras que poderiam perfurar o corpo de qualquer criatura com muita facilidade, o monstro olha para Iboni caído e diz:

– Porque viestes até mim?

Iboni com uma voz tremula responde:

– Desejo me tornar um guerreiro invencível, a feiticeira disse que poderia me ajudar.

O monstro terrível observa Iboni com desprezo e responde:

– Você sabe o custo disso?

– Sim! – Afirma Iboni.

– E mesmo assim você quer? – Questiona o monstro.

Iboni, tomado pela coragem, levanta-se, olha para o monstro e diz:

– SIM! É O QUE EU MAIS DESEJO!

O monstro aproxima-se com sua enorme cabeça e então sopra, Iboni sentiu todo o seu corpo queimar, uma dor terrível, ele jamais havia sentido algo assim antes, Iboni começa a perder o sentido aos poucos e enfim cai. Após o ocorrido Iboni acorda no meio da mata com um semblante estranho, como se não tivesse alma e começa a andar.

Enquanto seguia sua jornada Iboni encontra quatro guerreiros da tribo que lhe contam tudo sobre a decisão tomada pelo Corvo Azul de ir até a Rainha Negra sozinho, Iboni sem nenhuma reação apenas entra floresta adentro e começa a andar até que desaparece entre as árvores e a escuridão.

Os quatro guerreiros sem entender nada da reação de Iboni começam uma caminhada de volta a aldeia, de repente começam a sentir como se estivessem sendo observados por algo ou alguém, um arrepio começa a surgir na pele dos jovens guerreiros até que ouvem um barulho, era como se fosse um galho quebrando. Eles procuram entre as árvores e não veem nada então decidem continuar a jornada.

A Besta – Google Imagens

Mais alguns passos e eles ouvem o barulho novamente, porém dessa vez foi mais alto, parece que algo está mais perto do que da primeira vez, um dos guerreiros então olha para trás e a única coisa que consegue ver é um enorme galho de árvore vindo em sua direção, o galho simplesmente atravessou seu corpo como uma agulha atravessa o tecido, os outros três guerreiros começam a correr desesperadamente mata a dentro, um deles olha para trás e vê uma sombra os perseguindo e então tropeça em um tronco velho, outro guerreiro para e tenta ajuda-lo porém era tarde e a fera que os perseguia já tinha pego seu amigo. A fera pega o guerreiro e começa a despedaçá-lo como se ele fosse feito de papel, os dois guerreiros então voltam a correr até que chegam a um riacho, a fera então os alcança, eles ficam chocados com o que veem em sua frente.

Toda coberta de sangue a fera os observava, ela tem quase três metros de altura, pelos listrados e presas enormes, além de enormes garras que poderiam perfurar qualquer coisa com muita facilidade, era um tigre gigante. A fera pega um dos guerreiros pelo pescoço e aproxima-o de seu rosto e então o abocanha arrancando parte do rosto do guerreiro, em seguida ela começa a decepá-lo como se ele não fosse nada, parte por parte.

O quarto e último guerreiro observando tudo aquilo começa a andar de costas em direção ao riacho completamente apavorado com a cena, despercebido e com muito medo ele cai na água e desaparece.

Vida de Estudante

Autor: Fábio Anhaia

Era quase meio dia quando o sinal tocou, os alunos saem da escola como se estivessem desesperados, e talvez eles realmente estejam.

Aquela correria toda, aquele desespero se estende na rua lateral da escola, será que algo aconteceu? Uma briga? Ah todos adoram uma boa briga de escola, só pode ser isso!

Seguindo a rua, alguns conversam, outros riem, os grupos vão unidos e apertando o passo em direção a avenida principal, praticamente toda a escola vai na mesma direção.

Não era diferente com Pedro, Natalia e Raul, assim que o sinal tocou os três juntam os cadernos e apressam-se, afinal, ninguém perderia aquele ato que estava para acontecer, todos aguardavam ansiosamente o fim da aula, não poderiam se atrasar.

Natalia, Raul e Pedro conversam sobre algum assunto qualquer quando uma enorme besta vem em sua direção, ouve-se algum tipo de grito expelido por Natalia, mas Raul e Pedro nem prestaram atenção já que fugiam daquele enorme besouro.

Mas nem aquele besouro enorme foi capaz de impedir que os três corressem, afinal o ato estava quase para acontecer, na esquina da rua lateral da escola com a avenida principal o sinal abre, os três observam a avenida e ah não! Lá vem ele! O ônibus, o mais precioso e desejado transporte da vida acadêmica, mas antes que os três pudessem se lamentar o sinal fecha e eles correm para parada de ônibus, eles conseguiram, mais uma vez a batalha foi vencida, eles chegam antes do ônibus parar.

Quando as portas do ônibus se abrem uma nova batalha, aquele turbilhão de jovens começa a integrar o interior do veículo, nem sei se podemos chamar aquilo de ônibus, é tanta gente que parece uma lata de sardinha em óleo, mas enfim, o importante é chegar em casa antes do meio dia.

Mas a batalha ainda não chegou ao fim, Raul desce na primeira parada e de fora do ônibus abana para os amigos, na segunda parada Natalia e Pedro descem, mas um fato não muito agradável acontece, a menina escorrega em um barranco e acaba com a bunda no chão, Pedro preocupa-se e grita “NATAAAAAAAALIIIA”, bem, ele não precisava, se o menino não tivesse gritado talvez ninguém teria visto, mas são coisas de amigos, ao perceber que ela estava bem, os dois riem, aliais não só os dois, mas o ônibus todo.

A vida de estudante tem dessas, eles riem, estudam, fazem amizades e é claro, correm atrás do ônibus, e algumas vezes alguns escorregam nos barrancos da vida, mas eu posso afirmar com toda a certeza que essa é a melhor fase da vida de uma pessoa.

A Profecia: Capítulo 3

Autor: Fábio Anhaia

O Corvo Azul – Google Imagens

Todos na aldeia se reverenciaram diante de um novo guerreiro indígena, um ser misterioso, ninguém nunca havia visto antes, mas era como se todos soubessem quem ele era, kinobi levantou-se e foi de encontro a ele.

– Eu o invoquei, agradeço a sua presença, precisamos de você! – Disse Kinobi.

– Você me chamou, rezou por minha ajuda e aqui estou! – Respondeu o Indígena.

Kinobi levou o Indigina a sua tenda, junto a ele apenas Ynibi, Paninbi e Iboni, um jovem guerreiro que estava disposto a lutar pela mão de Ynibi, puderam entrar. Dentro da tenda Kinobi começou a falar:

– Esse é o Corvo Azul, ele é um espirito guerreiro que surge sempre que nossa tribo precisa, ele vem através de nossas orações sagradas, ele escuta nossas preces e decide se somos dignos ou não de sua ajuda, sua forma vem de acordo com nossas necessidades, se precisamos de conselhos ele vem a imagem de nossos maiores conselheiros, se precisamos de comida ele vem a imagem de nossas colheitas, se precisamos de água ele vem a imagem da chuva! – Explicou Kinobi.

– Ele veio a imagem de um guerreiro!? –Disse Ynibi.

– Sim minha filha, é chegada a hora, não podemos mais fugir, vamos lutar contra a Rainha Negra e vingar nossos ancestrais! – Disse Kinobi.

O Corvo Azul ouviu toda a história de Kinobi, escutou tudo com o máximo de atenção, depois de ouvir tirou suas conclusões.

– O povo dos Iroquois já sofreu demais, e o que a Rainha fez foi terrível, ela tirou a vida de uma criança e não foi capaz de deixar a alma seguir a diante e juntar-se ao grande espírito. – Disse O Corvo Azul.

– Vamos atrás da Rainha Negra e vamos libertar seu povo! – Disse o Corvo Azul.

Mais tarde Paninbi estava sentado à beira de um riacho com um olhar profundo, parecia que estava pensando em algo, Ynibi reparou e foi ao seu encontro.

– No que está pensando? – Disse Ynibi.

– Estava pensando sobre o Corvo Azul, seu pai disse que ele vem através das nossas preces, e que ele julga nossos pedidos, eu rezei a ele muitas e muitas vezes, principalmente quando meus pais foram levados, então por que ele não apareceu para mim? Ele julgou que a vida dos meus pais não era tão importante? – Disse Paninbi.

– O Corvo Azul, é o mensageiro do grande espirito, é a forma que o grande espirito encontrou de nos ajudar Paninbi, ele não julgou a vida de seus pais, talvez ele soubesse que meu pai iria pedir ajuda, ou até mesmo tenha aparecido a você, na minha forma, você nos procurava e eu o encontrei, Paninbi ele sempre nos ajudará, ele é a nossa luz, nosso guia, nunca duvide dele. – Respondeu Ynibi.

– Você está certa Ynibi! – Disse Paninbi.

Iboni – Google Imagens

De longe, Iboni observava os dois, corrompido pelo ciúme ele entra mata a dentro, o índio caminha pela mata até encontrar uma clareira, na clareira havia uma tenda indígena, ele entra.

Na aldeia, o Corvo Azul conversa com Kinobi.

– Knobi, você entende que o que vamos fazer não é vingança, nós vamos libertar seu povo das maldades da Rainha Negra. – Disse o Corvo Azul.

– Vingança ou não, o que eu quero é a Rainha Negra morta, então não me importa do que você chama, apenas faça. – Disse Kinobi. 

A noite chega e todos vão dormir, o Corvo Azul estava sentado sobre uma pedra na luz do luar, Panimbi observa e até pensa em ir conversar com ele, mas não vai, Ynibi percebeu que Iboni não estava entre eles e vai ao encontro de Panimbi.

– Panimbi, Iboni não está na aldeia, para onde será que ele foi? – Disse Ynibi.

– Não o vejo desde que saímos da tenda de seu pai, provavelmente deve estar se preparando para guerra, Iboni é o melhor guerreiro da tribo, não se preocupe, tenho certeza que logo ele aparece. – Respondeu Panimbi.

De repente, o Corvo Azul levanta da pedra e vai até a tenda de Kinobi, ouve-se uma discussão e os dois saem da tenda, Kinobi pede para que todos da tribo acordem pois haverá um novo pronunciamento, quando todos levantam o Corvo Azul começa a falar:

– Prestem muita atenção, estamos cancelando o ataque ao reino da Rainha Negra, eu irei sozinho ao castelo! – Declarou o Corvo Azul.

Todos ficaram revoltados com a notícia e Kinobi pede silencio.

 – Como assim cancelar o ataque, você nos prometeu vingança! – Disse um guerreiro.    

 – Não! Eu prometi liberdade! – Respondeu o Corvo Azul.

– Escutem bem o que vou dizer, eu tive um encontro com o grande espírito a pouco, e ele me mostrou ao que essa batalhe nos levaria, e acreditem, não é a vitória.

– E o que vamos fazer então? – Perguntou Ynibi.

– Eu vou ao castelo, não se preocupem, a liberdade virá. – Declarou o Corvo Azul.

Após a declaração, um pequeno grupo de guerreiros entra na floresta e o restante da tribo volta a dormir.

No meio da Noite Ynibi acorda com um barulho e decide verificar, ela olha por um buraco em sua tenda e flagra o Corvo Azul entrando na floresta, Ynibi pensa em segui-lo, porém desiste e volta a dormir.

Continua…

A Profecia: Capítulo 2

Autor: Fábio Anhaia

Durante os anos de escuridão muita coisa mudou, Kinobi casou-se novamente e teve uma filha de beleza extraordinária chamada Ynibi. Kinobi e sua esposa viveram muito tempo juntos, ele a amava, porém não mais que sua falecida mulher Ybambi, ele jamais a esqueceu assim como seu filho Tamaki, também nunca esqueceu o juramento que fez.

     Kinobi e Vanity (segunda esposa) – Google Imagens

Kinobi envelheceu, sua filha cresceu e se tornou uma bela mulher e todos na aldeia queriam casar-se com Ynibi. Porém o chefe decretou que para ter a mão de sua filha, o guerreiro deveria mostrar coragem e se tornar o melhor da tribo.

Ynibi acredita no amor e não gosta de nenhum dos guerreiros da tribo, mas mesmo assim aceitou a condição de seu pai e se casará com o vencedor da disputa.

Certa vez Ynibi estava na beira de um riacho quando ouviu um barulho no mato, escondeu-se rapidamente pensando que poderia ser um soldado da rainha. Para surpresa de Ynibi não eram os soldados da rainha, mas sim um indígena, um guerreiro perdido da tribo dos Iroquois, após as batalhas de anos de escuridão muitos indígenas se separaram o que fez que muitos se perdessem.

     Ynibi – Google Imagens

Paninbi é um jovem guerreiro corajoso, Ynibi se apaixonou à primeira vista e foi ao encontro do rapaz.

 – Quem é você? De onde vem? E o que quer aqui? – Disse Ynibi.

 – Eu sou Paninbi, sou da tribo dos Iroquois, meus pais e eu nos perdemos da grande tribo a muito tempo, desde então estou em busca dela. – Respondeu Paninbi.

Paninbi se encantou com a beleza de Ynibi, e não foi difícil de se apaixonar por ela.

– Vou leva-lo a meu pai, tenho certeza que será bem recebido, meu pai lamenta os anos de escuridão a tempos, estamos tentando nos reconstruir longe da rainha negra. – Disse Ynibi.

Paninbi – Google Imagens

Os Iroquois nomearam a rainha Elisabeth de rainha negra por conta de a mesma usar um vestido preto desde a noite do primeiro ataque, nunca se soube o motivo, mas ela sempre vestiu preto desde aquele trágico dia.

Ynibi levou Paninbi até seu pai que fez diversos questionamentos ao jovem.

– Como você e sua família se separaram da tribo? – Disse Kinobi.

– Foi a muito tempo, estávamos dormindo e ouve um ataque, os soldados mataram dezenas de nós, minha mãe e meu pai me pegaram pelo braço e então nós corremos, corremos até não ouvir mais os gritos de desespero de nossos irmãos, o chefe de nossa tribo era City, ele também foi assassinado naquela noite. – Revelou Paninbi.

– City? City era meu guerreiro, filho de Taki, irmão de Ybambi! – Disse Kinobi.

– E onde você viveu esse tempo todo? Onde estão seus pais? Como nos encontrou? – Disse Knobi.

– Meus pais e eu fomos acolhidos por uma pessoa do reino da rainha negra! –Disse Paninbi deixando todos chocados.

– Do reino da rainha? Mas como seria possível, todos têm a ordem de entregar os indígenas a rainha! – Disse Ynibi.

– Eram boas pessoas, nos acolheram durante anos, vivemos escondidos, meus pais estavam desesperados não queriam mais fugir. – Respondeu Paninbi.

– A alguns dias os guardas bateram na porta fizeram uma revista na casa toda, meus pais foram pegos, eu escapei, fui atrás deles no castelo, consegui entrar, passei por um jardim, havia uma tumba de ouro, não sei o que havia lá, só sei que não encontrei meus pais, os guardas me viram, então eu fugi, entrei na mata e caminhei durante dias tentando encontrar vocês, e agora estou aqui. – Disse Paninbi.

– Sei que o senhor busca vingança da rainha negra, estou aqui porque também busco! – Disse Paninbi.

– Entrou no castelo dela? Como passou pelos guardas? – Disse Kinobi.

– Existe uma passagem, tenho um amigo, ele me ajudou, tem sangue indígena, mas a mãe é branca, sempre nos ajudou levando alimentos, ele pode nos ajudar! – Disse Kinobi.

– Se tem sangue indígena é nosso amigo, reúnam as tropas, chamem os guerreiros, vou selecionar alguns, vamos começar um plano de vingança contra a rainha negra! – Decretou Kinobi.

Kinobi selecionou alguns guerreiros espiões e começou uma reunião.

– Esse é Paninbi, é guerreiro de uma de nossas tribos que era comandada por City, infelizmente foram atacados pela rainha negra, Paninbi conseguiu escapar e veio nos ajudar a deter a rainha, veio nos ajudar a se vingar! – Disse Kinobi.

Paninbi explicou tudo, contou tudo o que sabia inclusive sobre a tal tumba de ouro no jardim, Kinobi resolveu investigar qual o motivo de existir uma tumba de ouro no jardim da rainha, o chefe enviou alguns guerreiros.

Os guerreiros partiram na noite seguinte, na manhã após partirem retornaram, todos estavam chocados com o que descobriram, Paninbi não sabia como explicar.

Na noite anterior…

No castelo a rainha Elisabeth fazia seus afazeres reais quando foi avisada de que indígenas foram vistos no jardim, ela correu imediatamente a tumba de ouro, mandou abrir as portas da tumba e lá estava ainda, um caixão de ouro.

– Abram, abram agora! –Disse a rainha.

Os guardas abrem o caixão, e lá estava, dentro do caixão havia o corpo de um bebê enrolado em ervas medicinais que impediam a sua decomposição. Assim que conferiu a rainha ordenou que o caixão fosse fechado, e fortaleceu a segurança da tumba, ordenou que os guardas revistassem o castelo e descobrissem por onde os índios entraram.

        Elisabeth – Rainha Negra – Google Imagens

Na aldeia Paninbi começou a contar a Kinobi tudo o que havia descoberto.

– Entramos na tumba, dentro dela havia um caixão com uma placa, meu amigo que nos ajudou leu para nós, a placa dizia que havia ali o preço a pagar pelo sofrimento da rainha, enquanto ela não a encontrasse, aquele corpo nunca seria de Kinobi e a criança jamais teria seu descanso eterno. –Revelou Paninbi.

Kinobi – Google Imagens

Kinobi ordenou que todos saíssem de sua tenda, Ynibi queria ficar, porém ele ordenou que a retirassem de lá. Kinobi ficou na tenda durante três dias fazendo orações indígenas. No terceiro dia Kinobi parou de repente. Ynibi vai ao encontro do pai.

– Papai, o que está acontecendo? – Disse Ynibi.

– Ele chegou! – Respondeu Kinobi.

– Ele quem papai? – Questionou Ynibi.

–A ajuda! O Corvo Azul. – Disse Kinobi.

Continua…

Outra vez, Muito Obrigado!

Por: Fábio Anhaia

As vezes parece post repetido, mas não é, eu não canso de agradecer a todos vocês pelo apoio e carinho comigo. sinto-me privilegiado por tanto amor. O lançamento do meu livro aconteceu essa semana e estou muito contente e grato com todos que já compraram seu exemplar, espero que estejam desfrutando de cada pagina com muito amor.

Para quem ainda não adquiriu, acesse o site do clube de autores através do link abaixo e adquira já, junte-se a mim nessa doce e divertida história, você não vai se arrepender!

https://clubedeautores.com.br/livro/descobrindo-o-amor-3

Muito obrigado a todos que já fazem parte desse grandioso circulo de amor, espero que continuem comigo nos projetos futuros, tem muita novidade por vir.

Obrigado, obrigado e muito obrigado!

O Tão Aguardado 20 de Julho de 2021

Por: Fábio Anhaia

Estive procurando as palavras certas durante essa semana para agradecer tanto amor, carinho e apoio que venho recebendo esses últimos dias. Esse ano tem sido uma montanha russa para mim, são tantos sentimentos, tantas coisas acontecendo, algumas fenomenais, outros terríveis e mesmo assim tenho recebido tanto afeto.

Nesse dia 20 de julho de 2021 quero começar agradecendo a Deus, pois sei que sem ele nada teria sido possível, sem ele eu não estaria onde estou, nesse momento tão incrível e importante para mim Deus sempre esteve ao meu lado. Quero agradecer a minha família por todo o apoio que estão me dando, saber que vocês sentem, nem que seja um pouquinho, mas sentem orgulho de mim é satisfatório demais. Quero agradecer aos meus amigos amados, vocês são incrivelmente perfeitos.

E por fim quero agradecer a você leitor, a você que aguardou esse momento comigo, que contou os dias para ler Descobrindo o Amor, para você que acompanha os posts no site, para você que me enviou mensagem, fica aqui meu muito obrigado!

Quero agradecer em especial algumas pessoas: Renato, Suelen, Natasha, Rafael, Luana, Thais, Jaci, Cassi, Vó Sonia, Vó Nena, Tia Bruna, Tia Cátia, Leticia e Ione.

Vocês foram as primeiras pessoas a ler o livro e eu estou muito feliz com isso, são pessoas especais para mim e eu espero que tenham ou estejam curtido cada página.

Nesse aniversário quem ganha o presente sou eu, tantos amigos, tantos leitores, tantas conquistas, algumas perdas, mas o mais importante, quanto amor recebi até aqui!

A Profecia: Sinopse

Por: Fábio Anhaia

O Homem trovão, a Feiticeira, o Mago, o Homem Tigre e o Corvo Azul, juntos eles formam a Guarda da Esperança, uma aliança que deve impedir que Embaku conclua A Profecia.

A muitos anos atrás uma terrível tragédia travou uma guerra entre a tribo dos Iroquois e o Reino de Avalor, o motivo nunca ficou claro, mas agora acontecimentos sequenciais irão fazer com que tudo siga conforme A Profecia sempre ditou.

Embarque nessa aventura e descubra todos os segredos dessa história.

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