Livro: A Profecia

Por: Fábio Anhaia

A Profecia foi meu primeiro trabalho literário, com pouquíssima experiência me aventurei em uma história mágica e cheia de segredos.

Por se tratar de um projeto teste, A Profecia foi distribuído para poucas pessoas, mas agora com o site disponível decidi apresentar essa história a todos vocês.

Então se prepare e venha conferir essa aventura para lá de especial comigo, A Profecia estará disponível gratuitamente aqui no site a partir de 20 de julho de 2021, mesmo dia de lançamento de Descobrindo o Amor.

Agora revisada e com melhoras no texto, disponibilizaremos toda terça e sexta-feira um capítulo novo.

Então não perca, a partir de 20 de julho de 2021, A Profecia, aqui no site do Autor de Primeira Viagem.

Corre para matéria seguinte que nós vamos disponibilizar o sumário.

Sumário: A Profecia

Por: Fábio Anhaia

Vem ai um super lançamento no nosso site, A Profecia, meu primeiro projeto literário.

Como anunciado no post anterior, A Profecia será lançado no nosso site no dia 20 de julho de 2021, com isso apresentamos abaixo os capítulos do livro.

Os capítulos serão lançados toda terça e quinta, o livro está sendo revisado e melhorado, então se você foi uma das pessoas que leu o projeto original e quer reler, fique a vontade pois a qualidade estará bem melhor.

Sem mais enrolação acompanhe abaixo o sumário do livro:

Capitulo 1 – A Grande Tragédia, Anos de Escuridão

Capitulo 2 – A Tumba de Ouro

Capitulo 3 – O Corvo Azul

Capitulo 4 – A Tenda na Floresta

Capitulo 5 – A Besta e o Corvo Azul: o primeiro encontro

Capitulo 6 – Segredos revelados: Panimbi e Ynibi

Capitulo 7 – A Feiticeira

Capitulo 8 – Uma amizade Inesperada

Capitulo 9 –  A Profecia: O Início

Capítulo 10 – Amor Proibido

Capítulo 11 – A Profecia: Batalha Final

VIDA

Autor: Fábio Anhaia

Um dia tudo o que conhecemos irá desaparecer, tudo o que existe, tudo o que somos, tudo o que fomos. Os animais serão extintos, os oceanos vão secar, a comida ficará escassa e nós seres humanos vamos nos perguntar “onde foi que erramos?”

Mas por que não nos perguntamos isso agora enquanto há tempo? Onde estamos errando?

As respostas são simples e claras, estamos errando na poluição de nossos rios, no desmatamento de nossas florestas, na caça aos animais em extinção, estamos errando em nossas brigas políticas que não nos levam a lugar algum, estamos errando na falta de amor e compreensão ao próximo.

Estamos errando no preconceito, na discriminação, na falta de empatia. Em um momento delicado ao qual estamos vivendo deveríamos estar nos unindo, ajudando uns aos outros, mas não, continuamos errando.

Enquanto não mudarmos nossa maneira de pensar e agir infelizmente seguiremos nesse triste caminho de dor e escuridão, e no fim de tudo vamos perceber que tínhamos chances, tempo e total condição de ser alguém melhor, de cuidarmos do nosso mundo, de cuidarmos uns aos outros.

O fim pode parecer distante para alguns, mas está mais próximo do que podemos imaginar, basta prestar atenção e perceberá os sinais, as mudanças climáticas, o desaparecimento das espécies, as guerras, a separação das pessoas por causas políticas, as queimadas, as mortes causadas pela pandemia de Covid-19. Tudo isso são sinais do fim, todos esses problemas foram causados por nós.

O mundo pede socorro e está tudo em nossas mãos. Ainda dá tempo de mudar, de salvar, ainda temos tempo para sermos melhores, basta nos esforçarmos um pouco mais e darmos valor as pequenas coisas, darmos valor ao ser humano, ao mundo, a VIDA.

Um mês na web: Textos, curiosidades, livros e muito mais

Por: Fábio Anhaia

A um mês atrás iniciava o que seria a mais louca aventura da minha vida, cheio de ideias e esperança, sempre acreditei que daria certo, e hoje com todo orgulho do mundo posso afirmar que deu certo.

Levaram trinta dias para que organizasse tudo do “jeitinho” que queria, foram vários e vários testes até chegar no modelo ideal, mas finalmente consegui.

Meu site foi criado com o intuito de apresentar ao visitante posts com temáticas curiosas, aqui falamos de filmes, livros, textos autorais, falamos de curiosidades, musicas e tudo o que eu sempre amei.

Espero estar atingindo todas as expectativas, e acredito que esteja.

Hoje, dia 13 de julho de 2021 faz um mês que estamos na web, trazendo diversão, curiosidades, questionamentos e muitos textos para lá de especiais.

Continuem comigo nessa jornada, daqui para frente virão muitos outros textos e posts para debatermos, muitos livros que serão lançados e divulgados por aqui, então não esqueça de nos acompanhar, toda terça e sexta-feira disponibilizaremos os conteúdos inéditos.

Obrigado a todos pelo apoio e companhia, que possamos continuar juntos por muitos e muitos anos!

Fábio Anhaia, o autor de primeira viagem.

A Astronauta

Autor: Fábio Anhaia

Cintia é astronauta da NASA, após anos de treinamento ela está prestes a embarcar em uma viagem para a estação espacial. Na terra ficam seu marido e seu cachorro, Robert a apoiou muito quando ela decidiu aceitar o convite da agência para fazer a viagem.

18 meses atrás…

— Você deve ir, foi para isso que viemos para cá! — Disse Robert.

— Você acha? — Questionou Cintia.

— Acho, fique tranquila, tudo vai ficar bem, e quando voltar, eu estarei aqui! — Respondeu Robert.

De volta a atualidade…

Sentada no banco do foguete, Cintia percebe o seu corpo vibrar, a hora da partida havia chegado. A astronauta começa a ficar ansiosa e começa a imaginar como deve ser o espaço, é a primeira viagem espacial dela.

Cintia imagina o quão lindo deve ser, quantas coisas para descobrir, e a estação espacial? Deve ser incrível. Ao lado de Cintia estava o capitão Julian, essa não era sua primeira viagem por esse motivo ele não estava tão ansioso quanto Cintia, mas o frio na barriga na hora do lançamento nunca o abandonou.

A contagem regressiva se inicia e a menos de dez segundos Cintia e Julian entrariam em orbita rumo a estação espacial.

Do píer em uma praia Robert observava o foguete partir, em seu peito ele já sentia saudades da esposa, mas ao mesmo tempo nunca esteve tão orgulhoso.

Ao fim da contagem o foguete parte rumo ao espaço, Cintia olha pela janela, ela sabe que em algum porto lá embaixo Robert a observa orgulhoso. Quando se deu conta já estavam no espaço, a jovem observa e fica encantada com o que vê.

— É tão lindo! — Pensou Cintia.

Assim que a nave se estabiliza fora da terra, Cintia e Julian avistam a estação espacial.

— É para lá que vamos! — Disse Julian.

— UAU, é gigante! — Declarou Cintia.

Na estação espacial, Cintia observa o quanto o ser humano evoluiu, percebeu o quão incrível a ciência é, “olha onde chegamos” pensou a astronauta, “viemos para fora dos nossos limites”. A verdade é que o ser humano é incrível, a capacidade que temos de nos superar é surpreendente.

— A estação é só o começo! — Disse Julian.

— O ser humano já ultrapassou esse limite, fomos a lua e em breve iremos a Marte! O limite para nós seres humanos é a nossa coragem Cintia! — Concluiu Julian.

Cintia fica encantada com tudo que presencia, ela sonhou com esse momento a vida toda, e agora estava lá.

De repente em uma cidadezinha no interior da paraíba no Brasil, o despertador toca, Cintia uma jovem menina de treze anos desperta de um sonho incrível, era hora de ir para escola, pois só assim Cintia chegará a NASA e tão logo ao espaço.

Reflexão – Texto: Novo dia

Por: Fábio Anhaia

Novo Dia é um texto que me fez refletir muito sobre a vida, sobre nossas atitudes e prioridades, sobre o quanto reclamamos e não damos valor ao momento.

O propósito do texto é fazer com que o leitor reflita esses temas e perceba enquanto há tempo que a nossa vida somos nós quem comandamos.

Todos os dias temos a chance de ser melhor, de fazer o bem, de cuidarmos uns dos outros.

Todos os dias temos a chance de dizer “eu te amo”, de darmos um abraço, de expressar nossos sentimentos.

Todos os dias temos a oportunidade de recomeçar, de pedir perdão, de nos arrependermos.

Mas muitas pessoas deixam esses “novos dias” passarem despercebidos e quando se tocam já não há mais tempo.

Então não deixe para depois, lembre-se do conselho de Marilia:

Aproveite a cada chance que lhe é dada a cada novo dia.

O Livro de Fofocas

Autor: Fábio Anhaia

Ainda não é nem o meio da manhã e a escola está um caos, há pessoas correndo, chorando de raiva, envergonhada, irritada, está um verdadeiro misto de emoções pelos corredores.

Mas o que causou toda essa confusão, ou melhor, quem causou toda essa confusão? Para apresentar-lhes a resposta vamos voltar a uma semana atrás durante a aula de literatura.

São nove e meia e Ricardo, Pedro e Joana estão no meio de sua aula de literatura.

— Um livro? Como vamos escrever um livro professora? — Questionou Ricardo.

— Não é um bicho de sete cabeças Ricardo, é só por em pratica tudo o que ensinei, se tiverem alguma dúvida estarei aqui para saná-la, e ainda há a apostila que pode auxilia-los durante o trabalho! — Respondeu a professora.

Durante o trabalho escolar os três amigos conversam sobre o possível tema que cada um escreveria.

— Escreverei um romance! — Declarou Joana.

— E eu uma aventura! — Disse Pedro.

— Eu não sei o que poderia escrever, não tenho a mínima ideia… — Choramingou Ricardo.

— Bem, você vai encontrar alguma coisa, não se preocupe ainda temos uma semana para divulgar os exemplares na escola. — Disse Joana.

O intervalo chega e todos vão para cantina.

— Aquele bar parece um formigueiro, tenho receio de entrar lá e nunca mais sair… — Disse Pedro enquanto os três observavam o montante de pessoas na fila da cantina.

— Pois é, entrar lá é uma loucura, fora o fato de perdermos o intervalo todo! — Concordou Joana.

— Mas e ai Ricardo, pensou em algo para seu livro? — Questionou Joana.

— Ainda não… — Dizia Ricardo antes dos três serem surpreendidos por Carla, uma aluna do primeiro ano.

— Vocês já sabem da novidade? — Questionou Carla.

— Não! — Responderam os três simultaneamente.

— A Regina do terceiro ano, estão dizendo que ela está traindo o Juarez toda a quinta-feira na sala de filmes da escola. — Revelou Carla.

— O Juarez?? Aquele gato do terceiro ano? — Questionou Ricardo.

— Esse mesmo! — Respondeu Carla.

— Mas gente, até parece um Spin-off de Meninas Malvadas! — Declarou Pedro.

— Verdade! — Concordou Joana e os três riem.

No fim da manhã todos partem para casa. Em seu quarto Ricardo começa a pensar na fofoca que Carla fez durante o intervalo e decide finalmente qual será o tema de seu livro.

— Fofocas, é sobre isso que vou escrever! — Disse Ricardo.

— Falando sozinho filho? — Perguntou o pai de Ricardo ao perceber o filho no quarto.

— Nada não pai, só estava pensando em voz alta. — Respondeu Ricardo.

No dia seguinte Ricardo conta para Pedro e Joana sobre o que decidiu escrever.

— Eu acho arriscado, e se as pessoas descobrirem que as fofocas são sobre elas? — Questionou Pedro.

— Ninguém vai descobrir, é impossível! — Defendeu-se Ricardo.

— Bom, eu concordo com Pedro, mas se você acha que não vai dar problema… — Opinou Joana.

Uma semana depois, os alunos entregam seus livros a bibliotecária que divulga o arquivo na rede escolar. E assim retornamos ao início da história.

Ainda não é nem o meio da manhã e a escola está um caos, há pessoas correndo, chorando de raiva, envergonhada, irritada, está um verdadeiro misto de emoções pelos corredores da escola.

O livro lançado por Ricardo acabou gerando um verdadeiro estrago na escola e todos estão atrás do menino. Trancados na sala de aula, Ricardo, Pedro e Joana conversam.

— Mas o que foi que você fez Ricardo? — Perguntou Joana.

— Eu não sei, as pessoas enlouqueceram! — Respondeu Ricardo assustado.

— Bem, acho que ninguém enlouqueceu, você é que entregou o arquivo errado para a bibliotecária Ricardo, o seu livro de fofocas foi publicado na rede sem a edição dos nomes, você revelou as fofocas da escola inteira! — Revelou Pedro.

— O que?! — Disse Ricardo chocado.

— Como você sabe que foi isso? — Questionou Joana.

— Está aqui, na rede de biblioteca online! — Respondeu Pedro mostrando o celular aos dois.

— E agora? O que faremos? — Questionou Joana.

— Eu vou lá fora, vou tentar conter a situação! — Declarou Pedro.

Ao sair da sala Pedro é agarrado por dois grandalhões que carregam o menino até o pátio principal, uma grande multidão os acompanha. Aproveitando a oportunidade Joana e Ricardo saem escondidos da sala e agacham-se atrás de uma mureta enquanto observam para onde levaram Pedro.

No pátio principal Pedro é posto em um palco onde todos o questionam sobre o paradeiro de Ricardo.

— Gente, muita calma nessa hora! — Solicitou Pedro.

— Não é com violência que vamos resolver as coisas! — Continuou o rapaz.

— Olha, eu sei que o que Ricardo fez foi horrível, ninguém deveria espalhar as fofocas da escola dessa forma, mas ao mesmo tempo ele fez uma coisa boa, já que agora todos sabem a verdade, de forma errada Ricardo nos fez um favor, agora temos a chance de recomeçar, de zerar o passado e seguir em frente! — Concluiu Pedro.

— Do que você está falando, isso não vai ficar assim! — Gritou uma pessoa do meio da multidão.

— Vamos achar o Ricardo e ele vai pagar por ter espalhados nossos segredos! — Concordou uma menina da escola.

Nesse momento Ricardo sai de trás da mureta e declara para multidão:

— Segredos coisa nenhuma! O que eu fiz foi expor as FOFOCAS de vocês, e agora vocês que lutem com seus problemas!

— Olha ele lá, pega ele pessoal!! — Gritou um dos rapazes em meio a multidão.

E assim iniciou-se uma perseguição que durou cerca de duas semanas, Ricardo foi suspenso, mas os alunos iam até a frente da casa dele todos os dias aguardando a chance de pega-lo. Após duas semanas tudo voltou ao normal, Ricardo retornou a escola e passa o tempo todo grudado em Pedro e Joana, ele fez um pedido de desculpas no pátio principal, mas nem todo mundo o perdoou. No fim fica um questionamento, se a escola toda sabia das fofocas, porque perseguiram Ricardo? Afinal ele só juntou em um livro o que todos já sabiam.

A verdade é que a fofoca é um assunto complicado, porque todo mundo sabe, mas ninguém gosta de deixar explícito, e quando isso acontece as pessoas preferem achar um culpado do que assumir seus próprios erros.

Novo dia

Autor: Fábio Anhaia

Mais um dia se inicia na vida de Marilia, desde que completou dezoito anos tem sido assim, uma rotina chata e cansativa.

— Bom dia! — Cumprimenta Ana.

— Bom dia! — Responde Marilia.

Mas porque ela respondeu ”Bom dia”? A vida de Marilia não tem bons dias desde que atingiu a maioridade. Marilia tem um bom emprego e recebe um bom salário, mora em uma boa casa, paga seus impostos como qualquer bom cidadão, qual será o motivo de reclamar tanto?

— Não meu senhor… mas senhor… — Tentava explicar-se Marilia.

— Mas o seu cartão… sim eu entendo, será que o senhor pode me ouvir um pouquinho? — Insistia Marilia.

— Desligou! — Informa Marilia a Ana que trabalha em uma mesa logo a sua frente.

Ana ri da situação, ao contrário de Marilia, ela adora seu emprego e está sempre de bom humor, qual será o segredo dessa fórmula?

— Mais um fim de dia, graças a Deus, não suportava mais! — Declara Marilia.

— É, mais um fim de dia! Obrigada meu Deus! — Agradece Ana.

Em casa Marilia prepara o jantar e após vai direto para cama. Um novo dia se reinicia e Marilia e Ana repetem seus feitos, todo dia era assim, todo dia tudo se repetia, parecia um loop infinito. Ana agradecia esse loop, por outro lado Marilia detestava.

— O pessoal do escritório fará um jantar, vamos comer pizza, você não vem? — Convidou Ana.

— Ah não, tenho muita coisa para fazer em casa! — Recusou Marilia.

— Marilia, vai ser legal, venha conosco, vamos nos divertir! — Insistiu Ana.

— Não! Não tenho tempo, preciso limpar a casa e tenho vários outros afazeres! — Concluiu Marilia.

No meio da noite Marilia abre suas redes sociais e percebe diversas fotos postadas pela equipe do escritório, todos pareciam felizes e aparentemente se divertiram muito. Marilia desliga o telefone e vira-se de lado, ela pensa sobre como seria se tivesse participado e em meio aos pensamentos adormece.

E o loop seguiu por diversos anos, com o passar do tempo Marilia foi se tornando mais amarga, perdia a paciência com qualquer coisa e conversava cada vez menos com Ana. Por outro lado, Ana viveu feliz, se casou, teve filhos e nunca tirou seu sorriso do rosto, mesmo com as ofensas que ouvia de Marilia no trabalho, Ana sabia que não eram por mau e por isso as ignorava.

Hoje no fim da vida Marilia se questiona o que pode ter acontecido com Ana, ela inveja a vida que a colega teve e percebe em uma cadeira de balanço de um asilo que ela poderia ter reclamado menos e vivido mais. Tempo ela teve de sobra, a cada novo dia, surgia uma nova chance, e se hoje alguém solicitasse um conselho a ela, obviamente seria:

Aproveite a cada chance que lhe é dada a cada novo dia.

Arco Íris Futebol Clube – Parte III (final)

Autor: Fábio Anhaia

No dia seguinte quando chegam para o jogo o time de Roberto fica chocado, seus uniformes haviam sido tingidos de rosa e nos nomes dos jogadores haviam ofensas como viadinho”, “sapatão”, “florzinha”, “mariquinha” além de diversas outras.

Mas isso não abalou o Arco Íris Futebol Clube, Matheus que era formado em um curso de costura, customizou os uniformes que ficaram incríveis, as ofensas foram tapadas com pedaços de tecidos que tinham neles palavras de amor e gratidão, os uniformes foram customizados como forma de resistência, não seriam ofensas que abalariam o time, eles tinham um objetivo e estavam ali para cumprir.

— O que eles fizeram com nossos uniformes foi uma forma de tentar nos intimidar! Mas isso não vai nos parar, temos um objetivo aqui e ele vai ser cumprido! Não é pelo motivo de vocês serem da comunidade LGBTQIA+ que vocês não podem jogar futebol, estamos na final, estamos aqui porque gostamos e sabemos jogar, esse preconceito de que futebol é “coisa de homem” já é ultrapassado, nós somos homens, somos mulheres, somos Drags, somos o que somos e amamos futebol, e estamos aqui para provar isso, para mostrar ao mundo que esporte não tem gênero, esporte tem alma, e alma de esportistas nós temos de sobra, vamos para aquele campo e sairemos daqui campeões! Juntos somos fortes! — Declarou Roberto ao seu time.

O jogo se inicia e o time de Pedro faz o primeiro gol, as coisas pareciam ser fáceis, e Pedro subestimou o time de Roberto, mas no decorrer da partida tudo pareceu mudar, o Arco Íris Futebol Clube faz o primeiro gol, alguns minutos depois faz o segundo e o terceiro, não foi muito tempo e fizeram o quarto e o quinto encerrando a partida com a maior goleada do campeonato.

O Arco Íris Futebol Clube foi o campeão do torneio surpreendendo a pequena cidade, nem todo mundo ficou contente com a vitória, mas diversas pessoas comemoraram com o time, desde aquele dia a cidade começou a olhar para as pessoas “diferentes” com outros olhos, ninguém mais selecionava os amigos pelo gênero, as pessoas começaram a ser mais empáticas e menos preconceituosas e tudo por conta de um menino que teve que mostrar a eles que o mundo pode ser mais colorido e que ninguém é melhor do que ninguém. Somos todos iguais, só que cada um da sua forma, até porque amor é só amor!

Arco Íris Futebol Clube – Parte II

Autor: Fábio Anhaia

No dia seguinte Matheus chega a escola e é questionado por Roberto.

— Matheus, você é gay? — Questionou Roberto.

— Bem, eu… Roberto, se eu responder que sim, vai deixar de falar comigo? — Respondeu Matheus.

— Não, porque deixaria? — Declarou Roberto.

Os olhos de Matheus começam a brilhar de alegria e então ele responde:

— Sim, eu sou gay!

— E porque não me contou antes? — Questionou Roberto.

— Bem, os garotos daqui não gostam de mim, eles se afastam quando digo que sou gay… — Respondeu Matheus cabisbaixo.

— Essa é uma cidade pequena, com pessoas pequenas que vivem em seus mundinhos, aqui todos vivem como a “tradicional família brasileira” Matheus, eu vim de São Paulo, uma cidade grande onde todos podem ser quem são sem medo de se expressar, é claro que existe o preconceito, nem todos aceitam, mas é um pouco mais fácil. — Disse Roberto.

— Então não vai deixar de falar comigo? — Perguntou Matheus receoso.

— Não, você não é o único amigo gay que tenho! — Revelou Roberto.

— Obrigada Roberto, isso significa muito para mim! — Agradeceu Matheus abraçando o amigo.

No dia seguinte ao chegar no treino de futebol Roberto é cercado pelos colegas de time.

— Então vocês estão me expulsando do time? — Questionou Roberto.

— Sim! Não queremos “bichinhas” no nosso time! — Disse Pedro.

— Muito bem, se é assim que vocês querem… — Declarou Roberto retirando-se do estádio.

Algumas semanas depois o torneio de futebol municipal se inicia e para surpresa de todos um novo time havia sido inscrito para disputa do torneio, o Arco Íris Futebol Clube.

Formado por diversos jovens da comunidade LGBTQIA+ da cidade o time se apresenta para o campeonato, o capitão do time entrega o nome dos jogadores aos organizadores da partida, o capitão era Roberto o único jovem hétero do time.

O campeonato se inicia, os times foram divididos em dois grupos, os dois melhores do grupo se classificavam para as semifinais, os vencedores das semifinais se classificavam para as finais.

Após duas semanas de jogos os times que chegaram as finais foram anunciados, como de costume o time dos meninos da cidade que tinham como capitão o jovem Pedro se classificou, mas a surpresa estava na classificação do adversário. O Arco Íris Futebol Clube que tinha Roberto como capitão enfrentaria o time de Pedro na final.

— HAHAHAHA, vai ser moleza, vamos acabar com as “mariquinhas”, vocês vão ver! — Anunciou Pedro aos seus colegas de time.

Uma noite antes do jogo da final Pedro invade a sala dos uniformes do torneio e arma uma maldade contra o time de Roberto.

Continua…

O que será que Pedro armou? será que o time de Roberto vai conseguir ser campeão? Na terça-feira você vai descobrir a conclusão dessa história cheia de representatividade.

E não se esqueça, futebol não é coisa de homem, futebol é coisa de GENTE, sem gêneros, sem rótulos, é esporte!

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